Testamentos
“Livro de testamentos escrito por Elionay o Jesus Cristo”
“Em memorias de Eliseu”
A verdade
A verdade é que Elionay escreveu vários testamentos por
perguntar por seu espírito quem ele era e ao longo que Elionay escrevia ia
contando pouco a pouco pois ele era mais que uma e sim varias Divindades.
E algumas perderam o combate e outras venceram com ele mas
ambas eram ele próprio pois estavam encarnados nele.E toda a palavra leva
aquele que leu como levou ele próprio na presença do próprio Deus e ensina
sobre a origem e ao mesmo tempo nos fascina com a sua autoridade e sua
intimidade com Deus como ele era e como si tornou aquilo que ele escreveu.
Amém...
Messias
Messias
Antigo Testamento
Sobre o Messias
Bispo Alexander (Mileant).
Traduzido por Olga Dandolo
Conteúdo: Introdução. Observações
sobre as profecias Messiânicas. Profecias nos livros de Moisés. Profecias do
rei Daví. Profecias de Isaías. O Sofrimento do Messias. A Ressurreição Do
Messias. As Profecias de Daniel. Os Últimos e "Menores" Profetas. A
Espera da Vinda do Messias. Realização das Profecias do Antigo Testamento.
Noções falsas sobre o Messias. No Suplemento: Profecias sobre a Igreja e dos
Tempos do Novo Testamento. Duas Páscoas. A Conversão Próxima do povo judeu para
Cristo. O Indicador das Profecias Messiânicas: a) pelo conteúdo; b) pelos
autores em ordem cronológica.
Introdução
O tema central dos livros sagrados do
Antigo Testamento é a chegada do Messias e o estabelecimento do Reino de Deus
entre os povos. Nós aqui juntamos profecias importantíssimas do Antigo
Testamento, sobre o Messias, o Salvador do Mundo, no intuito de podermos
conversar sobre seu conteúdo e podermos mostrar como estas profecias se
realizaram no Senhor Jesus Cristo e na Igreja do Novo Testamento.
A despeito de sua imensa antigüidade,
as profecias do Antigo Testamento não perderam em nada sua atualidade. Elas
ajudam aos fiéis a entenderem melhor e mais profundamente a sua fé. Aos
descrentes elas atuam como provas da existência de Deus e de Sua participação
na vida das pessoas. Só o fato dos profetas, há muitas centenas e milhões de
anos terem feito profecias tão detalhadas a respeito do futuro, provam que Deus
falava através deles. Para os judeus que acreditam em Deus e que estão à
procura da verdade, nós esperamos que esta brochura possa ajudar a entender com
mais clareza as Escrituras de seus gloriosos antepassados e a perceber, Quem,
juntamente com os Profetas, é o tão longamente esperado Rei e Salvador.
Além disso, a realização das
profecias do Antigo Testamento, no Senhor Jesus Cristo, conforme veremos,
exclui a possibilidade de outro messias, O Verdadeiro Messias só pode ser um -
Ele já chegou. Todos outros pretendentes a este título, no passado e no futuro,
são impostores, enganadores, "lobos em pele de cordeiro." O último
falso-messias, que virá antes do fim do mundo, será o Anticristo. De acordo com
as profecias dos antigos Profetas e Apóstolos, muitas pessoas irão acreditar
nele, como um líder genial e "salvador" da humanidade. Mas ele
proporcionará ao mundo apenas aflição e destruição.
Observações Sobre as
Profecias Messiâncias
Os livros do Antigo Testamento,
conforme poderemos observar, são repletos de profecias sobre o Messias e Seu
Reino abençoado. A meta das profecias do Antigo Testamento era preparar os
judeus, e através deles toda humanidade, para a vinda do Salvador do mundo,
para que no tempo de Sua chegada, Ele pudesse ser reconhecido e eles
acreditassem Nele. Entretanto, a tarefa dos profetas era difícil por diversas
razões. Em primeiro lugar, o Messias deveria ser não apenas um grande homem,
mas ao mesmo tempo ser Deus, ou - Deus-Pessoa. Por esta razão para os profetas
estava iminente a tarefa de descobrir a natureza Divina do Messias, mas de tal
forma que não houvesse pretexto para o politeísmo, para o qual os antigos eram
tão inclinados, inclusive os judeus.
Em segundo lugar, os profetas tinham
que mostrar que a tarefa do Messias consistiria não apenas no aperfeiçoamento
das condições exteriores de vida: na extinção das doenças, morte, pobreza,
desigualdade social, crimes, etc... Porém a meta de vinda Dele ao mundo -
primeiramente seria para ajudar as pessoas a se livrarem do mal interno -
pecado e paixões - e mostrar o caminho para Deus. Realmente o mal físico é
apenas resultado do mal moral - depravação pecaminosa. Se você não limpar
direito uma ferida, não adiantará colocar uma pela sã para curá-la. Por esta
razão o Messias deveria começar salvando as pessoas através da exterminação do
mal pela raiz - na alma da pessoa. Sem isto nenhuma mudança externa, artificial
e coagida nas condições de vida não poderia proporcionar felicidade à
humanidade.
Mas o renascimento espiritual é
impossível sem a participação voluntária e ativa da própria pessoa. É daqui que
provém toda a dificuldade das obras do Messias: é preciso salvar a pessoa
através de sua participação voluntária! Desde que é dada à pessoa a liberdade
de escolha entre o bem e o mal, então sucede que a felicidade universal
torna-se impossível enquanto os justos e os pecadores estiverem juntos. No
final das contas deverá acontecer uma seleção entre um e outro. Somente após a
interferência de Deus no destino da humanidade, o julgamento universal e a
seleção, poderão começar para os renascidos espiritualmente, uma nova vida, na
qual dominarão a alegria, paz, imortalidade e outras bençãos. As profecias do
Antigo Testamento envolvem todos os lados deste longo e complicado processo
físico associado à vinda do Messias.
É claro que nem todas as pessoas
durante os tempos do Antigo Testamento podiam chegar a um entendimento claro a
respeito do objetivo da vinda do Messias. Por esta razão Deus, através de Seus
profetas, gradualmente revelou a identidade do Messias e a organização de Seu
Reino conforme as pessoas alcançavam degraus mais altos usando experiência
espiritual de gerações anteriores. O período das profecias messiânicas abrange
muitos milênios - começando por "Adão e Eva" e se prolongando até os
tempos próximos à vinda do Senhor Jesus Cristo no início de nossa era.
Nos livros do Antigo Testamento
pode-se enumerar várias centenas de profecias a respeito do Messias e Seu Reino
abençoado. Elas estão espalhadas por quase todos os livros do Antigo
Testamento, começando com os Cinco Livros de Moisés e terminando com os últimos
profetas Zacarias e Malaquias. Os que mais escreveram sobre o Messias foram: o
profeta Moisés, rei Daví, os profetas Isaías, Daniel e Zacarias. Aqui, nós
mencionaremos apenas as profecias mais importantes e sublinharemos os
pensamentos nelas abordados. Colocando estas profecias, principalmente em ordem
cronológica, nós veremos como elas aos poucos revelavam aos judeus novos e
novos dados sobre a vinda do Messias: sobre Sua natureza de Deus-Pessoa, sobre
Seu caráter e curso de ações, sobre muitos detalhes de Sua vida. Às vezes as
profecias messiânicas conservam símbolos e alegorias. Conversaremos a este
respeito no decorrer do estudo das profecias.
Com freqüência os profetas em suas
visões proféticas confrontam acontecimentos separados um do outro por muitos
século e até milênios. Aqueles que lêem as escritas dos profetas devem se
acostumar a olhar para os acontecimentos na perspectiva multi-secular, na qual
simultaneamente é mostrado o começo, meio e fim de um processo espiritual longo
e complexo.
A palavra "Messia" (Meshia)
- é hebraica e significa "aquele que unge," ou seja, ungido pelo
Espírito Santo. Traduzindo para o grego, escreve-se "Christos." Na
antigüidade eram denominados de ungidos os reis, profetas e padres de alta
hierarquia, pois, durante a ordenação a essas posições era derramado óleo
abençoado sobre suas cabeças, como símbolo da graça do Espírito Santo, o qual
eles recebiam para realizarem com êxito os serviços impostos. Na qualidade do
próprio nome, "Messias" sempre era referido pelos profetas a um
"Ungido de Deus" especial, o Salvador do mundo. Nós iremos aplicar os
nomes Messias, Cristo e Salvador, tendo em vista Um só Ser.
As Profecias
Nos Livros de Moisés
O profeta Moisés, que viveu 1.500
anos A.C., registrou em seus livros as profecias mais antigas sobre o Salvador
do mundo, as quais no decorrer de muitos milênios foram guardados nas tradições
orais dos judeus. Adão e Eva ouviram a primeira profecia sobre o Messias ainda
no Éden, logo depois de terem comido o fruto proibido. Então Deus disse ao diabo,
que tomou a aparência de cobra: "Porei ódio entre ti e a mulher, entre a
tua descendência e a dela. Esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o
calcanhar" (Gen. 3:15). Com estas palavras Deus julgou o diabo, consolou
nossos pais-antepassados com a promessa de que jamais um Descendente da mulher
abaterá "a cabeça" da própria cobra-diabo, a qual os seduziu. Mas,
diante disto o Próprio Descendente da mulher sofrerá pela cobra, a qual irá
como que "ferir Seu calcanhar," ou seja, irá Lhe proporcionar sofrimentos
físicos. Notável ainda nesta primeira profecia é a nomenclatura do Messias como
"Semente da mulher," o que aponta para o Seu extraordinário
nascimento da Mulher, Que irá conceber do Messias sem a participação do marido.
A ausência do pai físico deriva do fato que nos tempos do Antigo Testamento os
descendentes eram sempre identificados paternalmente e não maternalmente. A
profecia a respeito do nascimento extraordinário do Messias confirma-se mais
tarde com a profecia de Isaias (7:14), a respeito da qual nós ainda
conversaremos. Pelo testemunho dos targumos de Onkelos e de Jonatas (antigas
interpretações das narrações dos livros de Moisés), os judeus sempre atribuíam
ao Messias a profecia da Semente da mulher. Concretizou-se esta profecia,
quando o Senhor Jesus Cristo sofreu com Seu corpo na Cruz, derrotou o demônio -
essa "primitiva serpente," ou seja, arrebatou dele qualquer domínio
sobre a raça humana.
A Segunda profecia sobre o Messias
também encontra-se no livro de Gênesis e fala sobre a benção que se estenderá
Dele sobre todas as pessoas. Isto foi dito a Abraão, quando ele com sua boa
vontade oferecendo em sacrifício seu único filho Isaac demonstrou sua extrema
devoção e obediência a Deus. Aí então, Deus, através de um Anjo prometeu a
Abraão: "...e todas as nações da terra desejarão ser benditas como ela,
porque obedeceste à minha voz" (Gen. 22:18).
No texto original desta profecia a
palavra "Semente" está no singular, indicando com isto, Que nesta
promessa a questão refere-se não a muitos e sim apenas a um único Descendente,
de Quem a benção se estenderá sobre todas as pessoas. Os judeus sempre
atribuíam esta profecia ao Messias, compreendendo-a, porém, no sentido de que a
benção deverá se estender principalmente sobre povos escolhidos. No sacrifício,
Abraão era o protótipo de Deus Pai e Isaac - era do Filho de Deus, que iria
sofrer na Cruz. Este paralelo é mencionado no Evangelho, onde é dito: "Com
efeito, de tal modo Deus amou o mundo, que lhe deu Seu Filho único, para que
todo o que Nele crer, não pereça, mas tenha a vida eterna" (Joã. 3:16). A
importância desta profecia sobre a benção de todas nações da Descendência de
Abraão se evidencia no fato de que Deus confirmou Sua promessa com um
juramento.
A terceira profecia sobre o Messias
foi pronunciada pelo patriarca Jacó, neto de Abraão, quando antes de sua morte
abençoou seus 12 filhos e predisse o futuro destino dos seus descendentes. Para
Judá ele predisse: "Não se apartará o cetro de Judá, nem o bastão de
comando dentre seus pés, até que venha aquele a quem pertence por direito, e a
quem devem obediência os povos" (Gen. 49:10). Pela tradução dos 70
intérpretes, esta profecia tem a seguinte alternativa: "até que não chegue
Aquele, a Quem é determinado vir com certeza e Ele será a esperança das
nações." O cetro simboliza o poder. O sentido desta profecia está em que
os descendentes de Judá terão seus próprios líderes e legisladores até o tempo
em que vier o Messias, aqui denominado como Conciliador. A palavra
"Conciliador" revela um novo traço na característica de Suas
atividades: Ele irá eliminar a hostilidade entre as pessoas e Deus, surgida em
conseqüência do pecado (a respeito da eliminação da hostilidade entre o céu e a
terra os Anjos cantavam, quando Cristo nasceu: "Glória a Deus no mais alto
dos céus e na terra paz aos homens, abjetos da benevolência Divina" (Luc.
2:14)).
O Patriarca Jacó viveu dois mil anos
antes do Nascimento de Cristo. O primeiro chefe da tribo de Judá foi o Rei
Daví, descendente de Judá que viveu mil anos antes do nascimento de Cristo.
Começando por ele a tribo de Judá teve seus reis, e depois, após o cativeiro da
Babilônia, teve seus chefes até os tempos de Herodes o Grande, o qual subiu ao
trono na Judéia no ano 47 antes do Nascimento de Cristo. Herodes era de origem idumeana,
e durante seu reinado os chefes do povo da tribo de Judá perderam completamente
seu domínio civil. O Senhor Jesus Cristo nasceu no final do reinado de Herodes.
Neste ponto torna-se oportuno
mencionar um fragmento histórico que se encontra na "Mishnah," uma
das partes mais antigas do Talmud, onde é dito que os membros do Senedrion,
quando lhes foi tirado o direito da justiça criminal, mais de 40 anos antes da
destruição do Templo (no 30o ano do nascimento de Cristo), vestindo farrapos e
arrancando os cabelos, clamaram: "Desgraça para nós, desgraça para nós: já
faz tempo que o rei de Judá empobreceu, e o Messias prometido ainda não
veio!" É claro que eles se expressavam desta maneira por não terem
reconhecido em Jesus Cristo o Pacificador, a respeito do Qual o patriarca Jacó
profetizou.
É preciso dizer que como no decorrer
de dois mil anos a tribo de Judá perdeu toda autoridade civil, e os próprios
judeus, como unidade tribal, há muito tempo se misturaram em sangue com outras
tribos hebréias, então aplicar a profecia dada por Jacó aos novos candidatos ao
título messiânico - é totalmente impossível.
A profecia seguinte sobre o Messias
representada por uma estrela, nascida da tribo de Jacó, foi pronunciada pelo
profeta Balaão, contemporâneo do profeta Moisés, a mais de 1500 anos antes do
Nascimento de Cristo. Os príncipes de Moab convidaram o profeta Balaão para que
ele amaldiçoasse o povo hebreu, que ameaçava invadir suas terras. Os príncipes
tinham a esperança de que a maldição do profeta os ajudasse a obter a vitória
sobre os israelitas. O profeta Balaão, vendo do alto de uma montanha o povo
hebreu se aproximando, numa visão profética também viu a longínqua Descendência
deste povo. Em êxtase espiritual, em vez de amaldiçoar, Balaão exclamou: "Eu
O vejo, mas não é para agora, percebo-O, mas não de perto: um astro sai de
Jacó, um cetro levanta-se de Israel, que fratura a cabeça de Moab, o crânio
dessa raça guerreira" (Num. 24:17). A estrela e o bastão indicam
simbolicamente a significação dirigente e hierárquica do Messias. Balaão prediz
a derrota dos reis de Moab e dos descendentes em sentido alegórico, tendo em
mente aqui a aniquilação das forças do mal, tomando como arma o Reinado do
Messias. Desta maneira a verdadeira profecia de Balaão suplementa a profecia
mais antiga a respeito do ferimento da cabeça da serpente (Gen.3:15). Ele
ferirá não apenas a serpente, mas também seus servos.
A profecia de Balaão sobre a Estrela
da tribo de Judá deu início à crença tanto dos israelitas como dos persas (dos
quais surgiram os feiticeiros evangélicos), de que a vinda do Messias será
precedida pela aparição de uma estrela brilhante no céu, Uma estrela com brilho
tão extraordinário, conforme sabemos, realmente brilhou no céu pouco antes do
Nascimento de Cristo.
A Quinta e última profecia sobre o
Messias, a qual encontramos nos livros de Moisés, foi dita por Deus ao próprio
Moisés, quando a vida terrena deste grande líder e legislador do povo hebreu se
aproximava do fim. O Senhor prometeu a Moisés que em certa época Ele erigirá um
outro Profeta ao povo hebreu, similar a ele na importância e força espiritual,
e que Ele (Deus) falará através dos lábios deste Profeta. "Eu lhes
suscitarei um profeta como tu dentre teus irmãos: por-lhe-ei Minhas palavras na
boca, e ele lhes fará conhecer as Minhas ordens. Mas o que recusar ouvir o que
ele disser de Minha parte, pedir-lhe-ei contas disso" (Deu. 18:18-19). A
nota feita no final do livro de Deuteronômio pelos contemporâneos de Ezdra,
mais de 450 anos A.C., é testemunho de que entre muitos profetas dentre o povo
Hebreu, no decorrer de sua história secular, não se encontrou nenhum profeta
comparável a Moisés. Por conseguinte, o povo hebreu dos tempos de Moisés
esperava ver na pessoa do Messias o maior profeta-legislador.
Resumindo as profecias aqui mostradas
registradas por Moisés, nós vemos que muito antes da formação da nação
hebraica, ainda no tempo patriarcal, os ancestrais dos hebreus tinham
conhecimento de muitos dados valorosos e substanciais a respeito do Messias, ou
seja: que Ele derrotará o demônio e seus servos, trará bençãos a todas as
nações; Ele será o Pacificador e Líder e Seu Reino será eterno. Estas
informações passaram dos hebreus para muitos povos pagãos - os indús, persas,
chineses e depois - os gregos. Elas eram passadas em forma de folclore e
lendas. Verdade que com o passar dos anos a idéia a respeito do Salvador do
mundo dentre os povos pagãos foi se ofuscando e se desvirtuando, porém a
concórdia da origem destas lendas é indubitável.
As Profecias
Do Rei Daví
Após a morte de Moisés e a ocupação
da Terra Prometida pelos judeus, as profecias sobre o Messias cessam por muitas
centenas de anos. Uma nova série de profecias sobre o Messias surge durante o
reinado de Daví, descendente de Abraão, Jacó e Judá, que administrou o povo
judeu mais de 1000 anos A.C. Nestas novas profecias revela-se o mérito Real e
Divino de Cristo. Deus promete a Daví, através dos lábios do profeta Natã,
estabelecer o Reino Eterno no Personagem de Seu Descendente: "É Ele que Me
construirá uma casa e firmarei Seu trono para sempre. Serei para Ele um Pai, e
Ele será para Mim um Filho" (1 Cron. 17:12-13).
Esta profecia sobre o Eterno Reino do
Messias tem um paralelo com uma série de profecias, a respeito das quais é
necessário falarmos mais detalhadamente. Para poder entender e valorizar o
significado destas profecias torna-se indispensável, nem que seja apenas em
resumo, ir se familiarizando com a vida do rei Daví. Afinal o rei Daví tendo
sido ungido por Deus como rei e profeta, foi o protótipo do Rei Maior e Profeta
- Cristo.
Daví era o filho mais novo de uma
numerosa família de um pastor pobre, Jessé. Quando o profeta Samuel enviado de
Deus entrou na cada de Jessé, afim de consagrar um rei para Israel, ele pensava
em consagrar um dos filhos mais velhos. Porém o Senhor revelou ao profeta que o
filho mais novo, ainda um garoto, Daví, foi escolhido por Ele para este alto
serviço. Então, obedecendo a Deus, Samuel derrama bálsamo sagrado sobre a
cabeça do filho mais novo, realizando com isto a unção para o reinado. Desde
então Daví torna-se o Ungido de Deus, o Messias. Porém Daví não começa a reinar
imediatamente. Ele ainda tem um longo caminho de provações e perseguições
injustas por parte do então dirigente rei Saul que tinha ódio de Daví. O motivo
deste ódio era a inveja, pois, Daví quando menino venceu o até então invencível
filisteu gigante Golias, ferindo-o de morte com uma pequena pedra e dando com
isto a vitória ao exército hebreu. Depois disto o povo dizia: "Saul matou
seus milhares, e Daví seus dez milhares" (1 Sam. 18:7). Somente a grande
fé em Deus-Intercessor ajudou Daví a suportar todas as numerosas perseguições e
perigos aos quais ele era sujeitado por parte de Saul e seus súditos no
decorrer de 15 anos. Freqüentemente, vagando durante mêses por um deserto
selvagem e impenetrável o rei Daví desafogava sua tristeza a Deus em salmos
inspirados. Com o tempo, os salmos de Daví tornaram-se parte essencial e de
embelezamento nos ofícios religiosos tanto do Antigo como do Novo Testamento.
Tendo subido ao trono em Jerusalém,
após a morte de Saul, o rei Daví tornou-se o mais notável rei jamais visto
regendo Israel. Ele reunia em sí muitas qualidades valiosas: o amor pelo povo,
a justiça, a sabedoria, a coragem e, o mais importante, - uma forte fé em Deus.
Antes de decidir qualquer questão estatal, o rei Daví rezava a Deus
fervorosamente, pedindo compreensão. O Senhor ajudava Daví em tudo e abençoou
seus 40 anos de reinado com enormes sucessos, tanto na política interna como na
externa.
Porém Daví não escapou de severas
provações. Sua maior mágoa era a sublevação militar, encabeçada por seu próprio
filho Absalão, que sonhava precocemente tornar-se rei. Neste caso Daví
vivenciou todo o amargor da ingratidão infame e traição de muitos dos seus
súditos. Mas, assim como antes, nos tempos de Saul, a fé e a esperança em Deus
ajudaram a Daví. Absalão morreu ingloriosamente, embora Daví tenha se empenhado
em salvá-lo de todas maneiras. Ele também perdoou os outros rebeldes. Depois
Daví representou claramente em seus salmos Messiânicos a absurda e pérfida
revolta de seus inimigos.
Preocupando-se com o bem estar
material de seu povo, Daví dava muita importância à vida espiritual dele. Com
freqüência ele encabeçava comemorações religiosas, trazendo sacrifícios a Deus
pelo povo hebreu e compondo seus inspirados hinos religiosos - os salmos. Sendo
rei e profeta e também em dimensão conhecida, padre, o rei Daví tornou-se
"o protótipo" (modelo), exemplo do grandioso Rei, Profeta e Sumo
Sacerdote - Cristo Salvador, descendente de Daví. A experiência pessoal do rei
Daví, e também o Dom poético que ele possuía, lhe deram a possibilidade de
descrever a personalidade e a ação do futuro Messias na série inteira de
salmos, com clareza e vivacidade ímpares. Assim, em seu 2o salmo o rei Daví
profetiza a hostilidade e revolta contra o Messias por parte de Seus inimigos.
Este salmo está escrito na forma de um diálogo entre três entidades: Daví, Deus
Pai e o Filho de Deus, ungido pelo Pai para o Reino. Eis aqui as principais
passagens deste salmo:
Rei Daví: "Por que tumultuam as
nações? Por que tramam os povos vãs conspirações? Erguem-se, juntos, os reis da
terra, e os príncipes se unem para conspirar contra o Senhor e contra Seu
Ungido."
Deus Pai: "Eu ungí o Meu Rei em
Sião, Minha montanha é santa."
Filho de Deus: "Vou publicar o
decreto do Senhor: disse-Me o Senhor: "Tu és Meu Filho, Eu hoje Te
gerei"."
Rei Davi: "Serví ao Senhor, para
que Ele não Se irrite e não pereçais em seus caminhos" (1-2, 6-7 e 11).
O mais marcante neste salmo é a
verdade, revelada aqui pela primeira vez, que o Messias é o Filho de Deus. O
Monte Sião, sobre o qual estavam o templo e a cidade de Jerusalém, simboliza o
Reino do Messias - a Igreja.
A respeito da Santidade do Messias,
Daví narra ainda em vários salmos subsequentes. Por exemplo, no salmo 44 Daví
referindo-se ao Messias, exclama: "Vosso trono, ó Deus, é eterno, de
equidade é vosso cetro real. Amais a justiça e detestais o mal, pelo que o
Senhor, vosso Deus, Vos ungiu com óleo de alegria, preferindo-Vos aos Vossos
iguais" (vers. 7-8).
Revelando a diferença entre as Faces
em Deus, entre Deus que unge e Deus ungido, a profecia dada aproximava um
fundamento para a fé na Tríade (que possuía as três Faces de Deus).
O salmo 39 mostra a insuficiência de
sacrifícios, no Antigo Testamento, para remissão (perdão) dos pecados humanos e
testemunha sobre os próximos sofrimentos do Messias. Neste salmo o Próprio
Messias fala através dos lábios de Daví:
"Não vos comprazeis em nenhum
sacrifício, em nenhuma oferenda, mas Me abristes os ouvidos, não desejais
holocausto nem vítima de expiação. Então Eu disse: "Eis que venho; no rôlo
do livro, está escrito em Mim: Fazer Vossa vontade, meu Deus" (Sal.
39:7-10).
Sobre o sacrifício redentor do
Messias haverá um capítulo especial. Aqui apenas mencionamos que, de acordo com
o Salmo 109, o Messias não é apenas o Sacrifício mas também o Sacerdote
oferecendo sacrifício a Deus - a Sí Mesmo. No salmo 109 repetem-se os
pensamentos fundamentais do salmo 2 sobre a Divindade do Messias e a
hostilidade contra Ele. Mas, mencionam-se diversas informações novas, como por
exemplo, o nascimento do Messias, Filho de Deus, e retratado como um
acontecimento pré-eterno. Cristo - é eterno, assim como Seu Pai.
"O Senhor (Deus Pai) disse ao
meu Senhor (Messias): senta-Te à Minha direita, até que Eu coloque Teus
inimigos aos Teus pés... do ventre do amanhecer: Tu tens o orvalho da Tua
juventude. O Senhor jurou e não Se arrependeu. Tu és o sacerdote, eternamente
segundo a ordem de Melquisedec" (Conforme explica o Apóstolo Paulo,
Melquisedec era o protótipo do Filho de Deus, o eterno sacerdote. Veja Heb. 7 e
Gen. 14:18).
As palavras "do ventre" não
significam que Deus tenha orgãos semelhantes aos dos seres humanos; elas
significam que o Filho de Deus possui uma só essência com Deus Pai. A expressão
"do ventre" precisava acabar com a tentação de entender a denominação
alegórica de Cristo como Filho de Deus.
O salmo 71 apresenta-se como hino de
louvor ao Messias. Nele vemos o Messias em Sua Glória total. Esta Glória deverá
se cumprir no final dos tempos, quando o Reino Messiânico irá triunfar e o mal
será exterminado. Eis alguns versículos deste salmo cheio de alegria.
"Todos os reis O hão de adorar,
hão de serví-Lo todas as nações. Porque Ele livrará o infeliz que O invoca, e o
miserável que não tem amparo... Seu nome será eternamente bendito, e durará
tanto quanto a luz do sol. Nele serão abençoadas todas as tribos da terra,
bem-Aventurado O proclamarão todas as nações" (Sal. 71:11-12-17).
No suplemento, o Reino do Messias
será relatado mais detalhadamente. No momento, para que o leitor possa Ter uma
idéia de quão vastas e detalhadas são as profecias sobre o Messias nos salmos,
citamos a lista destas profecias na ordem de seu conteúdo: sobre a vinda do
Messias - salmos 17, 49, 67, 95-97. Sobre o Reino do Messias - 2, 17, 19, 20,
45, 65, 71, 109, 131. Sobre o Sacerdócio do Messias - 109. Sobre os
sofrimentos, morte e ressurreição do Messias - 16, 21, 30, 39, 40, 65, 68, 98.
Nos salmos 40, 50 e 108 - a respeito da traição de Judas. A respeito da
ascensão de Cristo aos Céus - 68. Cristo - a fundação da Igreja - 117. Sobre a
Glória do Messias - 8. A respeito do julgamento final - 96. Sobre a herança paz
eterna dos justos - 94.
Para poder entender os salmos
proféticos, é preciso lembrar-se de que tanto Daví, como outros grandes homens
justos do Antigo Testamento, representavam o protótipo de Cristo. É por esta
razão que freqüentemente, quando Daví escreve na primeira pessoa, como se
falasse de sí próprio, por exemplo sobre o sofrimento (no salmo 21) ou sobre a
glória (a respeito da ressurreição dos mortos no salmo 15), ele na realidade se
refere ao Cristo. Os salmos 15 e 21 serão mencionados mais detalhadamente no 5o
Capítulo.
Deste modo, as profecias messiânicas
de Daví, inscritas em seus salmos divinamente inspirados, colocaram fundamentos
para a fé no Messias como o verdadeiro e único Filho de Deus, Rei, Sacerdote
Maior e Redentor da humanidade. A influência dos salmos no fé dos hebreus do
Antigo Testamento era especialmente grande graças ao amplo emprego dos salmos
na vida particular e religiosa do povo hebreu.
As Profecias
De Isaias
Conforme nós já mencionamos, os
profetas do Antigo Testamento tinham a grande missão de manter o povo hebreu na
fé do Único Deus, e preparar o terreno para a fé no futuro Messias, como
Pessoa, possuindo, além da natureza humana também a natureza Divina. Sobre a
Divindade de Cristo os profetas deveriam se referir de tal modo que os hebreus
não entendessem como em termos pagãos, no sentido de politeísmo. Por esta razão
os profetas do Antigo Testamento revelavam gradualmente o segredo da Divindade
do Messias, de acordo com a confirmação da fé do povo hebreu em Deus Uno.
O rei Daví foi o primeiro a
profetizar sobre a Divindade de Cristo. Depois dele houve um intervalo de 250
anos nas profecias, e o profeta Isaías, que viveu há 7 centenários antes do
nascimento de Cristo, iniciou uma nova série de profecias a respeito de Cristo,
as quais descortinavam Sua natureza Divina com grande evidência.
Isaías destacou-se como o profeta
mais proeminente do Antigo Testamento. O livro escrito por ele, contém uma
quantidade tão grande de profecias sobre Cristo e sobre acontecimentos no Novo
Testamento, que muitos chamam Isaías de "Evangelista do Antigo
Testamento." Isaías profetizava dentro dos limites de Jerusalém durante o
reinado dos reis dos judeus. Ozias, Acaz, Ezequias e Menassés. Na época de
Isaías aconteceu a derrota do reino Israelense em 722 A.C., quando o rei Sargon
da Assíria manteve o povo hebreu que ocupava Israel, em cativeiro. O império
judeu manteve-se ainda por 135 anos após esta tragédia. O profeta Isaías sofreu
martírios durante o império de Manassés, tendo sido serrado com serrote de
madeira. O livro de Isaías destaca-se pelo elegante idioma hebráico e possui
altos méritos literários, o que pode ser sentido até mesmo nas traduções de
seus livros em diferentes idiomas.
O profeta Isaías também escreveu a
respeito da natureza humana de Cristo, e nós aprendemos dele que Cristo deveria
nascer de maneira milagrosa, de uma Virgem: "Por isto, o próprio Senhor
vos dará um sinal: uma Virgem conceberá e dará à luz um Filho, e O chamará
Emanuel, o que significa: Deus Conosco" (Isa. 7:14). Esta profecia foi dita
ao rei Acaz com intuito de lhe assegurar que ele e sua casa não serão
destruídos pelos reis da Assíria e de Israel. Ao contrário, a intenção de seus
inimigos não se cumprirá, e um dos descendentes de Acaz será o Messias
prometido, o Qual irá nascer de maneira milagrosa de uma Virgem. Como Acaz era
descendente do rei Daví, esta profecia confirma a profecia anterior que diz que
o Messias surgirá da geração do rei Daví.
Nas profecias seguintes Isaías revela
novos detalhes a respeito da Criança miraculosa, a Qual nascerá de uma Virgem.
Assim, no 8o capítulo Isaías escreve que o povo de Deus não deve temer as
intrigas de seus inimigos, pois seus planos não se realizarão: "Aprendei-o
povos, e ficareis consternados, porque Deus está conosco (Emanuel)" (Isa:
8:9-10). No capítulo seguinte Isaías fala das características da Criança
Emanuel "porque um Menino nos nasceu, um Filho nos foi dado; a soberania
repousa sobre Seus ombros, e Ele Se chama: Conselheiro admirável, Deus dor, Pai
Eterno, Príncipe da Paz" (Isa. 9:5). O nome Emanuel, assim como outros
nomes dados aqui à Criança, não aparecem como nomes próprios, mas é claro que
indicam as características de Sua Natureza Divina.
Isaías predisse a respeito da
pregação do Messias na parte norte da Terra Santa, nos distritos das tribos de
Zabulon e de Neftali, que era chamada de Galiléia "No passado humilhou a
terra de Zabulon e Neftali; mas no futuro, tornará glorioso o caminho do mar, o
Além-Jordão e o território das nações. O povo que andava nas trevas viu uma
grande luz; sobre aqueles que habitavam uma região tenebrosa resplandeceu uma
luz" (Isa. 9:1). Esta profecia é mencionada pelo Evangelista Matheus,
quando descreve o sermão de Jesus Cristo, nesta parte da Terra Santa, a qual
era particularmente ignorante na religiosidade (Mat. 4:16). Nas Sagradas
Escrituras a luz é o símbolo do conhecimento religioso; a verdade.
Nas profecias mais tardias Isaías não
raramente chama o Messias por mais outro nome - Rebento. Este nome simbólico
confirma profecias anteriores sobre o nascimento milagroso e incomum do
Messias, especificamente, que ocorrerá sem a participação do homem, igual ao
ramo, sem semente, brota diretamente da raiz da planta. "Um renôvo sairá
do tronco de Jessé, (assim era chamado o pai de Daví) e um rebento brotará de
suas raízes. Sobre Ele repousará o Espírito do Senhor, Espírito de Sabedoria e
de entendimento, Espírito de prudência e de coragem, Espírito de ciência e de
temor do Senhor" (Isa. 11:1-2). Aqui Isaías prediz sobre a unção de Cristo
com as sete dádivas do Espírito Santo, ou seja, com toda a graça do Espírito, o
que sucedeu no dia de Seu batismo no rio Jordão.
Em outras profecias, Isaías fala a
respeito dos atos de Cristo e Suas qualidades, principalmente, sobre Sua
misericórdia e humildade. A profecia abaixo traz as palavras de Deus Pai:
"Eis Meu Servo que Eu amparo, Meu eleito ao Qual dou toda Minha afeição,
faço repousar sobre Ele Meu espírito, para que leve às nações a verdadeira
religião. Ele não grita, nunca eleva a voz, não clama nas ruas. Não quebrará o caniço
rachado, não extinguirá a mecha que ainda fumega" (Isa. 42:1-3). Estas
últimas palavras dizem sobre a imensa paciência e condescendência com as
fraquezas humanas, com as quais Cristo irá tratar as pessoas arrependidas e
destituídas. Tal profecia foi pronunciada por Isaías pouco mais tarde, falando
em nome do Messias: "O espírito do Senhor repousa sobre Mim, porque o
Senhor consagrou-Me pela unção; enviou-Me a levar a boa nova aos humildes,
curar os corações doloridos, anunciar aos cativos a redenção, aos prisioneiros
a liberdade, proclamar um ano de graças da parte do Senhor, um dia de vingança
de nosso Deus; consolar todos os aflitos" (Isa. 61:1-2). Estas palavras
determinam precisamente o objetivo da vinda do Messias: curar os males
espirituais das pessoas.
Além das doenças espirituais, Cristo
curaria também os males físicos, conforme Isaías predisse: "Então se
abrirão os olhos do cego, e se desimpedirão os ouvidos dos surdos; então o coxo
saltará como um cervo, e a língua do mudo dará gritos alegres. Porque águas
jorrarão no deserto e torrentes na estepe" (Isa. 35:5-6). Esta profecia
realizou-se quando o Senhor Jesus Cristo, pregou o Evangelho, curou milhões de
pessoas com diversas doenças, os cegos de nascença e os possessos. Com Seus
milagres Ele atestou a verdade de Seus ensinamentos e Sua unidade com Deus Pai.
Pelos planos de Deus a salvação das
pessoas deveria se realizar no Reino do Messias. Este Reinado abençoado dos
fiéis era às vezes comparado pelos profetas a uma construção harmoniosa (veja
no apêndice a profecia do Reino do Messias). O Messias sendo, de um lado, o
fundador do Reino de Deus, e por outro lado, fundamento da fé verdadeira, é
denominado pelos profetas de Pedra, ou seja, a fundação sobre a qual está
edificado o Reino de Deus. Esta nomenclatura do Messias nós encontramos na
seguinte profecia: "Assim diz o Senhor Deus: Eu coloquei em Sião uma
pedra, um bloco escolhido, uma pedra angular preciosa, de base, quem confiar
Nela não tropeçará" (Isa. 28:16). Sião era o nome da montanha (colina),
sobre a qual erguia-se o templo e a cidade de Jerusalém.
É admirável que nesta profecia a
importância da FÉ no Messias é enfatizada pela primeira vez: "Quem confiar
Nele não tropeçará!" No salmo 117, escrito já depois de Isaías, é
mencionado a respeito Desta Pedra: "A pedra rejeitada pelos arquitetos,
tornou-se pedra angular. Isto foi obra do Senhor, é um prodígio aos nossos
olhos" (Sal. 117:22-23, veja também Mat. 21:42). Ou seja, apesar de que os
"construtores" - pessoas que estão na direção do poder, rejeitaram
Esta Pedra, mesmo assim Deus O colocou como fundação de uma estrutura abençoada
- a Igreja.
A próxima profecia suplementa as
profecias anteriores, nas quais fala-se do Messias como Conciliador, e as
bençãos históricas não apenas aos hebreus, mas também para todas as nações:
"Não basta que sejas Meu servo para restaurar as tribos de Jacó e
reconduzir os fugitivos de Israel; vou fazer de tí a luz das nações, para
propagar Minha salvação até os confins do mundo" (Isa. 49:6).
Mas não obstante a imensa luz
espiritual emanando do Messias, Isaías previu que nem todos os judeus verão
esta luz por motivo de sua insensibilidade espiritual. Eis o que o profeta
escreve a este respeito: "Escutai, sem chegar a compreender, olhai, sem
chegar a ver. Obceca o coração desse povo, ensurdece-lhes os ouvidos,
fecha-lhes os olhos, de modo que não veja nada com seus olhos, não ouça nada
com seus ouvidos, não compreenda nada com seu espírito e não se cure de
novo" (Isa. 6:9-10). Por motivo da inclinação apenas para o bem estar
terreno, nem todos os judeus reconheceram o seu Salvador no Senhor Jesus
Cristo, prometido pelos profetas. Como que prevendo a descrença dos judeus, o
rei Daví que viveu antes de Isaías, em um de seus salmos chamava-os com as
seguintes palavras: "Oxalá ouvísseis hoje a Sua voz (do Messias): Não vos
torneis endurecidos como em Meribá como no dia de Massá no deserto" (Sal.
94:7-8). Ou seja, quando vocês ouvirem o sermão do Messias, acreditem na
palavra Dele. Não persistam, como fizeram seus ancestrais diante de Moisés no
deserto, os quais provocavam Deus e murmuravam contra Ele (veja Êxodo 17:1-7),
"Meribá" significa "censura."
O Sofrimento do Messias
Os sacrifícios purificadores ocupavam
lugar central na vida religiosa do povo hebreu. Todo hebreu ortodoxo desde a
infância sabia que o pecado pode ser remido apenas com o sacrifício do sangue
redentor. Todas grandes celebrações e eventos familiares eram acompanhados de
sacrifícios. Os profetas não explicavam em que consistia a força purificadora
do sacrifício. Porém, de suas predições sobre os sofrimentos do Messias
observa-se que os Sacrifícios do Antigo Testamento apontavam para o Sacrifício
Redentor do Messias, o qual Ele deveria oferecer para a purificação dos pecados
do mundo. Os Sacrifícios do Antigo Testamento tiravam seu significado e força
deste grande Sacrifício. A conexão interior entre o pecado e os sofrimentos
subsequentes e a morte de uma pessoa, e também entre os sofrimentos voluntários
e a salvação subsequente do homem - até hoje permanece em entendimento
incompleto. Aqui nós não iremos tentar explicar este vínculo interior, mas
iremos estacionar nas predições propriamente ditas sobre os sofrimentos do
Messias para a nossa salvação.
A profecia mais clara e detalhada
sobre os sofrimentos do Messias é a do profeta Isaías, a qual ocupa um capítulo
e meio de seu livro (final do cap. 52 e do cap. 53). Esta profecia contém tais
detalhes dos sofrimentos de Cristo, que o leitor tem a impressão de que o
profeta Isaías a escreveu junto aos pés de Golgotá, embora conforme sabemos, o
profeta Isaías viveu cerca de sete centenários antes do Nascimento de Cristo.
Trazemos aqui a referida profecia:
"Quem poderia acreditar nisto
que ouvimos? A quem foi revelado o braço do Senhor? Cresceu diante Dele como um
pobre rebento enraizado numa terra árida; não tinha graça nem beleza para
atrair nossos olhares, e Seu aspecto não podia seduzir-nos. Era desprezado, era
a escória da humanidade, Homem das dores, experimentado nos sofrimentos; como
aqueles, diante dos quais se cobre o rosto, era amaldiçoado e não fazíamos caso
Dele. Em verdade Ele tomou sobre Sí nossas enfermidade, e carregou com nossos
sofrimentos: e nós O reputávamos como um castigado, ferido por Deus e
humilhado. Mas foi castigado por nossos crimes e esmagado por nossas
iniquidade; o castigo que nos salva pesou sobre Ele, fomos curados graças às
Suas chagas. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas, seguíamos cada qual
nosso caminho; o Senhor fazia recair sobre Ele o castigo das faltas de todos
nós. Foi maltratado e resignou-Se, não abriu a boca, como um cordeiro que se
conduz ao matadouro, e uma ovelha muda na mão do tosquiador. (Ele não abriu a
boca) por um iníquo julgamento foi arrebatado. Quem pensou em defender Sua
causa, quando foi suprimido da terra dos vivos, morto pelo pecado de Meu povo?
Foi Lhe dada sepultura ao lado de facínoras e ao morrer achava-Se entre
malfeitores, se bem que não haja cometido injustiça alguma, e em Sua boca nunca
houvesse mentira. Mas aprouve ao Senhor esmagá-Lo pelo sofrimento; se Ele
oferecer Sua vida em sacrifício expiatório, terá uma posteridade duradoura,
prolongará Seus dias, e a vontade do Senhor será por Ele realizada. Após
suportar em Sua pessoa os tormentos, alegrar-Se-á de O conhecer até ao enlevo. O
Justo, meu Servo, justificará a muitos homens, e tomará sobre Sí Suas
iniquidades. Eis porque Lhe darei parte com os grandes, e Ele dividirá a presa
com os poderosos, porque Ele próprio deu Sua vida, e deixou-Se colocar entre os
criminosos, tomando sobre Sí os pecados de muitos homens, e intercedendo pelos
culpados.
A frase de introdução desta profecia:
"Quem poderia acreditar nisto que ouvimos?" - dá o testemunho da
natureza extraordinária do evento descrito que exige um esforço considerável da
parte do leitor, para se acreditar nele. Realmente as profecias prévias de
Isaías falavam da magnitude e glória do Messias. A referida profecia fala sobre
Sua humilhação voluntária, sofrimento e morte! O Messias, sendo completamente
limpo de pecados pessoais e santo, suporta todos os sofrimentos pela
purificação das ilegalidades humanas.
O rei Daví também descreveu com muita
clareza os sofrimentos do Salvador na Cruz, em seu salmo 21. Embora neste salmo
a dissertação esteja na primeira pessoa, o rei Daví não poderia estar
escrevendo a seu próprio respeito, pois ele não passou por tais sofrimentos.
Aqui ele, como o protótipo do Messias, profèticamente atribuía para sí aquilo
que de fato referia-se ao seu Descendente - Cristo. É notório o fato de que
diversas palavras deste salmo foram literalmente ditas por Cristo durante Sua
crucificação. Trazemos aqui algumas frases do salmo 21 e paralelamente textos
correspondentes do Evangelho.
8o versículo: "Todos os que Me
vêem, zombam de Mim," comparação em Marcos 15:29.
17o versículo: "Transpassaram
Minhas mãos e Meus pés," comparação em Lucas 23:33.
19o versículo: "Repartem entre
sí as Minhas vestes, e lançam sorte sobre a Minha túnica," comparação em
Matheus 27:35.
9o versículo: "Esperou no
Senhor, pois que Ele O livre, que O salve, se O ama," Esta frase foi
literalmente dita pelos príncipes dos Sacerdotes hebreus e pelos escribas,
Evangelho de Matheus 27:43.
2o versículo: "Meu Deus, Meu
Deus, por que Me abandonastes?" assim exclamou o Senhor antes de Sua morte
(veja em Matheus 27:46).
O profeta Isaías escreveu ainda os
seguintes detalhes sobre os sofrimentos do Messias, os quais também aconteceram
literalmente. A dissertação está na primeira pessoa: "O Senhor Deus deu-Me
a língua de um discípulo para que Eu saiba reconfortar pela palavra o que está
abatido... Aos que me feriam, apresentei as espáduas, e as faces àqueles que Me
arrancavam a barba; não desviei o rosto dos ultrajes e dos escarros. Mas o
Senhor Deus vem em Meu auxílio, eis porque não Me sentí desonrado" (Isa.
50:4-11), (comparação em Matheus 26:67).
Na luz destas profecias sobre os
martírios do Messias, torna-se compreensível a antiga profecia enigmática do
patriarca Jacó relatada ao seu filho Judá, a qual já foi parcialmente
mencionada por nós no segundo capítulo. Trataremos aqui esta profecia em sua
totalidade: "Filhote de Leão, Judá: voltas trazendo a caça, meu filho.
Dobra-Se, deita-Se como um leão, como uma leoa: quem O despertará? Não se
apartará o cetro de Judá, nem o bastão de comando dentre seus pés, até que
venha Aquele a Quem pertence por direito, e a Quem devem obediência os povos.
Amarra à videira o jumentinho, à cêpa o filho da jumenta. Lava com o vinho Suas
vestes, com o sangue das uvas o Seu manto" (Gen. 49:11).
Nesta profecia o Leão em sua grandeza
e poder simboliza o Messias, Que deveria nascer da tribo de Judá. A pergunta do
patriarca sobre quem despertará o Leão adormecido, refere-se alegoricamente à
morte do Messias, denominado nas Escrituras de "Leão da tribo de
Judá" (Apo. 5:5). As próximas palavras proféticas de Jacó sobre a lavagem
das vestes no suco das uvas, também dizem a respeito da morte do Messias. Uva é
o símbolo do sangue. As palavras a respeito da jumenta e do jumentinho foram
cumpridas, quando o Senhor Jesus Cristo antes de Seu martírio na Cruz, sentado
no lombo de um jumento entrou em Jerusalém. O profeta Daniel também predisse
sobre o tempo em que o Messias iria sofrer, conforme veremos no próximo
capítulo.
É necessário ainda acrescentar a
estes testemunhos dos sofrimentos do Messias do Antigo Testamento, a profecia
não menos definida de Zacarias, que viveu dois centenários depois de Isaías
(500 anos A.C.). No 3o capítulo de seu livro o profeta Zacarias descreve a
visão do sumo sacerdote Josué, primeiramente com vestimenta ensangüentada e
depois com vestimenta clara. As vestes do sacerdote Josué simbolizam a condição
moral do povo: primeiramente a condição pecadora, e depois - a justa. Nas
descrições das visões existem muitos detalhes interessantes que se referem ao
sacramento da redenção, porém, nós mostraremos aqui apenas as palavras
conclusivas de Deus Pai. Porque são pessoas de presságio: "Porque eis que
farei vir Meu servo, Ramo (Renôvo). Eis a pedra que pus diante de Josué; sobre
esta pedra estão sete olhos; gravarei Eu mesmo sobre ela a inscrição - oráculo
do Senhor dos Exércitos - e num só dia tirarei o mal desta terra... farão
lamentações sobre Aquele Que traspassaram, como se fosse um filho único;
chorá-Lo-hão amargamente como se chora um primogênito... Naquele dia jorrará
uma fonte para a casa de Deus e para os habitantes de Jerusalém, que apagará os
seus pecados e suas impurezas" (Zac. 3:8-9; 12:10; 13:1).
O nome rebento nós encontramos também
no Profeta Isaías. Esse nome refere-se ao Messias, assim como simbolicamente
Ele era chamado de pedra (angular). É notável que, de acordo com a profecia, a
purificação dos pecados das pessoas irá ocorrer em um só dia. Em outras
palavras, um determinado Sacrifício executará a redenção dos pecados! A Segunda
parte da profecia encontrada no capítulo 12 fala sobre os suplícios da Cruz do
Messias, Dele ser transpassado por lança e do arrependimento das pessoas. Todos
estes acontecimentos se sucederam e são descritos nos Evangelhos.
Mesmo sendo difícil para as pessoas
do Antigo Testamento elevarem-se até a fé na necessidade destes sofrimentos
expiatórios do Messias, alguns escritores judeus daqueles tempos compreenderam
corretamente a profecia do capítulo 53 do livro de Isaías. Apresentamos aqui
pensamentos valiosos a este respeito contidos nos livros dos antigos hebreus.
"Qual é o nome do Messias?" - pergunta o Talmud; e responde: "É
complacente, como está escrito "Estes nossos pecados Ele carrega e Se
sente compassivo por nós" (tratado. Talmud Babli). Em outra parte do
Talmud é dito: "O Messias recebe sobre Sí todos sofrimentos e martírios
pelos pecados dos Israelitas. Se Ele não tomasse esses suplícios sobre Sí,
então nenhuma pessoas no mundo não conseguiria suportar as penas conseqüentes
da ruptura da lei (Jalkut Chadachm fol. 154, col. 4, 29, Tit.). O Rabino Moshe
Goddarshan escreve no Medrash (livro que interpreta as Sagradas Escrituras):
"Deus Santíssimo e Abençoado fez
o seguinte acordo com o Messias, dizendo-Lhe: Messias, o Meu Justo! Os pecados
da humanidade cairão sobre Tí como um pesado jugo: Teus olhos não verão a luz,
Teus ouvidos ouvirão palavras terríveis, Teus lábios provarão o gosto amargo,
Tua língua se colocará à Tua garganta... e Tua alma sucumbirá de angústia e
suspiros ofegantes. Estarás Tu de acordo com isto? Se Tu aceitas todos estes
sofrimentos sobre Tí: então, muito bem. Se não aceitas, então Eu exterminarei
imediatamente a humanidade - os pecadores. A isto o Messias respondeu: Senhor
do universo! Eu aceito com alegria estes martírios, sob uma condição: que Tu, durante
os Meus dias ressuscite os mortos, começando por Adão, até o dia de hoje, e não
salve apenas a eles, mas todos aqueles que Tu planejaste criar e ainda não
criaste. A isto o Santíssimo e Abençoado Deus respondeu: sim, Eu concordo.
Naquele momento o Messias com alegria tomou sobre Sí todos os sofrimentos,
conforme está escrito: "Ele foi torturado, mas sofreu voluntàriamente...
como um carneiro levado ao abate" (da conversação sobre o livro de
Gênesis).
Estes testemunhos dos hebreus
ortodoxos "experts" nas Sagradas Escrituras são valorosos, pois,
mostram a grandeza do significado da profecia de Isaías para reforçar a fé no
poder do sofrimento do Messias na Cruz para a nossa salvação.
A Ressurreição
Do Messias
Entretanto falando sobre a
necessidade e salvação pelo martírio do Messias, os profetas também predisseram
Sua ressurreição dos mortos e Sua subsequente glória. Isaías, descrevendo os
sofrimentos de Cristo, concluiu sua narrativa com as seguintes palavras:
"Quando Ele oferecer Sua vida em sacrifício expiatório, terá uma
posteridade duradoura, prolongará Seus dias, e a vontade do Senhor será por Ele
realizada. Após suportar em Sua pessoa os tormentos, alegrar-Se-á de O conhecer
até o enlêvo. O Justo, Meu Servo, justificará a muitos homens e tomará sobre Sí
em suas inquidade. Eis porque Lhe darei parte com os grandes, e Ele dividirá a
presa com os poderosos" (Isa. 53:10-12). Em outras palavras, após a morte
o Messias reviverá afim de encabeçar o Reino dos justos e ficará satisfeito
moralmente com o resultado de Seus sofrimentos.
O rei Daví também predisse a
ressurreição de Cristo no salmo 15, o qual é expressado na voz de Cristo:
"Ponho sempre o Senhor diante dos olhos; pois que Ele está à Minha
direita, não vacilarei. Por isso Meu coração se alegra e Minha alma exulta, até
Meu corpo descansará seguro. Porque Vós não abandonareis Minha alma na
habitação dos mortos, nem permitireis que Vosso Santo conheça a corrupção. Vós
Me ensinareis o caminho da vida. Há abundância da alegria, junto de Vós, e delícias
eternas, à Vossa direita" (Salmo 15:8-9-10-11).
Em Oséias há menção a respeito do
terceiro dia da ressurreição, embora sua profecia esteja no plural: "Até
que se arrependam de seus pecados e Me procurem, e em sua miséria recorram a
Mim. Vinde, voltemos ao Senhor, Ele feriu-nos, Ele nos curará; Ele causou a
ferida, Ele a sanará. Dar-nos-á de novo a vida em dois dias, ao terceiro dia
levantar-nos-á, e viveremos em Sua presença" (Osé. 6:1-2, veja 1 Cor.
15:4).
Além das profecias diretas sobre a
imortalidade do Messias, na realidade todos os lugares do Antigo Testamento
onde o Messias é chamado Deus, (por exemplo nos Salmos 2, 131:11, em Jer. 23:5,
em Miq. 5:2, Mal. 3:1). Deus em Sua essência é imortal. Também pode-se concluir
sobre a imortalidade do Messias, quando lemos as predições sobre Seu Reino
Eterno (por exemplo em Gen. 49:10; 2 Reis 7:13); Salmos 2, 131:11; Ezeq. 7:27;
Dan. 7:13). Portanto o Reino Eterno presume um Eterno Rei!
Desta forma, resumindo o conteúdo
deste capítulo, nós vemos que os profetas do Antigo Testamento falavam de modo
muito definido sobre os sofrimentos expiatórios, morte, e então - sobre a
ressurreição e glória do Messias. Ele teria que morrer para a redenção dos
pecados humanos e ressuscitar para encabeçar o Reino Eterno daqueles que Ele
salvou. Estas verdades, primeiramente reveladas pelos profetas, mais tarde
formaram os fundamentos da fé Cristã.
As Profecias
De Daniel
O Patriarca Jacó, conforme nós
mostramos no 2o capítulo, coincidiu os tempos da vinda do Conciliador com o
tempo em que os descendentes de Judá perderiam sua independência política. O
tempo da vinda do Messias foi definido pelo profeta Daniel em sua profecia
sobre as setenta semanas.
O Profeta Daniel escreveu a profecia
sobre o tempo da vinda do Messias quando ele junto com outros hebreus
encontravam-se cativos na Babilônia. Os hebreus foram levados ao cativeiro pelo
rei Nabucodonossor, que havia destruído a cidade de Jerusalém no ano 588 A.C..
O profeta Daniel sabia que o prazo de 70 anos do período do cativeiro
babilônico, predito pelo profeta Jeremias (no cap. 25 de seu livro), estava
chegando ao fim. Desejando rápido retorno do povo hebreu do cativeiro para sua
terra nativa e a restauração da Cidade Santa de Jerusalém, São Daniel começou a
pedir a Deus por isto em preces fervorosas. Ao final de uma destas preces,
repentinamente surgiu diante dele o Arcanjo Gabriel e disse que Deus ouviu sua
prece e em breve ajudará os hebreus na restauração de Jerusalém. Prosseguindo,
o Arcanjo Gabriel revelou ainda outra boa notícia, ou seja, de que do tempo da
declaração do decreto da restauração de Jerusalém, iniciar-se-á o cálculo do
ano da vinda do Messias e a instituição do Novo Testamento. Eis o que falou o
Arcanjo Gabriel ao Profeta Daniel:
"Setenta semanas foram fixadas a
teu povo e à tua cidade santa para dar fim à prevaricação, selar os pecados e
expiar a iniquidade, para instaurar uma justiça eterna, encerrar a visão e a
profecia e ungir o Santo dos Santos. Sabe, pois, e compreende isto: desde a
declaração do decreto sobre a restauração de Jerusalém até um chefe ungido,
haverá sete semanas; depois, durante sessenta e duas semanas, ressurgirá, será
reconstruída com praças e muralhas. Nos tempos de aflição, depois dessas
sessenta e duas semanas, um Ungido será suprimido, e ninguém (será) a favor
Dele. A cidade e o Santuário serão destruídos pelo povo de um chefe que virá.
Seu fim (chegará) com uma invasão, e até o fim haverá guerra e devastação
decretada. Concluirá com muitos uma sólida aliança por uma semana e no meio da
semana fará cessar o sacrifício e a oblação; sobre a asa das abominações virá o
devastador, até que ruína decretada caia sobre o devastado" (Dan.
9:24-27).
Nesta profecia todo intervalo de
tempo desde o decreto da restauração de Jerusalém até a instituição do Novo
Testamento e da segunda destruição desta cidade, está dividido em três
períodos. Os prazos de cada período eram calculados em cinco sétimos de anos,
ou seja, - sete anos. Sete é uma data sagrada, simbòlicamente significando
totalidade, finalização. O sentido desta profecia é o seguinte: para o povo
judáico e a cidade santa são determinadas 70 "semanas" (70 x 7 = 490
anos); enquanto não chega o Santo dos Santos (Cristo), o Qual irá apagar a
ilegalidade, trará a eterna verdade e cumprirá todas as profecias. O decreto
para a nova construção de Jerusalém e do templo servirá para o início dessas
semanas, e o final - a repetição da destruição dos dois. Pela ordem dos
acontecimento, essas semanas são divididas da seguinte maneira: durante as primeiras
sete "semanas" (i.e. 49 anos) Jerusalém e o Templo serão
reconstruídos. Depois, no final das 62 semanas seguintes (i.e. 434 anos) Cristo
virá, porém, sofrerá e será levado à morte. Finalmente no decorrer da última
"semana" será estabelecido o Novo Testamento e na metade dessa
"semana" cessarão os sacrifícios regulares no Templo de Jerusalém, e
no santuário haverá abominação. Então virá um povo, guiado por um líder o qual
irá destruir a cidade santa e o Templo.
É interessante e instrutivo observar
como de fato se desenrolaram os fatos históricos no período do tempo designado
pelo Arcanjo Gabriel. O decreto para a restauração de Jerusalém foi emitido
pelo rei Artaxerxes da Pérsia no ano 453 A.C. Este notável acontecimento é
descrito em detalhes no 2o capítulo do livro de Neemias. Do momento desse
decreto é que se deve começar a conta das "semanas" de Daniel. Pelo
método grego de numeração dos anos, este era o 3o ano da 76a Olimpíada; pelo
método grego - o 299o ano da fundação de Roma. A restauração dos muros de
Jerusalém e do Templo prolongou-se por aproximadamente 40 a 50 anos (sete
"semanas"), pois, alguns povos pagãos que viviam nos arredores
vizinhos de Jerusalém, tentavam de todas maneiras impedir a restauração dessa
cidade.
De acordo com a profecia, o Messias
teria de sofrer pela purificação dos pecados humanos no período entre 69 e 70
"semanas." Se somarmos 69 semanas ao ano do decreto da restauração de
Jerusalém, i.e. 483 anos, resultará então no 30o ano do método de numeração dos
anos cristãos. Aproximadamente nessa época, de 30 a 37 A.C., conforme a
profecia, o Messias iria sofrer e morrer. O Evangelista Lucas escreve que o
Senhor Jesus Cristo saiu para pregar no 15o ano do governo do imperador romano
Tibério. Isto coincidia com o 782o ano da fundação de Roma ou com o 30o ano
após o nascimento de Cristo. O Senhor Jesus Cristo pregou por três anos e meio
e sofreu no 33o ou 34o ano da nossa era, justamente no intervalo de tempo,
indicado por São Daniel. Após a Ressurreição de Cristo a fé cristã começou a se
disseminar ràpidamente, tanto que realmente a última 70a semana foi a
confirmação do Novo Testamento entre muitas pessoas.
Jerusalém foi destruída pela segunda
vez no ano 70 de nossa era, pelo líder militar romano Tito. Durante o assédio
de Jerusalém pelas legiões romanas, devido à discórdia entre os líderes judeus,
reinou completo caos nessa cidade. Como resultado dessas discórdias, os
serviços religiosos no Templo, conforme predisse o Arcanjo ao profeta Daniel,
reinou "a abominação da desolação." O Senhor Jesus Cristo, em uma de
suas conversações lembrou aos cristãos sobre esta profecia e preveniu Seus
ouvintes de que quando eles virem abominação da desolação em seu lugar santo,
eles devem fugir de Jerusalém o mais rápido possível, pois chegou o fim (Mat.
24:15). Assim procederam os cristãos que viviam em Jerusalém, quando o exército
romano por causa das eleições de um novo imperador, por ordem de Vespasiano se
retirou temporàriamente. Por esta razão os cristãos não sofreram o retorno
subsequente do exército romano e a destruição de Jerusalém, e desta maneira,
escaparam do trágico destino de muitos judeus que permaneceram na cidade. A
profecia de Daniel sobre as semanas chegam ao fim com a destruição de
Jerusalém.
Desta forma, a coincidência entre a
profecia dada e os acontecimentos históricos subsequentes na vida do povo
hebreu e as narrações do Evangelho é - surpreendente.
Aqui deve ser lembrado de que os
rabinos hebreus freqüentemente proibiam seus patrícios de contarem as semanas
de Daniel. O rabino de Gemar até amaldiçoou aqueles hebreus que irão calcular o
ano da vinda do Messias: "Que estremeçam os ossos daqueles, que calculam
os tempos" (Sanedrin 97). A severidade desta proibição é compreensível.
Pois as semanas de Daniel apontam diretamente ao tempo da atividade de Cristo o
Salvador, o que para aqueles que não crêem Nele torna-se desagradável de
admitir.
No profeta Daniel nós encontramos
também outro testemunho importante sobre o Messias, escrito em forma de uma
visão, na qual o Messias é retratado como Eterno Soberano. Isto está inscrito
no sétimo capítulo de livro.
"Olhando sempre a visão noturna,
ví um Ser semelhante ao Filho do Homem, vir sobre as nuvens do céu: dirigiu-Se
para o lado do Ancião, diante de Quem foi conduzido. A Ele foram dados império,
glória e realeza, e todos os povos, todas as nações e os povos de todas as
línguas serviram-No. Seu domínio será eterno; nunca cessará e Seu reino jamais
será destruído" (Dan. 7:13-14).
Nesta visão fala-se sobre os últimos
destinos do mundo, no fim da existência dos reis terrenos, sobre o terrível
julgamento das nações, reunidas diante do trono do Ancião dos Dias, ou seja, -
Deus Pai, e sobre o começo dos tempos gloriosos para o Reino do Messias. Aqui o
Messias é denominado "Filho do Homem," o que aponta para sua natureza
humana. Conforme temos conhecimento do Evangelho, o Senhor Jesus Cristo com
freqüência se denominava de Filho do Homem, lembrando aos hebreus, com este
nome, da profecia de Daniel (Mat. 8:20; 9:6; 12:40; 24:30 e etc).
As profecias de outros dois grandes
profetas Jeremias e Ezequiel poderão ser encontradas no suplemento, onde estão
acumuladas profecias sobre o Reinado do Messias. Concluindo este capítulo,
traremos apenas a profecia de Baruc, pupilo de Jeremias, onde ele escreve sobre
a vinda de Deus à terra: "É Ele o nosso Deus, com Ele nenhum outro se
compara. Conhece a fundo os caminhos que conduzem à sabedoria, galardoando com
ela Jacó, Seu servo, e Israel, Seu favorito. Foi então que Ele apareceu sobre a
terra, onde permanece entre os homens" (Bar. 3:36-38). Infelizmente, nos
tempos do cativeiro da Babilônia, o original hebreu do livro do profeta Baruc
foi perdido, motivo pelo qual a tradução em grego desse livro foi colocada na
lista dos livros não canônicos. Por esta razão, a profecia de Baruc não recebe
prestígio entre "experts" Bíblicos ou outras religiões.
Profecias Dos
Profetas "Menores"
Além dos livros dos
"grandes" profetas, referindo-se aos livros de Isaías, Jeremias,
Ezequiel e Daniel, entre os livros sagrados do Antigo Testamento encontram-se
ainda 12 livros dos denominados profetas "menores." Eles são
denominados de "menores" devido ao fato dos seus livros serem de
menores proporções, contendo apenas alguns poucos capítulos. Alguns dos
profetas "menores" que escreviam sobre o Messias foram Oséias, Joel,
Amos e Miquéias - contemporâneos do profeta Isaías, que viveram 700 anos A.C.,
igualmente os profetas Ageu, Zacarias e Malaquias, que viveram após o cativeiro
babilônico durante o 6o e 5o centenários A.C.. Durante os tempos dos três
últimos profetas era construído o segundo Templo do Antigo Testamento em
Jerusalém, no lugar do Templo demolido de Salomon. As Escrituras do Antigo
Testamento encerram-se com o livro de Malaquias.
O profeta Miquéias escreveu largamente
a conhecida profecia sobre Belém a qual era citada pelos escribas judeus quando
o rei Herodes perguntou-lhes onde deverá nascer o Cristo: "Mas tu,
Belém-Efrata, tão pequeno entre os clãs de Judá, é de Tí que sairá para Mim
Aquele Que é chamado a governar Israel. Suas origens remotam aos tempos
antigos, aos dias do longínquo passado" (Miq. 5:1). Aqui o profeta
Miquéias fala que embora Belém tenha sido considerada como uma das cidades mais
insignificantes de Judá, ela está designada a ser o local do nascimento do
Messias, e a realidade deste acontecimento se estenderá pela eternidade. A
existência eterna, como é do nosso conhecimento, é a natureza notável da
Excência de Deus. Por esta razão esta profecia testemunha sobre a eternidade e,
consequentemente sobre a unidade do Messias com Deus Pai (nos lembremos de que
Isaías chamava o Messias de "Pai Eterno" (Isa. 9:5).
A profecia seguinte de Zacarias e
Amos refere-se aos últimos dias da vida do Messias. A profecia de Zacarias diz
da entrada triunfante do Messias em Jerusalém montado num jumento:
"Exulta de alegria, filha de
Sião, solta gritos de júbilo, filha de Jerusalém; eis que vem a tí o teu Rei,
justo e vitorioso; Ele é simples e vem montado num jumento, no potro de uma
jumenta... Ele proclamará a paz entre as nações, Seu império estender-se-á de
um mar ao outro, desde o rio até as extremidades da terra. Quanto a tí, por
causa de tua aliança de sangue, libertarei os teus cativos do fôsso sem
água" (Zac. 9:9-11).
Jumenta - é o símbolo do mundo, naquele
tempo, assim com o cavalo é o símbolo da guerra. De acordo com esta profecia, O
Messias deveria proclamar a paz no mundo - reconciliação com Deus e o cessar da
inimizade entre as pessoas. A Segunda parte da profecia sobre a libertação dos
prisioneiros do fôsso, professava a respeito da libertação das almas dos
mortos, do inferno e como resultado dos sofrimentos redentores do Messias.
Na profecia seguinte Zacarias
predisse que o Messias seria traído em troca de 30 moedas de prata. Na profecia
o discurso provém do nome de Deus, Que oferece aos líderes judeus Lhe
designarem pagamento por tudo aquilo que Ele fez pelo Seu povo: Eu disse-lhes:
"Dai-Me o Meu salário, se o julgais bem, ou então retei-o!"
"Eles pagaram-Me apenas trinta moedas de prata pelo Meu salário." O
Senhor disse-me: "Lança esse dinheiro no tesouro, esta bela soma, na qual
estimaram os Teus serviços. Tomei as trinta moedas de prata e lancei-as no
tesouro da casa do Senhor" (Zac. 11:12-13).
Conforme temos conhecimento do
Evangelho, Judas Escariote traiu seu Mestre. Entretanto Judas não esperava que
Cristo seria condenado à morte. Quando soube disto, ele se arrependeu por seu
procedimento e jogou fora as moedas que lhe foram dadas no Templo. Com estas
trinta moedas de prata, os príncipes dos Sacerdotes compraram o campo do
Oleiro, para que alí se fizesse um cemitério de estrangeiros, conforme predisse
Zacarias (Mat. 27:7-9).
O profeta Amos predisse sobre o
eclipse do sol, o qual aconteceu durante a crucificação de Cristo:
"Acontecerá naquele dia - diz o Senhor, que farei o sol se por ao
meio-dia, e encherei a terra de trevas em pleno dia" (Amó. 8:9). Profecia
semelhante encontramos também em Zacarias: "Será um dia contínuo
(conhecido somente pelo Senhor), e não haverá sucessão de dia e noite, e a
noite será clara" (Zac. 14:6-7).
As profecias mais antigas sobre o
Messias dos profetas Ageu, Zacarias e Malaquias têem uma relação estreita à
construção do segundo Templo de Jerusalém. Tendo retornado do cativeiro, os
judeus, sem grandes entusiasmos, construíam o novo templo no lugar das ruínas
do templo de Salomão. Toda a nação ficou devastada, e muitos judeus preferiram
reconstruir suas próprias casas. Por isso, após o período cativo tornou-se
necessário aos profetas coagir os judeus a construírem a Casa de Deus. Para
encorajar os construtores, os profetas diziam que embora em sua fachada
exterior o novo templo cede ao de Salomão, ele será muito superior na
importância espiritual. O motivo da glória do templo em construção era de que
seria freqüentado pelo Messias aguardado por todos. Trazemos aqui
consecutivamente profecias a este respeito de Ageu, Zacarias e Malaquias
conforme eles complementam um ao outro. Deus fala através dos lábios dos
profetas:
"Porque ainda um pouco de tempo,
e abalarei céu e terra, mares e continentes, sacudirei todas as nações,
afluirão riquezas de todos os povos e encherei de Minha glória esta casa, diz o
Senhor dos Exércitos... o esplendor desta casa sobrepujará o da primeira"
(Ageu 2:6-9).
"Eis o homem - cujo nome é
Gérmen; alguma coisa vai germinar de Sua linhagem. Ele é que reconstruirá o
templo do Senhor; usará insígnias reais e sentar-se-á como Rei sobre Seu
trono" (Zac. 6:12-13).
"Vou mandar o Meu mensageiro
para preparar o Meu caminho. E imediatamente virá ao Seu Templo o Senhor que
buscais, o Anjo da Aliança que desejais. Ei-Lo que vem, diz o Senhor dos
Exércitos" (Mal. 3:1).
Deus Pai chama o Messias de "O
desejado de todas as nações." "Rebento," "Senhor" e
"Anjo do Testamento." Estes nomes do Messias conhecidos pelos judeus
pelos prévios profetas, uniam todas as profecias anteriores sobre Cristo num
todo. Malaquias foi o último profeta do Antigo Testamento. Sua profecia a
respeito do "Anjo" enviado para preparar o caminho do Senhor o Qual
logo virá, encerra a missão dos profetas do Antigo Testamento e dá início ao
período da espera da chegada de Cristo.
Há concordância apenas que na
profecia apresentada por Zacarias o Messias deveria criar o Templo do Senhor.
Aqui o discurso não é a respeito da criação de um templo de pedra (o qual não
comportaria todos os povos), mas sim, de um templo espiritual - Igreja dos
Fiéis. Pois Deus habita nas almas dos fiéis, como num templo (Lev. 26:1-12).
Espera
Da Vinda do Messias
Resumindo aqui o conteúdo das
profecias do Antigo Testamento sobre o Messias, nós vemos que os judeus,
possuindo uma descrição tão abundante e detalhada a respeito de Seu caráter e
muitos acontecimentos de Sua vida, podiam sem dificuldades adquirir a
verdadeira fé Nele. Particularmente eles deveriam saber que o Messias teria
duas naturezas: humana e Divina, que Ele seria o profeta maior, rei e
Sumo-Sacerdote, ungido por Deus (Pai) para estes serviços e seria um bom
Pastor.
As profecias também atestavam ao fato
de que o objetivo importante do Messias seria a derrota do demônio e seus
criados, a redenção dos pecados da humanidade, a cura de seus males físicos e
espirituais e a reconciliação com Deus; que Ele abençoará os fiéis e
estabelecerá o Novo Testamento, e que Suas bençãos espirituais se estenderão sobre
toda a humanidade.
Os profetas também revelaram muitos
acontecimentos da vida do Messias, ou seja: Ele descenderá de Abrão, da tribo
de Judá, da origem do rei Daví, nascerá de uma Virgem na cidade de Bethlem, irá
propagar a paz à humanidade, curar as doenças, será dócil e complacente, será
traído, condenado inocentemente, irá padecer, será transpassado (por uma
lança), morrerá, será sepultado num túmulo novo, durante Sua crucificação
escurecerá. Depois o Messias descerá ao inferno e trará de lá almas das
pessoas, após o que Ele ressuscitará dos mortos; eles também profetizaram que
nem todos irão reconhecê-Lo como o Messias, e alguns até irão hostilizá-Lo,
embora sem sucesso. O fruto de Sua redenção será a renovação espiritual dos que
crêem e a expansão da graça do Espírito Santo sobre eles.
Finalmente, os profetas determinaram
que o tempo da vinda Dele coincidirá com o fim da independência política da
tribo de Judá, que ocorrerá não mais tarde do que 70 "semanas" (70 x
7 = 490 anos), após a emissão do decreto para a restauração da cidade de
Jerusalém e não mais tarde do que a destruição do Segundo Templo em Jerusalém,
que Ele aniquilará o Anticristo e virá novamente em glória. Como resultado
final de Suas atividades será a obtenção da justiça, paz e felicidade.
Também os nomes com os quais o
Messias era denominado pelos profetas, provam a Sua Natureza e a Magnitude de
seus atos. Ele era chamado de "Leão, David, Rebento, Deus Poderoso,
Emanuel, Conselheiro, Líder do mundo, Pai do século futuro, Conciliador,
Estrela, Família da Mulher, Profeta, Filho de Deus, Rei, Ungido (Messias),
Redentor, Deus, Senhor, Servo (de Deus), Justo, Filho do Homem, Santo dos
Santos.
Toda esta abundância de profecias
sobre Cristo nas escrituras sagradas do Antigo Testamento nos revela a grande
significação que os profetas davam à sua missão de ensinarem os judeus a crer
corretamente no Cristo chegando. Além disso, a esperança de que em algum tempo
virá uma Pessoa extraordinária, a Qual livrará as pessoas da calamidade,
propagou-se pelos judeus entre muitas nações, razão pela qual Ageu denomina
Cristo de "Desejado por todas as nações." Realmente, entre muitos
povos antigos (chineses, indús, persas, gregos e outros) existia uma lenda,
muito antes do Nascimento de Cristo, sobre a vinda de Deus-pessoa ao mundo.
Alguns chamavam-No de "Santo," outros - "Salvador."
Foi assim que os profetas do Antigo
Testamento prepararam condições indispensáveis para o êxito da propagação da fé
do Novo Testamento. Em verdade, muitas memórias antigas escritas no período do
2o século antes do Nascimento de Cristo até o início do 2o centenário D.C.
testemunham que naquele tempo o povo hebreu aguardava intensamente a vinda do
Messias. Dentre estas memórias escritas pode-se apontar para o livro de Enoc, o
livro de Baruc, Oráculos de Sibil, partes antigas do Talmud, Pergaminhos do Mar
Morto, anotações de José Flávio (historiador judeu do 1o século da nossa era) e
outros. Citações destas fontes requerem muito espaço. Lendo as antigas memórias
escritas, é possível se concluir que a fé dos hebreus no Messias às vezes
alcançava uma força surpreendente. Assim, por exemplo, alguns escritores
antigos denominavam o Messias de Filho do Homem e Filho de Deus, existente
antes do surgimento do mundo, rei e justo, recompensando os bondosos e punindo
os maus (na Segunda parte do livro de Enoc).
Cumprimento Das Profecias
Sobre o Messias
A respeito de que muitos judeus
estavam preparados espiritualmente para aceitarem o Messias, pode ser visto nos
capítulos iniciais do Evangelho de Lucas. A Santíssima Virgem Maria, a Justa
Elizabeth, o sacerdote Zacarias, o Justo Simão, a profetiza Ana e muitos
habitantes de Jerusalém ligavam o nascimento de Jesus Cristo com o cumprimento
das profecias antigas sobre a vinda do Messias, sobre o perdão dos pecados, a
derrota dos orgulhosos e a elevação dos mansos, sobre a restauração do
Testamento com Deus, sobre o serviço de Israel para Deus com o coração puro.
Depois disto, desde que Jesus Cristo começou a pregar, os Evangelhos
testemunham a facilidade com que muitos hebreus reconheceram Nele o Messias
prometido e comunicaram aos seus conhecidos; por exemplo, os apóstolos André e
Felipe, e mais tarde - Natanael e Pedro (Joã. 1:40-44).
Jesus Cristo reconhecia a Sí como
Messias e atribuía a Sí as predições dos profetas como por exemplo: a profecia
de Isaías sobre o Espírito Santo que deveria descer sobre o Messias (Isa. 61:1;
Luc. 4:18). Isaías também profetizou a respeito da cura dos doentes pelo
Messias (Isa. 35:5-7); Mat. 11:5). Jesus elogiou o Apóstolo Pedro por tê-Lo
chamado de Cristo, Filho de Deus Vivo e prometeu edificar Sua Igreja na fé Nele
(Mat. 16:16). Ele falou para os judeus examinarem e se aprofundarem nas
Escrituras, pois as mesmas dão testemunhos Dele (5:39). Ele também dizia que
Ele é o Filho, o Qual Se sentará à direita do Pai, de acordo com o Salmo 109
(Mat. 22:44). Jesus Cristo falava também que Ele é a "Pedra"
rejeitada pelos "construtores," referida na conhecida predição no
Salmo 117 (Mat. 21:42). Antes dos Seus padecimentos Jesus Cristo lembrou Seus
discípulos de que "é necessário que se cumpra tudo escrito sobre Ele"
(Luc. 22:37; Isa.53). Durante o julgamento diante da pergunta direta do
sumo-sacerdote Caifás: se Ele era "o Cristo, o Filho de Deus," Cristo
respondeu que sim, e lembrou a profecia de Daniel sobre o Filho do Homem (Mat.
26:63-64; Dan. 7:13), e Sua confirmação serviu como razão formal para Sua
condenação à morte. Após Sua ressurreição dos mortos Cristo censurou os
Apóstolos, dizendo que eles "eram tardos de coração para crerem em tudo
que anunciaram os profetas" (Luc. 24:25). Em poucas palavras, desde o
início de Seus serviços públicos, até Seus padecimentos na Cruz e depois de Sua
ressurreição, Jesus Cristo Se declarava o Messias, prometido pelos profetas.
Se Cristo evitava denominar-Se
Messias na presença do povo, e sòmente citava profecias a Seu respeito, era por
causa das representações grosseiras e distorcidas sobre o Messias as quais se
estabeleceram entre o povo. Cristo se esquivava por todos os meios da glória
terrena e da interferência na vida política.
Devido à sua humilhante dependência
de Roma, muitos judeus desejavam ter em Messias um potente rei-conquistador, o
qual lhes daria independência política, glória e bens materiais. Porém Jesus
veio para evidenciar o renascimento espiritual nas pessoas. Ele prometeu
bençãos celestes e não terrestres, como recompensa pelas virtudes. Eis porque
muitos rejeitaram Cristo.
Embora os Apóstolos antes da
crucificação de Cristo, tenham medrosamente vacilado em sua fé Nele, após Sua
Ressurreição dos mortos não tiveram nenhuma dúvida de que Ele é o Messias
prometido por Deus. Depois da ressurreição a fé deles se fortaleceu a tal
ponto, que por Cristo eles estavam prontos para dar e realmente deram sua vida.
Os Apóstolos constantemente mencionavam em suas cartas as antigas profecias
sobre o Messias afim de convencer os judeus da veracidade da fé cristã. Por
esta razão, a palavra deles, não obstante a descrença e oposição principalmente
dos sumo-sacerdotes e escribas, tiveram tamanho sucesso, primeiramente entre os
judeus, e depois - entre os pagãos. Já no final do primeiro centenário a fé
cristã se espalhou por quase todos os lados do vasto império Romano.
Noções Distorcidas
Sobre o Messias
Apesar da abundância de profecias
sobre o Messias nas Escrituras do Antigo Testamento, durante a vida terrena de
Cristo, nem todos os hebreus tinham noções corretas a respeito Dele. A razão
disso era que muitos judeus não conseguiam se elevar até o entendimento
espiritual das profecias messiânicas, por exemplo, sobre a natureza Divina do
Messias, sobre a necessidade do renascimento moral, sobre a Graça de Deus
atuante no Reino do Messias.
O período do 3o século antes do
nascimento de Cristo até o início do 2o século D.C. foi o tempo de intensa luta
do povo hebreu por sua independência política. Esta difícil batalha e as
privações relacionadas com ela, contribuíram para o desenvolvimento entre os
judeus da esperança de melhores tempos quando o Messias derrotaria os inimigos
do povo hebreu. Eles sonhavam que com a subida ao trono do Messias teriam
início tempos felizes, cheios de abundância material na vida. Por causa destes
desejos nacionais-estreitos e utilitários, conforme já mencionamos, o Senhor
Jesus Cristo evitava denominar-Se publicamente de Messias. Porém, com
freqüência Ele citava as profecias antigas que falavam do Messias como líder
espiritual, e com isto devolviam a fé dos hebreus para o caminho certo (Veja
Mat. 26:54; Mar. 9:12; Luc. 18:31; Joã. 5:39).
Mas os hebreus, desejando ter no
Messias o rei terreno e sonhando com bens materiais, irritavam-se com a
aparência dócil e humilde de Jesus Cristo. Seus ensinamentos sobre a mansidão,
sobre o amor pelos inimigos, sobre a aspiração ao Reino Celeste - eram
totalmente estranhos a eles.
Os líderes hebráicos no decorrer de
vários anos não sabiam como se livrar do indesejável Mestre-Milagroso. Eles
receavam também pela perda de sua própria influência sobre o povo, pois, muitas
pessoas simples acreditavam em Jesus Cristo. Finalmente, um acontecimento
favorável surgiu, quando Judas, um dos doze Apóstolos, ofereceu seus serviços
aos Sumo-Sacerdotes e ajudou-os a entregarem Jesus Cristo para julgamento.
Durante o julgamento porém, os juizes não conseguiam salientar uma acusação contra
Cristo, pela qual seria possível condená-Lo à morte. Somente após Jesus ter
respondido afirmativamente à pergunta de Caifás: se Ele Se considerava o Cristo
(Messias) Filho de Deus Vivo, Ele foi acusado de blasfêmia. Este
"pecado," por lei, era punido com a morte. Mas os líderes hebreus por
sí mesmos não tinham o direito de executar sua sentença, pois a Judéia era
subordinada aos romanos. Conforme temos conhecimento do Evangelho, Pilatos,
contra sua própria vontade, temendo seu próprio destino, confirmou a sentença
dos líderes hebreus - os Sumo-Sacerdotes e membros de Senedrion. Cristo foi
crucificado na véspera da Páscoa dos judeus no 33o ou 34o ano de nossa era.
Diante destas circunstâncias o povo hebreu, representado por seus líderes,
rejeitou o Enviado de Deus Messias.
Porém, a espera pelo Messias,
Rei-conquistador, como antes de Jesus Cristo, assim especialmente nos 1o e 2o
séculos depois Dele, criou uma base conveniente para o aparecimento de todos
tipos de auto-denominados messias entre os judeus. Afinal de contas aquele era
o tempo, de acordo com as profecias do patriarca Jacó e o profeta Daniel,
quando o verdadeiro Messias deveria chegar. Na história do povo hebreu foram
contados cerca de sessenta falsos-messias. Eles eram geralmente aventureiros de
todos os tipos: às vezes - simplesmente chefes de quadrilhas, às vezes -
líderes militares de maior evidência, às vezes - fanáticos religiosos e
reformistas.
O falso-messias mais proeminente foi
Bar-Kochba, chefiando uma luta desesperada com Roma nos anos 132-135 D.C. Ele
se denominava de Estrela de Jacó (referente à profecia em números 24:17), e
messias-libertador. Ele era possuidor de uma vontade de aço e conseguiu
submeter por completo a população judaica na Palestina. Ele era dono absoluto
tanto dos bens quanto das vidas dos seus súditos. Os judeus acreditavam
cegamente em seu messianismo e estavam prontos para sacrificar tudo, para
realizar seus sonhos sobre os felizes tempos messiânicos. Porém a pequena
Judéia não tinha forças para lutar com a potente Roma. A guerra terminou com
terríveis destruições por toda Palestina. Uma parte considerável da população
morreu nessa guerra, e outra parte foi levada ao cativeiro e eram vendidos nos
palanques dos escravos. O próprio Bar-Kochba morreu. (Um escritor do segundo
século, que viveu na Palestina, chamado Justin o Filósofo, relata a respeito da
brutalidade de Bar-Kochba durante a prosperidade de seu poder. Ele exigia dos
cristãos que eles renunciassem a Cristo e desprezassem Seu nome. Aqueles que se
recusavam a agir desta maneira eram submetidos a sofrimentos cruéis e à morte.
Ele não tinha compaixão nem pelas mulheres, nem pelas crianças (Apologia 1a,
par.31)).
No decorrer dos séculos hebreus,
estando espalhadas pelo mundo todo, todas as forças levaram para a preservação
da sua religião do Antigo Testamento e do nacionalismo. E nisto eles foram
sucedidos. Porém, não aceitando a Cristo e Seus ensinamentos, os judeus
privaram-se daquilo que de mais valor lhes foi deixado pelos profetas - a
esperança do renascimento espiritual.
Após a Segunda Guerra Mundial, em
alguns judeus foi despertada a ansiedade para o seu Messias - Jesus Cristo.
Entre eles surgiram missionários ativos, os quais atraiam seus compatriotas
para a fé cristã. O trabalho missionário caminhou com muito sucesso, pois, eles
empregavam as predições messiânicas dos profetas do Antigo Testamento. É
preciso dizer que as Sagradas Escrituras, mesmo entre os judeus indiferentes a
Deus, são muito respeitadas. Deste modo, não obstante o transcorrer dos séculos,
as Escritas dos profetas permanecem com a palavra viva e eficaz de Deus.
Presume-se que sobre estes novos
cristãos pesará um problema difícil; o de acusar a falsidade do último
falso-messias que se aproxima - o Anticristo. Este impostor, igual aos antigos
falsos-messias, irá prometer alegrias terrenas e felicidade. De acordo com as
predições, muitos irão acreditar nele cegamente, e ele conseguirá um sucesso
político considerável, mas não por muito tempo. Depois ele também morrerá,
igual a muitos impostores da antiguidade.
Os cristãos não têem necessidade de
provar que Jesus Cristo é o verdadeiro Messias. Porém, o conhecimento das
profecias antigas é muito útil para todos. Esse conhecimento, por um lado
enriquece a fé em Cristo, e por outro lado, oferece meios para conversão para a
fé aos duvidosos e descrentes. Devemos ser gratos aos profetas do Antigo
Testamento por terem relatado com tanta clareza e riqueza de detalhes a
respeito de Cristo. Graças a eles, nossa fé Nele está fortalecida sobre uma pedra
dura, e com esta fé nós seremos salvos.
Profecias Sobre os
Tempos do Novo Testamento
De acordo com os profetas, o objetivo
da vinda do Messias ao mundo era o estabelecimento do Reino de Deus, no qual
deveria entrar a nova espiritualmente restabelecida Israel. Os profetas
descrevem esse Reino bastante detalhado. Neste nosso trabalho, nós tomamos como
regra apresentar as profecias que se referem ao Messias e mostrar como elas
foram cumpridas em Jesus Cristo. A profecia referente ao Reino Dele iremos apresentar
superficialmente, nos detendo apenas nas principais e mais comuns qualidades
deste Reino.
Falando sobre o Reino Messiânico, os
profetas o retratavam como uma sociedade de pessoas espiritualmente renovadas.
Nessa sociedade deveriam entrar além dos judeus também outras nações. A
principal particularidade deste Reino seria a abundância de dádivas e bençãos.
Sendo o Reino de Deus, ele é o mais forte de todos os reinos terrestres e
sobreviverá a eles. Seu início deu-se nos tempos da chegada do Messias à terra,
e no final do mundo, após o Julgamento Final de Deus das nações, ele deverá se
transformar em sua aparência externa. Então, na nova terra transformada irão
desaparecer todas as angústias físicas, e entre os cidadãos deste Reinado irá
imperar a glória, a imortalidade e a plenitude das bençãos de Deus. Eis aqui,
em poucas palavras, a essência destas profecias. Agora iremos nos deter em
algumas particularidades.
Falando a respeito dos tempos
messiânicos, os profetas indicavam que eles seriam o tempo do Novo Testamento
(aliança) de Deus com as pessoas. Conforme sabemos, o Antigo Testamento de Deus
com Israel foi concluído na presença de Moisés diante do Monte Sinai. Então os
judeus se comprometeram a cumprir os mandamentos inscritos em placas de pedra,
recebendo de Deus como recompensa a terra prometida a Abraão (a Terra
Prometida). Eis o que escreve o profeta Jeremias a respeito da Nova Aliança:
"Dias hão de vir - oráculo do
Senhor - em que firmarei Nova Aliança
com as casas de Israel e de Judá.
Será diferente da que concluí com
seus pais no dia
em que pela mão os tomei para
tirá-los do Egito, aliança que
violaram embora Eu fôsse o esposo deles. Eis a aliança
que, então, farei com a casa de
Israel - oráculo
do Senhor: Incutir-lhe-ei a Minha
lei; gravá-la-ei em seu coração.
Serei o seu Deus e Israel será o Meu
povo. Então ninguém terá encargo de
instruir seu próximo ou irmão,
dizendo:
"Aprende a conhecer o
Senhor," porque todos Me conhecerão, grandes e pequenos -
oráculo do Senhor -, pois a todos
perdoarei as faltas,
sem guardar nenhuma lembrança de seus
pecados" (Jer. 31:31-34).
O profeta Isaías chama a Nova Aliança
de eterna: "Prestai-Me atenção, e vinde a Mim, escutai, e vossa alma
viverá: quero concluir convosco uma eterna aliança, outorgando-vos os favores
prometidos a Daví" (Isa. 55:3; veja Atos 13:34).
Como particularidade no Novo
Testamento, se diferenciando do Antigo, seria que além dos judeus, deveriam ser
atraídos também outros povos, os quais todos juntos formariam uma nova Israel,
Reino abençoado do Messias. O profeta Isaías em nome de Deus Pai escreveu a
respeito desta citação dos povos pagãos: "Não basta que sejas Meu Servo
para restaurar as tribos de Jacó e reconduzir os fugitivos de Israel; vou fazer
de Tí a luz das nações, para propagar Minha salvação até os confins do
mundo" (Isa. 49:6).
E um pouco mais tarde o profeta
Isaías expressa alegria nesta ocasião:
"Dá gritos de alegria, estéril,
tu que não tens
filhos, entoa cânticos de júbilo, tu
que não dás à luz
porque os filhos da desamparada serão
mais numerosos do que os da
mulher casada... pois deverás
estender-te à direita e
à esquerda; teus descendentes vão
invadir as nações,
povoar as cidades desertas"
(Isa. 54:1-5; veja Gal. 4:27).
Aqui o profeta retrara a Igreja hebraica
do Antigo Testamento como uma mulher casada, e os povos pagãos - na forma de
uma mulher estéril, a qual depois dará à luz a mais filhos do que a primeira
mulher. Sobre o chamado dos pagãos para o lugar dos judeus desprendidos do
Reino, também foi predito por Oséias (Osé. 1:9-10, 2:23). No período do Antigo
Testamento a afiliação à Igreja é determinada pela nacionalidade. Nos tempos do
Novo Testamento, a condição indispensável para pertencer ao Reino do Messias
será a fé; sobre isto escrevia Habacuc: "O justo viverá em sua fé"
(Hab. 2:4; Isa. 28:16).
Em contraste com a lei do Antigo
Testamento inscrita sobre placas de pedra, a nova lei de Deus será escrita nos
próprios corações dos membros da Nova Israel, ou seja, a vontade de Deus será
como parte inseparável de sua existência. Esta inscrição da lei nos corações de
Israel renovada será feita pelo Espírito Santo; a este respeito escrevem os
profetas Isaías, Zacarias e Joel. Conforme nós veremos, os profetas
referindo-se à Graça do Espírito Santo, com freqüência a denominavam de água. A
Graça, tal qual a água, refresca, purifica e dá vida às almas das pessoas.
O profeta Isaías foi o primeiro a
predizer sobre a renovação espiritual: "Porque derramarei água sobre o
solo sequioso, fá-la-ei correr sobre a terra árida, derramarei Meu Espírito
sobre tua posteridade e Minha benção sobre teus rebentos" (Isa.44:3). E em
Zacarias podemos ler: "Suscitarei sobre a casa de Daví e sobre os
habitantes de Jerusalém um ESPÍRITO DE BOA VONTADE e de prece, e eles voltarão
os seus olhos para Mim. Farão lamentações sobre Aquele Que traspassaram, como
se fosse um filho único; chorá-Lo-ão amargamente como se chora um
primogênito... Naquele dia jorrará uma fonte para a casa de Deus e para os
habitantes de Jerusalém, que apagará os seus pecados e suas impurezas"
(Zac. 12:10, 13:1; Isa. 12:3).
Aqui está predita a tristeza
penitente, a qual os habitantes de Jerusalém vivenciaram após a morte de Cristo
em Golgatá (veja Joã. 19:37; Atos 2:37). O profeta Ezequiel também escreveu a
respeito da renovação espiritual:
"Eu vos retirarei do meio das
nações, Eu vos reunirei de todos os lugares,
e vos conduzirei ao vosso solo.
Derramarei
sobre vós águas puras, que vos
purificarão de todas as vossas imundícies e de todas
as vossas abominações.
Dar-vos-ei um coração novo e em vós
porei um Espírito Novo; tirar-vos-ei do
peito o coração de pedra e dar-vos-ei
um coração de carne. Dentro
de vós meterei Meu Espírito, fazendo
que obedeçais as Minhas leis e sigais e observeis
os Meus preceitos" (Ezeq.
36:24-27).
A próxima profecia, de Joel,
complementa as três predições prévias:
"Depois disto, acontecerá que
derramarei
o Meu Espírito sobre todo ser vivo;
vossos filhos e vossas filhas
profetizarão; vossos anciãos terão
sonhos, e vossos jovens terão visões;
naqueles dias, derramarei também o
Meu Espirito sobre os escravos
e as escravas. Farei aparecer
prodígios no céu e na terra; sangue, fogo e
turbilhões de fumaça.
O sol converter-se-a em trevas e a
lua, em sangue, ao se aproximar
o grandioso e temível dia do Senhor.
Mas todo o que invocar o nome do
Senhor será poupado" (Joel 3:1-5).
Estas predições começaram a ser
cumpridas no 50o dia após a ressurreição de Cristo (veja Atos 2). Compare
também em Isaías 44:3-5, Ezeq. 36:25-27 e Romanos 10:13. O final da profecia de
Joel a respeito do escurecimento do sol refere-se aos acontecimentos antes do
final do mundo.
O Reino Messiânico às vezes é
descrito pelos profetas na forma de uma montanha alta. Este símbolo, retirado
do monte Sião, é comparável ao Reino Messiânico porque ele, como um morro
apoiando-se na terra, leva as pessoas para o alto, ao Céu. Eis o que escreve o
profeta Isaías a respeito do Reino do Messias:
"No fim dos tempos acontecerá
que o monte da casa do Senhor
estará colocado à frente das
montanhas, e dominará
as colinas. Para aí acorrerão todas
as gentes,
e os povos virão em multidão:
"Vinde, dirão eles, subamos à montanha
do Senhor, à casa do Deus de
Jacó":
Ele nos ensinará Seus caminhos e nós
trilharemos as
Suas veredas; porque de Sião deve
sair a lei, e de Jerusalém, a palavra do Senhor."
(Isa. 2:2-3).
Os profetas chamavam de Jerusalém não
apenas a capital da cidade da nação judáica, mas também o Reino do Messias.
Assim, por exemplo Isaías exclamava:
"Levanta-te, sê radiosa
Jerusalém, eis a tua luz, a Glória do Senhor se levanta
sobre tí. Vê, a noite cobre a terra e
a escuridão os povos, mas sobre tí levanta-Se o
Senhor, e Sua Glória te ilumina. As
nações se
encaminharão à tua luz, e os reis ao
brilho de tua aurora.
Levanta os olhos e olha à tua volta:
todos se reúnem para vir a tí; teus
filhos chegam de longe, e tuas
filhas são transportadas à garupa.
Esta visão tornar-te-á radiante teu
coração palpitará e se dilatará,
porque para tí afluirão as riquezas
do mar, e a tí virão os
tesouros das nações" (Isa.
60:1-5).
Esta imagem alegórica do Reino
Messiânico é repetida com novos detalhes na visão de Daniel. Em sua profecia,
além da montanha, ele menciona uma pedra, que se desprendeu da montanha e
destruiu a imagem (estátua) parada no vale. Pedra, conforme já explicamos,
simboliza o Messias. Eis a descrição desta visão:
"Uma pedra se deslocou da
montanha sem intervenção de mão alguma,
veio bater nos pés da estátua que era
de ferro e barro,
e os triturou. Então o ferro, o
barro, o bronze, a prata e o ouro,
foram com a mesma pancada reduzidos a
migalhas, e,
como a palha que voa de eira durante
o verão,
foram levados pelo vento sem deixar
traço algum,
enquanto que a pedra que havia batido
na estátua, tornou-se
uma alta montanha ocupando toda a
região."
Mais adiante, o profeta Daniel
explica essa visão:
"No tempo desses reis (da
Babilônia e depois - da Pérsia, Grécia e
finalmente de Roma) o Deus dos Céus
suscitará
um reino, que jamais será destruído e
cuja
soberania jamais passará a outro
povo: destruirá e aniquilará todos os outros,
enquanto que ele subsistirá para
sempre" (Dan. 2:34-35; 44).
Aqui a estátua representa os reinos
terrestres. Não importa o quanto os inimigos do Messias batalhassem contra o Reino
Dele, seus esforços não terão êxito. Todos os reinos terrestres cedo ou tarde
irão desaparecer, apenas o Reino Messiânico será eterno.
Às vezes, conforme veremos, as
profecias sobre o Reino Messiânico falam a respeito das condições ideais de
vida na terra, da felicidade e bençãos. Aqui o leitor poderá ter as seguintes
dúvidas: essas descrições do Reino serão sonhos irrealizáveis? Ou talvez, a
própria Igreja do Novo Testamento não tem o direito de pretender ser chamada de
Reino de Deus, pois, em seu caminho histórico surgem tantos desvios daquele
ideal, o qual é descrito nas profecias?
Para poder entender corretamente as
profecias sobre o Reino Messiânico, é preciso se lembrar de que nelas unem-se
diferentes épocas, separadas umas das outras por muitas centenas de anos, e por
vezes - por milhares de anos. Pois no Reino Messiânico o exterior é determinado
pelo interior: felicidade, imortalidade, benção, completa harmonia, paz e
outras bençãos não são implantadas por Deus à força ou mecanicamente. Elas são
resultado daquela renovação interior voluntária, através da qual os membros
deste reino devem passar. O processo da renovação espiritual deveria começar
logo após o momento da chegada do Messias, e será concluído no final da
existência do mundo.
Por esta razão as visões proféticas
do abençoado Reino do Messias envolvem em um quadro grandioso muitos séculos de
sua existência - os tempos, próximos aos profetas e à vinda do Messias, e
simultâneamente tempos distantes, diferentes à época do fim do mundo e início
de nova vida. Esta comparação do futuro próximo e distante em um só quadro é
muito característica das visões proféticas, e se nos lembrarmos disto, o leitor
poderá compreender corretamente o sentido das profecias sobre o Reino
Messiânico.
Na próxima profecia Isaías escreve
sobre as condições felizes no Reino Triunfante do Messias:
"Ele não julgará pelas
aparências, e não decidirá pelo que ouvir dizer; mas julgará
os fracos com equidade, fará justiça
com os pobres da terra - ferirá
o homem impetuoso (pecador) com uma
sentença de Sua boca, e com o sôpro
dos Seus lábios fará
morrer o ímpio... Então (no final dos
tempos).
o lobo será hóspede do cordeiro, a
pantera se deitará ao pé do cabrito...
Não se fará mal nem dano em todo o
Meu santo monte, porque a
terra estará cheia de ciência do
Senhor, assim como
as águas recobrem o fundo do mar.
Naquele tempo o rebento de Jessé
(Messias), pôsto como estandarte para
os povos, será
procurado pelas nações
e gloriosa será a Sua morada"
(Isa. 11:3-10, veja Rom. 15:12).
Aqui o "ímpio" que será
derrotado pelo Messias deve ser entendido como o último e maior ímpio - o
Anticristo. Eis mais duas predições dos grandes profetas, referentes àquela
mesma época.
Profeta Jeremias:
"Dias virão - oráculo do Senhor
-
em que farei brotar de Daví um
Rebento justo que será Rei
e governará com sabedoria e exercerá
na terra o direito e a equidade. Sob
Seu Reinado será
salvo Judá, e viverá Israel em
segurança. E eis
o nome Dele, com que será chamado:
Senhor, nossa Justiça!" (Jer.
23:5,6 e 33:16).
Profeta Ezequiel:
"Para os pastorear suscitarei um
só Pastor, Meu servo Daví.
É Ele que as conduzirá à
pastagem e lhes servirá de Pastor.
Eu, o Senhor,
serei seu Deus, enquanto o Meu servo
Daví
será um príncipe no meio delas...
(Ezeq. 34:23-24).
Meu servo Daví será o seu Rei;
não terão todos senão um só Pastor;
obedecerão a Meus mandamentos,
observarão as Minhas leis
e as porão em prática" (Ezeq.
37:24).
Entre os profetas do Antigo
Testamento, a chegada do Reino do Messias se conclui na esperança de um
resultado final de vencer o mal da humanidade - a morte. A ressurreição dos
mortos e a vida eterna são a vitória final do Messias sobre o mal. Os capítulos
25 e 27 do livro do profeta Isaías contém cânticos de louvor a Deus da Igreja,
festejando o triunfo sobre a morte:
"Por isso um povo forte vos
glorifica e a sociedade das nações valentes
vos venera. Porque vós sois refúgio
para o fraco,
refúgio para o pobre na sua
tribulação, abrigo contra a
tempestade e sombra contra o calor...
O Senhor Deus tirará neste
monte o véu que todos os povos, a
cortina que
recobre todas as nações, e fará
desaparecer a morte para
sempre. O Senhor Deus enxugará
as lágrimas de todas as faces e
tirará
de toda a terra o opróbrio que pesa
sobre o Seu povo... Eis
nosso Deus do Qual esperamos nossa
libertação.
Congratulemo-nos, rejubilemo-nos por
Seu socorro, porque a mão do Senhor
repousa neste monte... Abrí as
portas,
deixai entrar um povo justo, que
respeita a fidelidade, que tem
caráter firme e conserva a paz,
porque tem confiança no Senhor... Porém,
se se perdoar o ímpio, ele não
aprenderá a justiça" (Isa. 25:3-10 e 26:2-3,4,10).
O profeta Oséias também escreveu a
respeito da vitória sobre a morte: "E Eu o libertaria do poder da região
dos mortos. Isentá-lo-ia da morte? Onde estão tuas calamidades, ó morte? Região
dos mortos, onde está o teu flagelo destruidor?" (Osé. 13:14). A esperança
da ressurreição também foi expressada pelo sofrido e justo profeta da
antigüidade, Jó, nas seguintes palavras:
"Eu o sei: meu Vingador está
vivo, e aparecerá finalmente
sobre a terra, por detrás de minha
pele, que envolverá isto,
eu mesmo O contemplarei, meus olhos O
verão,
e não os olhos de outro." (Jó
19:25-27).
Concluindo traremos a seguinte profecia
que se refere à segunda vinda do Messias:
"Olhando sempre a visão noturna,
ví um Ser semelhante ao Filho do Homem,
vir sobre as nuvens do céu:
dirigiu-Se para o lado
do ancião, diante de quem foi
conduzido. A Ele foram dados
império, glória e realeza. Seu
domínio
será eterno; nunca cessará e Seu
reino jamais será destruído" (Dan. 13-14; veja Mat. 24:30).
Resumindo aqui as profecias
apresentadas a respeito do Reino Messiânico, nós observamos que todas elas
falam sobre processos espirituais: sobre a necessidade da fé, o perdão dos
pecados, purificação do coração, renovação espiritual, sobre a emanação de
dádivas abençoadas sobre os crentes, sobre o conhecimento de Deus e Sua lei, a
eterna ligação com Deus, a vitória sobre o demônio e forças do mal. As bençãos
eternas - vitória sobre a morte, ressurreição dos mortos, renovação do mundo,
restauração da justiça, e, finalmente, a eterna Glória - virão na qualidade de
recompensas pelas virtuosidades.
Se os profetas, retratando as glórias
eternas, usavam expressões semelhantes a termos terrenos, era porque na
linguagem humana não existem palavras, necessárias para descrever o estado
abençoado do mundo espiritual. Foram estas palavras dos profetas sobre as
bençãos externas, compreendidas por muitos num sentido grosseiramente
materialista, que serviram como pretexto para a representação distorcida sobre
o reino messiânico terrestre.
É preciso dizer que, não apenas os
judeus dos tempos de Cristo visualizavam errôneamente os tempos messiânicos na
forma do bem-estar terreno. Idéia similares continuam surgindo até hoje entre
os fanáticos na forma de, por exemplo, ensinamentos sobre os 1.000 anos do
reinado de Cristo na terra (chiliasmo). Os profetas, Jesus Cristo e os
Apóstolos prediziam sobre a transfiguração do mundo físico, após o que, se
realizará a completa justiça, a imortalidade e bençãos celestiais. Estas
bençãos desejadas por todos virão somente depois que este mundo material
envenenado pelos pecados se transfigurará, pelo poder de Deus, em "novo
céu e terra nova, onde habitará a verdade." Terá início então a nova e
eterna vida.
Aqueles que desejam herdar o Reino
transfigurado do Messias, devem caminhar para esta nova vida por uma estrada
estreita de sua própria reformação, como Cristo ensinou. Não existe outro
caminho.
Duas Páscoas
Sem dúvida o acontecimento mais
importante na vida do povo hebreu foi sua saída do Egito e o recebimento da
Terra Prometida. O Senhor salvou o povo hebreu da escravidão forçada, fez dele
o povo escolhido, deu-lhe Seus mandamentos Divinos no monte Sião, concluiu
aliança com ele o conduziu à terra prometida aos seus antepassados. Todos estes
grandes acontecimentos na vida do povo escolhido se concentraram, na
festividade da Páscoa. Neste dia os judeus anualmente comemoravam as inúmeras
bençãos de Deus, prestados ao povo hebreu.
Agora iremos confrontar a Páscoa dos
hebreus do Antigo Testamento com o maior acontecimento do Novo Testamento. O
Senhor Jesus Cristo suportou martírios, morreu na cruz e ressuscitou dos mortos
justamente nos dias da Páscoa dos hebreus. Esta coincidência de dois grandes
acontecimentos - a formação de Israel do Antigo Testamento e o estabelecimento
da Igreja do Novo Testamento - não pode ser por um acaso! Isto indica que entre
os acontecimentos Pascais do Antigo e Novo Testamentos existe uma profunda
conexão interna, ou seja: os eventos mais importantes na vida do povo hebreu
eram o protótipo dos acontecimentos do Novo Testamento. Para podermos ver esta
conexão espiritual, iremos comparar os paralelos das duas Páscoas.
Páscoa Do Antigo Testamento
Páscoa Do Novo Testamento
O empenho do cordeiro sem defeito e a
salvação dos primogênitos israelitas com o sangue Dele.
A passagem milagrosa dos israelitas
no Mar Vermelho e a salvação da escravidão.
A legislação no Monte Sinai no 50o
dia após a saída do Egito e a conclusão da aliança com Deus.
A peregrinação de 40 anos pelo
deserto e as diversas provações.
O saborear milagroso do maná enviado
por Deus.
A colocação da serpente de bronze. O
hebreu que a olhasse era salvo de ser mordido por serpentes venenosas.
A entrada dos hebreus na terra
prometida.
A crucificação do Cordeiro de Deus
por Cujo sangue os primogênitos do Novo Testamento (os cristãos) serão salvos.
O batismo na água e a salvação do domínio
do demônio.
A descida do Céu do Espírito Santo
sobre os Apóstolos no 50o dia após a Páscoa e a instituição do Novo Testamento.
Provações e dificuldades na vida de
casa cristão.
O saborear do Pão Celestial - Corpo e
Sangue de Cristo na Liturgia pelos fiéis.
Livramento e salvação do remordimento
da serpente espiritual através da Cruz de Cristo.
A obtenção pelos fiéis do Reino
Celestial.
Realmente a semelhança é notável!
Tanto o Próprio Senhor Jesus Cristo, como Seus Apóstolos apontavam para a
existência destes paralelos entre os acontecimentos do Antigo e Novo
Testamentos relacionados com a Páscoa. Deste modo, nós vemos que não apenas os
profetas escreviam sobre o Messias e sobre os tempos do Novo Testamento, como
também toda a vida religiosa do povo hebreu da era do Antigo Testamento tinha
uma relação bem estreita com as obras do Messias. Este fato nos mostra a
unidade espiritual completa da Igreja do Novo Testamento com Israel do Antigo
Testamento. Por esta razão, todas as profecias nas quais são mencionados os
nomes Israel, Jerusalém, Sião e etc, têem sua realização completa e plena na
Igreja abençoada de Cristo.
A Conversão Próxima
Do Povo Judeu Para Cristo
Conforme já escrevemos, a maioria dos
judeus dos tempos de Cristo não reconheceu Nele o Messias prometido por Deus e
O rejeitaram. Eles queriam ter, na pessoa do Messias um poderoso
rei-conquistador, o qual traria glória e riqueza ao povo hebreu. Mas Cristo
pregava a pobreza voluntária, a humildade, o amor pelos inimigos, o que para muitos
era inaceitável. Com o passar dos séculos as atitudes religiosas do povo hebreu
pouco mudaram, e os judeus continuam não reconhecendo a Cristo. Entretanto o
santo Apóstolo Paulo predisse claramente que nos últimos tempos ocorrerá uma
conversão em massa de judeus para Cristo. Este reconhecimento do Cristo e a fé
Nele como o Salvador do mundo por muitos judeus irá coincidir com a redução
drástica da fé e o afastamento dela dos povos cristãos em massa. A predição do
Apóstolo Paulo sobre a conversão do povo hebreu encontra-se nos capítulos 10 e
11 de suas cartas aos Romanos. Estes dois capítulos estão repletos de imensa
tristeza por causa da severidade religiosa dos judeus contemporâneos a ele.
Apresentaremos aqui as principais
idéias que nos interessam da profecia do Apóstolo Paulo: "Não quero,
irmãos, que ignoreis este mistério, para que não vos gabeis de vossa sabedoria:
esta cegueira de uma parte de Israel, só durará até que haja entrado (na
Igreja) a totalidade dos pagãos. Então Israel (dos últimos tempos) em peso será
salva, como está escrito: "Virá de Sião o Libertador e apartará de Jacó a
impiedade." Quem será este "Libertador" - o Apóstolo não defini:
será o Próprio Cristo, ou o profeta Elias, ao qual está previsto vir antes do
fim do mundo, para denunciar a falsidade do Anticristo, ou alguém do povo
hebreu?
Nos últimos 30-40 anos surgiram entre
os judeus sinais do início do renascimento da fé em Cristo. Em uma série
inteira de grandes cidades dos E.E.U.U. surgiram centros missionários de
judeus-cristãos, pregando, entre seus irmãos de sangue, a fé no Senhor Jesus
Cristo. É muito interessante e instrutivo se familiarizar com as brochuras e
livros deles sobre temas religiosos. Pode-se observar que os redatores dessas
brochuras entendem nitidamente as Sagradas Escrituras e a religião judáica do
Antigo Testamento. Eles explicam as predições dos profetas sobre o Messias e
sobre Seu Reino abençoado, com muita clareza e convicção. Os interessados
poderão receber tais brochuras missionárias em inglês, através do seguinte
endereço: Beth Sar Shalom Publication 250 W. 57 St. N.Y., N.Y., 10023. Existem
repartições desta organização missionária também em outras grandes cidades do
Estados Unidos.
Rogamos a Deus para ajudar os judeus
a verem o Salvador deles e a começarem a serví-Lo com o mesmo fervor que seus
antepassados serviam a Deus!
O Indicador
Das Profecias Messiânicas
Pelo conteúdo
Os profetas escreviam que o Messias
teria duas naturezas: humana (Gen. 3:15; Isa. 7:14; Gen. 22:18; Sal. 39:7; Dan.
7:13) e Divina (Sal. 2; Sal. 45; Sal. 109; Isa. 9:6; Jer. 23:5; Bar. 3:36-38;
Mic. 5:2; Mal. 3:1); que Ele será o profeta maior (Deut. 18:18); rei (Gen.
49:10; 2 Sam. 7:13); 1 Cron. 17:12-13; Sal. 131:11; Ez. 37:24; Dan. 7:13 e
Sumo-Sacerdote (Sal. 109; Zac. 6:12), ungido de Deus (Pai) para estes serviços
(Sal. 2; Sal. 44; Isa. 42; Isa 61:1-4; Dan. 9:24-27), e será um bom Pastor
(Ezeq. 34:23-24; 37:24; Mic. 5:3).
As profecias testemunhavam também que
a ação importante do Messias será a derrota do demônio e do seu poder (Gen.
3:15); Núm, 24:17), a redenção dos pecados das pessoas e a cura de seus males
físicos e espirituais (Sal. 40; Isa. 35:5-7; 42:1-12; 50:4; 53 e 61:1-4; Zac.
3:8-9) e a reconciliação deles com Deus (Gen. 49:10; Jer. 23:5 e 31:34; Ezeq.
36:24-27; Dan. 9:24-27; Zac. 13:1); de que Ele abençoará os fiéis (Zac. 6:12);
estabelecerá o Novo Testamento no lugar do Antigo (Isa. 42:2; 55:3 e 59:20-21;
Dan. 9:24-27) e este testamento será eterno (Jer. 31:31; Isa. 55:3). Os
profetas predisseram sobre o chamado dos pagãos ao Reino do Messias (Sal.
71:12; Isa. 11:1-11; 43:16-28; 49:6 e 65:1-3), sobre a propagação da fé,
começando por Jerusalém (Isa. 2:2), sobre que Suas bençãos espirituais irão se
estender sobre toda a humanidade (Gen. 22:18; Sal. 131:11-12; Isa. 11:1;
42:1-12 e 54:1-5; Ezeq. 34:23 e 37:24; Amós 9:11-12; Ag. 2:6-7; Sof. 3:9; Zac.
9:9-11), e sobre a alegria espiritual dos fiéis (Isa. 12:3).
Os profetas revelaram também muitas
particularidades na relação com a vinda do Messias, ou seja: que Ele descenderá
de Abraão (Gen. 22:8), da tribo de Judá (Gen. 49:9; 2 Sam. 7:12-14), irá nascer
de uma virgem (Isa. 7:14) na cidade de Bethlem (Mic. 5:2), irá propagar a luz
espiritual (Isa. 9:1-2), irá curar os enfêrmos (Isa. 35:5-6), irá sofrer, será
transpassado, morrerá, será sepultado em uma sepultura nova, depois irá
ressuscitar (Gen. 49:9-11); Sal. 41:7-10; Isa. 50:5-7 e 53o capítulo; Zac.
12:10; Sal. 16:9-11), irá retirar as almas do inferno (Zac. 9:11); eles também
profetizaram que nem todos O reconhecem como Messias (Isa. 6:9), porém alguns
até irão batalhar contra Ele, embora sem sucesso (Num. 24:17; Deut. 18:18; Sal.
2; Sal. 93:6-8; 109:1-4; Isa.50:8-9 e 65:1-3). Isaías escreveu sobre a
humildade do Messias no cap. 42:1-12.
O fruto de Sua redenção será a
renovação espiritual da fé e o derramamento da graça do Espírito Santo sobre
eles (Isa. 44:3 e 59:20-21; Zac. 12:10; Joel 2:28; Ezeq. 36:25). Falou-se
também sobre a necessidade indispensável da fé (Isa. 28:16; Hab. 3:11).
Os profetas determinaram que o tempo
da Sua vinda irá coincidir com a perda da independência política da tribo de
Judá (Gen. 49:10), que irá ocorrer não mais tarde do que 70 "semanas"
(490 anos) após o decreto da restauração da cidade de Jerusalém (Dan. 9:24-27)
e não mais tarde da destruição do segundo Templo de Jerusalém (Ag. 2:6; Mal.
3:1). Os profetas predisseram que Ele irá aniquilar o Anticristo (Isa. 11:4),
virá nòvamente em Glória (Mal. 3:1-2). O resultado final de suas ações será a
obtenção da justiça, paz e alegria (Isa. 11:1-10; Jer. 23-5).
É digno de nota mencionar os
múltiplos detalhes da vida do Messias, os quais foram preditos pelos profetas,
como por exemplo: o massacre de crianças nos arredores de Bethlem (Jer. 31:15);
sobre os sermões de Cristo na Galiléia (Isa. 9:1); a entrada em Jerusalém
montado numa jumenta (Zac. 9:9; Gen. 49:11); sobre a traição de Judas (Sal.
40:10; Sal. 54:14, 108:5); sobre as 30 moedas de prata e a compra da terra do
oleiro (Zac. 11:12) sobre os ultrajes e escarros (Isa. 50:4-11), detalhes sobre
a crucificação (Sal. 21); sobre a colocação do Messias entre os criminosos e
sepultamento no túmulo de um ricaço (Isa. 53); sobre a escuridão na hora da
crucificação do Messias (Amós 8:9; Zac. 14:5-9); sobre o arrependimento do povo
(Zac. 12:10-13).
A respeito da natureza do Messias e a
grandeza de Seus feitos, também são testemunhos aqueles nomes com os quais os
profetas O denominavam, chamando-O de: Leão, Daví, Anjo do Testamento, Rebento,
Deus Poderoso, Emanuel, Conselheiro, Líder do mundo, Pai do próximo século,
Conciliador, Estrela, Família da Mulher, Profeta, Filho de Deus, Rei, Ungido
(Messias), Redentor, Libertador, Deus, Senhor, Servo (de Deus), Justiceiro,
Filho do Homem, Santo dos Santos.
As profecias sobre o Reino Messiânico
são: purificação dos pecados (Isa. 59:20-21; Jer. 31:31-34; Ezeq. 36:24-27;
Dan. 9:24-27; Zac. 6:12 e 13:1), a revelação às pessoas sobre a honestidade e
pureza do coração (Jer. 31:31; Ezeq. 36:27, a conclusão do Novo Testamento
(Isa. 55:3; 59:20-21; Jer. 31:31; Ezeq. 9:24) abundância de bençãos (Isa. 35:5,
44:3, 55:3 e 59:20-21; Joel 2:28-32; Zac. 12:10-13), o chamado aos pagãos (Sal.
21:28, 71:10-17; Isa. 2:2, 11:1-10, 42:1-12, 43:16-28, 49:6, 54:12-14, 65:1-3;
Dan. 7:13-14; Ageu 2:6-7), a propagação da Igreja por todo o mundo (Isa.
42:1-12, 43:16-28, 54:12-14), a estabilidade e invencibilidade (Isa. 2:2-3;
Dan. 2:44; Dan. 7:13; Zac. 9:9-11), a exterminação do mal, do sofrimento (Num.
24:17; Isa. 11:1-10), a confirmação da alegria (Isa. 42:1-12, 54:12-14, 60:1-5,
61:1-4), ressurreição da carne (Jó 19:25), a exterminação da morte (Isa. 26,
42:1-12, 61:1-4; Zac. 9:9-11; Osé. 13:14), conhecimento de Deus (Isa. 2:2-3,
11:1-10; Jer. 31:31-34), o triunfo da verdade e da justiça (Sal. 71:10-17,
110:1-4; Isa. 9:6-7, 11:1-10, 26; Jer. 23:5), a Glória da Igreja Triunfante
(Isa. 26, 27). A semelhança do Reino do Messias à montanha: (Sal. 2; Isa.
2:2-3, 11:1-10, 26; Dan. 2:34).
Profecias em Ordem Cronológica
Lugar na Escritura
Livro Gênesis
3:15 A família da Mulher ferirá a
cabeça da serpente.
22:18 Benção dos Descendentes de
Abraão.
49:10 Conciliador da descendência de
Judá.
Números
24:17 Estrela de Jacó.
Deuteronômio
18:18-19 Um profeta similar ao
Messias.
Jó 19:25-27 Sobre o Redentor, Que
ressuscitará.
2 Sam. 7:13 A Eternidade do Reino
Messiânico.
Salmos (os números entre parênteses
pertencem à Bíblia Judáica).
2o (2) Messias - Filho de Deus.
8 (8) O louvor dos pequeninos ao
entrar em Jerusalém.
15 (16) Sua carne não verá
decadência.
21 (22) Sofrimentos do Messias na
Cruz.
29 (30) A alma saiu do inferno.
30 (31) "Em Tuas mãos entrego
Meu espírito."
39 (40) O Messias veio cumprir a
vontade de Deus.
40 (41) Sobre o traidor.
44 (45) O Messias - Deus.
54 (55) Sobre o traidor.
67 (68) Subiu às alturas, levou os
cativos.
68 (69) "O zêlo de Vossa Casa Me
consumiu."
71 (72) Descrição da Glória do
Messias.
94 (95) Sobre a descrença.
109 (110) Eterno Sumo-Sacerdote
segundo a ordem de Melquisedeque.
117 (118) "Não hei de morrer,
viverei..." Messias - a pedra rejeitada pelos arquitetos.
131 (132) O descendente de Daví
reinará pela eternidade.
Profeta Isaías
2:2-3 O Reino do Messias similar à
montanha.
6:9-10 A descrença dos judeus.
7:14 Nascimento de uma Virgem.
9:1-2 Sermão do Messias na Galiléia.
9:6-7 Messias - Deus forte, Pai
eterno.
11:1-10 Sobre Ele - o Espírito de
Deus, a respeito da Igreja.
12:3 Sobre a alegria e glória.
25:27 Capítulo de cântico de louvor
ao Messias.
28:16 Ele - pedra angular.
35:5-7 Ele curará todo tipo de doença.
42:1-4 Sobre a humildade do Rebento
do Senhor.
43-16-28 Sobre o chamado dos pagãos,
44:3 O Espírito Santo derrama
bençãos.
49:6 Messias - luz para a humanidade.
50:4-11 Sobre os insultos ao Messias.
Cap. 53 Sobre os padecimentos e
ressurreição do Messias.
54:1-5 Sobre a chamada dos pagãos ao
Reino.
55:3 Sobre o eterno testamento.
60:1-5 Seu Reino - Nova Jerusalém.
61:1-2 Ações de misericórdia do
Messias.
Profeta Joel
2:28-32 Sobre as dádivas do Espírito
Santo.
Profeta Oséias
1:9 e 2:23 Chamando os pagãos.
6:1-2 Ressurreição no terceiro dia.
13:14 A exterminação da morte.
Profeta Amós
8:9 Escurecimento do sol.
Profeta Miquéias
5:2 Sobre o nascimento do Messias em
Bethlem.
Profeta Jeremias
23:5 Messias - o Rei justiceiro.
31:15 O massacre das crianças em
Bethlem.
31:31-34 Estabelecimento do Novo
Testamento.
Profeta Baruc
3:36-38 Sobre a vinda de Deus à
terra.
Profeta Ezequiel
34:23-24 Messias - o Pastor.
36:24-27 A Lei de Deus inscrita nos
corações.
37:23 Messias - Rei e Pastor bondoso.
Profeta Daniel
2:34-44 Reino Messiânico comparado à
montanha.
7:13-14 Visão do Filho do Homem.
9:24-27 Profecia sobre as 70
"semanas."
Profeta Ageu
2:6-7 Sobre a visita do Messias ao
Templo.
Profeta Habacuc
3:11 Sobre a fé.
Profeta Zacarias
3:89 Os pecados da humanidade serão
apagados em um dia.
6:12 Messias - Sacerdote.
9:9-11 Entrada do Messias em
Jerusalém.
11:12 Sobre as trinta moedas de
prata.
12:10 e 13:1 Sobre a crucificação do
Messias, e o Espírito Santo.
14:5-9 Escuridão durante a
crucificação e sobre as bençãos.
Profeta Malaquias
3:1 O Anjo do Testamento virá em
breve.
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Folheto Missionário número P16
Edição da Igreja da Proteção de Nossa
Senhora
Copyright ©
2000 and Published by
Holy
Protection Russian Orthodox Church
2049 Argyle Ave. Los Angeles,
California 90068
Editor:
Bishop Alexander (Mileant)
(messiah_p.doc,
11-18-2000)
Edited by
Date
Antigo Testamento
Sobre o Messias
Bispo Alexander (Mileant).
Traduzido por Olga Dandolo
Conteúdo: Introdução. Observações
sobre as profecias Messiânicas. Profecias nos livros de Moisés. Profecias do
rei Daví. Profecias de Isaías. O Sofrimento do Messias. A Ressurreição Do
Messias. As Profecias de Daniel. Os Últimos e "Menores" Profetas. A
Espera da Vinda do Messias. Realização das Profecias do Antigo Testamento.
Noções falsas sobre o Messias. No Suplemento: Profecias sobre a Igreja e dos
Tempos do Novo Testamento. Duas Páscoas. A Conversão Próxima do povo judeu para
Cristo. O Indicador das Profecias Messiânicas: a) pelo conteúdo; b) pelos
autores em ordem cronológica.
Introdução
O tema central dos livros sagrados do
Antigo Testamento é a chegada do Messias e o estabelecimento do Reino de Deus
entre os povos. Nós aqui juntamos profecias importantíssimas do Antigo
Testamento, sobre o Messias, o Salvador do Mundo, no intuito de podermos
conversar sobre seu conteúdo e podermos mostrar como estas profecias se
realizaram no Senhor Jesus Cristo e na Igreja do Novo Testamento.
A despeito de sua imensa antigüidade,
as profecias do Antigo Testamento não perderam em nada sua atualidade. Elas
ajudam aos fiéis a entenderem melhor e mais profundamente a sua fé. Aos
descrentes elas atuam como provas da existência de Deus e de Sua participação
na vida das pessoas. Só o fato dos profetas, há muitas centenas e milhões de
anos terem feito profecias tão detalhadas a respeito do futuro, provam que Deus
falava através deles. Para os judeus que acreditam em Deus e que estão à
procura da verdade, nós esperamos que esta brochura possa ajudar a entender com
mais clareza as Escrituras de seus gloriosos antepassados e a perceber, Quem,
juntamente com os Profetas, é o tão longamente esperado Rei e Salvador.
Além disso, a realização das
profecias do Antigo Testamento, no Senhor Jesus Cristo, conforme veremos,
exclui a possibilidade de outro messias, O Verdadeiro Messias só pode ser um -
Ele já chegou. Todos outros pretendentes a este título, no passado e no futuro,
são impostores, enganadores, "lobos em pele de cordeiro." O último
falso-messias, que virá antes do fim do mundo, será o Anticristo. De acordo com
as profecias dos antigos Profetas e Apóstolos, muitas pessoas irão acreditar
nele, como um líder genial e "salvador" da humanidade. Mas ele
proporcionará ao mundo apenas aflição e destruição.
Observações Sobre as
Profecias Messiâncias
Os livros do Antigo Testamento,
conforme poderemos observar, são repletos de profecias sobre o Messias e Seu
Reino abençoado. A meta das profecias do Antigo Testamento era preparar os
judeus, e através deles toda humanidade, para a vinda do Salvador do mundo,
para que no tempo de Sua chegada, Ele pudesse ser reconhecido e eles
acreditassem Nele. Entretanto, a tarefa dos profetas era difícil por diversas
razões. Em primeiro lugar, o Messias deveria ser não apenas um grande homem,
mas ao mesmo tempo ser Deus, ou - Deus-Pessoa. Por esta razão para os profetas
estava iminente a tarefa de descobrir a natureza Divina do Messias, mas de tal
forma que não houvesse pretexto para o politeísmo, para o qual os antigos eram
tão inclinados, inclusive os judeus.
Em segundo lugar, os profetas tinham
que mostrar que a tarefa do Messias consistiria não apenas no aperfeiçoamento
das condições exteriores de vida: na extinção das doenças, morte, pobreza,
desigualdade social, crimes, etc... Porém a meta de vinda Dele ao mundo -
primeiramente seria para ajudar as pessoas a se livrarem do mal interno -
pecado e paixões - e mostrar o caminho para Deus. Realmente o mal físico é
apenas resultado do mal moral - depravação pecaminosa. Se você não limpar
direito uma ferida, não adiantará colocar uma pela sã para curá-la. Por esta
razão o Messias deveria começar salvando as pessoas através da exterminação do
mal pela raiz - na alma da pessoa. Sem isto nenhuma mudança externa, artificial
e coagida nas condições de vida não poderia proporcionar felicidade à
humanidade.
Mas o renascimento espiritual é
impossível sem a participação voluntária e ativa da própria pessoa. É daqui que
provém toda a dificuldade das obras do Messias: é preciso salvar a pessoa
através de sua participação voluntária! Desde que é dada à pessoa a liberdade
de escolha entre o bem e o mal, então sucede que a felicidade universal
torna-se impossível enquanto os justos e os pecadores estiverem juntos. No
final das contas deverá acontecer uma seleção entre um e outro. Somente após a
interferência de Deus no destino da humanidade, o julgamento universal e a
seleção, poderão começar para os renascidos espiritualmente, uma nova vida, na
qual dominarão a alegria, paz, imortalidade e outras bençãos. As profecias do
Antigo Testamento envolvem todos os lados deste longo e complicado processo
físico associado à vinda do Messias.
É claro que nem todas as pessoas
durante os tempos do Antigo Testamento podiam chegar a um entendimento claro a
respeito do objetivo da vinda do Messias. Por esta razão Deus, através de Seus
profetas, gradualmente revelou a identidade do Messias e a organização de Seu
Reino conforme as pessoas alcançavam degraus mais altos usando experiência
espiritual de gerações anteriores. O período das profecias messiânicas abrange
muitos milênios - começando por "Adão e Eva" e se prolongando até os
tempos próximos à vinda do Senhor Jesus Cristo no início de nossa era.
Nos livros do Antigo Testamento
pode-se enumerar várias centenas de profecias a respeito do Messias e Seu Reino
abençoado. Elas estão espalhadas por quase todos os livros do Antigo
Testamento, começando com os Cinco Livros de Moisés e terminando com os últimos
profetas Zacarias e Malaquias. Os que mais escreveram sobre o Messias foram: o
profeta Moisés, rei Daví, os profetas Isaías, Daniel e Zacarias. Aqui, nós
mencionaremos apenas as profecias mais importantes e sublinharemos os
pensamentos nelas abordados. Colocando estas profecias, principalmente em ordem
cronológica, nós veremos como elas aos poucos revelavam aos judeus novos e
novos dados sobre a vinda do Messias: sobre Sua natureza de Deus-Pessoa, sobre
Seu caráter e curso de ações, sobre muitos detalhes de Sua vida. Às vezes as
profecias messiânicas conservam símbolos e alegorias. Conversaremos a este
respeito no decorrer do estudo das profecias.
Com freqüência os profetas em suas
visões proféticas confrontam acontecimentos separados um do outro por muitos
século e até milênios. Aqueles que lêem as escritas dos profetas devem se
acostumar a olhar para os acontecimentos na perspectiva multi-secular, na qual
simultaneamente é mostrado o começo, meio e fim de um processo espiritual longo
e complexo.
A palavra "Messia" (Meshia)
- é hebraica e significa "aquele que unge," ou seja, ungido pelo
Espírito Santo. Traduzindo para o grego, escreve-se "Christos." Na
antigüidade eram denominados de ungidos os reis, profetas e padres de alta
hierarquia, pois, durante a ordenação a essas posições era derramado óleo
abençoado sobre suas cabeças, como símbolo da graça do Espírito Santo, o qual
eles recebiam para realizarem com êxito os serviços impostos. Na qualidade do
próprio nome, "Messias" sempre era referido pelos profetas a um
"Ungido de Deus" especial, o Salvador do mundo. Nós iremos aplicar os
nomes Messias, Cristo e Salvador, tendo em vista Um só Ser.
As Profecias
Nos Livros de Moisés
O profeta Moisés, que viveu 1.500
anos A.C., registrou em seus livros as profecias mais antigas sobre o Salvador
do mundo, as quais no decorrer de muitos milênios foram guardados nas tradições
orais dos judeus. Adão e Eva ouviram a primeira profecia sobre o Messias ainda
no Éden, logo depois de terem comido o fruto proibido. Então Deus disse ao
diabo, que tomou a aparência de cobra: "Porei ódio entre ti e a mulher,
entre a tua descendência e a dela. Esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o
calcanhar" (Gen. 3:15). Com estas palavras Deus julgou o diabo, consolou
nossos pais-antepassados com a promessa de que jamais um Descendente da mulher
abaterá "a cabeça" da própria cobra-diabo, a qual os seduziu. Mas,
diante disto o Próprio Descendente da mulher sofrerá pela cobra, a qual irá
como que "ferir Seu calcanhar," ou seja, irá Lhe proporcionar
sofrimentos físicos. Notável ainda nesta primeira profecia é a nomenclatura do
Messias como "Semente da mulher," o que aponta para o Seu
extraordinário nascimento da Mulher, Que irá conceber do Messias sem a
participação do marido. A ausência do pai físico deriva do fato que nos tempos
do Antigo Testamento os descendentes eram sempre identificados paternalmente e
não maternalmente. A profecia a respeito do nascimento extraordinário do
Messias confirma-se mais tarde com a profecia de Isaias (7:14), a respeito da
qual nós ainda conversaremos. Pelo testemunho dos targumos de Onkelos e de
Jonatas (antigas interpretações das narrações dos livros de Moisés), os judeus
sempre atribuíam ao Messias a profecia da Semente da mulher. Concretizou-se
esta profecia, quando o Senhor Jesus Cristo sofreu com Seu corpo na Cruz,
derrotou o demônio - essa "primitiva serpente," ou seja, arrebatou
dele qualquer domínio sobre a raça humana.
A Segunda profecia sobre o Messias
também encontra-se no livro de Gênesis e fala sobre a benção que se estenderá
Dele sobre todas as pessoas. Isto foi dito a Abraão, quando ele com sua boa
vontade oferecendo em sacrifício seu único filho Isaac demonstrou sua extrema
devoção e obediência a Deus. Aí então, Deus, através de um Anjo prometeu a
Abraão: "...e todas as nações da terra desejarão ser benditas como ela,
porque obedeceste à minha voz" (Gen. 22:18).
No texto original desta profecia a
palavra "Semente" está no singular, indicando com isto, Que nesta
promessa a questão refere-se não a muitos e sim apenas a um único Descendente,
de Quem a benção se estenderá sobre todas as pessoas. Os judeus sempre
atribuíam esta profecia ao Messias, compreendendo-a, porém, no sentido de que a
benção deverá se estender principalmente sobre povos escolhidos. No sacrifício,
Abraão era o protótipo de Deus Pai e Isaac - era do Filho de Deus, que iria
sofrer na Cruz. Este paralelo é mencionado no Evangelho, onde é dito: "Com
efeito, de tal modo Deus amou o mundo, que lhe deu Seu Filho único, para que
todo o que Nele crer, não pereça, mas tenha a vida eterna" (Joã. 3:16). A
importância desta profecia sobre a benção de todas nações da Descendência de
Abraão se evidencia no fato de que Deus confirmou Sua promessa com um
juramento.
A terceira profecia sobre o Messias
foi pronunciada pelo patriarca Jacó, neto de Abraão, quando antes de sua morte
abençoou seus 12 filhos e predisse o futuro destino dos seus descendentes. Para
Judá ele predisse: "Não se apartará o cetro de Judá, nem o bastão de comando
dentre seus pés, até que venha aquele a quem pertence por direito, e a quem
devem obediência os povos" (Gen. 49:10). Pela tradução dos 70 intérpretes,
esta profecia tem a seguinte alternativa: "até que não chegue Aquele, a
Quem é determinado vir com certeza e Ele será a esperança das nações." O
cetro simboliza o poder. O sentido desta profecia está em que os descendentes
de Judá terão seus próprios líderes e legisladores até o tempo em que vier o
Messias, aqui denominado como Conciliador. A palavra "Conciliador"
revela um novo traço na característica de Suas atividades: Ele irá eliminar a
hostilidade entre as pessoas e Deus, surgida em conseqüência do pecado (a
respeito da eliminação da hostilidade entre o céu e a terra os Anjos cantavam,
quando Cristo nasceu: "Glória a Deus no mais alto dos céus e na terra paz
aos homens, abjetos da benevolência Divina" (Luc. 2:14)).
O Patriarca Jacó viveu dois mil anos
antes do Nascimento de Cristo. O primeiro chefe da tribo de Judá foi o Rei
Daví, descendente de Judá que viveu mil anos antes do nascimento de Cristo.
Começando por ele a tribo de Judá teve seus reis, e depois, após o cativeiro da
Babilônia, teve seus chefes até os tempos de Herodes o Grande, o qual subiu ao
trono na Judéia no ano 47 antes do Nascimento de Cristo. Herodes era de origem
idumeana, e durante seu reinado os chefes do povo da tribo de Judá perderam
completamente seu domínio civil. O Senhor Jesus Cristo nasceu no final do
reinado de Herodes.
Neste ponto torna-se oportuno
mencionar um fragmento histórico que se encontra na "Mishnah," uma
das partes mais antigas do Talmud, onde é dito que os membros do Senedrion,
quando lhes foi tirado o direito da justiça criminal, mais de 40 anos antes da
destruição do Templo (no 30o ano do nascimento de Cristo), vestindo farrapos e
arrancando os cabelos, clamaram: "Desgraça para nós, desgraça para nós: já
faz tempo que o rei de Judá empobreceu, e o Messias prometido ainda não
veio!" É claro que eles se expressavam desta maneira por não terem
reconhecido em Jesus Cristo o Pacificador, a respeito do Qual o patriarca Jacó
profetizou.
É preciso dizer que como no decorrer
de dois mil anos a tribo de Judá perdeu toda autoridade civil, e os próprios
judeus, como unidade tribal, há muito tempo se misturaram em sangue com outras
tribos hebréias, então aplicar a profecia dada por Jacó aos novos candidatos ao
título messiânico - é totalmente impossível.
A profecia seguinte sobre o Messias
representada por uma estrela, nascida da tribo de Jacó, foi pronunciada pelo
profeta Balaão, contemporâneo do profeta Moisés, a mais de 1500 anos antes do
Nascimento de Cristo. Os príncipes de Moab convidaram o profeta Balaão para que
ele amaldiçoasse o povo hebreu, que ameaçava invadir suas terras. Os príncipes
tinham a esperança de que a maldição do profeta os ajudasse a obter a vitória
sobre os israelitas. O profeta Balaão, vendo do alto de uma montanha o povo
hebreu se aproximando, numa visão profética também viu a longínqua Descendência
deste povo. Em êxtase espiritual, em vez de amaldiçoar, Balaão exclamou:
"Eu O vejo, mas não é para agora, percebo-O, mas não de perto: um astro
sai de Jacó, um cetro levanta-se de Israel, que fratura a cabeça de Moab, o
crânio dessa raça guerreira" (Num. 24:17). A estrela e o bastão indicam
simbolicamente a significação dirigente e hierárquica do Messias. Balaão prediz
a derrota dos reis de Moab e dos descendentes em sentido alegórico, tendo em
mente aqui a aniquilação das forças do mal, tomando como arma o Reinado do
Messias. Desta maneira a verdadeira profecia de Balaão suplementa a profecia
mais antiga a respeito do ferimento da cabeça da serpente (Gen.3:15). Ele
ferirá não apenas a serpente, mas também seus servos.
A profecia de Balaão sobre a Estrela
da tribo de Judá deu início à crença tanto dos israelitas como dos persas (dos
quais surgiram os feiticeiros evangélicos), de que a vinda do Messias será
precedida pela aparição de uma estrela brilhante no céu, Uma estrela com brilho
tão extraordinário, conforme sabemos, realmente brilhou no céu pouco antes do
Nascimento de Cristo.
A Quinta e última profecia sobre o
Messias, a qual encontramos nos livros de Moisés, foi dita por Deus ao próprio
Moisés, quando a vida terrena deste grande líder e legislador do povo hebreu se
aproximava do fim. O Senhor prometeu a Moisés que em certa época Ele erigirá um
outro Profeta ao povo hebreu, similar a ele na importância e força espiritual,
e que Ele (Deus) falará através dos lábios deste Profeta. "Eu lhes
suscitarei um profeta como tu dentre teus irmãos: por-lhe-ei Minhas palavras na
boca, e ele lhes fará conhecer as Minhas ordens. Mas o que recusar ouvir o que
ele disser de Minha parte, pedir-lhe-ei contas disso" (Deu. 18:18-19). A
nota feita no final do livro de Deuteronômio pelos contemporâneos de Ezdra,
mais de 450 anos A.C., é testemunho de que entre muitos profetas dentre o povo
Hebreu, no decorrer de sua história secular, não se encontrou nenhum profeta
comparável a Moisés. Por conseguinte, o povo hebreu dos tempos de Moisés
esperava ver na pessoa do Messias o maior profeta-legislador.
Resumindo as profecias aqui mostradas
registradas por Moisés, nós vemos que muito antes da formação da nação
hebraica, ainda no tempo patriarcal, os ancestrais dos hebreus tinham
conhecimento de muitos dados valorosos e substanciais a respeito do Messias, ou
seja: que Ele derrotará o demônio e seus servos, trará bençãos a todas as
nações; Ele será o Pacificador e Líder e Seu Reino será eterno. Estas
informações passaram dos hebreus para muitos povos pagãos - os indús, persas,
chineses e depois - os gregos. Elas eram passadas em forma de folclore e
lendas. Verdade que com o passar dos anos a idéia a respeito do Salvador do
mundo dentre os povos pagãos foi se ofuscando e se desvirtuando, porém a
concórdia da origem destas lendas é indubitável.
As Profecias
Do Rei Daví
Após a morte de Moisés e a ocupação
da Terra Prometida pelos judeus, as profecias sobre o Messias cessam por muitas
centenas de anos. Uma nova série de profecias sobre o Messias surge durante o
reinado de Daví, descendente de Abraão, Jacó e Judá, que administrou o povo
judeu mais de 1000 anos A.C. Nestas novas profecias revela-se o mérito Real e
Divino de Cristo. Deus promete a Daví, através dos lábios do profeta Natã,
estabelecer o Reino Eterno no Personagem de Seu Descendente: "É Ele que Me
construirá uma casa e firmarei Seu trono para sempre. Serei para Ele um Pai, e
Ele será para Mim um Filho" (1 Cron. 17:12-13).
Esta profecia sobre o Eterno Reino do
Messias tem um paralelo com uma série de profecias, a respeito das quais é
necessário falarmos mais detalhadamente. Para poder entender e valorizar o
significado destas profecias torna-se indispensável, nem que seja apenas em
resumo, ir se familiarizando com a vida do rei Daví. Afinal o rei Daví tendo
sido ungido por Deus como rei e profeta, foi o protótipo do Rei Maior e Profeta
- Cristo.
Daví era o filho mais novo de uma
numerosa família de um pastor pobre, Jessé. Quando o profeta Samuel enviado de
Deus entrou na cada de Jessé, afim de consagrar um rei para Israel, ele pensava
em consagrar um dos filhos mais velhos. Porém o Senhor revelou ao profeta que o
filho mais novo, ainda um garoto, Daví, foi escolhido por Ele para este alto
serviço. Então, obedecendo a Deus, Samuel derrama bálsamo sagrado sobre a
cabeça do filho mais novo, realizando com isto a unção para o reinado. Desde
então Daví torna-se o Ungido de Deus, o Messias. Porém Daví não começa a reinar
imediatamente. Ele ainda tem um longo caminho de provações e perseguições
injustas por parte do então dirigente rei Saul que tinha ódio de Daví. O motivo
deste ódio era a inveja, pois, Daví quando menino venceu o até então invencível
filisteu gigante Golias, ferindo-o de morte com uma pequena pedra e dando com
isto a vitória ao exército hebreu. Depois disto o povo dizia: "Saul matou
seus milhares, e Daví seus dez milhares" (1 Sam. 18:7). Somente a grande
fé em Deus-Intercessor ajudou Daví a suportar todas as numerosas perseguições e
perigos aos quais ele era sujeitado por parte de Saul e seus súditos no decorrer
de 15 anos. Freqüentemente, vagando durante mêses por um deserto selvagem e
impenetrável o rei Daví desafogava sua tristeza a Deus em salmos inspirados.
Com o tempo, os salmos de Daví tornaram-se parte essencial e de embelezamento
nos ofícios religiosos tanto do Antigo como do Novo Testamento.
Tendo subido ao trono em Jerusalém,
após a morte de Saul, o rei Daví tornou-se o mais notável rei jamais visto
regendo Israel. Ele reunia em sí muitas qualidades valiosas: o amor pelo povo,
a justiça, a sabedoria, a coragem e, o mais importante, - uma forte fé em Deus.
Antes de decidir qualquer questão estatal, o rei Daví rezava a Deus
fervorosamente, pedindo compreensão. O Senhor ajudava Daví em tudo e abençoou
seus 40 anos de reinado com enormes sucessos, tanto na política interna como na
externa.
Porém Daví não escapou de severas
provações. Sua maior mágoa era a sublevação militar, encabeçada por seu próprio
filho Absalão, que sonhava precocemente tornar-se rei. Neste caso Daví
vivenciou todo o amargor da ingratidão infame e traição de muitos dos seus
súditos. Mas, assim como antes, nos tempos de Saul, a fé e a esperança em Deus
ajudaram a Daví. Absalão morreu ingloriosamente, embora Daví tenha se empenhado
em salvá-lo de todas maneiras. Ele também perdoou os outros rebeldes. Depois
Daví representou claramente em seus salmos Messiânicos a absurda e pérfida
revolta de seus inimigos.
Preocupando-se com o bem estar
material de seu povo, Daví dava muita importância à vida espiritual dele. Com
freqüência ele encabeçava comemorações religiosas, trazendo sacrifícios a Deus
pelo povo hebreu e compondo seus inspirados hinos religiosos - os salmos. Sendo
rei e profeta e também em dimensão conhecida, padre, o rei Daví tornou-se
"o protótipo" (modelo), exemplo do grandioso Rei, Profeta e Sumo
Sacerdote - Cristo Salvador, descendente de Daví. A experiência pessoal do rei
Daví, e também o Dom poético que ele possuía, lhe deram a possibilidade de
descrever a personalidade e a ação do futuro Messias na série inteira de
salmos, com clareza e vivacidade ímpares. Assim, em seu 2o salmo o rei Daví
profetiza a hostilidade e revolta contra o Messias por parte de Seus inimigos.
Este salmo está escrito na forma de um diálogo entre três entidades: Daví, Deus
Pai e o Filho de Deus, ungido pelo Pai para o Reino. Eis aqui as principais
passagens deste salmo:
Rei Daví: "Por que tumultuam as
nações? Por que tramam os povos vãs conspirações? Erguem-se, juntos, os reis da
terra, e os príncipes se unem para conspirar contra o Senhor e contra Seu
Ungido."
Deus Pai: "Eu ungí o Meu Rei em
Sião, Minha montanha é santa."
Filho de Deus: "Vou publicar o
decreto do Senhor: disse-Me o Senhor: "Tu és Meu Filho, Eu hoje Te
gerei"."
Rei Davi: "Serví ao Senhor, para
que Ele não Se irrite e não pereçais em seus caminhos" (1-2, 6-7 e 11).
O mais marcante neste salmo é a
verdade, revelada aqui pela primeira vez, que o Messias é o Filho de Deus. O
Monte Sião, sobre o qual estavam o templo e a cidade de Jerusalém, simboliza o
Reino do Messias - a Igreja.
A respeito da Santidade do Messias,
Daví narra ainda em vários salmos subsequentes. Por exemplo, no salmo 44 Daví
referindo-se ao Messias, exclama: "Vosso trono, ó Deus, é eterno, de
equidade é vosso cetro real. Amais a justiça e detestais o mal, pelo que o
Senhor, vosso Deus, Vos ungiu com óleo de alegria, preferindo-Vos aos Vossos
iguais" (vers. 7-8).
Revelando a diferença entre as Faces
em Deus, entre Deus que unge e Deus ungido, a profecia dada aproximava um
fundamento para a fé na Tríade (que possuía as três Faces de Deus).
O salmo 39 mostra a insuficiência de
sacrifícios, no Antigo Testamento, para remissão (perdão) dos pecados humanos e
testemunha sobre os próximos sofrimentos do Messias. Neste salmo o Próprio
Messias fala através dos lábios de Daví:
"Não vos comprazeis em nenhum
sacrifício, em nenhuma oferenda, mas Me abristes os ouvidos, não desejais
holocausto nem vítima de expiação. Então Eu disse: "Eis que venho; no rôlo
do livro, está escrito em Mim: Fazer Vossa vontade, meu Deus" (Sal.
39:7-10).
Sobre o sacrifício redentor do
Messias haverá um capítulo especial. Aqui apenas mencionamos que, de acordo com
o Salmo 109, o Messias não é apenas o Sacrifício mas também o Sacerdote
oferecendo sacrifício a Deus - a Sí Mesmo. No salmo 109 repetem-se os
pensamentos fundamentais do salmo 2 sobre a Divindade do Messias e a
hostilidade contra Ele. Mas, mencionam-se diversas informações novas, como por
exemplo, o nascimento do Messias, Filho de Deus, e retratado como um
acontecimento pré-eterno. Cristo - é eterno, assim como Seu Pai.
"O Senhor (Deus Pai) disse ao
meu Senhor (Messias): senta-Te à Minha direita, até que Eu coloque Teus
inimigos aos Teus pés... do ventre do amanhecer: Tu tens o orvalho da Tua
juventude. O Senhor jurou e não Se arrependeu. Tu és o sacerdote, eternamente
segundo a ordem de Melquisedec" (Conforme explica o Apóstolo Paulo,
Melquisedec era o protótipo do Filho de Deus, o eterno sacerdote. Veja Heb. 7 e
Gen. 14:18).
As palavras "do ventre" não
significam que Deus tenha orgãos semelhantes aos dos seres humanos; elas
significam que o Filho de Deus possui uma só essência com Deus Pai. A expressão
"do ventre" precisava acabar com a tentação de entender a denominação
alegórica de Cristo como Filho de Deus.
O salmo 71 apresenta-se como hino de
louvor ao Messias. Nele vemos o Messias em Sua Glória total. Esta Glória deverá
se cumprir no final dos tempos, quando o Reino Messiânico irá triunfar e o mal
será exterminado. Eis alguns versículos deste salmo cheio de alegria.
"Todos os reis O hão de adorar,
hão de serví-Lo todas as nações. Porque Ele livrará o infeliz que O invoca, e o
miserável que não tem amparo... Seu nome será eternamente bendito, e durará
tanto quanto a luz do sol. Nele serão abençoadas todas as tribos da terra,
bem-Aventurado O proclamarão todas as nações" (Sal. 71:11-12-17).
No suplemento, o Reino do Messias
será relatado mais detalhadamente. No momento, para que o leitor possa Ter uma
idéia de quão vastas e detalhadas são as profecias sobre o Messias nos salmos,
citamos a lista destas profecias na ordem de seu conteúdo: sobre a vinda do
Messias - salmos 17, 49, 67, 95-97. Sobre o Reino do Messias - 2, 17, 19, 20,
45, 65, 71, 109, 131. Sobre o Sacerdócio do Messias - 109. Sobre os
sofrimentos, morte e ressurreição do Messias - 16, 21, 30, 39, 40, 65, 68, 98.
Nos salmos 40, 50 e 108 - a respeito da traição de Judas. A respeito da
ascensão de Cristo aos Céus - 68. Cristo - a fundação da Igreja - 117. Sobre a
Glória do Messias - 8. A respeito do julgamento final - 96. Sobre a herança paz
eterna dos justos - 94.
Para poder entender os salmos
proféticos, é preciso lembrar-se de que tanto Daví, como outros grandes homens
justos do Antigo Testamento, representavam o protótipo de Cristo. É por esta
razão que freqüentemente, quando Daví escreve na primeira pessoa, como se
falasse de sí próprio, por exemplo sobre o sofrimento (no salmo 21) ou sobre a
glória (a respeito da ressurreição dos mortos no salmo 15), ele na realidade se
refere ao Cristo. Os salmos 15 e 21 serão mencionados mais detalhadamente no 5o
Capítulo.
Deste modo, as profecias messiânicas
de Daví, inscritas em seus salmos divinamente inspirados, colocaram fundamentos
para a fé no Messias como o verdadeiro e único Filho de Deus, Rei, Sacerdote
Maior e Redentor da humanidade. A influência dos salmos no fé dos hebreus do
Antigo Testamento era especialmente grande graças ao amplo emprego dos salmos
na vida particular e religiosa do povo hebreu.
As Profecias
De Isaias
Conforme nós já mencionamos, os
profetas do Antigo Testamento tinham a grande missão de manter o povo hebreu na
fé do Único Deus, e preparar o terreno para a fé no futuro Messias, como
Pessoa, possuindo, além da natureza humana também a natureza Divina. Sobre a
Divindade de Cristo os profetas deveriam se referir de tal modo que os hebreus
não entendessem como em termos pagãos, no sentido de politeísmo. Por esta razão
os profetas do Antigo Testamento revelavam gradualmente o segredo da Divindade
do Messias, de acordo com a confirmação da fé do povo hebreu em Deus Uno.
O rei Daví foi o primeiro a
profetizar sobre a Divindade de Cristo. Depois dele houve um intervalo de 250
anos nas profecias, e o profeta Isaías, que viveu há 7 centenários antes do
nascimento de Cristo, iniciou uma nova série de profecias a respeito de Cristo,
as quais descortinavam Sua natureza Divina com grande evidência.
Isaías destacou-se como o profeta
mais proeminente do Antigo Testamento. O livro escrito por ele, contém uma
quantidade tão grande de profecias sobre Cristo e sobre acontecimentos no Novo
Testamento, que muitos chamam Isaías de "Evangelista do Antigo
Testamento." Isaías profetizava dentro dos limites de Jerusalém durante o
reinado dos reis dos judeus. Ozias, Acaz, Ezequias e Menassés. Na época de
Isaías aconteceu a derrota do reino Israelense em 722 A.C., quando o rei Sargon
da Assíria manteve o povo hebreu que ocupava Israel, em cativeiro. O império
judeu manteve-se ainda por 135 anos após esta tragédia. O profeta Isaías sofreu
martírios durante o império de Manassés, tendo sido serrado com serrote de
madeira. O livro de Isaías destaca-se pelo elegante idioma hebráico e possui
altos méritos literários, o que pode ser sentido até mesmo nas traduções de
seus livros em diferentes idiomas.
O profeta Isaías também escreveu a
respeito da natureza humana de Cristo, e nós aprendemos dele que Cristo deveria
nascer de maneira milagrosa, de uma Virgem: "Por isto, o próprio Senhor
vos dará um sinal: uma Virgem conceberá e dará à luz um Filho, e O chamará
Emanuel, o que significa: Deus Conosco" (Isa. 7:14). Esta profecia foi
dita ao rei Acaz com intuito de lhe assegurar que ele e sua casa não serão
destruídos pelos reis da Assíria e de Israel. Ao contrário, a intenção de seus
inimigos não se cumprirá, e um dos descendentes de Acaz será o Messias
prometido, o Qual irá nascer de maneira milagrosa de uma Virgem. Como Acaz era
descendente do rei Daví, esta profecia confirma a profecia anterior que diz que
o Messias surgirá da geração do rei Daví.
Nas profecias seguintes Isaías revela
novos detalhes a respeito da Criança miraculosa, a Qual nascerá de uma Virgem.
Assim, no 8o capítulo Isaías escreve que o povo de Deus não deve temer as
intrigas de seus inimigos, pois seus planos não se realizarão: "Aprendei-o
povos, e ficareis consternados, porque Deus está conosco (Emanuel)" (Isa:
8:9-10). No capítulo seguinte Isaías fala das características da Criança
Emanuel "porque um Menino nos nasceu, um Filho nos foi dado; a soberania
repousa sobre Seus ombros, e Ele Se chama: Conselheiro admirável, Deus dor, Pai
Eterno, Príncipe da Paz" (Isa. 9:5). O nome Emanuel, assim como outros
nomes dados aqui à Criança, não aparecem como nomes próprios, mas é claro que
indicam as características de Sua Natureza Divina.
Isaías predisse a respeito da
pregação do Messias na parte norte da Terra Santa, nos distritos das tribos de
Zabulon e de Neftali, que era chamada de Galiléia "No passado humilhou a
terra de Zabulon e Neftali; mas no futuro, tornará glorioso o caminho do mar, o
Além-Jordão e o território das nações. O povo que andava nas trevas viu uma
grande luz; sobre aqueles que habitavam uma região tenebrosa resplandeceu uma
luz" (Isa. 9:1). Esta profecia é mencionada pelo Evangelista Matheus,
quando descreve o sermão de Jesus Cristo, nesta parte da Terra Santa, a qual
era particularmente ignorante na religiosidade (Mat. 4:16). Nas Sagradas
Escrituras a luz é o símbolo do conhecimento religioso; a verdade.
Nas profecias mais tardias Isaías não
raramente chama o Messias por mais outro nome - Rebento. Este nome simbólico
confirma profecias anteriores sobre o nascimento milagroso e incomum do
Messias, especificamente, que ocorrerá sem a participação do homem, igual ao
ramo, sem semente, brota diretamente da raiz da planta. "Um renôvo sairá
do tronco de Jessé, (assim era chamado o pai de Daví) e um rebento brotará de
suas raízes. Sobre Ele repousará o Espírito do Senhor, Espírito de Sabedoria e
de entendimento, Espírito de prudência e de coragem, Espírito de ciência e de
temor do Senhor" (Isa. 11:1-2). Aqui Isaías prediz sobre a unção de Cristo
com as sete dádivas do Espírito Santo, ou seja, com toda a graça do Espírito, o
que sucedeu no dia de Seu batismo no rio Jordão.
Em outras profecias, Isaías fala a
respeito dos atos de Cristo e Suas qualidades, principalmente, sobre Sua
misericórdia e humildade. A profecia abaixo traz as palavras de Deus Pai:
"Eis Meu Servo que Eu amparo, Meu eleito ao Qual dou toda Minha afeição,
faço repousar sobre Ele Meu espírito, para que leve às nações a verdadeira
religião. Ele não grita, nunca eleva a voz, não clama nas ruas. Não quebrará o
caniço rachado, não extinguirá a mecha que ainda fumega" (Isa. 42:1-3).
Estas últimas palavras dizem sobre a imensa paciência e condescendência com as
fraquezas humanas, com as quais Cristo irá tratar as pessoas arrependidas e destituídas.
Tal profecia foi pronunciada por Isaías pouco mais tarde, falando em nome do
Messias: "O espírito do Senhor repousa sobre Mim, porque o Senhor
consagrou-Me pela unção; enviou-Me a levar a boa nova aos humildes, curar os
corações doloridos, anunciar aos cativos a redenção, aos prisioneiros a
liberdade, proclamar um ano de graças da parte do Senhor, um dia de vingança de
nosso Deus; consolar todos os aflitos" (Isa. 61:1-2). Estas palavras
determinam precisamente o objetivo da vinda do Messias: curar os males
espirituais das pessoas.
Além das doenças espirituais, Cristo
curaria também os males físicos, conforme Isaías predisse: "Então se
abrirão os olhos do cego, e se desimpedirão os ouvidos dos surdos; então o coxo
saltará como um cervo, e a língua do mudo dará gritos alegres. Porque águas
jorrarão no deserto e torrentes na estepe" (Isa. 35:5-6). Esta profecia
realizou-se quando o Senhor Jesus Cristo, pregou o Evangelho, curou milhões de
pessoas com diversas doenças, os cegos de nascença e os possessos. Com Seus
milagres Ele atestou a verdade de Seus ensinamentos e Sua unidade com Deus Pai.
Pelos planos de Deus a salvação das
pessoas deveria se realizar no Reino do Messias. Este Reinado abençoado dos
fiéis era às vezes comparado pelos profetas a uma construção harmoniosa (veja
no apêndice a profecia do Reino do Messias). O Messias sendo, de um lado, o
fundador do Reino de Deus, e por outro lado, fundamento da fé verdadeira, é
denominado pelos profetas de Pedra, ou seja, a fundação sobre a qual está edificado
o Reino de Deus. Esta nomenclatura do Messias nós encontramos na seguinte
profecia: "Assim diz o Senhor Deus: Eu coloquei em Sião uma pedra, um
bloco escolhido, uma pedra angular preciosa, de base, quem confiar Nela não
tropeçará" (Isa. 28:16). Sião era o nome da montanha (colina), sobre a
qual erguia-se o templo e a cidade de Jerusalém.
É admirável que nesta profecia a
importância da FÉ no Messias é enfatizada pela primeira vez: "Quem confiar
Nele não tropeçará!" No salmo 117, escrito já depois de Isaías, é
mencionado a respeito Desta Pedra: "A pedra rejeitada pelos arquitetos,
tornou-se pedra angular. Isto foi obra do Senhor, é um prodígio aos nossos
olhos" (Sal. 117:22-23, veja também Mat. 21:42). Ou seja, apesar de que os
"construtores" - pessoas que estão na direção do poder, rejeitaram
Esta Pedra, mesmo assim Deus O colocou como fundação de uma estrutura abençoada
- a Igreja.
A próxima profecia suplementa as
profecias anteriores, nas quais fala-se do Messias como Conciliador, e as
bençãos históricas não apenas aos hebreus, mas também para todas as nações:
"Não basta que sejas Meu servo para restaurar as tribos de Jacó e
reconduzir os fugitivos de Israel; vou fazer de tí a luz das nações, para
propagar Minha salvação até os confins do mundo" (Isa. 49:6).
Mas não obstante a imensa luz
espiritual emanando do Messias, Isaías previu que nem todos os judeus verão
esta luz por motivo de sua insensibilidade espiritual. Eis o que o profeta
escreve a este respeito: "Escutai, sem chegar a compreender, olhai, sem
chegar a ver. Obceca o coração desse povo, ensurdece-lhes os ouvidos,
fecha-lhes os olhos, de modo que não veja nada com seus olhos, não ouça nada
com seus ouvidos, não compreenda nada com seu espírito e não se cure de
novo" (Isa. 6:9-10). Por motivo da inclinação apenas para o bem estar
terreno, nem todos os judeus reconheceram o seu Salvador no Senhor Jesus
Cristo, prometido pelos profetas. Como que prevendo a descrença dos judeus, o
rei Daví que viveu antes de Isaías, em um de seus salmos chamava-os com as
seguintes palavras: "Oxalá ouvísseis hoje a Sua voz (do Messias): Não vos
torneis endurecidos como em Meribá como no dia de Massá no deserto" (Sal.
94:7-8). Ou seja, quando vocês ouvirem o sermão do Messias, acreditem na
palavra Dele. Não persistam, como fizeram seus ancestrais diante de Moisés no
deserto, os quais provocavam Deus e murmuravam contra Ele (veja Êxodo 17:1-7),
"Meribá" significa "censura."
O Sofrimento do Messias
Os sacrifícios purificadores ocupavam
lugar central na vida religiosa do povo hebreu. Todo hebreu ortodoxo desde a
infância sabia que o pecado pode ser remido apenas com o sacrifício do sangue
redentor. Todas grandes celebrações e eventos familiares eram acompanhados de
sacrifícios. Os profetas não explicavam em que consistia a força purificadora
do sacrifício. Porém, de suas predições sobre os sofrimentos do Messias
observa-se que os Sacrifícios do Antigo Testamento apontavam para o Sacrifício
Redentor do Messias, o qual Ele deveria oferecer para a purificação dos pecados
do mundo. Os Sacrifícios do Antigo Testamento tiravam seu significado e força
deste grande Sacrifício. A conexão interior entre o pecado e os sofrimentos
subsequentes e a morte de uma pessoa, e também entre os sofrimentos voluntários
e a salvação subsequente do homem - até hoje permanece em entendimento
incompleto. Aqui nós não iremos tentar explicar este vínculo interior, mas
iremos estacionar nas predições propriamente ditas sobre os sofrimentos do
Messias para a nossa salvação.
A profecia mais clara e detalhada
sobre os sofrimentos do Messias é a do profeta Isaías, a qual ocupa um capítulo
e meio de seu livro (final do cap. 52 e do cap. 53). Esta profecia contém tais
detalhes dos sofrimentos de Cristo, que o leitor tem a impressão de que o
profeta Isaías a escreveu junto aos pés de Golgotá, embora conforme sabemos, o
profeta Isaías viveu cerca de sete centenários antes do Nascimento de Cristo.
Trazemos aqui a referida profecia:
"Quem poderia acreditar nisto
que ouvimos? A quem foi revelado o braço do Senhor? Cresceu diante Dele como um
pobre rebento enraizado numa terra árida; não tinha graça nem beleza para
atrair nossos olhares, e Seu aspecto não podia seduzir-nos. Era desprezado, era
a escória da humanidade, Homem das dores, experimentado nos sofrimentos; como
aqueles, diante dos quais se cobre o rosto, era amaldiçoado e não fazíamos caso
Dele. Em verdade Ele tomou sobre Sí nossas enfermidade, e carregou com nossos
sofrimentos: e nós O reputávamos como um castigado, ferido por Deus e
humilhado. Mas foi castigado por nossos crimes e esmagado por nossas
iniquidade; o castigo que nos salva pesou sobre Ele, fomos curados graças às
Suas chagas. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas, seguíamos cada qual
nosso caminho; o Senhor fazia recair sobre Ele o castigo das faltas de todos
nós. Foi maltratado e resignou-Se, não abriu a boca, como um cordeiro que se
conduz ao matadouro, e uma ovelha muda na mão do tosquiador. (Ele não abriu a
boca) por um iníquo julgamento foi arrebatado. Quem pensou em defender Sua
causa, quando foi suprimido da terra dos vivos, morto pelo pecado de Meu povo?
Foi Lhe dada sepultura ao lado de facínoras e ao morrer achava-Se entre
malfeitores, se bem que não haja cometido injustiça alguma, e em Sua boca nunca
houvesse mentira. Mas aprouve ao Senhor esmagá-Lo pelo sofrimento; se Ele
oferecer Sua vida em sacrifício expiatório, terá uma posteridade duradoura,
prolongará Seus dias, e a vontade do Senhor será por Ele realizada. Após
suportar em Sua pessoa os tormentos, alegrar-Se-á de O conhecer até ao enlevo.
O Justo, meu Servo, justificará a muitos homens, e tomará sobre Sí Suas
iniquidades. Eis porque Lhe darei parte com os grandes, e Ele dividirá a presa
com os poderosos, porque Ele próprio deu Sua vida, e deixou-Se colocar entre os
criminosos, tomando sobre Sí os pecados de muitos homens, e intercedendo pelos
culpados.
A frase de introdução desta profecia:
"Quem poderia acreditar nisto que ouvimos?" - dá o testemunho da
natureza extraordinária do evento descrito que exige um esforço considerável da
parte do leitor, para se acreditar nele. Realmente as profecias prévias de
Isaías falavam da magnitude e glória do Messias. A referida profecia fala sobre
Sua humilhação voluntária, sofrimento e morte! O Messias, sendo completamente
limpo de pecados pessoais e santo, suporta todos os sofrimentos pela
purificação das ilegalidades humanas.
O rei Daví também descreveu com muita
clareza os sofrimentos do Salvador na Cruz, em seu salmo 21. Embora neste salmo
a dissertação esteja na primeira pessoa, o rei Daví não poderia estar
escrevendo a seu próprio respeito, pois ele não passou por tais sofrimentos.
Aqui ele, como o protótipo do Messias, profèticamente atribuía para sí aquilo
que de fato referia-se ao seu Descendente - Cristo. É notório o fato de que
diversas palavras deste salmo foram literalmente ditas por Cristo durante Sua
crucificação. Trazemos aqui algumas frases do salmo 21 e paralelamente textos
correspondentes do Evangelho.
8o versículo: "Todos os que Me
vêem, zombam de Mim," comparação em Marcos 15:29.
17o versículo: "Transpassaram
Minhas mãos e Meus pés," comparação em Lucas 23:33.
19o versículo: "Repartem entre
sí as Minhas vestes, e lançam sorte sobre a Minha túnica," comparação em
Matheus 27:35.
9o versículo: "Esperou no Senhor,
pois que Ele O livre, que O salve, se O ama," Esta frase foi literalmente
dita pelos príncipes dos Sacerdotes hebreus e pelos escribas, Evangelho de
Matheus 27:43.
2o versículo: "Meu Deus, Meu
Deus, por que Me abandonastes?" assim exclamou o Senhor antes de Sua morte
(veja em Matheus 27:46).
O profeta Isaías escreveu ainda os
seguintes detalhes sobre os sofrimentos do Messias, os quais também aconteceram
literalmente. A dissertação está na primeira pessoa: "O Senhor Deus deu-Me
a língua de um discípulo para que Eu saiba reconfortar pela palavra o que está
abatido... Aos que me feriam, apresentei as espáduas, e as faces àqueles que Me
arrancavam a barba; não desviei o rosto dos ultrajes e dos escarros. Mas o
Senhor Deus vem em Meu auxílio, eis porque não Me sentí desonrado" (Isa.
50:4-11), (comparação em Matheus 26:67).
Na luz destas profecias sobre os
martírios do Messias, torna-se compreensível a antiga profecia enigmática do
patriarca Jacó relatada ao seu filho Judá, a qual já foi parcialmente mencionada
por nós no segundo capítulo. Trataremos aqui esta profecia em sua totalidade:
"Filhote de Leão, Judá: voltas trazendo a caça, meu filho. Dobra-Se,
deita-Se como um leão, como uma leoa: quem O despertará? Não se apartará o
cetro de Judá, nem o bastão de comando dentre seus pés, até que venha Aquele a
Quem pertence por direito, e a Quem devem obediência os povos. Amarra à videira
o jumentinho, à cêpa o filho da jumenta. Lava com o vinho Suas vestes, com o
sangue das uvas o Seu manto" (Gen. 49:11).
Nesta profecia o Leão em sua grandeza
e poder simboliza o Messias, Que deveria nascer da tribo de Judá. A pergunta do
patriarca sobre quem despertará o Leão adormecido, refere-se alegoricamente à
morte do Messias, denominado nas Escrituras de "Leão da tribo de Judá"
(Apo. 5:5). As próximas palavras proféticas de Jacó sobre a lavagem das vestes
no suco das uvas, também dizem a respeito da morte do Messias. Uva é o símbolo
do sangue. As palavras a respeito da jumenta e do jumentinho foram cumpridas,
quando o Senhor Jesus Cristo antes de Seu martírio na Cruz, sentado no lombo de
um jumento entrou em Jerusalém. O profeta Daniel também predisse sobre o tempo
em que o Messias iria sofrer, conforme veremos no próximo capítulo.
É necessário ainda acrescentar a
estes testemunhos dos sofrimentos do Messias do Antigo Testamento, a profecia
não menos definida de Zacarias, que viveu dois centenários depois de Isaías
(500 anos A.C.). No 3o capítulo de seu livro o profeta Zacarias descreve a
visão do sumo sacerdote Josué, primeiramente com vestimenta ensangüentada e
depois com vestimenta clara. As vestes do sacerdote Josué simbolizam a condição
moral do povo: primeiramente a condição pecadora, e depois - a justa. Nas
descrições das visões existem muitos detalhes interessantes que se referem ao
sacramento da redenção, porém, nós mostraremos aqui apenas as palavras
conclusivas de Deus Pai. Porque são pessoas de presságio: "Porque eis que
farei vir Meu servo, Ramo (Renôvo). Eis a pedra que pus diante de Josué; sobre
esta pedra estão sete olhos; gravarei Eu mesmo sobre ela a inscrição - oráculo
do Senhor dos Exércitos - e num só dia tirarei o mal desta terra... farão
lamentações sobre Aquele Que traspassaram, como se fosse um filho único;
chorá-Lo-hão amargamente como se chora um primogênito... Naquele dia jorrará
uma fonte para a casa de Deus e para os habitantes de Jerusalém, que apagará os
seus pecados e suas impurezas" (Zac. 3:8-9; 12:10; 13:1).
O nome rebento nós encontramos também
no Profeta Isaías. Esse nome refere-se ao Messias, assim como simbolicamente
Ele era chamado de pedra (angular). É notável que, de acordo com a profecia, a
purificação dos pecados das pessoas irá ocorrer em um só dia. Em outras
palavras, um determinado Sacrifício executará a redenção dos pecados! A Segunda
parte da profecia encontrada no capítulo 12 fala sobre os suplícios da Cruz do
Messias, Dele ser transpassado por lança e do arrependimento das pessoas. Todos
estes acontecimentos se sucederam e são descritos nos Evangelhos.
Mesmo sendo difícil para as pessoas
do Antigo Testamento elevarem-se até a fé na necessidade destes sofrimentos
expiatórios do Messias, alguns escritores judeus daqueles tempos compreenderam
corretamente a profecia do capítulo 53 do livro de Isaías. Apresentamos aqui
pensamentos valiosos a este respeito contidos nos livros dos antigos hebreus.
"Qual é o nome do Messias?" - pergunta o Talmud; e responde: "É
complacente, como está escrito "Estes nossos pecados Ele carrega e Se
sente compassivo por nós" (tratado. Talmud Babli). Em outra parte do
Talmud é dito: "O Messias recebe sobre Sí todos sofrimentos e martírios
pelos pecados dos Israelitas. Se Ele não tomasse esses suplícios sobre Sí,
então nenhuma pessoas no mundo não conseguiria suportar as penas conseqüentes
da ruptura da lei (Jalkut Chadachm fol. 154, col. 4, 29, Tit.). O Rabino Moshe
Goddarshan escreve no Medrash (livro que interpreta as Sagradas Escrituras):
"Deus Santíssimo e Abençoado fez
o seguinte acordo com o Messias, dizendo-Lhe: Messias, o Meu Justo! Os pecados
da humanidade cairão sobre Tí como um pesado jugo: Teus olhos não verão a luz,
Teus ouvidos ouvirão palavras terríveis, Teus lábios provarão o gosto amargo,
Tua língua se colocará à Tua garganta... e Tua alma sucumbirá de angústia e
suspiros ofegantes. Estarás Tu de acordo com isto? Se Tu aceitas todos estes
sofrimentos sobre Tí: então, muito bem. Se não aceitas, então Eu exterminarei
imediatamente a humanidade - os pecadores. A isto o Messias respondeu: Senhor
do universo! Eu aceito com alegria estes martírios, sob uma condição: que Tu,
durante os Meus dias ressuscite os mortos, começando por Adão, até o dia de
hoje, e não salve apenas a eles, mas todos aqueles que Tu planejaste criar e
ainda não criaste. A isto o Santíssimo e Abençoado Deus respondeu: sim, Eu concordo.
Naquele momento o Messias com alegria tomou sobre Sí todos os sofrimentos,
conforme está escrito: "Ele foi torturado, mas sofreu voluntàriamente...
como um carneiro levado ao abate" (da conversação sobre o livro de
Gênesis).
Estes testemunhos dos hebreus
ortodoxos "experts" nas Sagradas Escrituras são valorosos, pois,
mostram a grandeza do significado da profecia de Isaías para reforçar a fé no
poder do sofrimento do Messias na Cruz para a nossa salvação.
A Ressurreição
Do Messias
Entretanto falando sobre a
necessidade e salvação pelo martírio do Messias, os profetas também predisseram
Sua ressurreição dos mortos e Sua subsequente glória. Isaías, descrevendo os
sofrimentos de Cristo, concluiu sua narrativa com as seguintes palavras:
"Quando Ele oferecer Sua vida em sacrifício expiatório, terá uma
posteridade duradoura, prolongará Seus dias, e a vontade do Senhor será por Ele
realizada. Após suportar em Sua pessoa os tormentos, alegrar-Se-á de O conhecer
até o enlêvo. O Justo, Meu Servo, justificará a muitos homens e tomará sobre Sí
em suas inquidade. Eis porque Lhe darei parte com os grandes, e Ele dividirá a
presa com os poderosos" (Isa. 53:10-12). Em outras palavras, após a morte
o Messias reviverá afim de encabeçar o Reino dos justos e ficará satisfeito
moralmente com o resultado de Seus sofrimentos.
O rei Daví também predisse a
ressurreição de Cristo no salmo 15, o qual é expressado na voz de Cristo:
"Ponho sempre o Senhor diante dos olhos; pois que Ele está à Minha
direita, não vacilarei. Por isso Meu coração se alegra e Minha alma exulta, até
Meu corpo descansará seguro. Porque Vós não abandonareis Minha alma na
habitação dos mortos, nem permitireis que Vosso Santo conheça a corrupção. Vós
Me ensinareis o caminho da vida. Há abundância da alegria, junto de Vós, e
delícias eternas, à Vossa direita" (Salmo 15:8-9-10-11).
Em Oséias há menção a respeito do
terceiro dia da ressurreição, embora sua profecia esteja no plural: "Até
que se arrependam de seus pecados e Me procurem, e em sua miséria recorram a
Mim. Vinde, voltemos ao Senhor, Ele feriu-nos, Ele nos curará; Ele causou a
ferida, Ele a sanará. Dar-nos-á de novo a vida em dois dias, ao terceiro dia
levantar-nos-á, e viveremos em Sua presença" (Osé. 6:1-2, veja 1 Cor.
15:4).
Além das profecias diretas sobre a
imortalidade do Messias, na realidade todos os lugares do Antigo Testamento
onde o Messias é chamado Deus, (por exemplo nos Salmos 2, 131:11, em Jer. 23:5,
em Miq. 5:2, Mal. 3:1). Deus em Sua essência é imortal. Também pode-se concluir
sobre a imortalidade do Messias, quando lemos as predições sobre Seu Reino
Eterno (por exemplo em Gen. 49:10; 2 Reis 7:13); Salmos 2, 131:11; Ezeq. 7:27;
Dan. 7:13). Portanto o Reino Eterno presume um Eterno Rei!
Desta forma, resumindo o conteúdo
deste capítulo, nós vemos que os profetas do Antigo Testamento falavam de modo
muito definido sobre os sofrimentos expiatórios, morte, e então - sobre a
ressurreição e glória do Messias. Ele teria que morrer para a redenção dos
pecados humanos e ressuscitar para encabeçar o Reino Eterno daqueles que Ele
salvou. Estas verdades, primeiramente reveladas pelos profetas, mais tarde
formaram os fundamentos da fé Cristã.
As Profecias
De Daniel
O Patriarca Jacó, conforme nós
mostramos no 2o capítulo, coincidiu os tempos da vinda do Conciliador com o
tempo em que os descendentes de Judá perderiam sua independência política. O
tempo da vinda do Messias foi definido pelo profeta Daniel em sua profecia
sobre as setenta semanas.
O Profeta Daniel escreveu a profecia
sobre o tempo da vinda do Messias quando ele junto com outros hebreus
encontravam-se cativos na Babilônia. Os hebreus foram levados ao cativeiro pelo
rei Nabucodonossor, que havia destruído a cidade de Jerusalém no ano 588 A.C..
O profeta Daniel sabia que o prazo de 70 anos do período do cativeiro
babilônico, predito pelo profeta Jeremias (no cap. 25 de seu livro), estava
chegando ao fim. Desejando rápido retorno do povo hebreu do cativeiro para sua
terra nativa e a restauração da Cidade Santa de Jerusalém, São Daniel começou a
pedir a Deus por isto em preces fervorosas. Ao final de uma destas preces,
repentinamente surgiu diante dele o Arcanjo Gabriel e disse que Deus ouviu sua
prece e em breve ajudará os hebreus na restauração de Jerusalém. Prosseguindo,
o Arcanjo Gabriel revelou ainda outra boa notícia, ou seja, de que do tempo da
declaração do decreto da restauração de Jerusalém, iniciar-se-á o cálculo do
ano da vinda do Messias e a instituição do Novo Testamento. Eis o que falou o
Arcanjo Gabriel ao Profeta Daniel:
"Setenta semanas foram fixadas a
teu povo e à tua cidade santa para dar fim à prevaricação, selar os pecados e
expiar a iniquidade, para instaurar uma justiça eterna, encerrar a visão e a
profecia e ungir o Santo dos Santos. Sabe, pois, e compreende isto: desde a
declaração do decreto sobre a restauração de Jerusalém até um chefe ungido,
haverá sete semanas; depois, durante sessenta e duas semanas, ressurgirá, será
reconstruída com praças e muralhas. Nos tempos de aflição, depois dessas
sessenta e duas semanas, um Ungido será suprimido, e ninguém (será) a favor
Dele. A cidade e o Santuário serão destruídos pelo povo de um chefe que virá.
Seu fim (chegará) com uma invasão, e até o fim haverá guerra e devastação
decretada. Concluirá com muitos uma sólida aliança por uma semana e no meio da
semana fará cessar o sacrifício e a oblação; sobre a asa das abominações virá o
devastador, até que ruína decretada caia sobre o devastado" (Dan.
9:24-27).
Nesta profecia todo intervalo de
tempo desde o decreto da restauração de Jerusalém até a instituição do Novo
Testamento e da segunda destruição desta cidade, está dividido em três
períodos. Os prazos de cada período eram calculados em cinco sétimos de anos,
ou seja, - sete anos. Sete é uma data sagrada, simbòlicamente significando
totalidade, finalização. O sentido desta profecia é o seguinte: para o povo
judáico e a cidade santa são determinadas 70 "semanas" (70 x 7 = 490
anos); enquanto não chega o Santo dos Santos (Cristo), o Qual irá apagar a
ilegalidade, trará a eterna verdade e cumprirá todas as profecias. O decreto
para a nova construção de Jerusalém e do templo servirá para o início dessas
semanas, e o final - a repetição da destruição dos dois. Pela ordem dos
acontecimento, essas semanas são divididas da seguinte maneira: durante as
primeiras sete "semanas" (i.e. 49 anos) Jerusalém e o Templo serão
reconstruídos. Depois, no final das 62 semanas seguintes (i.e. 434 anos) Cristo
virá, porém, sofrerá e será levado à morte. Finalmente no decorrer da última
"semana" será estabelecido o Novo Testamento e na metade dessa
"semana" cessarão os sacrifícios regulares no Templo de Jerusalém, e
no santuário haverá abominação. Então virá um povo, guiado por um líder o qual
irá destruir a cidade santa e o Templo.
É interessante e instrutivo observar
como de fato se desenrolaram os fatos históricos no período do tempo designado
pelo Arcanjo Gabriel. O decreto para a restauração de Jerusalém foi emitido
pelo rei Artaxerxes da Pérsia no ano 453 A.C. Este notável acontecimento é descrito
em detalhes no 2o capítulo do livro de Neemias. Do momento desse decreto é que
se deve começar a conta das "semanas" de Daniel. Pelo método grego de
numeração dos anos, este era o 3o ano da 76a Olimpíada; pelo método grego - o
299o ano da fundação de Roma. A restauração dos muros de Jerusalém e do Templo
prolongou-se por aproximadamente 40 a 50 anos (sete "semanas"), pois,
alguns povos pagãos que viviam nos arredores vizinhos de Jerusalém, tentavam de
todas maneiras impedir a restauração dessa cidade.
De acordo com a profecia, o Messias
teria de sofrer pela purificação dos pecados humanos no período entre 69 e 70
"semanas." Se somarmos 69 semanas ao ano do decreto da restauração de
Jerusalém, i.e. 483 anos, resultará então no 30o ano do método de numeração dos
anos cristãos. Aproximadamente nessa época, de 30 a 37 A.C., conforme a
profecia, o Messias iria sofrer e morrer. O Evangelista Lucas escreve que o
Senhor Jesus Cristo saiu para pregar no 15o ano do governo do imperador romano
Tibério. Isto coincidia com o 782o ano da fundação de Roma ou com o 30o ano
após o nascimento de Cristo. O Senhor Jesus Cristo pregou por três anos e meio
e sofreu no 33o ou 34o ano da nossa era, justamente no intervalo de tempo,
indicado por São Daniel. Após a Ressurreição de Cristo a fé cristã começou a se
disseminar ràpidamente, tanto que realmente a última 70a semana foi a
confirmação do Novo Testamento entre muitas pessoas.
Jerusalém foi destruída pela segunda
vez no ano 70 de nossa era, pelo líder militar romano Tito. Durante o assédio
de Jerusalém pelas legiões romanas, devido à discórdia entre os líderes judeus,
reinou completo caos nessa cidade. Como resultado dessas discórdias, os
serviços religiosos no Templo, conforme predisse o Arcanjo ao profeta Daniel,
reinou "a abominação da desolação." O Senhor Jesus Cristo, em uma de
suas conversações lembrou aos cristãos sobre esta profecia e preveniu Seus
ouvintes de que quando eles virem abominação da desolação em seu lugar santo,
eles devem fugir de Jerusalém o mais rápido possível, pois chegou o fim (Mat.
24:15). Assim procederam os cristãos que viviam em Jerusalém, quando o exército
romano por causa das eleições de um novo imperador, por ordem de Vespasiano se
retirou temporàriamente. Por esta razão os cristãos não sofreram o retorno
subsequente do exército romano e a destruição de Jerusalém, e desta maneira,
escaparam do trágico destino de muitos judeus que permaneceram na cidade. A
profecia de Daniel sobre as semanas chegam ao fim com a destruição de
Jerusalém.
Desta forma, a coincidência entre a
profecia dada e os acontecimentos históricos subsequentes na vida do povo
hebreu e as narrações do Evangelho é - surpreendente.
Aqui deve ser lembrado de que os
rabinos hebreus freqüentemente proibiam seus patrícios de contarem as semanas
de Daniel. O rabino de Gemar até amaldiçoou aqueles hebreus que irão calcular o
ano da vinda do Messias: "Que estremeçam os ossos daqueles, que calculam
os tempos" (Sanedrin 97). A severidade desta proibição é compreensível.
Pois as semanas de Daniel apontam diretamente ao tempo da atividade de Cristo o
Salvador, o que para aqueles que não crêem Nele torna-se desagradável de
admitir.
No profeta Daniel nós encontramos
também outro testemunho importante sobre o Messias, escrito em forma de uma
visão, na qual o Messias é retratado como Eterno Soberano. Isto está inscrito
no sétimo capítulo de livro.
"Olhando sempre a visão noturna,
ví um Ser semelhante ao Filho do Homem, vir sobre as nuvens do céu: dirigiu-Se
para o lado do Ancião, diante de Quem foi conduzido. A Ele foram dados império,
glória e realeza, e todos os povos, todas as nações e os povos de todas as
línguas serviram-No. Seu domínio será eterno; nunca cessará e Seu reino jamais
será destruído" (Dan. 7:13-14).
Nesta visão fala-se sobre os últimos
destinos do mundo, no fim da existência dos reis terrenos, sobre o terrível
julgamento das nações, reunidas diante do trono do Ancião dos Dias, ou seja, -
Deus Pai, e sobre o começo dos tempos gloriosos para o Reino do Messias. Aqui o
Messias é denominado "Filho do Homem," o que aponta para sua natureza
humana. Conforme temos conhecimento do Evangelho, o Senhor Jesus Cristo com
freqüência se denominava de Filho do Homem, lembrando aos hebreus, com este
nome, da profecia de Daniel (Mat. 8:20; 9:6; 12:40; 24:30 e etc).
As profecias de outros dois grandes
profetas Jeremias e Ezequiel poderão ser encontradas no suplemento, onde estão
acumuladas profecias sobre o Reinado do Messias. Concluindo este capítulo,
traremos apenas a profecia de Baruc, pupilo de Jeremias, onde ele escreve sobre
a vinda de Deus à terra: "É Ele o nosso Deus, com Ele nenhum outro se
compara. Conhece a fundo os caminhos que conduzem à sabedoria, galardoando com
ela Jacó, Seu servo, e Israel, Seu favorito. Foi então que Ele apareceu sobre a
terra, onde permanece entre os homens" (Bar. 3:36-38). Infelizmente, nos
tempos do cativeiro da Babilônia, o original hebreu do livro do profeta Baruc
foi perdido, motivo pelo qual a tradução em grego desse livro foi colocada na
lista dos livros não canônicos. Por esta razão, a profecia de Baruc não recebe
prestígio entre "experts" Bíblicos ou outras religiões.
Profecias Dos
Profetas "Menores"
Além dos livros dos
"grandes" profetas, referindo-se aos livros de Isaías, Jeremias,
Ezequiel e Daniel, entre os livros sagrados do Antigo Testamento encontram-se
ainda 12 livros dos denominados profetas "menores." Eles são
denominados de "menores" devido ao fato dos seus livros serem de
menores proporções, contendo apenas alguns poucos capítulos. Alguns dos
profetas "menores" que escreviam sobre o Messias foram Oséias, Joel,
Amos e Miquéias - contemporâneos do profeta Isaías, que viveram 700 anos A.C.,
igualmente os profetas Ageu, Zacarias e Malaquias, que viveram após o cativeiro
babilônico durante o 6o e 5o centenários A.C.. Durante os tempos dos três
últimos profetas era construído o segundo Templo do Antigo Testamento em
Jerusalém, no lugar do Templo demolido de Salomon. As Escrituras do Antigo
Testamento encerram-se com o livro de Malaquias.
O profeta Miquéias escreveu
largamente a conhecida profecia sobre Belém a qual era citada pelos escribas
judeus quando o rei Herodes perguntou-lhes onde deverá nascer o Cristo:
"Mas tu, Belém-Efrata, tão pequeno entre os clãs de Judá, é de Tí que
sairá para Mim Aquele Que é chamado a governar Israel. Suas origens remotam aos
tempos antigos, aos dias do longínquo passado" (Miq. 5:1). Aqui o profeta
Miquéias fala que embora Belém tenha sido considerada como uma das cidades mais
insignificantes de Judá, ela está designada a ser o local do nascimento do
Messias, e a realidade deste acontecimento se estenderá pela eternidade. A
existência eterna, como é do nosso conhecimento, é a natureza notável da
Excência de Deus. Por esta razão esta profecia testemunha sobre a eternidade e,
consequentemente sobre a unidade do Messias com Deus Pai (nos lembremos de que
Isaías chamava o Messias de "Pai Eterno" (Isa. 9:5).
A profecia seguinte de Zacarias e
Amos refere-se aos últimos dias da vida do Messias. A profecia de Zacarias diz
da entrada triunfante do Messias em Jerusalém montado num jumento:
"Exulta de alegria, filha de
Sião, solta gritos de júbilo, filha de Jerusalém; eis que vem a tí o teu Rei,
justo e vitorioso; Ele é simples e vem montado num jumento, no potro de uma jumenta...
Ele proclamará a paz entre as nações, Seu império estender-se-á de um mar ao
outro, desde o rio até as extremidades da terra. Quanto a tí, por causa de tua
aliança de sangue, libertarei os teus cativos do fôsso sem água" (Zac.
9:9-11).
Jumenta - é o símbolo do mundo,
naquele tempo, assim com o cavalo é o símbolo da guerra. De acordo com esta
profecia, O Messias deveria proclamar a paz no mundo - reconciliação com Deus e
o cessar da inimizade entre as pessoas. A Segunda parte da profecia sobre a libertação
dos prisioneiros do fôsso, professava a respeito da libertação das almas dos
mortos, do inferno e como resultado dos sofrimentos redentores do Messias.
Na profecia seguinte Zacarias
predisse que o Messias seria traído em troca de 30 moedas de prata. Na profecia
o discurso provém do nome de Deus, Que oferece aos líderes judeus Lhe
designarem pagamento por tudo aquilo que Ele fez pelo Seu povo: Eu disse-lhes:
"Dai-Me o Meu salário, se o julgais bem, ou então retei-o!"
"Eles pagaram-Me apenas trinta moedas de prata pelo Meu salário." O
Senhor disse-me: "Lança esse dinheiro no tesouro, esta bela soma, na qual
estimaram os Teus serviços. Tomei as trinta moedas de prata e lancei-as no
tesouro da casa do Senhor" (Zac. 11:12-13).
Conforme temos conhecimento do
Evangelho, Judas Escariote traiu seu Mestre. Entretanto Judas não esperava que
Cristo seria condenado à morte. Quando soube disto, ele se arrependeu por seu
procedimento e jogou fora as moedas que lhe foram dadas no Templo. Com estas
trinta moedas de prata, os príncipes dos Sacerdotes compraram o campo do
Oleiro, para que alí se fizesse um cemitério de estrangeiros, conforme predisse
Zacarias (Mat. 27:7-9).
O profeta Amos predisse sobre o
eclipse do sol, o qual aconteceu durante a crucificação de Cristo:
"Acontecerá naquele dia - diz o Senhor, que farei o sol se por ao
meio-dia, e encherei a terra de trevas em pleno dia" (Amó. 8:9). Profecia
semelhante encontramos também em Zacarias: "Será um dia contínuo
(conhecido somente pelo Senhor), e não haverá sucessão de dia e noite, e a
noite será clara" (Zac. 14:6-7).
As profecias mais antigas sobre o
Messias dos profetas Ageu, Zacarias e Malaquias têem uma relação estreita à
construção do segundo Templo de Jerusalém. Tendo retornado do cativeiro, os
judeus, sem grandes entusiasmos, construíam o novo templo no lugar das ruínas
do templo de Salomão. Toda a nação ficou devastada, e muitos judeus preferiram
reconstruir suas próprias casas. Por isso, após o período cativo tornou-se
necessário aos profetas coagir os judeus a construírem a Casa de Deus. Para
encorajar os construtores, os profetas diziam que embora em sua fachada
exterior o novo templo cede ao de Salomão, ele será muito superior na
importância espiritual. O motivo da glória do templo em construção era de que
seria freqüentado pelo Messias aguardado por todos. Trazemos aqui
consecutivamente profecias a este respeito de Ageu, Zacarias e Malaquias
conforme eles complementam um ao outro. Deus fala através dos lábios dos
profetas:
"Porque ainda um pouco de tempo,
e abalarei céu e terra, mares e continentes, sacudirei todas as nações,
afluirão riquezas de todos os povos e encherei de Minha glória esta casa, diz o
Senhor dos Exércitos... o esplendor desta casa sobrepujará o da primeira"
(Ageu 2:6-9).
"Eis o homem - cujo nome é
Gérmen; alguma coisa vai germinar de Sua linhagem. Ele é que reconstruirá o
templo do Senhor; usará insígnias reais e sentar-se-á como Rei sobre Seu
trono" (Zac. 6:12-13).
"Vou mandar o Meu mensageiro
para preparar o Meu caminho. E imediatamente virá ao Seu Templo o Senhor que
buscais, o Anjo da Aliança que desejais. Ei-Lo que vem, diz o Senhor dos
Exércitos" (Mal. 3:1).
Deus Pai chama o Messias de "O
desejado de todas as nações." "Rebento," "Senhor" e
"Anjo do Testamento." Estes nomes do Messias conhecidos pelos judeus
pelos prévios profetas, uniam todas as profecias anteriores sobre Cristo num
todo. Malaquias foi o último profeta do Antigo Testamento. Sua profecia a
respeito do "Anjo" enviado para preparar o caminho do Senhor o Qual logo
virá, encerra a missão dos profetas do Antigo Testamento e dá início ao período
da espera da chegada de Cristo.
Há concordância apenas que na
profecia apresentada por Zacarias o Messias deveria criar o Templo do Senhor.
Aqui o discurso não é a respeito da criação de um templo de pedra (o qual não
comportaria todos os povos), mas sim, de um templo espiritual - Igreja dos
Fiéis. Pois Deus habita nas almas dos fiéis, como num templo (Lev. 26:1-12).
Espera
Da Vinda do Messias
Resumindo aqui o conteúdo das
profecias do Antigo Testamento sobre o Messias, nós vemos que os judeus,
possuindo uma descrição tão abundante e detalhada a respeito de Seu caráter e
muitos acontecimentos de Sua vida, podiam sem dificuldades adquirir a
verdadeira fé Nele. Particularmente eles deveriam saber que o Messias teria
duas naturezas: humana e Divina, que Ele seria o profeta maior, rei e
Sumo-Sacerdote, ungido por Deus (Pai) para estes serviços e seria um bom
Pastor.
As profecias também atestavam ao fato
de que o objetivo importante do Messias seria a derrota do demônio e seus
criados, a redenção dos pecados da humanidade, a cura de seus males físicos e
espirituais e a reconciliação com Deus; que Ele abençoará os fiéis e
estabelecerá o Novo Testamento, e que Suas bençãos espirituais se estenderão
sobre toda a humanidade.
Os profetas também revelaram muitos
acontecimentos da vida do Messias, ou seja: Ele descenderá de Abrão, da tribo
de Judá, da origem do rei Daví, nascerá de uma Virgem na cidade de Bethlem, irá
propagar a paz à humanidade, curar as doenças, será dócil e complacente, será
traído, condenado inocentemente, irá padecer, será transpassado (por uma
lança), morrerá, será sepultado num túmulo novo, durante Sua crucificação
escurecerá. Depois o Messias descerá ao inferno e trará de lá almas das
pessoas, após o que Ele ressuscitará dos mortos; eles também profetizaram que
nem todos irão reconhecê-Lo como o Messias, e alguns até irão hostilizá-Lo,
embora sem sucesso. O fruto de Sua redenção será a renovação espiritual dos que
crêem e a expansão da graça do Espírito Santo sobre eles.
Finalmente, os profetas determinaram
que o tempo da vinda Dele coincidirá com o fim da independência política da
tribo de Judá, que ocorrerá não mais tarde do que 70 "semanas" (70 x
7 = 490 anos), após a emissão do decreto para a restauração da cidade de
Jerusalém e não mais tarde do que a destruição do Segundo Templo em Jerusalém,
que Ele aniquilará o Anticristo e virá novamente em glória. Como resultado
final de Suas atividades será a obtenção da justiça, paz e felicidade.
Também os nomes com os quais o
Messias era denominado pelos profetas, provam a Sua Natureza e a Magnitude de
seus atos. Ele era chamado de "Leão, David, Rebento, Deus Poderoso,
Emanuel, Conselheiro, Líder do mundo, Pai do século futuro, Conciliador,
Estrela, Família da Mulher, Profeta, Filho de Deus, Rei, Ungido (Messias),
Redentor, Deus, Senhor, Servo (de Deus), Justo, Filho do Homem, Santo dos
Santos.
Toda esta abundância de profecias
sobre Cristo nas escrituras sagradas do Antigo Testamento nos revela a grande
significação que os profetas davam à sua missão de ensinarem os judeus a crer
corretamente no Cristo chegando. Além disso, a esperança de que em algum tempo
virá uma Pessoa extraordinária, a Qual livrará as pessoas da calamidade,
propagou-se pelos judeus entre muitas nações, razão pela qual Ageu denomina
Cristo de "Desejado por todas as nações." Realmente, entre muitos
povos antigos (chineses, indús, persas, gregos e outros) existia uma lenda,
muito antes do Nascimento de Cristo, sobre a vinda de Deus-pessoa ao mundo.
Alguns chamavam-No de "Santo," outros - "Salvador."
Foi assim que os profetas do Antigo
Testamento prepararam condições indispensáveis para o êxito da propagação da fé
do Novo Testamento. Em verdade, muitas memórias antigas escritas no período do
2o século antes do Nascimento de Cristo até o início do 2o centenário D.C.
testemunham que naquele tempo o povo hebreu aguardava intensamente a vinda do
Messias. Dentre estas memórias escritas pode-se apontar para o livro de Enoc, o
livro de Baruc, Oráculos de Sibil, partes antigas do Talmud, Pergaminhos do Mar
Morto, anotações de José Flávio (historiador judeu do 1o século da nossa era) e
outros. Citações destas fontes requerem muito espaço. Lendo as antigas memórias
escritas, é possível se concluir que a fé dos hebreus no Messias às vezes
alcançava uma força surpreendente. Assim, por exemplo, alguns escritores
antigos denominavam o Messias de Filho do Homem e Filho de Deus, existente
antes do surgimento do mundo, rei e justo, recompensando os bondosos e punindo
os maus (na Segunda parte do livro de Enoc).
Cumprimento Das Profecias
Sobre o Messias
A respeito de que muitos judeus
estavam preparados espiritualmente para aceitarem o Messias, pode ser visto nos
capítulos iniciais do Evangelho de Lucas. A Santíssima Virgem Maria, a Justa
Elizabeth, o sacerdote Zacarias, o Justo Simão, a profetiza Ana e muitos
habitantes de Jerusalém ligavam o nascimento de Jesus Cristo com o cumprimento
das profecias antigas sobre a vinda do Messias, sobre o perdão dos pecados, a
derrota dos orgulhosos e a elevação dos mansos, sobre a restauração do
Testamento com Deus, sobre o serviço de Israel para Deus com o coração puro.
Depois disto, desde que Jesus Cristo começou a pregar, os Evangelhos
testemunham a facilidade com que muitos hebreus reconheceram Nele o Messias
prometido e comunicaram aos seus conhecidos; por exemplo, os apóstolos André e
Felipe, e mais tarde - Natanael e Pedro (Joã. 1:40-44).
Jesus Cristo reconhecia a Sí como
Messias e atribuía a Sí as predições dos profetas como por exemplo: a profecia
de Isaías sobre o Espírito Santo que deveria descer sobre o Messias (Isa. 61:1;
Luc. 4:18). Isaías também profetizou a respeito da cura dos doentes pelo
Messias (Isa. 35:5-7); Mat. 11:5). Jesus elogiou o Apóstolo Pedro por tê-Lo
chamado de Cristo, Filho de Deus Vivo e prometeu edificar Sua Igreja na fé Nele
(Mat. 16:16). Ele falou para os judeus examinarem e se aprofundarem nas
Escrituras, pois as mesmas dão testemunhos Dele (5:39). Ele também dizia que
Ele é o Filho, o Qual Se sentará à direita do Pai, de acordo com o Salmo 109
(Mat. 22:44). Jesus Cristo falava também que Ele é a "Pedra"
rejeitada pelos "construtores," referida na conhecida predição no Salmo
117 (Mat. 21:42). Antes dos Seus padecimentos Jesus Cristo lembrou Seus
discípulos de que "é necessário que se cumpra tudo escrito sobre Ele"
(Luc. 22:37; Isa.53). Durante o julgamento diante da pergunta direta do
sumo-sacerdote Caifás: se Ele era "o Cristo, o Filho de Deus," Cristo
respondeu que sim, e lembrou a profecia de Daniel sobre o Filho do Homem (Mat.
26:63-64; Dan. 7:13), e Sua confirmação serviu como razão formal para Sua
condenação à morte. Após Sua ressurreição dos mortos Cristo censurou os
Apóstolos, dizendo que eles "eram tardos de coração para crerem em tudo
que anunciaram os profetas" (Luc. 24:25). Em poucas palavras, desde o
início de Seus serviços públicos, até Seus padecimentos na Cruz e depois de Sua
ressurreição, Jesus Cristo Se declarava o Messias, prometido pelos profetas.
Se Cristo evitava denominar-Se
Messias na presença do povo, e sòmente citava profecias a Seu respeito, era por
causa das representações grosseiras e distorcidas sobre o Messias as quais se
estabeleceram entre o povo. Cristo se esquivava por todos os meios da glória
terrena e da interferência na vida política.
Devido à sua humilhante dependência
de Roma, muitos judeus desejavam ter em Messias um potente rei-conquistador, o
qual lhes daria independência política, glória e bens materiais. Porém Jesus
veio para evidenciar o renascimento espiritual nas pessoas. Ele prometeu
bençãos celestes e não terrestres, como recompensa pelas virtudes. Eis porque
muitos rejeitaram Cristo.
Embora os Apóstolos antes da
crucificação de Cristo, tenham medrosamente vacilado em sua fé Nele, após Sua
Ressurreição dos mortos não tiveram nenhuma dúvida de que Ele é o Messias
prometido por Deus. Depois da ressurreição a fé deles se fortaleceu a tal
ponto, que por Cristo eles estavam prontos para dar e realmente deram sua vida.
Os Apóstolos constantemente mencionavam em suas cartas as antigas profecias
sobre o Messias afim de convencer os judeus da veracidade da fé cristã. Por
esta razão, a palavra deles, não obstante a descrença e oposição principalmente
dos sumo-sacerdotes e escribas, tiveram tamanho sucesso, primeiramente entre os
judeus, e depois - entre os pagãos. Já no final do primeiro centenário a fé
cristã se espalhou por quase todos os lados do vasto império Romano.
Noções Distorcidas
Sobre o Messias
Apesar da abundância de profecias
sobre o Messias nas Escrituras do Antigo Testamento, durante a vida terrena de
Cristo, nem todos os hebreus tinham noções corretas a respeito Dele. A razão
disso era que muitos judeus não conseguiam se elevar até o entendimento
espiritual das profecias messiânicas, por exemplo, sobre a natureza Divina do
Messias, sobre a necessidade do renascimento moral, sobre a Graça de Deus
atuante no Reino do Messias.
O período do 3o século antes do
nascimento de Cristo até o início do 2o século D.C. foi o tempo de intensa luta
do povo hebreu por sua independência política. Esta difícil batalha e as
privações relacionadas com ela, contribuíram para o desenvolvimento entre os
judeus da esperança de melhores tempos quando o Messias derrotaria os inimigos
do povo hebreu. Eles sonhavam que com a subida ao trono do Messias teriam
início tempos felizes, cheios de abundância material na vida. Por causa destes
desejos nacionais-estreitos e utilitários, conforme já mencionamos, o Senhor
Jesus Cristo evitava denominar-Se publicamente de Messias. Porém, com
freqüência Ele citava as profecias antigas que falavam do Messias como líder
espiritual, e com isto devolviam a fé dos hebreus para o caminho certo (Veja
Mat. 26:54; Mar. 9:12; Luc. 18:31; Joã. 5:39).
Mas os hebreus, desejando ter no
Messias o rei terreno e sonhando com bens materiais, irritavam-se com a
aparência dócil e humilde de Jesus Cristo. Seus ensinamentos sobre a mansidão,
sobre o amor pelos inimigos, sobre a aspiração ao Reino Celeste - eram
totalmente estranhos a eles.
Os líderes hebráicos no decorrer de
vários anos não sabiam como se livrar do indesejável Mestre-Milagroso. Eles
receavam também pela perda de sua própria influência sobre o povo, pois, muitas
pessoas simples acreditavam em Jesus Cristo. Finalmente, um acontecimento
favorável surgiu, quando Judas, um dos doze Apóstolos, ofereceu seus serviços
aos Sumo-Sacerdotes e ajudou-os a entregarem Jesus Cristo para julgamento.
Durante o julgamento porém, os juizes não conseguiam salientar uma acusação
contra Cristo, pela qual seria possível condená-Lo à morte. Somente após Jesus
ter respondido afirmativamente à pergunta de Caifás: se Ele Se considerava o
Cristo (Messias) Filho de Deus Vivo, Ele foi acusado de blasfêmia. Este "pecado,"
por lei, era punido com a morte. Mas os líderes hebreus por sí mesmos não
tinham o direito de executar sua sentença, pois a Judéia era subordinada aos
romanos. Conforme temos conhecimento do Evangelho, Pilatos, contra sua própria
vontade, temendo seu próprio destino, confirmou a sentença dos líderes hebreus
- os Sumo-Sacerdotes e membros de Senedrion. Cristo foi crucificado na véspera
da Páscoa dos judeus no 33o ou 34o ano de nossa era. Diante destas
circunstâncias o povo hebreu, representado por seus líderes, rejeitou o Enviado
de Deus Messias.
Porém, a espera pelo Messias,
Rei-conquistador, como antes de Jesus Cristo, assim especialmente nos 1o e 2o
séculos depois Dele, criou uma base conveniente para o aparecimento de todos
tipos de auto-denominados messias entre os judeus. Afinal de contas aquele era
o tempo, de acordo com as profecias do patriarca Jacó e o profeta Daniel,
quando o verdadeiro Messias deveria chegar. Na história do povo hebreu foram
contados cerca de sessenta falsos-messias. Eles eram geralmente aventureiros de
todos os tipos: às vezes - simplesmente chefes de quadrilhas, às vezes -
líderes militares de maior evidência, às vezes - fanáticos religiosos e
reformistas.
O falso-messias mais proeminente foi
Bar-Kochba, chefiando uma luta desesperada com Roma nos anos 132-135 D.C. Ele
se denominava de Estrela de Jacó (referente à profecia em números 24:17), e
messias-libertador. Ele era possuidor de uma vontade de aço e conseguiu
submeter por completo a população judaica na Palestina. Ele era dono absoluto
tanto dos bens quanto das vidas dos seus súditos. Os judeus acreditavam
cegamente em seu messianismo e estavam prontos para sacrificar tudo, para
realizar seus sonhos sobre os felizes tempos messiânicos. Porém a pequena
Judéia não tinha forças para lutar com a potente Roma. A guerra terminou com
terríveis destruições por toda Palestina. Uma parte considerável da população
morreu nessa guerra, e outra parte foi levada ao cativeiro e eram vendidos nos
palanques dos escravos. O próprio Bar-Kochba morreu. (Um escritor do segundo
século, que viveu na Palestina, chamado Justin o Filósofo, relata a respeito da
brutalidade de Bar-Kochba durante a prosperidade de seu poder. Ele exigia dos
cristãos que eles renunciassem a Cristo e desprezassem Seu nome. Aqueles que se
recusavam a agir desta maneira eram submetidos a sofrimentos cruéis e à morte.
Ele não tinha compaixão nem pelas mulheres, nem pelas crianças (Apologia 1a,
par.31)).
No decorrer dos séculos hebreus,
estando espalhadas pelo mundo todo, todas as forças levaram para a preservação
da sua religião do Antigo Testamento e do nacionalismo. E nisto eles foram
sucedidos. Porém, não aceitando a Cristo e Seus ensinamentos, os judeus
privaram-se daquilo que de mais valor lhes foi deixado pelos profetas - a
esperança do renascimento espiritual.
Após a Segunda Guerra Mundial, em
alguns judeus foi despertada a ansiedade para o seu Messias - Jesus Cristo.
Entre eles surgiram missionários ativos, os quais atraiam seus compatriotas
para a fé cristã. O trabalho missionário caminhou com muito sucesso, pois, eles
empregavam as predições messiânicas dos profetas do Antigo Testamento. É
preciso dizer que as Sagradas Escrituras, mesmo entre os judeus indiferentes a
Deus, são muito respeitadas. Deste modo, não obstante o transcorrer dos
séculos, as Escritas dos profetas permanecem com a palavra viva e eficaz de
Deus.
Presume-se que sobre estes novos
cristãos pesará um problema difícil; o de acusar a falsidade do último
falso-messias que se aproxima - o Anticristo. Este impostor, igual aos antigos
falsos-messias, irá prometer alegrias terrenas e felicidade. De acordo com as
predições, muitos irão acreditar nele cegamente, e ele conseguirá um sucesso
político considerável, mas não por muito tempo. Depois ele também morrerá,
igual a muitos impostores da antiguidade.
Os cristãos não têem necessidade de
provar que Jesus Cristo é o verdadeiro Messias. Porém, o conhecimento das
profecias antigas é muito útil para todos. Esse conhecimento, por um lado
enriquece a fé em Cristo, e por outro lado, oferece meios para conversão para a
fé aos duvidosos e descrentes. Devemos ser gratos aos profetas do Antigo
Testamento por terem relatado com tanta clareza e riqueza de detalhes a
respeito de Cristo. Graças a eles, nossa fé Nele está fortalecida sobre uma
pedra dura, e com esta fé nós seremos salvos.
Profecias Sobre os
Tempos do Novo Testamento
De acordo com os profetas, o objetivo
da vinda do Messias ao mundo era o estabelecimento do Reino de Deus, no qual
deveria entrar a nova espiritualmente restabelecida Israel. Os profetas
descrevem esse Reino bastante detalhado. Neste nosso trabalho, nós tomamos como
regra apresentar as profecias que se referem ao Messias e mostrar como elas
foram cumpridas em Jesus Cristo. A profecia referente ao Reino Dele iremos
apresentar superficialmente, nos detendo apenas nas principais e mais comuns
qualidades deste Reino.
Falando sobre o Reino Messiânico, os
profetas o retratavam como uma sociedade de pessoas espiritualmente renovadas.
Nessa sociedade deveriam entrar além dos judeus também outras nações. A
principal particularidade deste Reino seria a abundância de dádivas e bençãos.
Sendo o Reino de Deus, ele é o mais forte de todos os reinos terrestres e
sobreviverá a eles. Seu início deu-se nos tempos da chegada do Messias à terra,
e no final do mundo, após o Julgamento Final de Deus das nações, ele deverá se
transformar em sua aparência externa. Então, na nova terra transformada irão
desaparecer todas as angústias físicas, e entre os cidadãos deste Reinado irá
imperar a glória, a imortalidade e a plenitude das bençãos de Deus. Eis aqui,
em poucas palavras, a essência destas profecias. Agora iremos nos deter em
algumas particularidades.
Falando a respeito dos tempos
messiânicos, os profetas indicavam que eles seriam o tempo do Novo Testamento
(aliança) de Deus com as pessoas. Conforme sabemos, o Antigo Testamento de Deus
com Israel foi concluído na presença de Moisés diante do Monte Sinai. Então os
judeus se comprometeram a cumprir os mandamentos inscritos em placas de pedra,
recebendo de Deus como recompensa a terra prometida a Abraão (a Terra
Prometida). Eis o que escreve o profeta Jeremias a respeito da Nova Aliança:
"Dias hão de vir - oráculo do
Senhor - em que firmarei Nova Aliança
com as casas de Israel e de Judá.
Será diferente da que concluí com
seus pais no dia
em que pela mão os tomei para
tirá-los do Egito, aliança que
violaram embora Eu fôsse o esposo deles. Eis a aliança
que, então, farei com a casa de
Israel - oráculo
do Senhor: Incutir-lhe-ei a Minha
lei; gravá-la-ei em seu coração.
Serei o seu Deus e Israel será o Meu
povo. Então ninguém terá encargo de
instruir seu próximo ou irmão,
dizendo:
"Aprende a conhecer o
Senhor," porque todos Me conhecerão, grandes e pequenos -
oráculo do Senhor -, pois a todos
perdoarei as faltas,
sem guardar nenhuma lembrança de seus
pecados" (Jer. 31:31-34).
O profeta Isaías chama a Nova Aliança
de eterna: "Prestai-Me atenção, e vinde a Mim, escutai, e vossa alma
viverá: quero concluir convosco uma eterna aliança, outorgando-vos os favores
prometidos a Daví" (Isa. 55:3; veja Atos 13:34).
Como particularidade no Novo
Testamento, se diferenciando do Antigo, seria que além dos judeus, deveriam ser
atraídos também outros povos, os quais todos juntos formariam uma nova Israel,
Reino abençoado do Messias. O profeta Isaías em nome de Deus Pai escreveu a
respeito desta citação dos povos pagãos: "Não basta que sejas Meu Servo
para restaurar as tribos de Jacó e reconduzir os fugitivos de Israel; vou fazer
de Tí a luz das nações, para propagar Minha salvação até os confins do
mundo" (Isa. 49:6).
E um pouco mais tarde o profeta
Isaías expressa alegria nesta ocasião:
"Dá gritos de alegria, estéril,
tu que não tens
filhos, entoa cânticos de júbilo, tu
que não dás à luz
porque os filhos da desamparada serão
mais numerosos do que os da
mulher casada... pois deverás
estender-te à direita e
à esquerda; teus descendentes vão
invadir as nações,
povoar as cidades desertas"
(Isa. 54:1-5; veja Gal. 4:27).
Aqui o profeta retrara a Igreja
hebraica do Antigo Testamento como uma mulher casada, e os povos pagãos - na
forma de uma mulher estéril, a qual depois dará à luz a mais filhos do que a
primeira mulher. Sobre o chamado dos pagãos para o lugar dos judeus desprendidos
do Reino, também foi predito por Oséias (Osé. 1:9-10, 2:23). No período do
Antigo Testamento a afiliação à Igreja é determinada pela nacionalidade. Nos
tempos do Novo Testamento, a condição indispensável para pertencer ao Reino do
Messias será a fé; sobre isto escrevia Habacuc: "O justo viverá em sua
fé" (Hab. 2:4; Isa. 28:16).
Em contraste com a lei do Antigo
Testamento inscrita sobre placas de pedra, a nova lei de Deus será escrita nos
próprios corações dos membros da Nova Israel, ou seja, a vontade de Deus será
como parte inseparável de sua existência. Esta inscrição da lei nos corações de
Israel renovada será feita pelo Espírito Santo; a este respeito escrevem os
profetas Isaías, Zacarias e Joel. Conforme nós veremos, os profetas
referindo-se à Graça do Espírito Santo, com freqüência a denominavam de água. A
Graça, tal qual a água, refresca, purifica e dá vida às almas das pessoas.
O profeta Isaías foi o primeiro a
predizer sobre a renovação espiritual: "Porque derramarei água sobre o
solo sequioso, fá-la-ei correr sobre a terra árida, derramarei Meu Espírito
sobre tua posteridade e Minha benção sobre teus rebentos" (Isa.44:3). E em
Zacarias podemos ler: "Suscitarei sobre a casa de Daví e sobre os
habitantes de Jerusalém um ESPÍRITO DE BOA VONTADE e de prece, e eles voltarão
os seus olhos para Mim. Farão lamentações sobre Aquele Que traspassaram, como
se fosse um filho único; chorá-Lo-ão amargamente como se chora um
primogênito... Naquele dia jorrará uma fonte para a casa de Deus e para os
habitantes de Jerusalém, que apagará os seus pecados e suas impurezas"
(Zac. 12:10, 13:1; Isa. 12:3).
Aqui está predita a tristeza
penitente, a qual os habitantes de Jerusalém vivenciaram após a morte de Cristo
em Golgatá (veja Joã. 19:37; Atos 2:37). O profeta Ezequiel também escreveu a
respeito da renovação espiritual:
"Eu vos retirarei do meio das
nações, Eu vos reunirei de todos os lugares,
e vos conduzirei ao vosso solo.
Derramarei
sobre vós águas puras, que vos
purificarão de todas as vossas imundícies e de todas
as vossas abominações.
Dar-vos-ei um coração novo e em vós
porei um Espírito Novo; tirar-vos-ei do
peito o coração de pedra e dar-vos-ei
um coração de carne. Dentro
de vós meterei Meu Espírito, fazendo
que obedeçais as Minhas leis e sigais e observeis
os Meus preceitos" (Ezeq.
36:24-27).
A próxima profecia, de Joel,
complementa as três predições prévias:
"Depois disto, acontecerá que
derramarei
o Meu Espírito sobre todo ser vivo;
vossos filhos e vossas filhas
profetizarão; vossos anciãos terão
sonhos, e vossos jovens terão visões;
naqueles dias, derramarei também o
Meu Espirito sobre os escravos
e as escravas. Farei aparecer
prodígios no céu e na terra; sangue, fogo e
turbilhões de fumaça.
O sol converter-se-a em trevas e a
lua, em sangue, ao se aproximar
o grandioso e temível dia do Senhor.
Mas todo o que invocar o nome do
Senhor será poupado" (Joel 3:1-5).
Estas predições começaram a ser
cumpridas no 50o dia após a ressurreição de Cristo (veja Atos 2). Compare
também em Isaías 44:3-5, Ezeq. 36:25-27 e Romanos 10:13. O final da profecia de
Joel a respeito do escurecimento do sol refere-se aos acontecimentos antes do
final do mundo.
O Reino Messiânico às vezes é
descrito pelos profetas na forma de uma montanha alta. Este símbolo, retirado
do monte Sião, é comparável ao Reino Messiânico porque ele, como um morro
apoiando-se na terra, leva as pessoas para o alto, ao Céu. Eis o que escreve o
profeta Isaías a respeito do Reino do Messias:
"No fim dos tempos acontecerá
que o monte da casa do Senhor
estará colocado à frente das
montanhas, e dominará
as colinas. Para aí acorrerão todas
as gentes,
e os povos virão em multidão:
"Vinde, dirão eles, subamos à montanha
do Senhor, à casa do Deus de
Jacó":
Ele nos ensinará Seus caminhos e nós
trilharemos as
Suas veredas; porque de Sião deve
sair a lei, e de Jerusalém, a palavra do Senhor."
(Isa. 2:2-3).
Os profetas chamavam de Jerusalém não
apenas a capital da cidade da nação judáica, mas também o Reino do Messias.
Assim, por exemplo Isaías exclamava:
"Levanta-te, sê radiosa
Jerusalém, eis a tua luz, a Glória do Senhor se levanta
sobre tí. Vê, a noite cobre a terra e
a escuridão os povos, mas sobre tí levanta-Se o
Senhor, e Sua Glória te ilumina. As
nações se
encaminharão à tua luz, e os reis ao
brilho de tua aurora.
Levanta os olhos e olha à tua volta:
todos se reúnem para vir a tí; teus
filhos chegam de longe, e tuas
filhas são transportadas à garupa.
Esta visão tornar-te-á radiante teu
coração palpitará e se dilatará,
porque para tí afluirão as riquezas
do mar, e a tí virão os
tesouros das nações" (Isa.
60:1-5).
Esta imagem alegórica do Reino
Messiânico é repetida com novos detalhes na visão de Daniel. Em sua profecia,
além da montanha, ele menciona uma pedra, que se desprendeu da montanha e
destruiu a imagem (estátua) parada no vale. Pedra, conforme já explicamos,
simboliza o Messias. Eis a descrição desta visão:
"Uma pedra se deslocou da
montanha sem intervenção de mão alguma,
veio bater nos pés da estátua que era
de ferro e barro,
e os triturou. Então o ferro, o
barro, o bronze, a prata e o ouro,
foram com a mesma pancada reduzidos a
migalhas, e,
como a palha que voa de eira durante
o verão,
foram levados pelo vento sem deixar
traço algum,
enquanto que a pedra que havia batido
na estátua, tornou-se
uma alta montanha ocupando toda a
região."
Mais adiante, o profeta Daniel
explica essa visão:
"No tempo desses reis (da
Babilônia e depois - da Pérsia, Grécia e
finalmente de Roma) o Deus dos Céus
suscitará
um reino, que jamais será destruído e
cuja
soberania jamais passará a outro
povo: destruirá e aniquilará todos os outros,
enquanto que ele subsistirá para
sempre" (Dan. 2:34-35; 44).
Aqui a estátua representa os reinos
terrestres. Não importa o quanto os inimigos do Messias batalhassem contra o
Reino Dele, seus esforços não terão êxito. Todos os reinos terrestres cedo ou
tarde irão desaparecer, apenas o Reino Messiânico será eterno.
Às vezes, conforme veremos, as
profecias sobre o Reino Messiânico falam a respeito das condições ideais de
vida na terra, da felicidade e bençãos. Aqui o leitor poderá ter as seguintes
dúvidas: essas descrições do Reino serão sonhos irrealizáveis? Ou talvez, a
própria Igreja do Novo Testamento não tem o direito de pretender ser chamada de
Reino de Deus, pois, em seu caminho histórico surgem tantos desvios daquele
ideal, o qual é descrito nas profecias?
Para poder entender corretamente as
profecias sobre o Reino Messiânico, é preciso se lembrar de que nelas unem-se
diferentes épocas, separadas umas das outras por muitas centenas de anos, e por
vezes - por milhares de anos. Pois no Reino Messiânico o exterior é determinado
pelo interior: felicidade, imortalidade, benção, completa harmonia, paz e
outras bençãos não são implantadas por Deus à força ou mecanicamente. Elas são
resultado daquela renovação interior voluntária, através da qual os membros
deste reino devem passar. O processo da renovação espiritual deveria começar
logo após o momento da chegada do Messias, e será concluído no final da existência
do mundo.
Por esta razão as visões proféticas
do abençoado Reino do Messias envolvem em um quadro grandioso muitos séculos de
sua existência - os tempos, próximos aos profetas e à vinda do Messias, e
simultâneamente tempos distantes, diferentes à época do fim do mundo e início
de nova vida. Esta comparação do futuro próximo e distante em um só quadro é
muito característica das visões proféticas, e se nos lembrarmos disto, o leitor
poderá compreender corretamente o sentido das profecias sobre o Reino
Messiânico.
Na próxima profecia Isaías escreve
sobre as condições felizes no Reino Triunfante do Messias:
"Ele não julgará pelas
aparências, e não decidirá pelo que ouvir dizer; mas julgará
os fracos com equidade, fará justiça
com os pobres da terra - ferirá
o homem impetuoso (pecador) com uma
sentença de Sua boca, e com o sôpro
dos Seus lábios fará
morrer o ímpio... Então (no final dos
tempos).
o lobo será hóspede do cordeiro, a
pantera se deitará ao pé do cabrito...
Não se fará mal nem dano em todo o
Meu santo monte, porque a
terra estará cheia de ciência do
Senhor, assim como
as águas recobrem o fundo do mar.
Naquele tempo o rebento de Jessé
(Messias), pôsto como estandarte para
os povos, será
procurado pelas nações
e gloriosa será a Sua morada"
(Isa. 11:3-10, veja Rom. 15:12).
Aqui o "ímpio" que será
derrotado pelo Messias deve ser entendido como o último e maior ímpio - o
Anticristo. Eis mais duas predições dos grandes profetas, referentes àquela
mesma época.
Profeta Jeremias:
"Dias virão - oráculo do Senhor
-
em que farei brotar de Daví um
Rebento justo que será Rei
e governará com sabedoria e exercerá
na terra o direito e a equidade. Sob
Seu Reinado será
salvo Judá, e viverá Israel em
segurança. E eis
o nome Dele, com que será chamado:
Senhor, nossa Justiça!" (Jer.
23:5,6 e 33:16).
Profeta Ezequiel:
"Para os pastorear suscitarei um
só Pastor, Meu servo Daví.
É Ele que as conduzirá à
pastagem e lhes servirá de Pastor.
Eu, o Senhor,
serei seu Deus, enquanto o Meu servo
Daví
será um príncipe no meio delas...
(Ezeq. 34:23-24).
Meu servo Daví será o seu Rei;
não terão todos senão um só Pastor;
obedecerão a Meus mandamentos,
observarão as Minhas leis
e as porão em prática" (Ezeq.
37:24).
Entre os profetas do Antigo
Testamento, a chegada do Reino do Messias se conclui na esperança de um
resultado final de vencer o mal da humanidade - a morte. A ressurreição dos
mortos e a vida eterna são a vitória final do Messias sobre o mal. Os capítulos
25 e 27 do livro do profeta Isaías contém cânticos de louvor a Deus da Igreja,
festejando o triunfo sobre a morte:
"Por isso um povo forte vos
glorifica e a sociedade das nações valentes
vos venera. Porque vós sois refúgio
para o fraco,
refúgio para o pobre na sua
tribulação, abrigo contra a
tempestade e sombra contra o calor...
O Senhor Deus tirará neste
monte o véu que todos os povos, a
cortina que
recobre todas as nações, e fará
desaparecer a morte para
sempre. O Senhor Deus enxugará
as lágrimas de todas as faces e
tirará
de toda a terra o opróbrio que pesa
sobre o Seu povo... Eis
nosso Deus do Qual esperamos nossa
libertação.
Congratulemo-nos, rejubilemo-nos por
Seu socorro, porque a mão do Senhor
repousa neste monte... Abrí as
portas,
deixai entrar um povo justo, que
respeita a fidelidade, que tem
caráter firme e conserva a paz,
porque tem confiança no Senhor... Porém,
se se perdoar o ímpio, ele não
aprenderá a justiça" (Isa. 25:3-10 e 26:2-3,4,10).
O profeta Oséias também escreveu a
respeito da vitória sobre a morte: "E Eu o libertaria do poder da região
dos mortos. Isentá-lo-ia da morte? Onde estão tuas calamidades, ó morte? Região
dos mortos, onde está o teu flagelo destruidor?" (Osé. 13:14). A esperança
da ressurreição também foi expressada pelo sofrido e justo profeta da antigüidade,
Jó, nas seguintes palavras:
"Eu o sei: meu Vingador está
vivo, e aparecerá finalmente
sobre a terra, por detrás de minha
pele, que envolverá isto,
eu mesmo O contemplarei, meus olhos O
verão,
e não os olhos de outro." (Jó
19:25-27).
Concluindo traremos a seguinte
profecia que se refere à segunda vinda do Messias:
"Olhando sempre a visão noturna,
ví um Ser semelhante ao Filho do Homem,
vir sobre as nuvens do céu:
dirigiu-Se para o lado
do ancião, diante de quem foi
conduzido. A Ele foram dados
império, glória e realeza. Seu
domínio
será eterno; nunca cessará e Seu
reino jamais será destruído" (Dan. 13-14; veja Mat. 24:30).
Resumindo aqui as profecias
apresentadas a respeito do Reino Messiânico, nós observamos que todas elas
falam sobre processos espirituais: sobre a necessidade da fé, o perdão dos
pecados, purificação do coração, renovação espiritual, sobre a emanação de
dádivas abençoadas sobre os crentes, sobre o conhecimento de Deus e Sua lei, a
eterna ligação com Deus, a vitória sobre o demônio e forças do mal. As bençãos
eternas - vitória sobre a morte, ressurreição dos mortos, renovação do mundo,
restauração da justiça, e, finalmente, a eterna Glória - virão na qualidade de
recompensas pelas virtuosidades.
Se os profetas, retratando as glórias
eternas, usavam expressões semelhantes a termos terrenos, era porque na
linguagem humana não existem palavras, necessárias para descrever o estado
abençoado do mundo espiritual. Foram estas palavras dos profetas sobre as
bençãos externas, compreendidas por muitos num sentido grosseiramente
materialista, que serviram como pretexto para a representação distorcida sobre
o reino messiânico terrestre.
É preciso dizer que, não apenas os
judeus dos tempos de Cristo visualizavam errôneamente os tempos messiânicos na
forma do bem-estar terreno. Idéia similares continuam surgindo até hoje entre
os fanáticos na forma de, por exemplo, ensinamentos sobre os 1.000 anos do
reinado de Cristo na terra (chiliasmo). Os profetas, Jesus Cristo e os
Apóstolos prediziam sobre a transfiguração do mundo físico, após o que, se
realizará a completa justiça, a imortalidade e bençãos celestiais. Estas
bençãos desejadas por todos virão somente depois que este mundo material
envenenado pelos pecados se transfigurará, pelo poder de Deus, em "novo
céu e terra nova, onde habitará a verdade." Terá início então a nova e
eterna vida.
Aqueles que desejam herdar o Reino
transfigurado do Messias, devem caminhar para esta nova vida por uma estrada
estreita de sua própria reformação, como Cristo ensinou. Não existe outro
caminho.
Duas Páscoas
Sem dúvida o acontecimento mais
importante na vida do povo hebreu foi sua saída do Egito e o recebimento da
Terra Prometida. O Senhor salvou o povo hebreu da escravidão forçada, fez dele
o povo escolhido, deu-lhe Seus mandamentos Divinos no monte Sião, concluiu
aliança com ele o conduziu à terra prometida aos seus antepassados. Todos estes
grandes acontecimentos na vida do povo escolhido se concentraram, na
festividade da Páscoa. Neste dia os judeus anualmente comemoravam as inúmeras
bençãos de Deus, prestados ao povo hebreu.
Agora iremos confrontar a Páscoa dos
hebreus do Antigo Testamento com o maior acontecimento do Novo Testamento. O
Senhor Jesus Cristo suportou martírios, morreu na cruz e ressuscitou dos mortos
justamente nos dias da Páscoa dos hebreus. Esta coincidência de dois grandes
acontecimentos - a formação de Israel do Antigo Testamento e o estabelecimento
da Igreja do Novo Testamento - não pode ser por um acaso! Isto indica que entre
os acontecimentos Pascais do Antigo e Novo Testamentos existe uma profunda
conexão interna, ou seja: os eventos mais importantes na vida do povo hebreu
eram o protótipo dos acontecimentos do Novo Testamento. Para podermos ver esta
conexão espiritual, iremos comparar os paralelos das duas Páscoas.
Páscoa Do Antigo Testamento
Páscoa Do Novo Testamento
O empenho do cordeiro sem defeito e a
salvação dos primogênitos israelitas com o sangue Dele.
A passagem milagrosa dos israelitas
no Mar Vermelho e a salvação da escravidão.
A legislação no Monte Sinai no 50o
dia após a saída do Egito e a conclusão da aliança com Deus.
A peregrinação de 40 anos pelo
deserto e as diversas provações.
O saborear milagroso do maná enviado
por Deus.
A colocação da serpente de bronze. O
hebreu que a olhasse era salvo de ser mordido por serpentes venenosas.
A entrada dos hebreus na terra
prometida.
A crucificação do Cordeiro de Deus
por Cujo sangue os primogênitos do Novo Testamento (os cristãos) serão salvos.
O batismo na água e a salvação do
domínio do demônio.
A descida do Céu do Espírito Santo
sobre os Apóstolos no 50o dia após a Páscoa e a instituição do Novo Testamento.
Provações e dificuldades na vida de
casa cristão.
O saborear do Pão Celestial - Corpo e
Sangue de Cristo na Liturgia pelos fiéis.
Livramento e salvação do remordimento
da serpente espiritual através da Cruz de Cristo.
A obtenção pelos fiéis do Reino
Celestial.
Realmente a semelhança é notável!
Tanto o Próprio Senhor Jesus Cristo, como Seus Apóstolos apontavam para a
existência destes paralelos entre os acontecimentos do Antigo e Novo
Testamentos relacionados com a Páscoa. Deste modo, nós vemos que não apenas os
profetas escreviam sobre o Messias e sobre os tempos do Novo Testamento, como também
toda a vida religiosa do povo hebreu da era do Antigo Testamento tinha uma
relação bem estreita com as obras do Messias. Este fato nos mostra a unidade
espiritual completa da Igreja do Novo Testamento com Israel do Antigo
Testamento. Por esta razão, todas as profecias nas quais são mencionados os
nomes Israel, Jerusalém, Sião e etc, têem sua realização completa e plena na
Igreja abençoada de Cristo.
A Conversão Próxima
Do Povo Judeu Para Cristo
Conforme já escrevemos, a maioria dos
judeus dos tempos de Cristo não reconheceu Nele o Messias prometido por Deus e
O rejeitaram. Eles queriam ter, na pessoa do Messias um poderoso
rei-conquistador, o qual traria glória e riqueza ao povo hebreu. Mas Cristo
pregava a pobreza voluntária, a humildade, o amor pelos inimigos, o que para
muitos era inaceitável. Com o passar dos séculos as atitudes religiosas do povo
hebreu pouco mudaram, e os judeus continuam não reconhecendo a Cristo.
Entretanto o santo Apóstolo Paulo predisse claramente que nos últimos tempos ocorrerá
uma conversão em massa de judeus para Cristo. Este reconhecimento do Cristo e a
fé Nele como o Salvador do mundo por muitos judeus irá coincidir com a redução
drástica da fé e o afastamento dela dos povos cristãos em massa. A predição do
Apóstolo Paulo sobre a conversão do povo hebreu encontra-se nos capítulos 10 e
11 de suas cartas aos Romanos. Estes dois capítulos estão repletos de imensa
tristeza por causa da severidade religiosa dos judeus contemporâneos a ele.
Apresentaremos aqui as principais idéias
que nos interessam da profecia do Apóstolo Paulo: "Não quero, irmãos, que
ignoreis este mistério, para que não vos gabeis de vossa sabedoria: esta
cegueira de uma parte de Israel, só durará até que haja entrado (na Igreja) a
totalidade dos pagãos. Então Israel (dos últimos tempos) em peso será salva,
como está escrito: "Virá de Sião o Libertador e apartará de Jacó a
impiedade." Quem será este "Libertador" - o Apóstolo não defini:
será o Próprio Cristo, ou o profeta Elias, ao qual está previsto vir antes do
fim do mundo, para denunciar a falsidade do Anticristo, ou alguém do povo
hebreu?
Nos últimos 30-40 anos surgiram entre
os judeus sinais do início do renascimento da fé em Cristo. Em uma série
inteira de grandes cidades dos E.E.U.U. surgiram centros missionários de
judeus-cristãos, pregando, entre seus irmãos de sangue, a fé no Senhor Jesus
Cristo. É muito interessante e instrutivo se familiarizar com as brochuras e
livros deles sobre temas religiosos. Pode-se observar que os redatores dessas
brochuras entendem nitidamente as Sagradas Escrituras e a religião judáica do
Antigo Testamento. Eles explicam as predições dos profetas sobre o Messias e
sobre Seu Reino abençoado, com muita clareza e convicção. Os interessados
poderão receber tais brochuras missionárias em inglês, através do seguinte
endereço: Beth Sar Shalom Publication 250 W. 57 St. N.Y., N.Y., 10023. Existem
repartições desta organização missionária também em outras grandes cidades do
Estados Unidos.
Rogamos a Deus para ajudar os judeus
a verem o Salvador deles e a começarem a serví-Lo com o mesmo fervor que seus
antepassados serviam a Deus!
O Indicador
Das Profecias Messiânicas
Pelo conteúdo
Os profetas escreviam que o Messias
teria duas naturezas: humana (Gen. 3:15; Isa. 7:14; Gen. 22:18; Sal. 39:7; Dan.
7:13) e Divina (Sal. 2; Sal. 45; Sal. 109; Isa. 9:6; Jer. 23:5; Bar. 3:36-38;
Mic. 5:2; Mal. 3:1); que Ele será o profeta maior (Deut. 18:18); rei (Gen.
49:10; 2 Sam. 7:13); 1 Cron. 17:12-13; Sal. 131:11; Ez. 37:24; Dan. 7:13 e Sumo-Sacerdote
(Sal. 109; Zac. 6:12), ungido de Deus (Pai) para estes serviços (Sal. 2; Sal.
44; Isa. 42; Isa 61:1-4; Dan. 9:24-27), e será um bom Pastor (Ezeq. 34:23-24;
37:24; Mic. 5:3).
As profecias testemunhavam também que
a ação importante do Messias será a derrota do demônio e do seu poder (Gen.
3:15); Núm, 24:17), a redenção dos pecados das pessoas e a cura de seus males
físicos e espirituais (Sal. 40; Isa. 35:5-7; 42:1-12; 50:4; 53 e 61:1-4; Zac.
3:8-9) e a reconciliação deles com Deus (Gen. 49:10; Jer. 23:5 e 31:34; Ezeq.
36:24-27; Dan. 9:24-27; Zac. 13:1); de que Ele abençoará os fiéis (Zac. 6:12);
estabelecerá o Novo Testamento no lugar do Antigo (Isa. 42:2; 55:3 e 59:20-21;
Dan. 9:24-27) e este testamento será eterno (Jer. 31:31; Isa. 55:3). Os profetas
predisseram sobre o chamado dos pagãos ao Reino do Messias (Sal. 71:12; Isa.
11:1-11; 43:16-28; 49:6 e 65:1-3), sobre a propagação da fé, começando por
Jerusalém (Isa. 2:2), sobre que Suas bençãos espirituais irão se estender sobre
toda a humanidade (Gen. 22:18; Sal. 131:11-12; Isa. 11:1; 42:1-12 e 54:1-5;
Ezeq. 34:23 e 37:24; Amós 9:11-12; Ag. 2:6-7; Sof. 3:9; Zac. 9:9-11), e sobre a
alegria espiritual dos fiéis (Isa. 12:3).
Os profetas revelaram também muitas
particularidades na relação com a vinda do Messias, ou seja: que Ele descenderá
de Abraão (Gen. 22:8), da tribo de Judá (Gen. 49:9; 2 Sam. 7:12-14), irá nascer
de uma virgem (Isa. 7:14) na cidade de Bethlem (Mic. 5:2), irá propagar a luz
espiritual (Isa. 9:1-2), irá curar os enfêrmos (Isa. 35:5-6), irá sofrer, será
transpassado, morrerá, será sepultado em uma sepultura nova, depois irá
ressuscitar (Gen. 49:9-11); Sal. 41:7-10; Isa. 50:5-7 e 53o capítulo; Zac.
12:10; Sal. 16:9-11), irá retirar as almas do inferno (Zac. 9:11); eles também
profetizaram que nem todos O reconhecem como Messias (Isa. 6:9), porém alguns
até irão batalhar contra Ele, embora sem sucesso (Num. 24:17; Deut. 18:18; Sal.
2; Sal. 93:6-8; 109:1-4; Isa.50:8-9 e 65:1-3). Isaías escreveu sobre a
humildade do Messias no cap. 42:1-12.
O fruto de Sua redenção será a
renovação espiritual da fé e o derramamento da graça do Espírito Santo sobre
eles (Isa. 44:3 e 59:20-21; Zac. 12:10; Joel 2:28; Ezeq. 36:25). Falou-se
também sobre a necessidade indispensável da fé (Isa. 28:16; Hab. 3:11).
Os profetas determinaram que o tempo
da Sua vinda irá coincidir com a perda da independência política da tribo de
Judá (Gen. 49:10), que irá ocorrer não mais tarde do que 70 "semanas"
(490 anos) após o decreto da restauração da cidade de Jerusalém (Dan. 9:24-27)
e não mais tarde da destruição do segundo Templo de Jerusalém (Ag. 2:6; Mal.
3:1). Os profetas predisseram que Ele irá aniquilar o Anticristo (Isa. 11:4),
virá nòvamente em Glória (Mal. 3:1-2). O resultado final de suas ações será a
obtenção da justiça, paz e alegria (Isa. 11:1-10; Jer. 23-5).
É digno de nota mencionar os
múltiplos detalhes da vida do Messias, os quais foram preditos pelos profetas,
como por exemplo: o massacre de crianças nos arredores de Bethlem (Jer. 31:15);
sobre os sermões de Cristo na Galiléia (Isa. 9:1); a entrada em Jerusalém
montado numa jumenta (Zac. 9:9; Gen. 49:11); sobre a traição de Judas (Sal.
40:10; Sal. 54:14, 108:5); sobre as 30 moedas de prata e a compra da terra do
oleiro (Zac. 11:12) sobre os ultrajes e escarros (Isa. 50:4-11), detalhes sobre
a crucificação (Sal. 21); sobre a colocação do Messias entre os criminosos e
sepultamento no túmulo de um ricaço (Isa. 53); sobre a escuridão na hora da
crucificação do Messias (Amós 8:9; Zac. 14:5-9); sobre o arrependimento do povo
(Zac. 12:10-13).
A respeito da natureza do Messias e a
grandeza de Seus feitos, também são testemunhos aqueles nomes com os quais os
profetas O denominavam, chamando-O de: Leão, Daví, Anjo do Testamento, Rebento,
Deus Poderoso, Emanuel, Conselheiro, Líder do mundo, Pai do próximo século,
Conciliador, Estrela, Família da Mulher, Profeta, Filho de Deus, Rei, Ungido
(Messias), Redentor, Libertador, Deus, Senhor, Servo (de Deus), Justiceiro,
Filho do Homem, Santo dos Santos.
As profecias sobre o Reino Messiânico
são: purificação dos pecados (Isa. 59:20-21; Jer. 31:31-34; Ezeq. 36:24-27;
Dan. 9:24-27; Zac. 6:12 e 13:1), a revelação às pessoas sobre a honestidade e
pureza do coração (Jer. 31:31; Ezeq. 36:27, a conclusão do Novo Testamento
(Isa. 55:3; 59:20-21; Jer. 31:31; Ezeq. 9:24) abundância de bençãos (Isa. 35:5,
44:3, 55:3 e 59:20-21; Joel 2:28-32; Zac. 12:10-13), o chamado aos pagãos (Sal.
21:28, 71:10-17; Isa. 2:2, 11:1-10, 42:1-12, 43:16-28, 49:6, 54:12-14, 65:1-3;
Dan. 7:13-14; Ageu 2:6-7), a propagação da Igreja por todo o mundo (Isa.
42:1-12, 43:16-28, 54:12-14), a estabilidade e invencibilidade (Isa. 2:2-3;
Dan. 2:44; Dan. 7:13; Zac. 9:9-11), a exterminação do mal, do sofrimento (Num.
24:17; Isa. 11:1-10), a confirmação da alegria (Isa. 42:1-12, 54:12-14, 60:1-5,
61:1-4), ressurreição da carne (Jó 19:25), a exterminação da morte (Isa. 26,
42:1-12, 61:1-4; Zac. 9:9-11; Osé. 13:14), conhecimento de Deus (Isa. 2:2-3,
11:1-10; Jer. 31:31-34), o triunfo da verdade e da justiça (Sal. 71:10-17, 110:1-4;
Isa. 9:6-7, 11:1-10, 26; Jer. 23:5), a Glória da Igreja Triunfante (Isa. 26,
27). A semelhança do Reino do Messias à montanha: (Sal. 2; Isa. 2:2-3, 11:1-10,
26; Dan. 2:34).
Profecias em Ordem Cronológica
Lugar na Escritura
Livro Gênesis
3:15 A família da Mulher ferirá a
cabeça da serpente.
22:18 Benção dos Descendentes de
Abraão.
49:10 Conciliador da descendência de
Judá.
Números
24:17 Estrela de Jacó.
Deuteronômio
18:18-19 Um profeta similar ao
Messias.
Jó 19:25-27 Sobre o Redentor, Que
ressuscitará.
2 Sam. 7:13 A Eternidade do Reino
Messiânico.
Salmos (os números entre parênteses
pertencem à Bíblia Judáica).
2o (2) Messias - Filho de Deus.
8 (8) O louvor dos pequeninos ao
entrar em Jerusalém.
15 (16) Sua carne não verá decadência.
21 (22) Sofrimentos do Messias na
Cruz.
29 (30) A alma saiu do inferno.
30 (31) "Em Tuas mãos entrego
Meu espírito."
39 (40) O Messias veio cumprir a
vontade de Deus.
40 (41) Sobre o traidor.
44 (45) O Messias - Deus.
54 (55) Sobre o traidor.
67 (68) Subiu às alturas, levou os
cativos.
68 (69) "O zêlo de Vossa Casa Me
consumiu."
71 (72) Descrição da Glória do
Messias.
94 (95) Sobre a descrença.
109 (110) Eterno Sumo-Sacerdote
segundo a ordem de Melquisedeque.
117 (118) "Não hei de morrer,
viverei..." Messias - a pedra rejeitada pelos arquitetos.
131 (132) O descendente de Daví
reinará pela eternidade.
Profeta Isaías
2:2-3 O Reino do Messias similar à
montanha.
6:9-10 A descrença dos judeus.
7:14 Nascimento de uma Virgem.
9:1-2 Sermão do Messias na Galiléia.
9:6-7 Messias - Deus forte, Pai
eterno.
11:1-10 Sobre Ele - o Espírito de
Deus, a respeito da Igreja.
12:3 Sobre a alegria e glória.
25:27 Capítulo de cântico de louvor
ao Messias.
28:16 Ele - pedra angular.
35:5-7 Ele curará todo tipo de
doença.
42:1-4 Sobre a humildade do Rebento
do Senhor.
43-16-28 Sobre o chamado dos pagãos,
44:3 O Espírito Santo derrama
bençãos.
49:6 Messias - luz para a humanidade.
50:4-11 Sobre os insultos ao Messias.
Cap. 53 Sobre os padecimentos e
ressurreição do Messias.
54:1-5 Sobre a chamada dos pagãos ao
Reino.
55:3 Sobre o eterno testamento.
60:1-5 Seu Reino - Nova Jerusalém.
61:1-2 Ações de misericórdia do
Messias.
Profeta Joel
2:28-32 Sobre as dádivas do Espírito
Santo.
Profeta Oséias
1:9 e 2:23 Chamando os pagãos.
6:1-2 Ressurreição no terceiro dia.
13:14 A exterminação da morte.
Profeta Amós
8:9 Escurecimento do sol.
Profeta Miquéias
5:2 Sobre o nascimento do Messias em
Bethlem.
Profeta Jeremias
23:5 Messias - o Rei justiceiro.
31:15 O massacre das crianças em
Bethlem.
31:31-34 Estabelecimento do Novo
Testamento.
Profeta Baruc
3:36-38 Sobre a vinda de Deus à
terra.
Profeta Ezequiel
34:23-24 Messias - o Pastor.
36:24-27 A Lei de Deus inscrita nos
corações.
37:23 Messias - Rei e Pastor bondoso.
Profeta Daniel
2:34-44 Reino Messiânico comparado à
montanha.
7:13-14 Visão do Filho do Homem.
9:24-27 Profecia sobre as 70
"semanas."
Profeta Ageu
2:6-7 Sobre a visita do Messias ao
Templo.
Profeta Habacuc
3:11 Sobre a fé.
Profeta Zacarias
3:89 Os pecados da humanidade serão
apagados em um dia.
6:12 Messias - Sacerdote.
9:9-11 Entrada do Messias em
Jerusalém.
11:12 Sobre as trinta moedas de
prata.
12:10 e 13:1 Sobre a crucificação do
Messias, e o Espírito Santo.
14:5-9 Escuridão durante a
crucificação e sobre as bençãos.
Profeta Malaquias
3:1 O Anjo do Testamento virá em
breve.
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Folheto Missionário número P16
Edição da Igreja da Proteção de Nossa
Senhora
Copyright ©
2000 and Published by
Holy
Protection Russian Orthodox Church
2049 Argyle Ave. Los Angeles,
California 90068
Editor:
Bishop Alexander (Mileant)
(messiah_p.doc,
11-18-2000)
Edited by
Date
Antigo Testamento
Sobre o Messias
Bispo Alexander (Mileant).
Traduzido por Olga Dandolo
Conteúdo: Introdução. Observações
sobre as profecias Messiânicas. Profecias nos livros de Moisés. Profecias do
rei Daví. Profecias de Isaías. O Sofrimento do Messias. A Ressurreição Do
Messias. As Profecias de Daniel. Os Últimos e "Menores" Profetas. A
Espera da Vinda do Messias. Realização das Profecias do Antigo Testamento.
Noções falsas sobre o Messias. No Suplemento: Profecias sobre a Igreja e dos
Tempos do Novo Testamento. Duas Páscoas. A Conversão Próxima do povo judeu para
Cristo. O Indicador das Profecias Messiânicas: a) pelo conteúdo; b) pelos
autores em ordem cronológica.
Introdução
O tema central dos livros sagrados do
Antigo Testamento é a chegada do Messias e o estabelecimento do Reino de Deus
entre os povos. Nós aqui juntamos profecias importantíssimas do Antigo
Testamento, sobre o Messias, o Salvador do Mundo, no intuito de podermos
conversar sobre seu conteúdo e podermos mostrar como estas profecias se
realizaram no Senhor Jesus Cristo e na Igreja do Novo Testamento.
A despeito de sua imensa antigüidade,
as profecias do Antigo Testamento não perderam em nada sua atualidade. Elas
ajudam aos fiéis a entenderem melhor e mais profundamente a sua fé. Aos
descrentes elas atuam como provas da existência de Deus e de Sua participação
na vida das pessoas. Só o fato dos profetas, há muitas centenas e milhões de
anos terem feito profecias tão detalhadas a respeito do futuro, provam que Deus
falava através deles. Para os judeus que acreditam em Deus e que estão à
procura da verdade, nós esperamos que esta brochura possa ajudar a entender com
mais clareza as Escrituras de seus gloriosos antepassados e a perceber, Quem,
juntamente com os Profetas, é o tão longamente esperado Rei e Salvador.
Além disso, a realização das
profecias do Antigo Testamento, no Senhor Jesus Cristo, conforme veremos,
exclui a possibilidade de outro messias, O Verdadeiro Messias só pode ser um -
Ele já chegou. Todos outros pretendentes a este título, no passado e no futuro,
são impostores, enganadores, "lobos em pele de cordeiro." O último
falso-messias, que virá antes do fim do mundo, será o Anticristo. De acordo com
as profecias dos antigos Profetas e Apóstolos, muitas pessoas irão acreditar
nele, como um líder genial e "salvador" da humanidade. Mas ele
proporcionará ao mundo apenas aflição e destruição.
Observações Sobre as
Profecias Messiâncias
Os livros do Antigo Testamento,
conforme poderemos observar, são repletos de profecias sobre o Messias e Seu
Reino abençoado. A meta das profecias do Antigo Testamento era preparar os
judeus, e através deles toda humanidade, para a vinda do Salvador do mundo,
para que no tempo de Sua chegada, Ele pudesse ser reconhecido e eles
acreditassem Nele. Entretanto, a tarefa dos profetas era difícil por diversas
razões. Em primeiro lugar, o Messias deveria ser não apenas um grande homem,
mas ao mesmo tempo ser Deus, ou - Deus-Pessoa. Por esta razão para os profetas
estava iminente a tarefa de descobrir a natureza Divina do Messias, mas de tal
forma que não houvesse pretexto para o politeísmo, para o qual os antigos eram
tão inclinados, inclusive os judeus.
Em segundo lugar, os profetas tinham
que mostrar que a tarefa do Messias consistiria não apenas no aperfeiçoamento
das condições exteriores de vida: na extinção das doenças, morte, pobreza,
desigualdade social, crimes, etc... Porém a meta de vinda Dele ao mundo -
primeiramente seria para ajudar as pessoas a se livrarem do mal interno -
pecado e paixões - e mostrar o caminho para Deus. Realmente o mal físico é
apenas resultado do mal moral - depravação pecaminosa. Se você não limpar
direito uma ferida, não adiantará colocar uma pela sã para curá-la. Por esta
razão o Messias deveria começar salvando as pessoas através da exterminação do
mal pela raiz - na alma da pessoa. Sem isto nenhuma mudança externa, artificial
e coagida nas condições de vida não poderia proporcionar felicidade à
humanidade.
Mas o renascimento espiritual é
impossível sem a participação voluntária e ativa da própria pessoa. É daqui que
provém toda a dificuldade das obras do Messias: é preciso salvar a pessoa
através de sua participação voluntária! Desde que é dada à pessoa a liberdade
de escolha entre o bem e o mal, então sucede que a felicidade universal torna-se
impossível enquanto os justos e os pecadores estiverem juntos. No final das
contas deverá acontecer uma seleção entre um e outro. Somente após a
interferência de Deus no destino da humanidade, o julgamento universal e a
seleção, poderão começar para os renascidos espiritualmente, uma nova vida, na
qual dominarão a alegria, paz, imortalidade e outras bençãos. As profecias do
Antigo Testamento envolvem todos os lados deste longo e complicado processo
físico associado à vinda do Messias.
É claro que nem todas as pessoas
durante os tempos do Antigo Testamento podiam chegar a um entendimento claro a
respeito do objetivo da vinda do Messias. Por esta razão Deus, através de Seus
profetas, gradualmente revelou a identidade do Messias e a organização de Seu
Reino conforme as pessoas alcançavam degraus mais altos usando experiência
espiritual de gerações anteriores. O período das profecias messiânicas abrange
muitos milênios - começando por "Adão e Eva" e se prolongando até os
tempos próximos à vinda do Senhor Jesus Cristo no início de nossa era.
Nos livros do Antigo Testamento
pode-se enumerar várias centenas de profecias a respeito do Messias e Seu Reino
abençoado. Elas estão espalhadas por quase todos os livros do Antigo
Testamento, começando com os Cinco Livros de Moisés e terminando com os últimos
profetas Zacarias e Malaquias. Os que mais escreveram sobre o Messias foram: o
profeta Moisés, rei Daví, os profetas Isaías, Daniel e Zacarias. Aqui, nós
mencionaremos apenas as profecias mais importantes e sublinharemos os
pensamentos nelas abordados. Colocando estas profecias, principalmente em ordem
cronológica, nós veremos como elas aos poucos revelavam aos judeus novos e
novos dados sobre a vinda do Messias: sobre Sua natureza de Deus-Pessoa, sobre
Seu caráter e curso de ações, sobre muitos detalhes de Sua vida. Às vezes as
profecias messiânicas conservam símbolos e alegorias. Conversaremos a este
respeito no decorrer do estudo das profecias.
Com freqüência os profetas em suas
visões proféticas confrontam acontecimentos separados um do outro por muitos
século e até milênios. Aqueles que lêem as escritas dos profetas devem se
acostumar a olhar para os acontecimentos na perspectiva multi-secular, na qual
simultaneamente é mostrado o começo, meio e fim de um processo espiritual longo
e complexo.
A palavra "Messia" (Meshia)
- é hebraica e significa "aquele que unge," ou seja, ungido pelo
Espírito Santo. Traduzindo para o grego, escreve-se "Christos." Na
antigüidade eram denominados de ungidos os reis, profetas e padres de alta
hierarquia, pois, durante a ordenação a essas posições era derramado óleo
abençoado sobre suas cabeças, como símbolo da graça do Espírito Santo, o qual
eles recebiam para realizarem com êxito os serviços impostos. Na qualidade do
próprio nome, "Messias" sempre era referido pelos profetas a um
"Ungido de Deus" especial, o Salvador do mundo. Nós iremos aplicar os
nomes Messias, Cristo e Salvador, tendo em vista Um só Ser.
As Profecias
Nos Livros de Moisés
O profeta Moisés, que viveu 1.500
anos A.C., registrou em seus livros as profecias mais antigas sobre o Salvador
do mundo, as quais no decorrer de muitos milênios foram guardados nas tradições
orais dos judeus. Adão e Eva ouviram a primeira profecia sobre o Messias ainda
no Éden, logo depois de terem comido o fruto proibido. Então Deus disse ao
diabo, que tomou a aparência de cobra: "Porei ódio entre ti e a mulher,
entre a tua descendência e a dela. Esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o
calcanhar" (Gen. 3:15). Com estas palavras Deus julgou o diabo, consolou
nossos pais-antepassados com a promessa de que jamais um Descendente da mulher
abaterá "a cabeça" da própria cobra-diabo, a qual os seduziu. Mas,
diante disto o Próprio Descendente da mulher sofrerá pela cobra, a qual irá como
que "ferir Seu calcanhar," ou seja, irá Lhe proporcionar sofrimentos
físicos. Notável ainda nesta primeira profecia é a nomenclatura do Messias como
"Semente da mulher," o que aponta para o Seu extraordinário
nascimento da Mulher, Que irá conceber do Messias sem a participação do marido.
A ausência do pai físico deriva do fato que nos tempos do Antigo Testamento os
descendentes eram sempre identificados paternalmente e não maternalmente. A
profecia a respeito do nascimento extraordinário do Messias confirma-se mais tarde
com a profecia de Isaias (7:14), a respeito da qual nós ainda conversaremos.
Pelo testemunho dos targumos de Onkelos e de Jonatas (antigas interpretações
das narrações dos livros de Moisés), os judeus sempre atribuíam ao Messias a
profecia da Semente da mulher. Concretizou-se esta profecia, quando o Senhor
Jesus Cristo sofreu com Seu corpo na Cruz, derrotou o demônio - essa
"primitiva serpente," ou seja, arrebatou dele qualquer domínio sobre
a raça humana.
A Segunda profecia sobre o Messias
também encontra-se no livro de Gênesis e fala sobre a benção que se estenderá
Dele sobre todas as pessoas. Isto foi dito a Abraão, quando ele com sua boa
vontade oferecendo em sacrifício seu único filho Isaac demonstrou sua extrema
devoção e obediência a Deus. Aí então, Deus, através de um Anjo prometeu a
Abraão: "...e todas as nações da terra desejarão ser benditas como ela,
porque obedeceste à minha voz" (Gen. 22:18).
No texto original desta profecia a
palavra "Semente" está no singular, indicando com isto, Que nesta
promessa a questão refere-se não a muitos e sim apenas a um único Descendente,
de Quem a benção se estenderá sobre todas as pessoas. Os judeus sempre
atribuíam esta profecia ao Messias, compreendendo-a, porém, no sentido de que a
benção deverá se estender principalmente sobre povos escolhidos. No sacrifício,
Abraão era o protótipo de Deus Pai e Isaac - era do Filho de Deus, que iria
sofrer na Cruz. Este paralelo é mencionado no Evangelho, onde é dito: "Com
efeito, de tal modo Deus amou o mundo, que lhe deu Seu Filho único, para que
todo o que Nele crer, não pereça, mas tenha a vida eterna" (Joã. 3:16). A
importância desta profecia sobre a benção de todas nações da Descendência de
Abraão se evidencia no fato de que Deus confirmou Sua promessa com um juramento.
A terceira profecia sobre o Messias
foi pronunciada pelo patriarca Jacó, neto de Abraão, quando antes de sua morte
abençoou seus 12 filhos e predisse o futuro destino dos seus descendentes. Para
Judá ele predisse: "Não se apartará o cetro de Judá, nem o bastão de
comando dentre seus pés, até que venha aquele a quem pertence por direito, e a
quem devem obediência os povos" (Gen. 49:10). Pela tradução dos 70
intérpretes, esta profecia tem a seguinte alternativa: "até que não chegue
Aquele, a Quem é determinado vir com certeza e Ele será a esperança das
nações." O cetro simboliza o poder. O sentido desta profecia está em que
os descendentes de Judá terão seus próprios líderes e legisladores até o tempo
em que vier o Messias, aqui denominado como Conciliador. A palavra
"Conciliador" revela um novo traço na característica de Suas
atividades: Ele irá eliminar a hostilidade entre as pessoas e Deus, surgida em
conseqüência do pecado (a respeito da eliminação da hostilidade entre o céu e a
terra os Anjos cantavam, quando Cristo nasceu: "Glória a Deus no mais alto
dos céus e na terra paz aos homens, abjetos da benevolência Divina" (Luc.
2:14)).
O Patriarca Jacó viveu dois mil anos
antes do Nascimento de Cristo. O primeiro chefe da tribo de Judá foi o Rei
Daví, descendente de Judá que viveu mil anos antes do nascimento de Cristo.
Começando por ele a tribo de Judá teve seus reis, e depois, após o cativeiro da
Babilônia, teve seus chefes até os tempos de Herodes o Grande, o qual subiu ao
trono na Judéia no ano 47 antes do Nascimento de Cristo. Herodes era de origem
idumeana, e durante seu reinado os chefes do povo da tribo de Judá perderam
completamente seu domínio civil. O Senhor Jesus Cristo nasceu no final do
reinado de Herodes.
Neste ponto torna-se oportuno mencionar
um fragmento histórico que se encontra na "Mishnah," uma das partes
mais antigas do Talmud, onde é dito que os membros do Senedrion, quando lhes
foi tirado o direito da justiça criminal, mais de 40 anos antes da destruição
do Templo (no 30o ano do nascimento de Cristo), vestindo farrapos e arrancando
os cabelos, clamaram: "Desgraça para nós, desgraça para nós: já faz tempo
que o rei de Judá empobreceu, e o Messias prometido ainda não veio!" É
claro que eles se expressavam desta maneira por não terem reconhecido em Jesus
Cristo o Pacificador, a respeito do Qual o patriarca Jacó profetizou.
É preciso dizer que como no decorrer
de dois mil anos a tribo de Judá perdeu toda autoridade civil, e os próprios
judeus, como unidade tribal, há muito tempo se misturaram em sangue com outras
tribos hebréias, então aplicar a profecia dada por Jacó aos novos candidatos ao
título messiânico - é totalmente impossível.
A profecia seguinte sobre o Messias
representada por uma estrela, nascida da tribo de Jacó, foi pronunciada pelo
profeta Balaão, contemporâneo do profeta Moisés, a mais de 1500 anos antes do
Nascimento de Cristo. Os príncipes de Moab convidaram o profeta Balaão para que
ele amaldiçoasse o povo hebreu, que ameaçava invadir suas terras. Os príncipes
tinham a esperança de que a maldição do profeta os ajudasse a obter a vitória
sobre os israelitas. O profeta Balaão, vendo do alto de uma montanha o povo
hebreu se aproximando, numa visão profética também viu a longínqua Descendência
deste povo. Em êxtase espiritual, em vez de amaldiçoar, Balaão exclamou:
"Eu O vejo, mas não é para agora, percebo-O, mas não de perto: um astro
sai de Jacó, um cetro levanta-se de Israel, que fratura a cabeça de Moab, o
crânio dessa raça guerreira" (Num. 24:17). A estrela e o bastão indicam
simbolicamente a significação dirigente e hierárquica do Messias. Balaão prediz
a derrota dos reis de Moab e dos descendentes em sentido alegórico, tendo em
mente aqui a aniquilação das forças do mal, tomando como arma o Reinado do
Messias. Desta maneira a verdadeira profecia de Balaão suplementa a profecia
mais antiga a respeito do ferimento da cabeça da serpente (Gen.3:15). Ele
ferirá não apenas a serpente, mas também seus servos.
A profecia de Balaão sobre a Estrela
da tribo de Judá deu início à crença tanto dos israelitas como dos persas (dos
quais surgiram os feiticeiros evangélicos), de que a vinda do Messias será
precedida pela aparição de uma estrela brilhante no céu, Uma estrela com brilho
tão extraordinário, conforme sabemos, realmente brilhou no céu pouco antes do
Nascimento de Cristo.
A Quinta e última profecia sobre o
Messias, a qual encontramos nos livros de Moisés, foi dita por Deus ao próprio
Moisés, quando a vida terrena deste grande líder e legislador do povo hebreu se
aproximava do fim. O Senhor prometeu a Moisés que em certa época Ele erigirá um
outro Profeta ao povo hebreu, similar a ele na importância e força espiritual,
e que Ele (Deus) falará através dos lábios deste Profeta. "Eu lhes
suscitarei um profeta como tu dentre teus irmãos: por-lhe-ei Minhas palavras na
boca, e ele lhes fará conhecer as Minhas ordens. Mas o que recusar ouvir o que
ele disser de Minha parte, pedir-lhe-ei contas disso" (Deu. 18:18-19). A
nota feita no final do livro de Deuteronômio pelos contemporâneos de Ezdra,
mais de 450 anos A.C., é testemunho de que entre muitos profetas dentre o povo
Hebreu, no decorrer de sua história secular, não se encontrou nenhum profeta
comparável a Moisés. Por conseguinte, o povo hebreu dos tempos de Moisés
esperava ver na pessoa do Messias o maior profeta-legislador.
Resumindo as profecias aqui mostradas
registradas por Moisés, nós vemos que muito antes da formação da nação
hebraica, ainda no tempo patriarcal, os ancestrais dos hebreus tinham
conhecimento de muitos dados valorosos e substanciais a respeito do Messias, ou
seja: que Ele derrotará o demônio e seus servos, trará bençãos a todas as
nações; Ele será o Pacificador e Líder e Seu Reino será eterno. Estas
informações passaram dos hebreus para muitos povos pagãos - os indús, persas,
chineses e depois - os gregos. Elas eram passadas em forma de folclore e
lendas. Verdade que com o passar dos anos a idéia a respeito do Salvador do
mundo dentre os povos pagãos foi se ofuscando e se desvirtuando, porém a
concórdia da origem destas lendas é indubitável.
As Profecias
Do Rei Daví
Após a morte de Moisés e a ocupação
da Terra Prometida pelos judeus, as profecias sobre o Messias cessam por muitas
centenas de anos. Uma nova série de profecias sobre o Messias surge durante o reinado
de Daví, descendente de Abraão, Jacó e Judá, que administrou o povo judeu mais
de 1000 anos A.C. Nestas novas profecias revela-se o mérito Real e Divino de
Cristo. Deus promete a Daví, através dos lábios do profeta Natã, estabelecer o
Reino Eterno no Personagem de Seu Descendente: "É Ele que Me construirá
uma casa e firmarei Seu trono para sempre. Serei para Ele um Pai, e Ele será
para Mim um Filho" (1 Cron. 17:12-13).
Esta profecia sobre o Eterno Reino do
Messias tem um paralelo com uma série de profecias, a respeito das quais é
necessário falarmos mais detalhadamente. Para poder entender e valorizar o
significado destas profecias torna-se indispensável, nem que seja apenas em
resumo, ir se familiarizando com a vida do rei Daví. Afinal o rei Daví tendo
sido ungido por Deus como rei e profeta, foi o protótipo do Rei Maior e Profeta
- Cristo.
Daví era o filho mais novo de uma
numerosa família de um pastor pobre, Jessé. Quando o profeta Samuel enviado de
Deus entrou na cada de Jessé, afim de consagrar um rei para Israel, ele pensava
em consagrar um dos filhos mais velhos. Porém o Senhor revelou ao profeta que o
filho mais novo, ainda um garoto, Daví, foi escolhido por Ele para este alto
serviço. Então, obedecendo a Deus, Samuel derrama bálsamo sagrado sobre a
cabeça do filho mais novo, realizando com isto a unção para o reinado. Desde
então Daví torna-se o Ungido de Deus, o Messias. Porém Daví não começa a reinar
imediatamente. Ele ainda tem um longo caminho de provações e perseguições
injustas por parte do então dirigente rei Saul que tinha ódio de Daví. O motivo
deste ódio era a inveja, pois, Daví quando menino venceu o até então invencível
filisteu gigante Golias, ferindo-o de morte com uma pequena pedra e dando com
isto a vitória ao exército hebreu. Depois disto o povo dizia: "Saul matou
seus milhares, e Daví seus dez milhares" (1 Sam. 18:7). Somente a grande
fé em Deus-Intercessor ajudou Daví a suportar todas as numerosas perseguições e
perigos aos quais ele era sujeitado por parte de Saul e seus súditos no
decorrer de 15 anos. Freqüentemente, vagando durante mêses por um deserto
selvagem e impenetrável o rei Daví desafogava sua tristeza a Deus em salmos
inspirados. Com o tempo, os salmos de Daví tornaram-se parte essencial e de
embelezamento nos ofícios religiosos tanto do Antigo como do Novo Testamento.
Tendo subido ao trono em Jerusalém,
após a morte de Saul, o rei Daví tornou-se o mais notável rei jamais visto
regendo Israel. Ele reunia em sí muitas qualidades valiosas: o amor pelo povo,
a justiça, a sabedoria, a coragem e, o mais importante, - uma forte fé em Deus.
Antes de decidir qualquer questão estatal, o rei Daví rezava a Deus
fervorosamente, pedindo compreensão. O Senhor ajudava Daví em tudo e abençoou
seus 40 anos de reinado com enormes sucessos, tanto na política interna como na
externa.
Porém Daví não escapou de severas
provações. Sua maior mágoa era a sublevação militar, encabeçada por seu próprio
filho Absalão, que sonhava precocemente tornar-se rei. Neste caso Daví
vivenciou todo o amargor da ingratidão infame e traição de muitos dos seus
súditos. Mas, assim como antes, nos tempos de Saul, a fé e a esperança em Deus
ajudaram a Daví. Absalão morreu ingloriosamente, embora Daví tenha se empenhado
em salvá-lo de todas maneiras. Ele também perdoou os outros rebeldes. Depois
Daví representou claramente em seus salmos Messiânicos a absurda e pérfida
revolta de seus inimigos.
Preocupando-se com o bem estar
material de seu povo, Daví dava muita importância à vida espiritual dele. Com
freqüência ele encabeçava comemorações religiosas, trazendo sacrifícios a Deus
pelo povo hebreu e compondo seus inspirados hinos religiosos - os salmos. Sendo
rei e profeta e também em dimensão conhecida, padre, o rei Daví tornou-se
"o protótipo" (modelo), exemplo do grandioso Rei, Profeta e Sumo
Sacerdote - Cristo Salvador, descendente de Daví. A experiência pessoal do rei
Daví, e também o Dom poético que ele possuía, lhe deram a possibilidade de
descrever a personalidade e a ação do futuro Messias na série inteira de
salmos, com clareza e vivacidade ímpares. Assim, em seu 2o salmo o rei Daví
profetiza a hostilidade e revolta contra o Messias por parte de Seus inimigos.
Este salmo está escrito na forma de um diálogo entre três entidades: Daví, Deus
Pai e o Filho de Deus, ungido pelo Pai para o Reino. Eis aqui as principais
passagens deste salmo:
Rei Daví: "Por que tumultuam as
nações? Por que tramam os povos vãs conspirações? Erguem-se, juntos, os reis da
terra, e os príncipes se unem para conspirar contra o Senhor e contra Seu
Ungido."
Deus Pai: "Eu ungí o Meu Rei em
Sião, Minha montanha é santa."
Filho de Deus: "Vou publicar o
decreto do Senhor: disse-Me o Senhor: "Tu és Meu Filho, Eu hoje Te
gerei"."
Rei Davi: "Serví ao Senhor, para
que Ele não Se irrite e não pereçais em seus caminhos" (1-2, 6-7 e 11).
O mais marcante neste salmo é a
verdade, revelada aqui pela primeira vez, que o Messias é o Filho de Deus. O
Monte Sião, sobre o qual estavam o templo e a cidade de Jerusalém, simboliza o
Reino do Messias - a Igreja.
A respeito da Santidade do Messias,
Daví narra ainda em vários salmos subsequentes. Por exemplo, no salmo 44 Daví
referindo-se ao Messias, exclama: "Vosso trono, ó Deus, é eterno, de
equidade é vosso cetro real. Amais a justiça e detestais o mal, pelo que o
Senhor, vosso Deus, Vos ungiu com óleo de alegria, preferindo-Vos aos Vossos
iguais" (vers. 7-8).
Revelando a diferença entre as Faces
em Deus, entre Deus que unge e Deus ungido, a profecia dada aproximava um
fundamento para a fé na Tríade (que possuía as três Faces de Deus).
O salmo 39 mostra a insuficiência de
sacrifícios, no Antigo Testamento, para remissão (perdão) dos pecados humanos e
testemunha sobre os próximos sofrimentos do Messias. Neste salmo o Próprio
Messias fala através dos lábios de Daví:
"Não vos comprazeis em nenhum
sacrifício, em nenhuma oferenda, mas Me abristes os ouvidos, não desejais
holocausto nem vítima de expiação. Então Eu disse: "Eis que venho; no rôlo
do livro, está escrito em Mim: Fazer Vossa vontade, meu Deus" (Sal. 39:7-10).
Sobre o sacrifício redentor do
Messias haverá um capítulo especial. Aqui apenas mencionamos que, de acordo com
o Salmo 109, o Messias não é apenas o Sacrifício mas também o Sacerdote
oferecendo sacrifício a Deus - a Sí Mesmo. No salmo 109 repetem-se os
pensamentos fundamentais do salmo 2 sobre a Divindade do Messias e a
hostilidade contra Ele. Mas, mencionam-se diversas informações novas, como por
exemplo, o nascimento do Messias, Filho de Deus, e retratado como um
acontecimento pré-eterno. Cristo - é eterno, assim como Seu Pai.
"O Senhor (Deus Pai) disse ao
meu Senhor (Messias): senta-Te à Minha direita, até que Eu coloque Teus
inimigos aos Teus pés... do ventre do amanhecer: Tu tens o orvalho da Tua
juventude. O Senhor jurou e não Se arrependeu. Tu és o sacerdote, eternamente
segundo a ordem de Melquisedec" (Conforme explica o Apóstolo Paulo,
Melquisedec era o protótipo do Filho de Deus, o eterno sacerdote. Veja Heb. 7 e
Gen. 14:18).
As palavras "do ventre" não
significam que Deus tenha orgãos semelhantes aos dos seres humanos; elas
significam que o Filho de Deus possui uma só essência com Deus Pai. A expressão
"do ventre" precisava acabar com a tentação de entender a denominação
alegórica de Cristo como Filho de Deus.
O salmo 71 apresenta-se como hino de
louvor ao Messias. Nele vemos o Messias em Sua Glória total. Esta Glória deverá
se cumprir no final dos tempos, quando o Reino Messiânico irá triunfar e o mal
será exterminado. Eis alguns versículos deste salmo cheio de alegria.
"Todos os reis O hão de adorar,
hão de serví-Lo todas as nações. Porque Ele livrará o infeliz que O invoca, e o
miserável que não tem amparo... Seu nome será eternamente bendito, e durará
tanto quanto a luz do sol. Nele serão abençoadas todas as tribos da terra,
bem-Aventurado O proclamarão todas as nações" (Sal. 71:11-12-17).
No suplemento, o Reino do Messias
será relatado mais detalhadamente. No momento, para que o leitor possa Ter uma
idéia de quão vastas e detalhadas são as profecias sobre o Messias nos salmos,
citamos a lista destas profecias na ordem de seu conteúdo: sobre a vinda do
Messias - salmos 17, 49, 67, 95-97. Sobre o Reino do Messias - 2, 17, 19, 20,
45, 65, 71, 109, 131. Sobre o Sacerdócio do Messias - 109. Sobre os
sofrimentos, morte e ressurreição do Messias - 16, 21, 30, 39, 40, 65, 68, 98.
Nos salmos 40, 50 e 108 - a respeito da traição de Judas. A respeito da
ascensão de Cristo aos Céus - 68. Cristo - a fundação da Igreja - 117. Sobre a
Glória do Messias - 8. A respeito do julgamento final - 96. Sobre a herança paz
eterna dos justos - 94.
Para poder entender os salmos
proféticos, é preciso lembrar-se de que tanto Daví, como outros grandes homens
justos do Antigo Testamento, representavam o protótipo de Cristo. É por esta
razão que freqüentemente, quando Daví escreve na primeira pessoa, como se
falasse de sí próprio, por exemplo sobre o sofrimento (no salmo 21) ou sobre a
glória (a respeito da ressurreição dos mortos no salmo 15), ele na realidade se
refere ao Cristo. Os salmos 15 e 21 serão mencionados mais detalhadamente no 5o
Capítulo.
Deste modo, as profecias messiânicas
de Daví, inscritas em seus salmos divinamente inspirados, colocaram fundamentos
para a fé no Messias como o verdadeiro e único Filho de Deus, Rei, Sacerdote
Maior e Redentor da humanidade. A influência dos salmos no fé dos hebreus do
Antigo Testamento era especialmente grande graças ao amplo emprego dos salmos
na vida particular e religiosa do povo hebreu.
As Profecias
De Isaias
Conforme nós já mencionamos, os
profetas do Antigo Testamento tinham a grande missão de manter o povo hebreu na
fé do Único Deus, e preparar o terreno para a fé no futuro Messias, como
Pessoa, possuindo, além da natureza humana também a natureza Divina. Sobre a
Divindade de Cristo os profetas deveriam se referir de tal modo que os hebreus
não entendessem como em termos pagãos, no sentido de politeísmo. Por esta razão
os profetas do Antigo Testamento revelavam gradualmente o segredo da Divindade
do Messias, de acordo com a confirmação da fé do povo hebreu em Deus Uno.
O rei Daví foi o primeiro a
profetizar sobre a Divindade de Cristo. Depois dele houve um intervalo de 250
anos nas profecias, e o profeta Isaías, que viveu há 7 centenários antes do
nascimento de Cristo, iniciou uma nova série de profecias a respeito de Cristo,
as quais descortinavam Sua natureza Divina com grande evidência.
Isaías destacou-se como o profeta
mais proeminente do Antigo Testamento. O livro escrito por ele, contém uma
quantidade tão grande de profecias sobre Cristo e sobre acontecimentos no Novo
Testamento, que muitos chamam Isaías de "Evangelista do Antigo
Testamento." Isaías profetizava dentro dos limites de Jerusalém durante o
reinado dos reis dos judeus. Ozias, Acaz, Ezequias e Menassés. Na época de
Isaías aconteceu a derrota do reino Israelense em 722 A.C., quando o rei Sargon
da Assíria manteve o povo hebreu que ocupava Israel, em cativeiro. O império
judeu manteve-se ainda por 135 anos após esta tragédia. O profeta Isaías sofreu
martírios durante o império de Manassés, tendo sido serrado com serrote de
madeira. O livro de Isaías destaca-se pelo elegante idioma hebráico e possui
altos méritos literários, o que pode ser sentido até mesmo nas traduções de
seus livros em diferentes idiomas.
O profeta Isaías também escreveu a respeito
da natureza humana de Cristo, e nós aprendemos dele que Cristo deveria nascer
de maneira milagrosa, de uma Virgem: "Por isto, o próprio Senhor vos dará
um sinal: uma Virgem conceberá e dará à luz um Filho, e O chamará Emanuel, o
que significa: Deus Conosco" (Isa. 7:14). Esta profecia foi dita ao rei
Acaz com intuito de lhe assegurar que ele e sua casa não serão destruídos pelos
reis da Assíria e de Israel. Ao contrário, a intenção de seus inimigos não se
cumprirá, e um dos descendentes de Acaz será o Messias prometido, o Qual irá
nascer de maneira milagrosa de uma Virgem. Como Acaz era descendente do rei
Daví, esta profecia confirma a profecia anterior que diz que o Messias surgirá
da geração do rei Daví.
Nas profecias seguintes Isaías revela
novos detalhes a respeito da Criança miraculosa, a Qual nascerá de uma Virgem.
Assim, no 8o capítulo Isaías escreve que o povo de Deus não deve temer as
intrigas de seus inimigos, pois seus planos não se realizarão: "Aprendei-o
povos, e ficareis consternados, porque Deus está conosco (Emanuel)" (Isa:
8:9-10). No capítulo seguinte Isaías fala das características da Criança
Emanuel "porque um Menino nos nasceu, um Filho nos foi dado; a soberania
repousa sobre Seus ombros, e Ele Se chama: Conselheiro admirável, Deus dor, Pai
Eterno, Príncipe da Paz" (Isa. 9:5). O nome Emanuel, assim como outros
nomes dados aqui à Criança, não aparecem como nomes próprios, mas é claro que
indicam as características de Sua Natureza Divina.
Isaías predisse a respeito da
pregação do Messias na parte norte da Terra Santa, nos distritos das tribos de
Zabulon e de Neftali, que era chamada de Galiléia "No passado humilhou a
terra de Zabulon e Neftali; mas no futuro, tornará glorioso o caminho do mar, o
Além-Jordão e o território das nações. O povo que andava nas trevas viu uma
grande luz; sobre aqueles que habitavam uma região tenebrosa resplandeceu uma
luz" (Isa. 9:1). Esta profecia é mencionada pelo Evangelista Matheus,
quando descreve o sermão de Jesus Cristo, nesta parte da Terra Santa, a qual
era particularmente ignorante na religiosidade (Mat. 4:16). Nas Sagradas
Escrituras a luz é o símbolo do conhecimento religioso; a verdade.
Nas profecias mais tardias Isaías não
raramente chama o Messias por mais outro nome - Rebento. Este nome simbólico
confirma profecias anteriores sobre o nascimento milagroso e incomum do
Messias, especificamente, que ocorrerá sem a participação do homem, igual ao
ramo, sem semente, brota diretamente da raiz da planta. "Um renôvo sairá
do tronco de Jessé, (assim era chamado o pai de Daví) e um rebento brotará de
suas raízes. Sobre Ele repousará o Espírito do Senhor, Espírito de Sabedoria e
de entendimento, Espírito de prudência e de coragem, Espírito de ciência e de
temor do Senhor" (Isa. 11:1-2). Aqui Isaías prediz sobre a unção de Cristo
com as sete dádivas do Espírito Santo, ou seja, com toda a graça do Espírito, o
que sucedeu no dia de Seu batismo no rio Jordão.
Em outras profecias, Isaías fala a
respeito dos atos de Cristo e Suas qualidades, principalmente, sobre Sua
misericórdia e humildade. A profecia abaixo traz as palavras de Deus Pai:
"Eis Meu Servo que Eu amparo, Meu eleito ao Qual dou toda Minha afeição,
faço repousar sobre Ele Meu espírito, para que leve às nações a verdadeira
religião. Ele não grita, nunca eleva a voz, não clama nas ruas. Não quebrará o
caniço rachado, não extinguirá a mecha que ainda fumega" (Isa. 42:1-3).
Estas últimas palavras dizem sobre a imensa paciência e condescendência com as
fraquezas humanas, com as quais Cristo irá tratar as pessoas arrependidas e
destituídas. Tal profecia foi pronunciada por Isaías pouco mais tarde, falando
em nome do Messias: "O espírito do Senhor repousa sobre Mim, porque o
Senhor consagrou-Me pela unção; enviou-Me a levar a boa nova aos humildes, curar
os corações doloridos, anunciar aos cativos a redenção, aos prisioneiros a
liberdade, proclamar um ano de graças da parte do Senhor, um dia de vingança de
nosso Deus; consolar todos os aflitos" (Isa. 61:1-2). Estas palavras
determinam precisamente o objetivo da vinda do Messias: curar os males
espirituais das pessoas.
Além das doenças espirituais, Cristo
curaria também os males físicos, conforme Isaías predisse: "Então se
abrirão os olhos do cego, e se desimpedirão os ouvidos dos surdos; então o coxo
saltará como um cervo, e a língua do mudo dará gritos alegres. Porque águas
jorrarão no deserto e torrentes na estepe" (Isa. 35:5-6). Esta profecia
realizou-se quando o Senhor Jesus Cristo, pregou o Evangelho, curou milhões de
pessoas com diversas doenças, os cegos de nascença e os possessos. Com Seus
milagres Ele atestou a verdade de Seus ensinamentos e Sua unidade com Deus Pai.
Pelos planos de Deus a salvação das
pessoas deveria se realizar no Reino do Messias. Este Reinado abençoado dos
fiéis era às vezes comparado pelos profetas a uma construção harmoniosa (veja
no apêndice a profecia do Reino do Messias). O Messias sendo, de um lado, o
fundador do Reino de Deus, e por outro lado, fundamento da fé verdadeira, é
denominado pelos profetas de Pedra, ou seja, a fundação sobre a qual está
edificado o Reino de Deus. Esta nomenclatura do Messias nós encontramos na
seguinte profecia: "Assim diz o Senhor Deus: Eu coloquei em Sião uma
pedra, um bloco escolhido, uma pedra angular preciosa, de base, quem confiar
Nela não tropeçará" (Isa. 28:16). Sião era o nome da montanha (colina),
sobre a qual erguia-se o templo e a cidade de Jerusalém.
É admirável que nesta profecia a
importância da FÉ no Messias é enfatizada pela primeira vez: "Quem confiar
Nele não tropeçará!" No salmo 117, escrito já depois de Isaías, é
mencionado a respeito Desta Pedra: "A pedra rejeitada pelos arquitetos,
tornou-se pedra angular. Isto foi obra do Senhor, é um prodígio aos nossos
olhos" (Sal. 117:22-23, veja também Mat. 21:42). Ou seja, apesar de que os
"construtores" - pessoas que estão na direção do poder, rejeitaram
Esta Pedra, mesmo assim Deus O colocou como fundação de uma estrutura abençoada
- a Igreja.
A próxima profecia suplementa as
profecias anteriores, nas quais fala-se do Messias como Conciliador, e as
bençãos históricas não apenas aos hebreus, mas também para todas as nações:
"Não basta que sejas Meu servo para restaurar as tribos de Jacó e
reconduzir os fugitivos de Israel; vou fazer de tí a luz das nações, para
propagar Minha salvação até os confins do mundo" (Isa. 49:6).
Mas não obstante a imensa luz
espiritual emanando do Messias, Isaías previu que nem todos os judeus verão
esta luz por motivo de sua insensibilidade espiritual. Eis o que o profeta
escreve a este respeito: "Escutai, sem chegar a compreender, olhai, sem
chegar a ver. Obceca o coração desse povo, ensurdece-lhes os ouvidos,
fecha-lhes os olhos, de modo que não veja nada com seus olhos, não ouça nada
com seus ouvidos, não compreenda nada com seu espírito e não se cure de novo"
(Isa. 6:9-10). Por motivo da inclinação apenas para o bem estar terreno, nem
todos os judeus reconheceram o seu Salvador no Senhor Jesus Cristo, prometido
pelos profetas. Como que prevendo a descrença dos judeus, o rei Daví que viveu
antes de Isaías, em um de seus salmos chamava-os com as seguintes palavras:
"Oxalá ouvísseis hoje a Sua voz (do Messias): Não vos torneis endurecidos
como em Meribá como no dia de Massá no deserto" (Sal. 94:7-8). Ou seja,
quando vocês ouvirem o sermão do Messias, acreditem na palavra Dele. Não
persistam, como fizeram seus ancestrais diante de Moisés no deserto, os quais
provocavam Deus e murmuravam contra Ele (veja Êxodo 17:1-7), "Meribá"
significa "censura."
O Sofrimento do Messias
Os sacrifícios purificadores ocupavam
lugar central na vida religiosa do povo hebreu. Todo hebreu ortodoxo desde a
infância sabia que o pecado pode ser remido apenas com o sacrifício do sangue
redentor. Todas grandes celebrações e eventos familiares eram acompanhados de
sacrifícios. Os profetas não explicavam em que consistia a força purificadora
do sacrifício. Porém, de suas predições sobre os sofrimentos do Messias
observa-se que os Sacrifícios do Antigo Testamento apontavam para o Sacrifício
Redentor do Messias, o qual Ele deveria oferecer para a purificação dos pecados
do mundo. Os Sacrifícios do Antigo Testamento tiravam seu significado e força
deste grande Sacrifício. A conexão interior entre o pecado e os sofrimentos
subsequentes e a morte de uma pessoa, e também entre os sofrimentos voluntários
e a salvação subsequente do homem - até hoje permanece em entendimento
incompleto. Aqui nós não iremos tentar explicar este vínculo interior, mas
iremos estacionar nas predições propriamente ditas sobre os sofrimentos do
Messias para a nossa salvação.
A profecia mais clara e detalhada
sobre os sofrimentos do Messias é a do profeta Isaías, a qual ocupa um capítulo
e meio de seu livro (final do cap. 52 e do cap. 53). Esta profecia contém tais
detalhes dos sofrimentos de Cristo, que o leitor tem a impressão de que o
profeta Isaías a escreveu junto aos pés de Golgotá, embora conforme sabemos, o
profeta Isaías viveu cerca de sete centenários antes do Nascimento de Cristo.
Trazemos aqui a referida profecia:
"Quem poderia acreditar nisto
que ouvimos? A quem foi revelado o braço do Senhor? Cresceu diante Dele como um
pobre rebento enraizado numa terra árida; não tinha graça nem beleza para
atrair nossos olhares, e Seu aspecto não podia seduzir-nos. Era desprezado, era
a escória da humanidade, Homem das dores, experimentado nos sofrimentos; como
aqueles, diante dos quais se cobre o rosto, era amaldiçoado e não fazíamos caso
Dele. Em verdade Ele tomou sobre Sí nossas enfermidade, e carregou com nossos
sofrimentos: e nós O reputávamos como um castigado, ferido por Deus e
humilhado. Mas foi castigado por nossos crimes e esmagado por nossas
iniquidade; o castigo que nos salva pesou sobre Ele, fomos curados graças às
Suas chagas. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas, seguíamos cada qual
nosso caminho; o Senhor fazia recair sobre Ele o castigo das faltas de todos
nós. Foi maltratado e resignou-Se, não abriu a boca, como um cordeiro que se
conduz ao matadouro, e uma ovelha muda na mão do tosquiador. (Ele não abriu a
boca) por um iníquo julgamento foi arrebatado. Quem pensou em defender Sua
causa, quando foi suprimido da terra dos vivos, morto pelo pecado de Meu povo?
Foi Lhe dada sepultura ao lado de facínoras e ao morrer achava-Se entre
malfeitores, se bem que não haja cometido injustiça alguma, e em Sua boca nunca
houvesse mentira. Mas aprouve ao Senhor esmagá-Lo pelo sofrimento; se Ele
oferecer Sua vida em sacrifício expiatório, terá uma posteridade duradoura,
prolongará Seus dias, e a vontade do Senhor será por Ele realizada. Após
suportar em Sua pessoa os tormentos, alegrar-Se-á de O conhecer até ao enlevo.
O Justo, meu Servo, justificará a muitos homens, e tomará sobre Sí Suas
iniquidades. Eis porque Lhe darei parte com os grandes, e Ele dividirá a presa
com os poderosos, porque Ele próprio deu Sua vida, e deixou-Se colocar entre os
criminosos, tomando sobre Sí os pecados de muitos homens, e intercedendo pelos
culpados.
A frase de introdução desta profecia:
"Quem poderia acreditar nisto que ouvimos?" - dá o testemunho da
natureza extraordinária do evento descrito que exige um esforço considerável da
parte do leitor, para se acreditar nele. Realmente as profecias prévias de
Isaías falavam da magnitude e glória do Messias. A referida profecia fala sobre
Sua humilhação voluntária, sofrimento e morte! O Messias, sendo completamente
limpo de pecados pessoais e santo, suporta todos os sofrimentos pela
purificação das ilegalidades humanas.
O rei Daví também descreveu com muita
clareza os sofrimentos do Salvador na Cruz, em seu salmo 21. Embora neste salmo
a dissertação esteja na primeira pessoa, o rei Daví não poderia estar
escrevendo a seu próprio respeito, pois ele não passou por tais sofrimentos.
Aqui ele, como o protótipo do Messias, profèticamente atribuía para sí aquilo
que de fato referia-se ao seu Descendente - Cristo. É notório o fato de que
diversas palavras deste salmo foram literalmente ditas por Cristo durante Sua
crucificação. Trazemos aqui algumas frases do salmo 21 e paralelamente textos
correspondentes do Evangelho.
8o versículo: "Todos os que Me
vêem, zombam de Mim," comparação em Marcos 15:29.
17o versículo: "Transpassaram
Minhas mãos e Meus pés," comparação em Lucas 23:33.
19o versículo: "Repartem entre
sí as Minhas vestes, e lançam sorte sobre a Minha túnica," comparação em
Matheus 27:35.
9o versículo: "Esperou no
Senhor, pois que Ele O livre, que O salve, se O ama," Esta frase foi
literalmente dita pelos príncipes dos Sacerdotes hebreus e pelos escribas,
Evangelho de Matheus 27:43.
2o versículo: "Meu Deus, Meu
Deus, por que Me abandonastes?" assim exclamou o Senhor antes de Sua morte
(veja em Matheus 27:46).
O profeta Isaías escreveu ainda os
seguintes detalhes sobre os sofrimentos do Messias, os quais também aconteceram
literalmente. A dissertação está na primeira pessoa: "O Senhor Deus deu-Me
a língua de um discípulo para que Eu saiba reconfortar pela palavra o que está
abatido... Aos que me feriam, apresentei as espáduas, e as faces àqueles que Me
arrancavam a barba; não desviei o rosto dos ultrajes e dos escarros. Mas o
Senhor Deus vem em Meu auxílio, eis porque não Me sentí desonrado" (Isa.
50:4-11), (comparação em Matheus 26:67).
Na luz destas profecias sobre os
martírios do Messias, torna-se compreensível a antiga profecia enigmática do
patriarca Jacó relatada ao seu filho Judá, a qual já foi parcialmente
mencionada por nós no segundo capítulo. Trataremos aqui esta profecia em sua
totalidade: "Filhote de Leão, Judá: voltas trazendo a caça, meu filho.
Dobra-Se, deita-Se como um leão, como uma leoa: quem O despertará? Não se
apartará o cetro de Judá, nem o bastão de comando dentre seus pés, até que
venha Aquele a Quem pertence por direito, e a Quem devem obediência os povos.
Amarra à videira o jumentinho, à cêpa o filho da jumenta. Lava com o vinho Suas
vestes, com o sangue das uvas o Seu manto" (Gen. 49:11).
Nesta profecia o Leão em sua grandeza
e poder simboliza o Messias, Que deveria nascer da tribo de Judá. A pergunta do
patriarca sobre quem despertará o Leão adormecido, refere-se alegoricamente à
morte do Messias, denominado nas Escrituras de "Leão da tribo de
Judá" (Apo. 5:5). As próximas palavras proféticas de Jacó sobre a lavagem
das vestes no suco das uvas, também dizem a respeito da morte do Messias. Uva é
o símbolo do sangue. As palavras a respeito da jumenta e do jumentinho foram
cumpridas, quando o Senhor Jesus Cristo antes de Seu martírio na Cruz, sentado
no lombo de um jumento entrou em Jerusalém. O profeta Daniel também predisse
sobre o tempo em que o Messias iria sofrer, conforme veremos no próximo
capítulo.
É necessário ainda acrescentar a
estes testemunhos dos sofrimentos do Messias do Antigo Testamento, a profecia
não menos definida de Zacarias, que viveu dois centenários depois de Isaías
(500 anos A.C.). No 3o capítulo de seu livro o profeta Zacarias descreve a
visão do sumo sacerdote Josué, primeiramente com vestimenta ensangüentada e
depois com vestimenta clara. As vestes do sacerdote Josué simbolizam a condição
moral do povo: primeiramente a condição pecadora, e depois - a justa. Nas
descrições das visões existem muitos detalhes interessantes que se referem ao
sacramento da redenção, porém, nós mostraremos aqui apenas as palavras
conclusivas de Deus Pai. Porque são pessoas de presságio: "Porque eis que
farei vir Meu servo, Ramo (Renôvo). Eis a pedra que pus diante de Josué; sobre
esta pedra estão sete olhos; gravarei Eu mesmo sobre ela a inscrição - oráculo
do Senhor dos Exércitos - e num só dia tirarei o mal desta terra... farão
lamentações sobre Aquele Que traspassaram, como se fosse um filho único;
chorá-Lo-hão amargamente como se chora um primogênito... Naquele dia jorrará
uma fonte para a casa de Deus e para os habitantes de Jerusalém, que apagará os
seus pecados e suas impurezas" (Zac. 3:8-9; 12:10; 13:1).
O nome rebento nós encontramos também
no Profeta Isaías. Esse nome refere-se ao Messias, assim como simbolicamente
Ele era chamado de pedra (angular). É notável que, de acordo com a profecia, a
purificação dos pecados das pessoas irá ocorrer em um só dia. Em outras
palavras, um determinado Sacrifício executará a redenção dos pecados! A Segunda
parte da profecia encontrada no capítulo 12 fala sobre os suplícios da Cruz do
Messias, Dele ser transpassado por lança e do arrependimento das pessoas. Todos
estes acontecimentos se sucederam e são descritos nos Evangelhos.
Mesmo sendo difícil para as pessoas
do Antigo Testamento elevarem-se até a fé na necessidade destes sofrimentos
expiatórios do Messias, alguns escritores judeus daqueles tempos compreenderam
corretamente a profecia do capítulo 53 do livro de Isaías. Apresentamos aqui
pensamentos valiosos a este respeito contidos nos livros dos antigos hebreus.
"Qual é o nome do Messias?" - pergunta o Talmud; e responde: "É
complacente, como está escrito "Estes nossos pecados Ele carrega e Se
sente compassivo por nós" (tratado. Talmud Babli). Em outra parte do
Talmud é dito: "O Messias recebe sobre Sí todos sofrimentos e martírios
pelos pecados dos Israelitas. Se Ele não tomasse esses suplícios sobre Sí,
então nenhuma pessoas no mundo não conseguiria suportar as penas conseqüentes
da ruptura da lei (Jalkut Chadachm fol. 154, col. 4, 29, Tit.). O Rabino Moshe
Goddarshan escreve no Medrash (livro que interpreta as Sagradas Escrituras):
"Deus Santíssimo e Abençoado fez
o seguinte acordo com o Messias, dizendo-Lhe: Messias, o Meu Justo! Os pecados
da humanidade cairão sobre Tí como um pesado jugo: Teus olhos não verão a luz,
Teus ouvidos ouvirão palavras terríveis, Teus lábios provarão o gosto amargo,
Tua língua se colocará à Tua garganta... e Tua alma sucumbirá de angústia e suspiros
ofegantes. Estarás Tu de acordo com isto? Se Tu aceitas todos estes sofrimentos
sobre Tí: então, muito bem. Se não aceitas, então Eu exterminarei imediatamente
a humanidade - os pecadores. A isto o Messias respondeu: Senhor do universo! Eu
aceito com alegria estes martírios, sob uma condição: que Tu, durante os Meus
dias ressuscite os mortos, começando por Adão, até o dia de hoje, e não salve
apenas a eles, mas todos aqueles que Tu planejaste criar e ainda não criaste. A
isto o Santíssimo e Abençoado Deus respondeu: sim, Eu concordo. Naquele momento
o Messias com alegria tomou sobre Sí todos os sofrimentos, conforme está
escrito: "Ele foi torturado, mas sofreu voluntàriamente... como um
carneiro levado ao abate" (da conversação sobre o livro de Gênesis).
Estes testemunhos dos hebreus
ortodoxos "experts" nas Sagradas Escrituras são valorosos, pois,
mostram a grandeza do significado da profecia de Isaías para reforçar a fé no
poder do sofrimento do Messias na Cruz para a nossa salvação.
A Ressurreição
Do Messias
Entretanto falando sobre a
necessidade e salvação pelo martírio do Messias, os profetas também predisseram
Sua ressurreição dos mortos e Sua subsequente glória. Isaías, descrevendo os
sofrimentos de Cristo, concluiu sua narrativa com as seguintes palavras:
"Quando Ele oferecer Sua vida em sacrifício expiatório, terá uma
posteridade duradoura, prolongará Seus dias, e a vontade do Senhor será por Ele
realizada. Após suportar em Sua pessoa os tormentos, alegrar-Se-á de O conhecer
até o enlêvo. O Justo, Meu Servo, justificará a muitos homens e tomará sobre Sí
em suas inquidade. Eis porque Lhe darei parte com os grandes, e Ele dividirá a
presa com os poderosos" (Isa. 53:10-12). Em outras palavras, após a morte
o Messias reviverá afim de encabeçar o Reino dos justos e ficará satisfeito
moralmente com o resultado de Seus sofrimentos.
O rei Daví também predisse a
ressurreição de Cristo no salmo 15, o qual é expressado na voz de Cristo:
"Ponho sempre o Senhor diante dos olhos; pois que Ele está à Minha direita,
não vacilarei. Por isso Meu coração se alegra e Minha alma exulta, até Meu
corpo descansará seguro. Porque Vós não abandonareis Minha alma na habitação
dos mortos, nem permitireis que Vosso Santo conheça a corrupção. Vós Me
ensinareis o caminho da vida. Há abundância da alegria, junto de Vós, e
delícias eternas, à Vossa direita" (Salmo 15:8-9-10-11).
Em Oséias há menção a respeito do
terceiro dia da ressurreição, embora sua profecia esteja no plural: "Até
que se arrependam de seus pecados e Me procurem, e em sua miséria recorram a
Mim. Vinde, voltemos ao Senhor, Ele feriu-nos, Ele nos curará; Ele causou a
ferida, Ele a sanará. Dar-nos-á de novo a vida em dois dias, ao terceiro dia
levantar-nos-á, e viveremos em Sua presença" (Osé. 6:1-2, veja 1 Cor.
15:4).
Além das profecias diretas sobre a
imortalidade do Messias, na realidade todos os lugares do Antigo Testamento
onde o Messias é chamado Deus, (por exemplo nos Salmos 2, 131:11, em Jer. 23:5,
em Miq. 5:2, Mal. 3:1). Deus em Sua essência é imortal. Também pode-se concluir
sobre a imortalidade do Messias, quando lemos as predições sobre Seu Reino
Eterno (por exemplo em Gen. 49:10; 2 Reis 7:13); Salmos 2, 131:11; Ezeq. 7:27;
Dan. 7:13). Portanto o Reino Eterno presume um Eterno Rei!
Desta forma, resumindo o conteúdo
deste capítulo, nós vemos que os profetas do Antigo Testamento falavam de modo
muito definido sobre os sofrimentos expiatórios, morte, e então - sobre a
ressurreição e glória do Messias. Ele teria que morrer para a redenção dos
pecados humanos e ressuscitar para encabeçar o Reino Eterno daqueles que Ele
salvou. Estas verdades, primeiramente reveladas pelos profetas, mais tarde
formaram os fundamentos da fé Cristã.
As Profecias
De Daniel
O Patriarca Jacó, conforme nós
mostramos no 2o capítulo, coincidiu os tempos da vinda do Conciliador com o
tempo em que os descendentes de Judá perderiam sua independência política. O
tempo da vinda do Messias foi definido pelo profeta Daniel em sua profecia
sobre as setenta semanas.
O Profeta Daniel escreveu a profecia
sobre o tempo da vinda do Messias quando ele junto com outros hebreus
encontravam-se cativos na Babilônia. Os hebreus foram levados ao cativeiro pelo
rei Nabucodonossor, que havia destruído a cidade de Jerusalém no ano 588 A.C..
O profeta Daniel sabia que o prazo de 70 anos do período do cativeiro
babilônico, predito pelo profeta Jeremias (no cap. 25 de seu livro), estava
chegando ao fim. Desejando rápido retorno do povo hebreu do cativeiro para sua
terra nativa e a restauração da Cidade Santa de Jerusalém, São Daniel começou a
pedir a Deus por isto em preces fervorosas. Ao final de uma destas preces,
repentinamente surgiu diante dele o Arcanjo Gabriel e disse que Deus ouviu sua
prece e em breve ajudará os hebreus na restauração de Jerusalém. Prosseguindo,
o Arcanjo Gabriel revelou ainda outra boa notícia, ou seja, de que do tempo da
declaração do decreto da restauração de Jerusalém, iniciar-se-á o cálculo do
ano da vinda do Messias e a instituição do Novo Testamento. Eis o que falou o
Arcanjo Gabriel ao Profeta Daniel:
"Setenta semanas foram fixadas a
teu povo e à tua cidade santa para dar fim à prevaricação, selar os pecados e
expiar a iniquidade, para instaurar uma justiça eterna, encerrar a visão e a
profecia e ungir o Santo dos Santos. Sabe, pois, e compreende isto: desde a
declaração do decreto sobre a restauração de Jerusalém até um chefe ungido,
haverá sete semanas; depois, durante sessenta e duas semanas, ressurgirá, será
reconstruída com praças e muralhas. Nos tempos de aflição, depois dessas
sessenta e duas semanas, um Ungido será suprimido, e ninguém (será) a favor
Dele. A cidade e o Santuário serão destruídos pelo povo de um chefe que virá.
Seu fim (chegará) com uma invasão, e até o fim haverá guerra e devastação
decretada. Concluirá com muitos uma sólida aliança por uma semana e no meio da
semana fará cessar o sacrifício e a oblação; sobre a asa das abominações virá o
devastador, até que ruína decretada caia sobre o devastado" (Dan.
9:24-27).
Nesta profecia todo intervalo de tempo
desde o decreto da restauração de Jerusalém até a instituição do Novo
Testamento e da segunda destruição desta cidade, está dividido em três
períodos. Os prazos de cada período eram calculados em cinco sétimos de anos,
ou seja, - sete anos. Sete é uma data sagrada, simbòlicamente significando
totalidade, finalização. O sentido desta profecia é o seguinte: para o povo
judáico e a cidade santa são determinadas 70 "semanas" (70 x 7 = 490
anos); enquanto não chega o Santo dos Santos (Cristo), o Qual irá apagar a
ilegalidade, trará a eterna verdade e cumprirá todas as profecias. O decreto
para a nova construção de Jerusalém e do templo servirá para o início dessas
semanas, e o final - a repetição da destruição dos dois. Pela ordem dos
acontecimento, essas semanas são divididas da seguinte maneira: durante as
primeiras sete "semanas" (i.e. 49 anos) Jerusalém e o Templo serão
reconstruídos. Depois, no final das 62 semanas seguintes (i.e. 434 anos) Cristo
virá, porém, sofrerá e será levado à morte. Finalmente no decorrer da última
"semana" será estabelecido o Novo Testamento e na metade dessa
"semana" cessarão os sacrifícios regulares no Templo de Jerusalém, e
no santuário haverá abominação. Então virá um povo, guiado por um líder o qual
irá destruir a cidade santa e o Templo.
É interessante e instrutivo observar
como de fato se desenrolaram os fatos históricos no período do tempo designado
pelo Arcanjo Gabriel. O decreto para a restauração de Jerusalém foi emitido
pelo rei Artaxerxes da Pérsia no ano 453 A.C. Este notável acontecimento é
descrito em detalhes no 2o capítulo do livro de Neemias. Do momento desse
decreto é que se deve começar a conta das "semanas" de Daniel. Pelo
método grego de numeração dos anos, este era o 3o ano da 76a Olimpíada; pelo método
grego - o 299o ano da fundação de Roma. A restauração dos muros de Jerusalém e
do Templo prolongou-se por aproximadamente 40 a 50 anos (sete
"semanas"), pois, alguns povos pagãos que viviam nos arredores
vizinhos de Jerusalém, tentavam de todas maneiras impedir a restauração dessa
cidade.
De acordo com a profecia, o Messias
teria de sofrer pela purificação dos pecados humanos no período entre 69 e 70
"semanas." Se somarmos 69 semanas ao ano do decreto da restauração de
Jerusalém, i.e. 483 anos, resultará então no 30o ano do método de numeração dos
anos cristãos. Aproximadamente nessa época, de 30 a 37 A.C., conforme a
profecia, o Messias iria sofrer e morrer. O Evangelista Lucas escreve que o
Senhor Jesus Cristo saiu para pregar no 15o ano do governo do imperador romano
Tibério. Isto coincidia com o 782o ano da fundação de Roma ou com o 30o ano
após o nascimento de Cristo. O Senhor Jesus Cristo pregou por três anos e meio
e sofreu no 33o ou 34o ano da nossa era, justamente no intervalo de tempo,
indicado por São Daniel. Após a Ressurreição de Cristo a fé cristã começou a se
disseminar ràpidamente, tanto que realmente a última 70a semana foi a
confirmação do Novo Testamento entre muitas pessoas.
Jerusalém foi destruída pela segunda
vez no ano 70 de nossa era, pelo líder militar romano Tito. Durante o assédio
de Jerusalém pelas legiões romanas, devido à discórdia entre os líderes judeus,
reinou completo caos nessa cidade. Como resultado dessas discórdias, os
serviços religiosos no Templo, conforme predisse o Arcanjo ao profeta Daniel,
reinou "a abominação da desolação." O Senhor Jesus Cristo, em uma de
suas conversações lembrou aos cristãos sobre esta profecia e preveniu Seus
ouvintes de que quando eles virem abominação da desolação em seu lugar santo,
eles devem fugir de Jerusalém o mais rápido possível, pois chegou o fim (Mat.
24:15). Assim procederam os cristãos que viviam em Jerusalém, quando o exército
romano por causa das eleições de um novo imperador, por ordem de Vespasiano se
retirou temporàriamente. Por esta razão os cristãos não sofreram o retorno
subsequente do exército romano e a destruição de Jerusalém, e desta maneira,
escaparam do trágico destino de muitos judeus que permaneceram na cidade. A
profecia de Daniel sobre as semanas chegam ao fim com a destruição de
Jerusalém.
Desta forma, a coincidência entre a
profecia dada e os acontecimentos históricos subsequentes na vida do povo
hebreu e as narrações do Evangelho é - surpreendente.
Aqui deve ser lembrado de que os
rabinos hebreus freqüentemente proibiam seus patrícios de contarem as semanas
de Daniel. O rabino de Gemar até amaldiçoou aqueles hebreus que irão calcular o
ano da vinda do Messias: "Que estremeçam os ossos daqueles, que calculam
os tempos" (Sanedrin 97). A severidade desta proibição é compreensível.
Pois as semanas de Daniel apontam diretamente ao tempo da atividade de Cristo o
Salvador, o que para aqueles que não crêem Nele torna-se desagradável de
admitir.
No profeta Daniel nós encontramos
também outro testemunho importante sobre o Messias, escrito em forma de uma
visão, na qual o Messias é retratado como Eterno Soberano. Isto está inscrito
no sétimo capítulo de livro.
"Olhando sempre a visão noturna,
ví um Ser semelhante ao Filho do Homem, vir sobre as nuvens do céu: dirigiu-Se
para o lado do Ancião, diante de Quem foi conduzido. A Ele foram dados império,
glória e realeza, e todos os povos, todas as nações e os povos de todas as
línguas serviram-No. Seu domínio será eterno; nunca cessará e Seu reino jamais
será destruído" (Dan. 7:13-14).
Nesta visão fala-se sobre os últimos
destinos do mundo, no fim da existência dos reis terrenos, sobre o terrível
julgamento das nações, reunidas diante do trono do Ancião dos Dias, ou seja, -
Deus Pai, e sobre o começo dos tempos gloriosos para o Reino do Messias. Aqui o
Messias é denominado "Filho do Homem," o que aponta para sua natureza
humana. Conforme temos conhecimento do Evangelho, o Senhor Jesus Cristo com
freqüência se denominava de Filho do Homem, lembrando aos hebreus, com este
nome, da profecia de Daniel (Mat. 8:20; 9:6; 12:40; 24:30 e etc).
As profecias de outros dois grandes
profetas Jeremias e Ezequiel poderão ser encontradas no suplemento, onde estão
acumuladas profecias sobre o Reinado do Messias. Concluindo este capítulo,
traremos apenas a profecia de Baruc, pupilo de Jeremias, onde ele escreve sobre
a vinda de Deus à terra: "É Ele o nosso Deus, com Ele nenhum outro se
compara. Conhece a fundo os caminhos que conduzem à sabedoria, galardoando com
ela Jacó, Seu servo, e Israel, Seu favorito. Foi então que Ele apareceu sobre a
terra, onde permanece entre os homens" (Bar. 3:36-38). Infelizmente, nos
tempos do cativeiro da Babilônia, o original hebreu do livro do profeta Baruc
foi perdido, motivo pelo qual a tradução em grego desse livro foi colocada na
lista dos livros não canônicos. Por esta razão, a profecia de Baruc não recebe
prestígio entre "experts" Bíblicos ou outras religiões.
Profecias Dos
Profetas "Menores"
Além dos livros dos
"grandes" profetas, referindo-se aos livros de Isaías, Jeremias,
Ezequiel e Daniel, entre os livros sagrados do Antigo Testamento encontram-se
ainda 12 livros dos denominados profetas "menores." Eles são
denominados de "menores" devido ao fato dos seus livros serem de
menores proporções, contendo apenas alguns poucos capítulos. Alguns dos
profetas "menores" que escreviam sobre o Messias foram Oséias, Joel,
Amos e Miquéias - contemporâneos do profeta Isaías, que viveram 700 anos A.C.,
igualmente os profetas Ageu, Zacarias e Malaquias, que viveram após o cativeiro
babilônico durante o 6o e 5o centenários A.C.. Durante os tempos dos três
últimos profetas era construído o segundo Templo do Antigo Testamento em
Jerusalém, no lugar do Templo demolido de Salomon. As Escrituras do Antigo
Testamento encerram-se com o livro de Malaquias.
O profeta Miquéias escreveu
largamente a conhecida profecia sobre Belém a qual era citada pelos escribas
judeus quando o rei Herodes perguntou-lhes onde deverá nascer o Cristo:
"Mas tu, Belém-Efrata, tão pequeno entre os clãs de Judá, é de Tí que
sairá para Mim Aquele Que é chamado a governar Israel. Suas origens remotam aos
tempos antigos, aos dias do longínquo passado" (Miq. 5:1). Aqui o profeta
Miquéias fala que embora Belém tenha sido considerada como uma das cidades mais
insignificantes de Judá, ela está designada a ser o local do nascimento do
Messias, e a realidade deste acontecimento se estenderá pela eternidade. A
existência eterna, como é do nosso conhecimento, é a natureza notável da
Excência de Deus. Por esta razão esta profecia testemunha sobre a eternidade e,
consequentemente sobre a unidade do Messias com Deus Pai (nos lembremos de que
Isaías chamava o Messias de "Pai Eterno" (Isa. 9:5).
A profecia seguinte de Zacarias e
Amos refere-se aos últimos dias da vida do Messias. A profecia de Zacarias diz
da entrada triunfante do Messias em Jerusalém montado num jumento:
"Exulta de alegria, filha de
Sião, solta gritos de júbilo, filha de Jerusalém; eis que vem a tí o teu Rei,
justo e vitorioso; Ele é simples e vem montado num jumento, no potro de uma
jumenta... Ele proclamará a paz entre as nações, Seu império estender-se-á de
um mar ao outro, desde o rio até as extremidades da terra. Quanto a tí, por
causa de tua aliança de sangue, libertarei os teus cativos do fôsso sem água"
(Zac. 9:9-11).
Jumenta - é o símbolo do mundo,
naquele tempo, assim com o cavalo é o símbolo da guerra. De acordo com esta
profecia, O Messias deveria proclamar a paz no mundo - reconciliação com Deus e
o cessar da inimizade entre as pessoas. A Segunda parte da profecia sobre a
libertação dos prisioneiros do fôsso, professava a respeito da libertação das
almas dos mortos, do inferno e como resultado dos sofrimentos redentores do
Messias.
Na profecia seguinte Zacarias
predisse que o Messias seria traído em troca de 30 moedas de prata. Na profecia
o discurso provém do nome de Deus, Que oferece aos líderes judeus Lhe
designarem pagamento por tudo aquilo que Ele fez pelo Seu povo: Eu disse-lhes:
"Dai-Me o Meu salário, se o julgais bem, ou então retei-o!"
"Eles pagaram-Me apenas trinta moedas de prata pelo Meu salário." O
Senhor disse-me: "Lança esse dinheiro no tesouro, esta bela soma, na qual
estimaram os Teus serviços. Tomei as trinta moedas de prata e lancei-as no
tesouro da casa do Senhor" (Zac. 11:12-13).
Conforme temos conhecimento do
Evangelho, Judas Escariote traiu seu Mestre. Entretanto Judas não esperava que
Cristo seria condenado à morte. Quando soube disto, ele se arrependeu por seu
procedimento e jogou fora as moedas que lhe foram dadas no Templo. Com estas
trinta moedas de prata, os príncipes dos Sacerdotes compraram o campo do
Oleiro, para que alí se fizesse um cemitério de estrangeiros, conforme predisse
Zacarias (Mat. 27:7-9).
O profeta Amos predisse sobre o
eclipse do sol, o qual aconteceu durante a crucificação de Cristo:
"Acontecerá naquele dia - diz o Senhor, que farei o sol se por ao
meio-dia, e encherei a terra de trevas em pleno dia" (Amó. 8:9). Profecia
semelhante encontramos também em Zacarias: "Será um dia contínuo (conhecido
somente pelo Senhor), e não haverá sucessão de dia e noite, e a noite será
clara" (Zac. 14:6-7).
As profecias mais antigas sobre o
Messias dos profetas Ageu, Zacarias e Malaquias têem uma relação estreita à
construção do segundo Templo de Jerusalém. Tendo retornado do cativeiro, os
judeus, sem grandes entusiasmos, construíam o novo templo no lugar das ruínas
do templo de Salomão. Toda a nação ficou devastada, e muitos judeus preferiram
reconstruir suas próprias casas. Por isso, após o período cativo tornou-se necessário
aos profetas coagir os judeus a construírem a Casa de Deus. Para encorajar os
construtores, os profetas diziam que embora em sua fachada exterior o novo
templo cede ao de Salomão, ele será muito superior na importância espiritual. O
motivo da glória do templo em construção era de que seria freqüentado pelo
Messias aguardado por todos. Trazemos aqui consecutivamente profecias a este
respeito de Ageu, Zacarias e Malaquias conforme eles complementam um ao outro.
Deus fala através dos lábios dos profetas:
"Porque ainda um pouco de tempo,
e abalarei céu e terra, mares e continentes, sacudirei todas as nações,
afluirão riquezas de todos os povos e encherei de Minha glória esta casa, diz o
Senhor dos Exércitos... o esplendor desta casa sobrepujará o da primeira"
(Ageu 2:6-9).
"Eis o homem - cujo nome é
Gérmen; alguma coisa vai germinar de Sua linhagem. Ele é que reconstruirá o
templo do Senhor; usará insígnias reais e sentar-se-á como Rei sobre Seu
trono" (Zac. 6:12-13).
"Vou mandar o Meu mensageiro
para preparar o Meu caminho. E imediatamente virá ao Seu Templo o Senhor que
buscais, o Anjo da Aliança que desejais. Ei-Lo que vem, diz o Senhor dos
Exércitos" (Mal. 3:1).
Deus Pai chama o Messias de "O
desejado de todas as nações." "Rebento," "Senhor" e
"Anjo do Testamento." Estes nomes do Messias conhecidos pelos judeus
pelos prévios profetas, uniam todas as profecias anteriores sobre Cristo num
todo. Malaquias foi o último profeta do Antigo Testamento. Sua profecia a
respeito do "Anjo" enviado para preparar o caminho do Senhor o Qual
logo virá, encerra a missão dos profetas do Antigo Testamento e dá início ao
período da espera da chegada de Cristo.
Há concordância apenas que na
profecia apresentada por Zacarias o Messias deveria criar o Templo do Senhor.
Aqui o discurso não é a respeito da criação de um templo de pedra (o qual não
comportaria todos os povos), mas sim, de um templo espiritual - Igreja dos
Fiéis. Pois Deus habita nas almas dos fiéis, como num templo (Lev. 26:1-12).
Espera
Da Vinda do Messias
Resumindo aqui o conteúdo das
profecias do Antigo Testamento sobre o Messias, nós vemos que os judeus,
possuindo uma descrição tão abundante e detalhada a respeito de Seu caráter e
muitos acontecimentos de Sua vida, podiam sem dificuldades adquirir a verdadeira
fé Nele. Particularmente eles deveriam saber que o Messias teria duas
naturezas: humana e Divina, que Ele seria o profeta maior, rei e
Sumo-Sacerdote, ungido por Deus (Pai) para estes serviços e seria um bom
Pastor.
As profecias também atestavam ao fato
de que o objetivo importante do Messias seria a derrota do demônio e seus
criados, a redenção dos pecados da humanidade, a cura de seus males físicos e
espirituais e a reconciliação com Deus; que Ele abençoará os fiéis e
estabelecerá o Novo Testamento, e que Suas bençãos espirituais se estenderão
sobre toda a humanidade.
Os profetas também revelaram muitos
acontecimentos da vida do Messias, ou seja: Ele descenderá de Abrão, da tribo
de Judá, da origem do rei Daví, nascerá de uma Virgem na cidade de Bethlem, irá
propagar a paz à humanidade, curar as doenças, será dócil e complacente, será
traído, condenado inocentemente, irá padecer, será transpassado (por uma
lança), morrerá, será sepultado num túmulo novo, durante Sua crucificação
escurecerá. Depois o Messias descerá ao inferno e trará de lá almas das
pessoas, após o que Ele ressuscitará dos mortos; eles também profetizaram que
nem todos irão reconhecê-Lo como o Messias, e alguns até irão hostilizá-Lo,
embora sem sucesso. O fruto de Sua redenção será a renovação espiritual dos que
crêem e a expansão da graça do Espírito Santo sobre eles.
Finalmente, os profetas determinaram
que o tempo da vinda Dele coincidirá com o fim da independência política da
tribo de Judá, que ocorrerá não mais tarde do que 70 "semanas" (70 x
7 = 490 anos), após a emissão do decreto para a restauração da cidade de
Jerusalém e não mais tarde do que a destruição do Segundo Templo em Jerusalém,
que Ele aniquilará o Anticristo e virá novamente em glória. Como resultado final
de Suas atividades será a obtenção da justiça, paz e felicidade.
Também os nomes com os quais o
Messias era denominado pelos profetas, provam a Sua Natureza e a Magnitude de
seus atos. Ele era chamado de "Leão, David, Rebento, Deus Poderoso,
Emanuel, Conselheiro, Líder do mundo, Pai do século futuro, Conciliador,
Estrela, Família da Mulher, Profeta, Filho de Deus, Rei, Ungido (Messias),
Redentor, Deus, Senhor, Servo (de Deus), Justo, Filho do Homem, Santo dos
Santos.
Toda esta abundância de profecias
sobre Cristo nas escrituras sagradas do Antigo Testamento nos revela a grande
significação que os profetas davam à sua missão de ensinarem os judeus a crer
corretamente no Cristo chegando. Além disso, a esperança de que em algum tempo
virá uma Pessoa extraordinária, a Qual livrará as pessoas da calamidade,
propagou-se pelos judeus entre muitas nações, razão pela qual Ageu denomina
Cristo de "Desejado por todas as nações." Realmente, entre muitos
povos antigos (chineses, indús, persas, gregos e outros) existia uma lenda,
muito antes do Nascimento de Cristo, sobre a vinda de Deus-pessoa ao mundo.
Alguns chamavam-No de "Santo," outros - "Salvador."
Foi assim que os profetas do Antigo
Testamento prepararam condições indispensáveis para o êxito da propagação da fé
do Novo Testamento. Em verdade, muitas memórias antigas escritas no período do
2o século antes do Nascimento de Cristo até o início do 2o centenário D.C.
testemunham que naquele tempo o povo hebreu aguardava intensamente a vinda do
Messias. Dentre estas memórias escritas pode-se apontar para o livro de Enoc, o
livro de Baruc, Oráculos de Sibil, partes antigas do Talmud, Pergaminhos do Mar
Morto, anotações de José Flávio (historiador judeu do 1o século da nossa era) e
outros. Citações destas fontes requerem muito espaço. Lendo as antigas memórias
escritas, é possível se concluir que a fé dos hebreus no Messias às vezes
alcançava uma força surpreendente. Assim, por exemplo, alguns escritores
antigos denominavam o Messias de Filho do Homem e Filho de Deus, existente antes
do surgimento do mundo, rei e justo, recompensando os bondosos e punindo os
maus (na Segunda parte do livro de Enoc).
Cumprimento Das Profecias
Sobre o Messias
A respeito de que muitos judeus
estavam preparados espiritualmente para aceitarem o Messias, pode ser visto nos
capítulos iniciais do Evangelho de Lucas. A Santíssima Virgem Maria, a Justa
Elizabeth, o sacerdote Zacarias, o Justo Simão, a profetiza Ana e muitos
habitantes de Jerusalém ligavam o nascimento de Jesus Cristo com o cumprimento das
profecias antigas sobre a vinda do Messias, sobre o perdão dos pecados, a
derrota dos orgulhosos e a elevação dos mansos, sobre a restauração do
Testamento com Deus, sobre o serviço de Israel para Deus com o coração puro.
Depois disto, desde que Jesus Cristo começou a pregar, os Evangelhos
testemunham a facilidade com que muitos hebreus reconheceram Nele o Messias
prometido e comunicaram aos seus conhecidos; por exemplo, os apóstolos André e
Felipe, e mais tarde - Natanael e Pedro (Joã. 1:40-44).
Jesus Cristo reconhecia a Sí como
Messias e atribuía a Sí as predições dos profetas como por exemplo: a profecia
de Isaías sobre o Espírito Santo que deveria descer sobre o Messias (Isa. 61:1;
Luc. 4:18). Isaías também
profetizou a respeito da cura dos doentes pelo Messias (Isa. 35:5-7); Mat. 11:5). Jesus elogiou o Apóstolo Pedro por tê-Lo chamado de Cristo, Filho de Deus Vivo e prometeu edificar Sua Igreja na fé Nele (Mat. 16:16). Ele falou para os judeus examinarem e se aprofundarem nas Escrituras, pois as mesmas dão testemunhos Dele (5:39). Ele também dizia que Ele é o Filho, o Qual Se sentará à direita do Pai, de acordo com o Salmo 109 (Mat. 22:44). Jesus Cristo falava também que Ele é a "Pedra" rejeitada pelos "construtores," referida na conhecida predição no Salmo 117 (Mat. 21:42). Antes dos Seus padecimentos Jesus Cristo lembrou Seus discípulos de que "é necessário que se cumpra tudo escrito sobre Ele" (Luc. 22:37; Isa.53). Durante o julgamento diante da pergunta direta do sumo-sacerdote Caifás: se Ele era "o Cristo, o Filho de Deus," Cristo respondeu que sim, e lembrou a profecia de Daniel sobre o Filho do Homem (Mat. 26:63-64; Dan. 7:13), e Sua confirmação serviu como razão formal para Sua condenação à morte. Após Sua ressurreição dos mortos Cristo censurou os Apóstolos, dizendo que eles "eram tardos de coração para crerem em tudo que anunciaram os profetas" (Luc. 24:25). Em poucas palavras, desde o início de Seus serviços públicos, até Seus padecimentos na Cruz e depois de Sua ressurreição, Jesus Cristo Se declarava o Messias, prometido pelos profetas.
profetizou a respeito da cura dos doentes pelo Messias (Isa. 35:5-7); Mat. 11:5). Jesus elogiou o Apóstolo Pedro por tê-Lo chamado de Cristo, Filho de Deus Vivo e prometeu edificar Sua Igreja na fé Nele (Mat. 16:16). Ele falou para os judeus examinarem e se aprofundarem nas Escrituras, pois as mesmas dão testemunhos Dele (5:39). Ele também dizia que Ele é o Filho, o Qual Se sentará à direita do Pai, de acordo com o Salmo 109 (Mat. 22:44). Jesus Cristo falava também que Ele é a "Pedra" rejeitada pelos "construtores," referida na conhecida predição no Salmo 117 (Mat. 21:42). Antes dos Seus padecimentos Jesus Cristo lembrou Seus discípulos de que "é necessário que se cumpra tudo escrito sobre Ele" (Luc. 22:37; Isa.53). Durante o julgamento diante da pergunta direta do sumo-sacerdote Caifás: se Ele era "o Cristo, o Filho de Deus," Cristo respondeu que sim, e lembrou a profecia de Daniel sobre o Filho do Homem (Mat. 26:63-64; Dan. 7:13), e Sua confirmação serviu como razão formal para Sua condenação à morte. Após Sua ressurreição dos mortos Cristo censurou os Apóstolos, dizendo que eles "eram tardos de coração para crerem em tudo que anunciaram os profetas" (Luc. 24:25). Em poucas palavras, desde o início de Seus serviços públicos, até Seus padecimentos na Cruz e depois de Sua ressurreição, Jesus Cristo Se declarava o Messias, prometido pelos profetas.
Se Cristo evitava denominar-Se
Messias na presença do povo, e sòmente citava profecias a Seu respeito, era por
causa das representações grosseiras e distorcidas sobre o Messias as quais se
estabeleceram entre o povo. Cristo se esquivava por todos os meios da glória
terrena e da interferência na vida política.
Devido à sua humilhante dependência
de Roma, muitos judeus desejavam ter em Messias um potente rei-conquistador, o
qual lhes daria independência política, glória e bens materiais. Porém Jesus
veio para evidenciar o renascimento espiritual nas pessoas. Ele prometeu
bençãos celestes e não terrestres, como recompensa pelas virtudes. Eis porque
muitos rejeitaram Cristo.
Embora os Apóstolos antes da crucificação
de Cristo, tenham medrosamente vacilado em sua fé Nele, após Sua Ressurreição
dos mortos não tiveram nenhuma dúvida de que Ele é o Messias prometido por
Deus. Depois da ressurreição a fé deles se fortaleceu a tal ponto, que por
Cristo eles estavam prontos para dar e realmente deram sua vida. Os Apóstolos
constantemente mencionavam em suas cartas as antigas profecias sobre o Messias
afim de convencer os judeus da veracidade da fé cristã. Por esta razão, a
palavra deles, não obstante a descrença e oposição principalmente dos
sumo-sacerdotes e escribas, tiveram tamanho sucesso, primeiramente entre os
judeus, e depois - entre os pagãos. Já no final do primeiro centenário a fé
cristã se espalhou por quase todos os lados do vasto império Romano.
Noções Distorcidas
Sobre o Messias
Apesar da abundância de profecias
sobre o Messias nas Escrituras do Antigo Testamento, durante a vida terrena de
Cristo, nem todos os hebreus tinham noções corretas a respeito Dele. A razão
disso era que muitos judeus não conseguiam se elevar até o entendimento
espiritual das profecias messiânicas, por exemplo, sobre a natureza Divina do
Messias, sobre a necessidade do renascimento moral, sobre a Graça de Deus
atuante no Reino do Messias.
O período do 3o século antes do
nascimento de Cristo até o início do 2o século D.C. foi o tempo de intensa luta
do povo hebreu por sua independência política. Esta difícil batalha e as
privações relacionadas com ela, contribuíram para o desenvolvimento entre os
judeus da esperança de melhores tempos quando o Messias derrotaria os inimigos
do povo hebreu. Eles sonhavam que com a subida ao trono do Messias teriam
início tempos felizes, cheios de abundância material na vida. Por causa destes
desejos nacionais-estreitos e utilitários, conforme já mencionamos, o Senhor
Jesus Cristo evitava denominar-Se publicamente de Messias. Porém, com
freqüência Ele citava as profecias antigas que falavam do Messias como líder
espiritual, e com isto devolviam a fé dos hebreus para o caminho certo (Veja
Mat. 26:54; Mar. 9:12; Luc. 18:31; Joã. 5:39).
Mas os hebreus, desejando ter no
Messias o rei terreno e sonhando com bens materiais, irritavam-se com a
aparência dócil e humilde de Jesus Cristo. Seus ensinamentos sobre a mansidão,
sobre o amor pelos inimigos, sobre a aspiração ao Reino Celeste - eram
totalmente estranhos a eles.
Os líderes hebráicos no decorrer de
vários anos não sabiam como se livrar do indesejável Mestre-Milagroso. Eles
receavam também pela perda de sua própria influência sobre o povo, pois, muitas
pessoas simples acreditavam em Jesus Cristo. Finalmente, um acontecimento
favorável surgiu, quando Judas, um dos doze Apóstolos, ofereceu seus serviços
aos Sumo-Sacerdotes e ajudou-os a entregarem Jesus Cristo para julgamento.
Durante o julgamento porém, os juizes não conseguiam salientar uma acusação
contra Cristo, pela qual seria possível condená-Lo à morte. Somente após Jesus
ter respondido afirmativamente à pergunta de Caifás: se Ele Se considerava o
Cristo (Messias) Filho de Deus Vivo, Ele foi acusado de blasfêmia. Este
"pecado," por lei, era punido com a morte. Mas os líderes hebreus por
sí mesmos não tinham o direito de executar sua sentença, pois a Judéia era
subordinada aos romanos. Conforme temos conhecimento do Evangelho, Pilatos,
contra sua própria vontade, temendo seu próprio destino, confirmou a sentença
dos líderes hebreus - os Sumo-Sacerdotes e membros de Senedrion. Cristo foi
crucificado na véspera da Páscoa dos judeus no 33o ou 34o ano de nossa era.
Diante destas circunstâncias o povo hebreu, representado por seus líderes,
rejeitou o Enviado de Deus Messias.
Porém, a espera pelo Messias,
Rei-conquistador, como antes de Jesus Cristo, assim especialmente nos 1o e 2o
séculos depois Dele, criou uma base conveniente para o aparecimento de todos tipos
de auto-denominados messias entre os judeus. Afinal de contas aquele era o
tempo, de acordo com as profecias do patriarca Jacó e o profeta Daniel, quando
o verdadeiro Messias deveria chegar. Na história do povo hebreu foram contados
cerca de sessenta falsos-messias. Eles eram geralmente aventureiros de todos os
tipos: às vezes - simplesmente chefes de quadrilhas, às vezes - líderes
militares de maior evidência, às vezes - fanáticos religiosos e reformistas.
O falso-messias mais proeminente foi
Bar-Kochba, chefiando uma luta desesperada com Roma nos anos 132-135 D.C. Ele
se denominava de Estrela de Jacó (referente à profecia em números 24:17), e
messias-libertador. Ele era possuidor de uma vontade de aço e conseguiu
submeter por completo a população judaica na Palestina. Ele era dono absoluto
tanto dos bens quanto das vidas dos seus súditos. Os judeus acreditavam
cegamente em seu messianismo e estavam prontos para sacrificar tudo, para
realizar seus sonhos sobre os felizes tempos messiânicos. Porém a pequena
Judéia não tinha forças para lutar com a potente Roma. A guerra terminou com
terríveis destruições por toda Palestina. Uma parte considerável da população
morreu nessa guerra, e outra parte foi levada ao cativeiro e eram vendidos nos
palanques dos escravos. O próprio Bar-Kochba morreu. (Um escritor do segundo
século, que viveu na Palestina, chamado Justin o Filósofo, relata a respeito da
brutalidade de Bar-Kochba durante a prosperidade de seu poder. Ele exigia dos
cristãos que eles renunciassem a Cristo e desprezassem Seu nome. Aqueles que se
recusavam a agir desta maneira eram submetidos a sofrimentos cruéis e à morte.
Ele não tinha compaixão nem pelas mulheres, nem pelas crianças (Apologia 1a,
par.31)).
No decorrer dos séculos hebreus,
estando espalhadas pelo mundo todo, todas as forças levaram para a preservação
da sua religião do Antigo Testamento e do nacionalismo. E nisto eles foram
sucedidos. Porém, não aceitando a Cristo e Seus ensinamentos, os judeus
privaram-se daquilo que de mais valor lhes foi deixado pelos profetas - a
esperança do renascimento espiritual.
Após a Segunda Guerra Mundial, em
alguns judeus foi despertada a ansiedade para o seu Messias - Jesus Cristo.
Entre eles surgiram missionários ativos, os quais atraiam seus compatriotas para
a fé cristã. O trabalho missionário caminhou com muito sucesso, pois, eles
empregavam as predições messiânicas dos profetas do Antigo Testamento. É
preciso dizer que as Sagradas Escrituras, mesmo entre os judeus indiferentes a
Deus, são muito respeitadas. Deste modo, não obstante o transcorrer dos
séculos, as Escritas dos profetas permanecem com a palavra viva e eficaz de
Deus.
Presume-se que sobre estes novos
cristãos pesará um problema difícil; o de acusar a falsidade do último
falso-messias que se aproxima - o Anticristo. Este impostor, igual aos antigos
falsos-messias, irá prometer alegrias terrenas e felicidade. De acordo com as
predições, muitos irão acreditar nele cegamente, e ele conseguirá um sucesso
político considerável, mas não por muito tempo. Depois ele também morrerá,
igual a muitos impostores da antiguidade.
Os cristãos não têem necessidade de
provar que Jesus Cristo é o verdadeiro Messias. Porém, o conhecimento das
profecias antigas é muito útil para todos. Esse conhecimento, por um lado
enriquece a fé em Cristo, e por outro lado, oferece meios para conversão para a
fé aos duvidosos e descrentes. Devemos ser gratos aos profetas do Antigo
Testamento por terem relatado com tanta clareza e riqueza de detalhes a
respeito de Cristo. Graças a eles, nossa fé Nele está fortalecida sobre uma
pedra dura, e com esta fé nós seremos salvos.
Profecias Sobre os
Tempos do Novo Testamento
De acordo com os profetas, o objetivo
da vinda do Messias ao mundo era o estabelecimento do Reino de Deus, no qual
deveria entrar a nova espiritualmente restabelecida Israel. Os profetas
descrevem esse Reino bastante detalhado. Neste nosso trabalho, nós tomamos como
regra apresentar as profecias que se referem ao Messias e mostrar como elas
foram cumpridas em Jesus Cristo. A profecia referente ao Reino Dele iremos
apresentar superficialmente, nos detendo apenas nas principais e mais comuns
qualidades deste Reino.
Falando sobre o Reino Messiânico, os
profetas o retratavam como uma sociedade de pessoas espiritualmente renovadas.
Nessa sociedade deveriam entrar além dos judeus também outras nações. A
principal particularidade deste Reino seria a abundância de dádivas e bençãos.
Sendo o Reino de Deus, ele é o mais forte de todos os reinos terrestres e
sobreviverá a eles. Seu início deu-se nos tempos da chegada do Messias à terra,
e no final do mundo, após o Julgamento Final de Deus das nações, ele deverá se
transformar em sua aparência externa. Então, na nova terra transformada irão
desaparecer todas as angústias físicas, e entre os cidadãos deste Reinado irá
imperar a glória, a imortalidade e a plenitude das bençãos de Deus. Eis aqui,
em poucas palavras, a essência destas profecias. Agora iremos nos deter em
algumas particularidades.
Falando a respeito dos tempos messiânicos,
os profetas indicavam que eles seriam o tempo do Novo Testamento (aliança) de
Deus com as pessoas. Conforme sabemos, o Antigo Testamento de Deus com Israel
foi concluído na presença de Moisés diante do Monte Sinai. Então os judeus se
comprometeram a cumprir os mandamentos inscritos em placas de pedra, recebendo
de Deus como recompensa a terra prometida a Abraão (a Terra Prometida). Eis o
que escreve o profeta Jeremias a respeito da Nova Aliança:
"Dias hão de vir - oráculo do
Senhor - em que firmarei Nova Aliança
com as casas de Israel e de Judá.
Será diferente da que concluí com
seus pais no dia
em que pela mão os tomei para
tirá-los do Egito, aliança que
violaram embora Eu fôsse o esposo deles. Eis a aliança
que, então, farei com a casa de Israel
- oráculo
do Senhor: Incutir-lhe-ei a Minha
lei; gravá-la-ei em seu coração.
Serei o seu Deus e Israel será o Meu
povo. Então ninguém terá encargo de
instruir seu próximo ou irmão,
dizendo:
"Aprende a conhecer o
Senhor," porque todos Me conhecerão, grandes e pequenos -
oráculo do Senhor -, pois a todos
perdoarei as faltas,
sem guardar nenhuma lembrança de seus
pecados" (Jer. 31:31-34).
O profeta Isaías chama a Nova Aliança
de eterna: "Prestai-Me atenção, e vinde a Mim, escutai, e vossa alma
viverá: quero concluir convosco uma eterna aliança, outorgando-vos os favores
prometidos a Daví" (Isa. 55:3; veja Atos 13:34).
Como particularidade no Novo
Testamento, se diferenciando do Antigo, seria que além dos judeus, deveriam ser
atraídos também outros povos, os quais todos juntos formariam uma nova Israel,
Reino abençoado do Messias. O profeta Isaías em nome de Deus Pai escreveu a
respeito desta citação dos povos pagãos: "Não basta que sejas Meu Servo
para restaurar as tribos de Jacó e reconduzir os fugitivos de Israel; vou fazer
de Tí a luz das nações, para propagar Minha salvação até os confins do
mundo" (Isa. 49:6).
E um pouco mais tarde o profeta
Isaías expressa alegria nesta ocasião:
"Dá gritos de alegria, estéril,
tu que não tens
filhos, entoa cânticos de júbilo, tu
que não dás à luz
porque os filhos da desamparada serão
mais numerosos do que os da
mulher casada... pois deverás
estender-te à direita e
à esquerda; teus descendentes vão
invadir as nações,
povoar as cidades desertas"
(Isa. 54:1-5; veja Gal. 4:27).
Aqui o profeta retrara a Igreja
hebraica do Antigo Testamento como uma mulher casada, e os povos pagãos - na
forma de uma mulher estéril, a qual depois dará à luz a mais filhos do que a
primeira mulher. Sobre o chamado dos pagãos para o lugar dos judeus
desprendidos do Reino, também foi predito por Oséias (Osé. 1:9-10, 2:23). No
período do Antigo Testamento a afiliação à Igreja é determinada pela
nacionalidade. Nos tempos do Novo Testamento, a condição indispensável para
pertencer ao Reino do Messias será a fé; sobre isto escrevia Habacuc: "O
justo viverá em sua fé" (Hab. 2:4; Isa. 28:16).
Em contraste com a lei do Antigo
Testamento inscrita sobre placas de pedra, a nova lei de Deus será escrita nos
próprios corações dos membros da Nova Israel, ou seja, a vontade de Deus será
como parte inseparável de sua existência. Esta inscrição da lei nos corações de
Israel renovada será feita pelo Espírito Santo; a este respeito escrevem os
profetas Isaías, Zacarias e Joel. Conforme nós veremos, os profetas
referindo-se à Graça do Espírito Santo, com freqüência a denominavam de água. A
Graça, tal qual a água, refresca, purifica e dá vida às almas das pessoas.
O profeta Isaías foi o primeiro a
predizer sobre a renovação espiritual: "Porque derramarei água sobre o
solo sequioso, fá-la-ei correr sobre a terra árida, derramarei Meu Espírito
sobre tua posteridade e Minha benção sobre teus rebentos" (Isa.44:3). E em
Zacarias podemos ler: "Suscitarei sobre a casa de Daví e sobre os
habitantes de Jerusalém um ESPÍRITO DE BOA VONTADE e de prece, e eles voltarão
os seus olhos para Mim. Farão lamentações sobre Aquele Que traspassaram, como
se fosse um filho único; chorá-Lo-ão amargamente como se chora um
primogênito... Naquele dia jorrará uma fonte para a casa de Deus e para os
habitantes de Jerusalém, que apagará os seus pecados e suas impurezas"
(Zac. 12:10, 13:1; Isa. 12:3).
Aqui está predita a tristeza
penitente, a qual os habitantes de Jerusalém vivenciaram após a morte de Cristo
em Golgatá (veja Joã. 19:37; Atos 2:37). O profeta Ezequiel também escreveu a
respeito da renovação espiritual:
"Eu vos retirarei do meio das
nações, Eu vos reunirei de todos os lugares,
e vos conduzirei ao vosso solo.
Derramarei
sobre vós águas puras, que vos
purificarão de todas as vossas imundícies e de todas
as vossas abominações.
Dar-vos-ei um coração novo e em vós
porei um Espírito Novo; tirar-vos-ei do
peito o coração de pedra e dar-vos-ei
um coração de carne. Dentro
de vós meterei Meu Espírito, fazendo
que obedeçais as Minhas leis e sigais e observeis
os Meus preceitos" (Ezeq.
36:24-27).
A próxima profecia, de Joel,
complementa as três predições prévias:
"Depois disto, acontecerá que
derramarei
o Meu Espírito sobre todo ser vivo;
vossos filhos e vossas filhas
profetizarão; vossos anciãos terão
sonhos, e vossos jovens terão visões;
naqueles dias, derramarei também o
Meu Espirito sobre os escravos
e as escravas. Farei aparecer
prodígios no céu e na terra; sangue, fogo e
turbilhões de fumaça.
O sol converter-se-a em trevas e a
lua, em sangue, ao se aproximar
o grandioso e temível dia do Senhor.
Mas todo o que invocar o nome do
Senhor será poupado" (Joel 3:1-5).
Estas predições começaram a ser
cumpridas no 50o dia após a ressurreição de Cristo (veja Atos 2). Compare
também em Isaías 44:3-5, Ezeq. 36:25-27 e Romanos 10:13. O final da profecia de
Joel a respeito do escurecimento do sol refere-se aos acontecimentos antes do
final do mundo.
O Reino Messiânico às vezes é
descrito pelos profetas na forma de uma montanha alta. Este símbolo, retirado
do monte Sião, é comparável ao Reino Messiânico porque ele, como um morro
apoiando-se na terra, leva as pessoas para o alto, ao Céu. Eis o que escreve o
profeta Isaías a respeito do Reino do Messias:
"No fim dos tempos acontecerá
que o monte da casa do Senhor
estará colocado à frente das
montanhas, e dominará
as colinas. Para aí acorrerão todas
as gentes,
e os povos virão em multidão:
"Vinde, dirão eles, subamos à montanha
do Senhor, à casa do Deus de
Jacó":
Ele nos ensinará Seus caminhos e nós
trilharemos as
Suas veredas; porque de Sião deve
sair a lei, e de Jerusalém, a palavra do Senhor."
(Isa. 2:2-3).
Os profetas chamavam de Jerusalém não
apenas a capital da cidade da nação judáica, mas também o Reino do Messias. Assim,
por exemplo Isaías exclamava:
"Levanta-te, sê radiosa
Jerusalém, eis a tua luz, a Glória do Senhor se levanta
sobre tí. Vê, a noite cobre a terra e
a escuridão os povos, mas sobre tí levanta-Se o
Senhor, e Sua Glória te ilumina. As
nações se
encaminharão à tua luz, e os reis ao
brilho de tua aurora.
Levanta os olhos e olha à tua volta:
todos se reúnem para vir a tí; teus
filhos chegam de longe, e tuas
filhas são transportadas à garupa.
Esta visão tornar-te-á radiante teu
coração palpitará e se dilatará,
porque para tí afluirão as riquezas
do mar, e a tí virão os
tesouros das nações" (Isa.
60:1-5).
Esta imagem alegórica do Reino
Messiânico é repetida com novos detalhes na visão de Daniel. Em sua profecia,
além da montanha, ele menciona uma pedra, que se desprendeu da montanha e
destruiu a imagem (estátua) parada no vale. Pedra, conforme já explicamos,
simboliza o Messias. Eis a descrição desta visão:
"Uma pedra se deslocou da
montanha sem intervenção de mão alguma,
veio bater nos pés da estátua que era
de ferro e barro,
e os triturou. Então o ferro, o
barro, o bronze, a prata e o ouro,
foram com a mesma pancada reduzidos a
migalhas, e,
como a palha que voa de eira durante
o verão,
foram levados pelo vento sem deixar
traço algum,
enquanto que a pedra que havia batido
na estátua, tornou-se
uma alta montanha ocupando toda a
região."
Mais adiante, o profeta Daniel
explica essa visão:
"No tempo desses reis (da
Babilônia e depois - da Pérsia, Grécia e
finalmente de Roma) o Deus dos Céus
suscitará
um reino, que jamais será destruído e
cuja
soberania jamais passará a outro
povo: destruirá e aniquilará todos os outros,
enquanto que ele subsistirá para
sempre" (Dan. 2:34-35; 44).
Aqui a estátua representa os reinos
terrestres. Não importa o quanto os inimigos do Messias batalhassem contra o
Reino Dele, seus esforços não terão êxito. Todos os reinos terrestres cedo ou
tarde irão desaparecer, apenas o Reino Messiânico será eterno.
Às vezes, conforme veremos, as
profecias sobre o Reino Messiânico falam a respeito das condições ideais de
vida na terra, da felicidade e bençãos. Aqui o leitor poderá ter as seguintes
dúvidas: essas descrições do Reino serão sonhos irrealizáveis? Ou talvez, a
própria Igreja do Novo Testamento não tem o direito de pretender ser chamada de
Reino de Deus, pois, em seu caminho histórico surgem tantos desvios daquele
ideal, o qual é descrito nas profecias?
Para poder entender corretamente as
profecias sobre o Reino Messiânico, é preciso se lembrar de que nelas unem-se
diferentes épocas, separadas umas das outras por muitas centenas de anos, e por
vezes - por milhares de anos. Pois no Reino Messiânico o exterior é determinado
pelo interior: felicidade, imortalidade, benção, completa harmonia, paz e
outras bençãos não são implantadas por Deus à força ou mecanicamente. Elas são
resultado daquela renovação interior voluntária, através da qual os membros
deste reino devem passar. O processo da renovação espiritual deveria começar
logo após o momento da chegada do Messias, e será concluído no final da
existência do mundo.
Por esta razão as visões proféticas
do abençoado Reino do Messias envolvem em um quadro grandioso muitos séculos de
sua existência - os tempos, próximos aos profetas e à vinda do Messias, e
simultâneamente tempos distantes, diferentes à época do fim do mundo e início
de nova vida. Esta comparação do futuro próximo e distante em um só quadro é
muito característica das visões proféticas, e se nos lembrarmos disto, o leitor
poderá compreender corretamente o sentido das profecias sobre o Reino
Messiânico.
Na próxima profecia Isaías escreve
sobre as condições felizes no Reino Triunfante do Messias:
"Ele não julgará pelas
aparências, e não decidirá pelo que ouvir dizer; mas julgará
os fracos com equidade, fará justiça
com os pobres da terra - ferirá
o homem impetuoso (pecador) com uma
sentença de Sua boca, e com o sôpro
dos Seus lábios fará
morrer o ímpio... Então (no final dos
tempos).
o lobo será hóspede do cordeiro, a
pantera se deitará ao pé do cabrito...
Não se fará mal nem dano em todo o
Meu santo monte, porque a
terra estará cheia de ciência do
Senhor, assim como
as águas recobrem o fundo do mar.
Naquele tempo o rebento de Jessé
(Messias), pôsto como estandarte para
os povos, será
procurado pelas nações
e gloriosa será a Sua morada"
(Isa. 11:3-10, veja Rom. 15:12).
Aqui o "ímpio" que será
derrotado pelo Messias deve ser entendido como o último e maior ímpio - o
Anticristo. Eis mais duas predições dos grandes profetas, referentes àquela
mesma época.
Profeta Jeremias:
"Dias virão - oráculo do Senhor
-
em que farei brotar de Daví um
Rebento justo que será Rei
e governará com sabedoria e exercerá
na terra o direito e a equidade. Sob
Seu Reinado será
salvo Judá, e viverá Israel em
segurança. E eis
o nome Dele, com que será chamado:
Senhor, nossa Justiça!" (Jer.
23:5,6 e 33:16).
Profeta Ezequiel:
"Para os pastorear suscitarei um
só Pastor, Meu servo Daví.
É Ele que as conduzirá à
pastagem e lhes servirá de Pastor.
Eu, o Senhor,
serei seu Deus, enquanto o Meu servo
Daví
será um príncipe no meio delas...
(Ezeq. 34:23-24).
Meu servo Daví será o seu Rei;
não terão todos senão um só Pastor;
obedecerão a Meus mandamentos,
observarão as Minhas leis
e as porão em prática" (Ezeq.
37:24).
Entre os profetas do Antigo
Testamento, a chegada do Reino do Messias se conclui na esperança de um
resultado final de vencer o mal da humanidade - a morte. A ressurreição dos
mortos e a vida eterna são a vitória final do Messias sobre o mal. Os capítulos
25 e 27 do livro do profeta Isaías contém cânticos de louvor a Deus da Igreja,
festejando o triunfo sobre a morte:
"Por isso um povo forte vos
glorifica e a sociedade das nações valentes
vos venera. Porque vós sois refúgio
para o fraco,
refúgio para o pobre na sua tribulação,
abrigo contra a
tempestade e sombra contra o calor...
O Senhor Deus tirará neste
monte o véu que todos os povos, a
cortina que
recobre todas as nações, e fará
desaparecer a morte para
sempre. O Senhor Deus enxugará
as lágrimas de todas as faces e
tirará
de toda a terra o opróbrio que pesa
sobre o Seu povo... Eis
nosso Deus do Qual esperamos nossa
libertação.
Congratulemo-nos, rejubilemo-nos por
Seu socorro, porque a mão do Senhor
repousa neste monte... Abrí as
portas,
deixai entrar um povo justo, que
respeita a fidelidade, que tem
caráter firme e conserva a paz,
porque tem confiança no Senhor... Porém,
se se perdoar o ímpio, ele não
aprenderá a justiça" (Isa. 25:3-10 e 26:2-3,4,10).
O profeta Oséias também escreveu a
respeito da vitória sobre a morte: "E Eu o libertaria do poder da região
dos mortos. Isentá-lo-ia da morte? Onde estão tuas calamidades, ó morte? Região
dos mortos, onde está o teu flagelo destruidor?" (Osé. 13:14). A esperança
da ressurreição também foi expressada pelo sofrido e justo profeta da
antigüidade, Jó, nas seguintes palavras:
"Eu o sei: meu Vingador está
vivo, e aparecerá finalmente
sobre a terra, por detrás de minha
pele, que envolverá isto,
eu mesmo O contemplarei, meus olhos O
verão,
e não os olhos de outro." (Jó
19:25-27).
Concluindo traremos a seguinte
profecia que se refere à segunda vinda do Messias:
"Olhando sempre a visão noturna,
ví um Ser semelhante ao Filho do Homem,
vir sobre as nuvens do céu:
dirigiu-Se para o lado
do ancião, diante de quem foi
conduzido. A Ele foram dados
império, glória e realeza. Seu
domínio
será eterno; nunca cessará e Seu
reino jamais será destruído" (Dan. 13-14; veja Mat. 24:30).
Resumindo aqui as profecias
apresentadas a respeito do Reino Messiânico, nós observamos que todas elas
falam sobre processos espirituais: sobre a necessidade da fé, o perdão dos
pecados, purificação do coração, renovação espiritual, sobre a emanação de
dádivas abençoadas sobre os crentes, sobre o conhecimento de Deus e Sua lei, a
eterna ligação com Deus, a vitória sobre o demônio e forças do mal. As bençãos
eternas - vitória sobre a morte, ressurreição dos mortos, renovação do mundo,
restauração da justiça, e, finalmente, a eterna Glória - virão na qualidade de
recompensas pelas virtuosidades.
Se os profetas, retratando as glórias
eternas, usavam expressões semelhantes a termos terrenos, era porque na
linguagem humana não existem palavras, necessárias para descrever o estado
abençoado do mundo espiritual. Foram estas palavras dos profetas sobre as
bençãos externas, compreendidas por muitos num sentido grosseiramente
materialista, que serviram como pretexto para a representação distorcida sobre
o reino messiânico terrestre.
É preciso dizer que, não apenas os
judeus dos tempos de Cristo visualizavam errôneamente os tempos messiânicos na
forma do bem-estar terreno. Idéia similares continuam surgindo até hoje entre
os fanáticos na forma de, por exemplo, ensinamentos sobre os 1.000 anos do
reinado de Cristo na terra (chiliasmo). Os profetas, Jesus Cristo e os
Apóstolos prediziam sobre a transfiguração do mundo físico, após o que, se
realizará a completa justiça, a imortalidade e bençãos celestiais. Estas
bençãos desejadas por todos virão somente depois que este mundo material
envenenado pelos pecados se transfigurará, pelo poder de Deus, em "novo
céu e terra nova, onde habitará a verdade." Terá início então a nova e
eterna vida.
Aqueles que desejam herdar o Reino
transfigurado do Messias, devem caminhar para esta nova vida por uma estrada
estreita de sua própria reformação, como Cristo ensinou. Não existe outro
caminho.
Duas Páscoas
Sem dúvida o acontecimento mais
importante na vida do povo hebreu foi sua saída do Egito e o recebimento da
Terra Prometida. O Senhor salvou o povo hebreu da escravidão forçada, fez dele
o povo escolhido, deu-lhe Seus mandamentos Divinos no monte Sião, concluiu
aliança com ele o conduziu à terra prometida aos seus antepassados. Todos estes
grandes acontecimentos na vida do povo escolhido se concentraram, na
festividade da Páscoa. Neste dia os judeus anualmente comemoravam as inúmeras
bençãos de Deus, prestados ao povo hebreu.
Agora iremos confrontar a Páscoa dos
hebreus do Antigo Testamento com o maior acontecimento do Novo Testamento. O
Senhor Jesus Cristo suportou martírios, morreu na cruz e ressuscitou dos mortos
justamente nos dias da Páscoa dos hebreus. Esta coincidência de dois grandes
acontecimentos - a formação de Israel do Antigo Testamento e o estabelecimento
da Igreja do Novo Testamento - não pode ser por um acaso! Isto indica que entre
os acontecimentos Pascais do Antigo e Novo Testamentos existe uma profunda
conexão interna, ou seja: os eventos mais importantes na vida do povo hebreu
eram o protótipo dos acontecimentos do Novo Testamento. Para podermos ver esta
conexão espiritual, iremos comparar os paralelos das duas Páscoas.
Páscoa Do Antigo Testamento
Páscoa Do Novo Testamento
O empenho do cordeiro sem defeito e a
salvação dos primogênitos israelitas com o sangue Dele.
A passagem milagrosa dos israelitas
no Mar Vermelho e a salvação da escravidão.
A legislação no Monte Sinai no 50o
dia após a saída do Egito e a conclusão da aliança com Deus.
A peregrinação de 40 anos pelo
deserto e as diversas provações.
O saborear milagroso do maná enviado
por Deus.
A colocação da serpente de bronze. O
hebreu que a olhasse era salvo de ser mordido por serpentes venenosas.
A entrada dos hebreus na terra
prometida.
A crucificação do Cordeiro de Deus
por Cujo sangue os primogênitos do Novo Testamento (os cristãos) serão salvos.
O batismo na água e a salvação do
domínio do demônio.
A descida do Céu do Espírito Santo
sobre os Apóstolos no 50o dia após a Páscoa e a instituição do Novo Testamento.
Provações e dificuldades na vida de
casa cristão.
O saborear do Pão Celestial - Corpo e
Sangue de Cristo na Liturgia pelos fiéis.
Livramento e salvação do remordimento
da serpente espiritual através da Cruz de Cristo.
A obtenção pelos fiéis do Reino
Celestial.
Realmente a semelhança é notável!
Tanto o Próprio Senhor Jesus Cristo, como Seus Apóstolos apontavam para a
existência destes paralelos entre os acontecimentos do Antigo e Novo
Testamentos relacionados com a Páscoa. Deste modo, nós vemos que não apenas os
profetas escreviam sobre o Messias e sobre os tempos do Novo Testamento, como
também toda a vida religiosa do povo hebreu da era do Antigo Testamento tinha
uma relação bem estreita com as obras do Messias. Este fato nos mostra a
unidade espiritual completa da Igreja do Novo Testamento com Israel do Antigo
Testamento. Por esta razão, todas as profecias nas quais são mencionados os
nomes Israel, Jerusalém, Sião e etc, têem sua realização completa e plena na
Igreja abençoada de Cristo.
A Conversão Próxima
Do Povo Judeu Para Cristo
Conforme já escrevemos, a maioria dos
judeus dos tempos de Cristo não reconheceu Nele o Messias prometido por Deus e
O rejeitaram. Eles queriam ter, na pessoa do Messias um poderoso
rei-conquistador, o qual traria glória e riqueza ao povo hebreu. Mas Cristo
pregava a pobreza voluntária, a humildade, o amor pelos inimigos, o que para
muitos era inaceitável. Com o passar dos séculos as atitudes religiosas do povo
hebreu pouco mudaram, e os judeus continuam não reconhecendo a Cristo.
Entretanto o santo Apóstolo Paulo predisse claramente que nos últimos tempos
ocorrerá uma conversão em massa de judeus para Cristo. Este reconhecimento do
Cristo e a fé Nele como o Salvador do mundo por muitos judeus irá coincidir com
a redução drástica da fé e o afastamento dela dos povos cristãos em massa. A
predição do Apóstolo Paulo sobre a conversão do povo hebreu encontra-se nos
capítulos 10 e 11 de suas cartas aos Romanos. Estes dois capítulos estão
repletos de imensa tristeza por causa da severidade religiosa dos judeus
contemporâneos a ele.
Apresentaremos aqui as principais
idéias que nos interessam da profecia do Apóstolo Paulo: "Não quero,
irmãos, que ignoreis este mistério, para que não vos gabeis de vossa sabedoria:
esta cegueira de uma parte de Israel, só durará até que haja entrado (na Igreja)
a totalidade dos pagãos. Então Israel (dos últimos tempos) em peso será salva,
como está escrito: "Virá de Sião o Libertador e apartará de Jacó a
impiedade." Quem será este "Libertador" - o Apóstolo não defini:
será o Próprio Cristo, ou o profeta Elias, ao qual está previsto vir antes do
fim do mundo, para denunciar a falsidade do Anticristo, ou alguém do povo
hebreu?
Nos últimos 30-40 anos surgiram entre
os judeus sinais do início do renascimento da fé em Cristo. Em uma série
inteira de grandes cidades dos E.E.U.U. surgiram centros missionários de
judeus-cristãos, pregando, entre seus irmãos de sangue, a fé no Senhor Jesus
Cristo. É muito interessante e instrutivo se familiarizar com as brochuras e
livros deles sobre temas religiosos. Pode-se observar que os redatores dessas
brochuras entendem nitidamente as Sagradas Escrituras e a religião judáica do
Antigo Testamento. Eles explicam as predições dos profetas sobre o Messias e
sobre Seu Reino abençoado, com muita clareza e convicção. Os interessados poderão
receber tais brochuras missionárias em inglês, através do seguinte endereço:
Beth Sar Shalom Publication 250 W. 57 St. N.Y., N.Y., 10023. Existem
repartições desta organização missionária também em outras grandes cidades do
Estados Unidos.
Rogamos a Deus para ajudar os judeus
a verem o Salvador deles e a começarem a serví-Lo com o mesmo fervor que seus
antepassados serviam a Deus!
O Indicador
Das Profecias Messiânicas
Pelo conteúdo
Os profetas escreviam que o Messias
teria duas naturezas: humana (Gen. 3:15; Isa. 7:14; Gen. 22:18; Sal. 39:7; Dan.
7:13) e Divina (Sal. 2; Sal. 45; Sal. 109; Isa. 9:6; Jer. 23:5; Bar. 3:36-38;
Mic. 5:2; Mal. 3:1); que Ele será o profeta maior (Deut. 18:18); rei (Gen.
49:10; 2 Sam. 7:13); 1 Cron. 17:12-13; Sal. 131:11; Ez. 37:24; Dan. 7:13 e
Sumo-Sacerdote (Sal. 109; Zac. 6:12), ungido de Deus (Pai) para estes serviços
(Sal. 2; Sal. 44; Isa. 42; Isa 61:1-4; Dan. 9:24-27), e será um bom Pastor
(Ezeq. 34:23-24; 37:24; Mic. 5:3).
As profecias testemunhavam também que
a ação importante do Messias será a derrota do demônio e do seu poder (Gen.
3:15); Núm, 24:17), a redenção dos pecados das pessoas e a cura de seus males
físicos e espirituais (Sal. 40; Isa. 35:5-7; 42:1-12; 50:4; 53 e 61:1-4; Zac.
3:8-9) e a reconciliação deles com Deus (Gen. 49:10; Jer. 23:5 e 31:34; Ezeq.
36:24-27; Dan. 9:24-27; Zac. 13:1); de que Ele abençoará os fiéis (Zac. 6:12);
estabelecerá o Novo Testamento no lugar do Antigo (Isa. 42:2; 55:3 e 59:20-21;
Dan. 9:24-27) e este testamento será eterno (Jer. 31:31; Isa. 55:3). Os
profetas predisseram sobre o chamado dos pagãos ao Reino do Messias (Sal.
71:12; Isa. 11:1-11; 43:16-28; 49:6 e 65:1-3), sobre a propagação da fé,
começando por Jerusalém (Isa. 2:2), sobre que Suas bençãos espirituais irão se
estender sobre toda a humanidade (Gen. 22:18; Sal. 131:11-12; Isa. 11:1;
42:1-12 e 54:1-5; Ezeq. 34:23 e 37:24; Amós 9:11-12; Ag. 2:6-7; Sof. 3:9; Zac.
9:9-11), e sobre a alegria espiritual dos fiéis (Isa. 12:3).
Os profetas revelaram também muitas
particularidades na relação com a vinda do Messias, ou seja: que Ele descenderá
de Abraão (Gen. 22:8), da tribo de Judá (Gen. 49:9; 2 Sam. 7:12-14), irá nascer
de uma virgem (Isa. 7:14) na cidade de Bethlem (Mic. 5:2), irá propagar a luz
espiritual (Isa. 9:1-2), irá curar os enfêrmos (Isa. 35:5-6), irá sofrer, será
transpassado, morrerá, será sepultado em uma sepultura nova, depois irá
ressuscitar (Gen. 49:9-11); Sal. 41:7-10; Isa. 50:5-7 e 53o capítulo; Zac.
12:10; Sal. 16:9-11), irá retirar as almas do inferno (Zac. 9:11); eles também
profetizaram que nem todos O reconhecem como Messias (Isa. 6:9), porém alguns
até irão batalhar contra Ele, embora sem sucesso (Num. 24:17; Deut. 18:18; Sal.
2; Sal. 93:6-8; 109:1-4; Isa.50:8-9 e 65:1-3). Isaías escreveu sobre a
humildade do Messias no cap. 42:1-12.
O fruto de Sua redenção será a
renovação espiritual da fé e o derramamento da graça do Espírito Santo sobre
eles (Isa. 44:3 e 59:20-21; Zac. 12:10; Joel 2:28; Ezeq. 36:25). Falou-se
também sobre a necessidade indispensável da fé (Isa. 28:16; Hab. 3:11).
Os profetas determinaram que o tempo
da Sua vinda irá coincidir com a perda da independência política da tribo de
Judá (Gen. 49:10), que irá ocorrer não mais tarde do que 70 "semanas"
(490 anos) após o decreto da restauração da cidade de Jerusalém (Dan. 9:24-27)
e não mais tarde da destruição do segundo Templo de Jerusalém (Ag. 2:6; Mal.
3:1). Os profetas predisseram que Ele irá aniquilar o Anticristo (Isa. 11:4),
virá nòvamente em Glória (Mal. 3:1-2). O resultado final de suas ações será a
obtenção da justiça, paz e alegria (Isa. 11:1-10; Jer. 23-5).
É digno de nota mencionar os
múltiplos detalhes da vida do Messias, os quais foram preditos pelos profetas,
como por exemplo: o massacre de crianças nos arredores de Bethlem (Jer. 31:15);
sobre os sermões de Cristo na Galiléia (Isa. 9:1); a entrada em Jerusalém
montado numa jumenta (Zac. 9:9; Gen. 49:11); sobre a traição de Judas (Sal.
40:10; Sal. 54:14, 108:5); sobre as 30 moedas de prata e a compra da terra do
oleiro (Zac. 11:12) sobre os ultrajes e escarros (Isa. 50:4-11), detalhes sobre
a crucificação (Sal. 21); sobre a colocação do Messias entre os criminosos e
sepultamento no túmulo de um ricaço (Isa. 53); sobre a escuridão na hora da
crucificação do Messias (Amós 8:9; Zac. 14:5-9); sobre o arrependimento do povo
(Zac. 12:10-13).
A respeito da natureza do Messias e a
grandeza de Seus feitos, também são testemunhos aqueles nomes com os quais os
profetas O denominavam, chamando-O de: Leão, Daví, Anjo do Testamento, Rebento,
Deus Poderoso, Emanuel, Conselheiro, Líder do mundo, Pai do próximo século,
Conciliador, Estrela, Família da Mulher, Profeta, Filho de Deus, Rei, Ungido
(Messias), Redentor, Libertador, Deus, Senhor, Servo (de Deus), Justiceiro,
Filho do Homem, Santo dos Santos.
As profecias sobre o Reino Messiânico
são: purificação dos pecados (Isa. 59:20-21; Jer. 31:31-34; Ezeq. 36:24-27;
Dan. 9:24-27; Zac. 6:12 e 13:1), a revelação às pessoas sobre a honestidade e
pureza do coração (Jer. 31:31; Ezeq. 36:27, a conclusão do Novo Testamento
(Isa. 55:3; 59:20-21; Jer. 31:31; Ezeq. 9:24) abundância de bençãos (Isa. 35:5,
44:3, 55:3 e 59:20-21; Joel 2:28-32; Zac. 12:10-13), o chamado aos pagãos (Sal.
21:28, 71:10-17; Isa. 2:2, 11:1-10, 42:1-12, 43:16-28, 49:6, 54:12-14, 65:1-3;
Dan. 7:13-14; Ageu 2:6-7), a propagação da Igreja por todo o mundo (Isa.
42:1-12, 43:16-28, 54:12-14), a estabilidade e invencibilidade (Isa. 2:2-3;
Dan. 2:44; Dan. 7:13; Zac. 9:9-11), a exterminação do mal, do sofrimento (Num.
24:17; Isa. 11:1-10), a confirmação da alegria (Isa. 42:1-12, 54:12-14, 60:1-5,
61:1-4), ressurreição da carne (Jó 19:25), a exterminação da morte (Isa. 26,
42:1-12, 61:1-4; Zac. 9:9-11; Osé. 13:14), conhecimento de Deus (Isa. 2:2-3,
11:1-10; Jer. 31:31-34), o triunfo da verdade e da justiça (Sal. 71:10-17,
110:1-4; Isa. 9:6-7, 11:1-10, 26; Jer. 23:5), a Glória da Igreja Triunfante
(Isa. 26, 27). A semelhança do Reino do Messias à montanha: (Sal. 2; Isa.
2:2-3, 11:1-10, 26; Dan. 2:34).
Profecias em Ordem Cronológica
Lugar na Escritura
Livro Gênesis
3:15 A família da Mulher ferirá a
cabeça da serpente.
22:18 Benção dos Descendentes de
Abraão.
49:10 Conciliador da descendência de
Judá.
Números
24:17 Estrela de Jacó.
Deuteronômio
18:18-19 Um profeta similar ao
Messias.
Jó 19:25-27 Sobre o Redentor, Que
ressuscitará.
2 Sam. 7:13 A Eternidade do Reino
Messiânico.
Salmos (os números entre parênteses
pertencem à Bíblia Judáica).
2o (2) Messias - Filho de Deus.
8 (8) O louvor dos pequeninos ao
entrar em Jerusalém.
15 (16) Sua carne não verá
decadência.
21 (22) Sofrimentos do Messias na
Cruz.
29 (30) A alma saiu do inferno.
30 (31) "Em Tuas mãos entrego
Meu espírito."
39 (40) O Messias veio cumprir a
vontade de Deus.
40 (41) Sobre o traidor.
44 (45) O Messias - Deus.
54 (55) Sobre o traidor.
67 (68) Subiu às alturas, levou os
cativos.
68 (69) "O zêlo de Vossa Casa Me
consumiu."
71 (72) Descrição da Glória do
Messias.
94 (95) Sobre a descrença.
109 (110) Eterno Sumo-Sacerdote
segundo a ordem de Melquisedeque.
117 (118) "Não hei de morrer,
viverei..." Messias - a pedra rejeitada pelos arquitetos.
131 (132) O descendente de Daví
reinará pela eternidade.
Profeta Isaías
2:2-3 O Reino do Messias similar à
montanha.
6:9-10 A descrença dos judeus.
7:14 Nascimento de uma Virgem.
9:1-2 Sermão do Messias na Galiléia.
9:6-7 Messias - Deus forte, Pai
eterno.
11:1-10 Sobre Ele - o Espírito de
Deus, a respeito da Igreja.
12:3 Sobre a alegria e glória.
25:27 Capítulo de cântico de louvor
ao Messias.
28:16 Ele - pedra angular.
35:5-7 Ele curará todo tipo de
doença.
42:1-4 Sobre a humildade do Rebento
do Senhor.
43-16-28 Sobre o chamado dos pagãos,
44:3 O Espírito Santo derrama
bençãos.
49:6 Messias - luz para a humanidade.
50:4-11 Sobre os insultos ao Messias.
Cap. 53 Sobre os padecimentos e
ressurreição do Messias.
54:1-5 Sobre a chamada dos pagãos ao
Reino.
55:3 Sobre o eterno testamento.
60:1-5 Seu Reino - Nova Jerusalém.
61:1-2 Ações de misericórdia do
Messias.
Profeta Joel
2:28-32 Sobre as dádivas do Espírito
Santo.
Profeta Oséias
1:9 e 2:23 Chamando os pagãos.
6:1-2 Ressurreição no terceiro dia.
13:14 A exterminação da morte.
Profeta Amós
8:9 Escurecimento do sol.
Profeta Miquéias
5:2 Sobre o nascimento do Messias em
Bethlem.
Profeta Jeremias
23:5 Messias - o Rei justiceiro.
31:15 O massacre das crianças em
Bethlem.
31:31-34 Estabelecimento do Novo
Testamento.
Profeta Baruc
3:36-38 Sobre a vinda de Deus à
terra.
Profeta Ezequiel
34:23-24 Messias - o Pastor.
36:24-27 A Lei de Deus inscrita nos
corações.
37:23 Messias - Rei e Pastor bondoso.
Profeta Daniel
2:34-44 Reino Messiânico comparado à
montanha.
7:13-14 Visão do Filho do Homem.
9:24-27 Profecia sobre as 70
"semanas."
Profeta Ageu
2:6-7 Sobre a visita do Messias ao Templo.
Profeta Habacuc
3:11 Sobre a fé.
Profeta Zacarias
3:89 Os pecados da humanidade serão
apagados em um dia.
6:12 Messias - Sacerdote.
9:9-11 Entrada do Messias em
Jerusalém.
11:12 Sobre as trinta moedas de
prata.
12:10 e 13:1 Sobre a crucificação do
Messias, e o Espírito Santo.
14:5-9 Escuridão durante a
crucificação e sobre as bençãos.
Profeta Malaquias
3:1 O Anjo do Testamento virá em
breve.
àOs escorpiões cobras e lagartos e
toda a voz
Ouvi o que foi tido pois ó grande messias tu será açoitado além de tuas forças por teus inimigos e os escorpiões de picaram e as cobras também e surgirão lagartos e toda a voz de teus inimigos serão como a estrela do céu e como a areia do mar e com a dadiva de 400 ou 500 anos e por tuas feridas a tua divindade ou o mundo si salvara.Pois por tu ter fé e realizar estas obras impossíveis e de escrever sem medo toda a verdade escrito em um livro que tu condenou e que o perdeu dessa forma eu farei diz o Senhor que os escorpiões não tenha veneno e nem tenha ferrão e que as cobras sejam loucas e prefiram a agua do que o sangue e que os lagartos não mais si cure sozinho e que a voz seja morta do começo ao final e que não saibam a verdade mas sejam enganados e caiam na mentira e não seja incontáveis como a estrela do céu e nem mais como a areia do mar.
E que não seja além de tuas forças as tuas angustias seja humana e fácil de enfrentar e si vier a tentação que venha o escape.
E de farei vencer por ter acreditado no impossível e tu serás impossível de si derrotar.E por doado os 400 anos e 500 anos tu será eterno para milhões e milhões de anos e na terra de darei fartura de dias.E por ter dado o teu corpo para que tuas feridas sarasse o mundo e tua divindade de farei todo de aço e trovão e o teu poder os destruirá há todos que ti enfrentar os levara a morte.E por ter deixado ter perdido a tua escritura as tuas palavras chamais desaparecerão.E por ter fé e escrever de farei o mais poderoso de todo o meu reino até de mesmo por tu eis o Senhor...
Amém...
àDeixados Para Trás
Ouvi o que foi tido pois ó grande messias tu será açoitado além de tuas forças por teus inimigos e os escorpiões de picaram e as cobras também e surgirão lagartos e toda a voz de teus inimigos serão como a estrela do céu e como a areia do mar e com a dadiva de 400 ou 500 anos e por tuas feridas a tua divindade ou o mundo si salvara.Pois por tu ter fé e realizar estas obras impossíveis e de escrever sem medo toda a verdade escrito em um livro que tu condenou e que o perdeu dessa forma eu farei diz o Senhor que os escorpiões não tenha veneno e nem tenha ferrão e que as cobras sejam loucas e prefiram a agua do que o sangue e que os lagartos não mais si cure sozinho e que a voz seja morta do começo ao final e que não saibam a verdade mas sejam enganados e caiam na mentira e não seja incontáveis como a estrela do céu e nem mais como a areia do mar.
E que não seja além de tuas forças as tuas angustias seja humana e fácil de enfrentar e si vier a tentação que venha o escape.
E de farei vencer por ter acreditado no impossível e tu serás impossível de si derrotar.E por doado os 400 anos e 500 anos tu será eterno para milhões e milhões de anos e na terra de darei fartura de dias.E por ter dado o teu corpo para que tuas feridas sarasse o mundo e tua divindade de farei todo de aço e trovão e o teu poder os destruirá há todos que ti enfrentar os levara a morte.E por ter deixado ter perdido a tua escritura as tuas palavras chamais desaparecerão.E por ter fé e escrever de farei o mais poderoso de todo o meu reino até de mesmo por tu eis o Senhor...
Amém...
àDeixados Para Trás
Em um
instante cataclísmico, milhões de pessoas de todas as partes do mundo
desapareceram. Simplesmente sumiram, deixando para trás tudo o que era
material: roupas, óculos, lentes de contato, cabelos postiços, aparelhos de
surdez, próteses, jóias, sapatos e até mesmo marca passos e pinos cirúrgicos.
Milhões de
pessoas sumiram. Mas outros milhões ficaram - alguns adultos, porém não
crianças, e apenas alguns adolescentes. Todos os bebês, inclusive os que
estavam para nascer, desapareceram — alguns durante o parto.
Instalou-se
o caos no mundo inteiro. Aviões, trens, ônibus e carros colidiram, navios
afundaram, casas incendiaram, sobreviventes acometidos de angústia
suicidaram-se. Um congestionamento de transportes e linhas de comunicação,
somado ao desaparecimento de inúmeros funcionários, deixou a maioria das
pessoas lutando sozinhas para sobreviverem até que a situação começasse a se
normalizar.1
Comando
Tribulação
Continua o
drama dos que foram deixados para trás. Rayford Steele, Buck Williams, Bruce Barnes,
e Chloe Steele juntam-se e formam o Comando Tribulação. Sua tarefa é clara, e
seu objetivo é tomar posição e enfrentar os inimigos de Deus durante os sete
anos mais caóticos da história do planeta. Os desaparecimentos em massa
ocorreram há quase dois anos. Rayford, Chloe e Buck, e o jovem pastor Bruce
Barnes tornaram-se crentes em Cristo e formaram o grupo “Comando Tribulação”.1
Nicolae - O
Anticristo chega ao poder
Aproxima-se
o fim do segundo ano dos sete anos da Tribulação, quando a profecia indica que
a "ira do Cordeiro" será derramada sobre a terra.
E será que
aqueles que não estiverem preparados serão lançados no lago de fogo ardente,
enquanto os justos desfrutam das maravilhas que assim foram preparadas para os
tais.
Um grande
terremoto de proporções intercontinentais surpreende a todos, abrindo crateras
na terra e engolindo edificações, veículos e até aviões. Até o Comando
Tribulação é atingido com a baixa de alguns de seus integrantes.1
A Colheita
- A escolha está feita
À medida
que o mundo se precipita em direção aos Juízos das Trombetas e à grande
colheita de vidas profetizados nas Escrituras, Rayford Steele e Buck Williams
começam a buscar aqueles a quem amam em vários cantos do mundo.
A Colheita
é o quarto livro da série que narra o drama das pessoas que foram deixadas para
trás por ocasião do Arrebatamento.
Apoliom - O
destruidor está solto
Apoliom, o
Destruidor, lidera a praga de gafanhotos demoníacos que tortura os perdidos. A
história e a profecia se chocam em Jerusalém. Um grande número de igrejas nos
lares havia surgido da noite para o dia, espontaneamente, organizadas por
judeus convertidos, que faziam parte das 144.000 testemunhas e assumiram a
posição de líderes cristãos. Surgiram dezenas de milhares de igrejas
clandestinas nos lares. Os cristãos dependem cada vez mais da internet para
comunicar-se secretamente. Gargalhadas ou brincadeiras haviam deixado de fazer
parte da vida do Comando Tribulação. O sofrimento era desgastante demais. Eles
aguardavam com ansiedade o dia em que Deus enxugaria as lágrimas dos olhos de
seu povo, o dia em que não haveria mais guerras...1
Assassinos
- Missão Jerusalém - Alvo: o Anticristo
As duas
testemunhas diante do Muro das Lamentações, que continuavam a atormentar os
incrédulos com pragas e julgamentos, também têm suas vidas ameaçadas, à medida
que o "tempo determinado" se aproxima. Enquanto uma horda de 200
milhões de cavaleiros demoníacos elimina um terço da população mundial, o
Comando Tribulação se prepara para enfrentar o futuro como um bando de
fugitivos. A população do mundo havia diminuído em razão das mortes causadas
pelos 200 milhões de cavaleiros. Aqueles que sobreviveram estavam determinados
a continuar no pecado. Agora, parecia que as testemunhas estavam usando seus
últimos recursos para livrar as almas do Maligno. As duas testemunhas pareciam
sentir urgência, suplicando ao povo para que se convertessem antes que fosse
tarde demais. Buck surpreendeu-se ao perceber a emoção na voz de Eli, que
gritava, quase em lágrimas. Alguns pediam mais pregações; outros escarneciam
deles.1
O Possuído
- A besta toma posse
Depois da
morte das duas testemunhas, o anticristo é assassinado. Está instalado o
domínio da besta. A partir de agora, todo o terror vivido por aqueles que foram
deixados para trás não será nada, comparado aos feitos desse demônio que
comanda a terra em seus últimos dias.
Após ter
sido morto com um ferimento mortal na cabeça, o Supremo Comandante da
Comunidade Global, e braço direito do governador mundial, encarrega o ministro
das artes criativas de fazer uma espécie de escultura de Nicolae, de bronze e
ferro, uma réplica de Carpathia com pouco mais de sete metros de altura, para
representar o homem mais importante que já existiu.1
A Marca - A
besta controla o Mundo
Após as
portas terem se escancarado e Nicolae Carpathia ressuscitado diante dos olhos
de milhões de pessoas, seu poder torna-se mais perigoso e homogêneo; exceto
para o Comando Tribulação e todos os cristãos que lutam contra as forças de
Satanás, agora personificado.
Nicolae
Carpathia, ressurreto e habitado pelo próprio diabo, o Comando Tribulação
enfrenta seu desafio mais perigoso. O tempo e a eternidade parecem pairar
suspensos, e o destino da humanidade está em jogo, enquanto são estabelecidos
os locais onde a marca da besta vai ser administrada.1
Profanação
- o Anticristo apodera-se do Trono
Nicolae
Carpathia caminha pela Via Dolorosa e entra de forma triunfal em Jerusalém, à
imitação do que Cristo havia feito, e recebendo a adoração de seus seguidores
que agora devem portar a sua marca. A profanação do templo e de seus lugares
mais sagrados é apenas mais um passo para o Anticristo em seu desejo de ser
adorado como um deus. Mas àqueles que receberam a marca da besta tem início o
seu julgamento, é o Armagedon que se aproxima.1
O
Remanescente - No limiar do Armagedom
É Chegada a
hora da vingança do Supremo vingar-se de quem receber a marca. Deus envia o
primeiro julgamento das taças sobre todos os que aceitaram a marca, enquanto
seu povo escolhido foge para o deserto, à espera do Armagedom.1
Armagedom -
A batalha cósmica das Eras
É chegado o
momento para o qual todos se prepararam, a Batalha do Armagedom. As armas do
mundo todo encaminham-se ao Monte Megido no Vale do Armagedom no crucial
momento para o qual todas as eras se convergem. Nicolae Carpathia, o
Anticristo, intensifica como nunca a perseguição aos que não aceitaram sua
marca e se recusaram a adorá-lo, e muitos são mortos em razão de sua fé. O
Comando Tribulação sacrifica tudo nesta última batalha, há apenas algumas
horas, senão minutos, antes do Glorioso Aparecimento.1
Glorioso
Aparecimento: O fim das Eras
Nada mais
falta para que a rebelião seja definitivamente sufocada. Uma única esperança
resta àqueles que, num último fôlego, resistem às forças da Comunidade Global e
de seu líder maior, Nicolae Carpathia. À frente de um exército numeroso e
fortemente armado, sua estratégia magnífica conta com uma ação logística
infalível e todo o aparato tecnológico disponível. Ninguém parece fazer frente
à sua superioridade. A não ser por um detalhe... O glorioso aparecimento
apresenta a batalha final.1
Prequel
São 3
livros que antecedem a série, que mostram os acontecimentos na vida dos
personagens antes do Arrebatamento:
O
Nascimento - o Anticristo está aqui
Mara
Carpathia só tem um sonho: ser mãe. Quando uma vidente misteriosa promete o
cumprimento de seu sonho, Mara não hesita. Mediante a engenharia genética e o
poder do Príncipe das Trevas, Mara está prestes a tornar-se um vaso escolhido,
que irá, sem saber, dar à luz ao maior mal que o mundo já conheceu.
Do outro
lado do mundo, os planos de Deus também estão sendo realizados. O jovem Ray
Steele toma a decisão de não gerir no futuro os negócios da família. Em vez
disso, Ray está determinado em tornar-se piloto...
Em breve as
vidas de Carpathia e Steele vão se cruzar. O bem e o mal entrarão em confronto
numa explosão que abalará o mundo.
A Batalha
eterna pelas almas chegou à Terra. O mundo segue em direção à contagem
regressiva para o arrebatamento.2
O Regime: O
avanço do Mal
Leon
Fortunato, um autonomeado fazedor de reis, aceita o maior desafio de sua vida:
acompanhar Carpathia durante seus anos de ascensão ao poder mundial.
O capitão
Rayford Steele, da Pan-Con Airlines, fez uma trégua duvidosa com a esposa
enquanto se preocupa com a ideia de já ter chegado ao topo da sua carreira.
Porém, quando é chamado pela CIA e pelo Departamento de Defesa, sua estrela
começa a brilhar novamente.3
O Rapto -
Em um piscar de olhos
Parece que
o tempo passa mais devagar a medida que o relógio avança. O capitão Rayford
Steele da Pan-Continental Airlines se prepara para um voo para Londres com sua
linda comissária de bordo, Hattie Durham. Por causa da nova fé de sua esposa,
Rayford procura ir adiante em suas possibilidades com Hattie. O jornalista
Cameron Williams, o Buck, está em Israel quando os Russos atacam, e ele mesmo
presencia um milagroso livramento da Terra Santa. Buck não pode negar a
insistência da chefe do escritório de Chigago, Lucinda Washington, de que o
evento foi profetizado na Bíblia, mas ele prefere não considerar isso como algo
pessoal. Enquanto isso, Nicolae Carpathia elimina quaisquer obstáculos no seu
caminho ao poder. Como nomeado novo presidente da Romênia, Nicolae é convidado
para se pronunciar perante a ONU. Sem aviso, milhões de pessoas desaparecem e
são recebidas na inexplicável presença de Deus. Na terra alguns percebem o que
aconteceu: que haviam perdido, que foram deixadas para trás. Os dias sombrios
se aproximam daqueles que ficaram.4
Sequel
A Vitória
final - O Reino chegou
Depois de
12 títulos lançados a série 'Deixados para Trás' finalmente chega ao fim. Nesta
etapa final, os horrores da tribulação acabarão e Jesus Cristo consolidou o seu
reinado na terra. Agora, a humanidade usufrui de um novo e perfeito com o
Senhor e a própria terra está transformada. Os que não desejam se sujeitar a
Cristo serão devotos de Lúcifer e irão conspirar contra o reinado santo no fim
do milênio com um exército massivo. Quando Satã é liberto da prisão de mil
anos, ele levanta seus seguidores para o último conflito entre o bem e o mal.5
àElionay
Elionay mesmo sendo Jesus Cristo e YHWH tem o trono e a Divindade separado aonde o messias chamado de Jesus Cristo está.
E o seu reino na terra e o seu reino nos céus estão divididos em Cristo e Elionay.Onde Elionay é toda a Divindade Deus Trino todos os três em um ser e ao mesmo tempo Arcanjo Rafael a sua forma como sendo Anjo e o Leão chamado de Leão da Tribo de Judá como sendo todos mais no forma de uma animal que é um Querubim também chamado de a Existência Extrema de Deus por ter sido todos na agua da vida de milhões e milhões de anos.E o seu poder e a suas populações o mundo estão divididos em três.O primeiro aqueles que são de Jesus Cristo chamados de inocentes aos olhos de Deus e segundo aqueles que são de Elionay que são salvos pela sua profecia e o terceiro aqueles que são de satanás e irão usar a marca da besta e serão enganados.
Amém...
àLivros
Todos os livros de Deus tem inspirações do próprio espirito de Deus para nos edificar e para nos orientar e para nos ensinar e para nos fortalecer e não cair em tribulação e nem em tentação e para fazer de nós filhos de Deus assim como Ele próprio é.E sua palavra chega com voz suave e meiga e sua justiça nos enche de graça e paz quando não dai-nos forças para resistir e enfim nos libertar até o fim seremos consolados de alguma forma.E que cada um de nós não fique triste por da sendo provado mas tente aprender com os seus erros e julgar com paciência e retidão não se corrompendo no processo pois sua vida inteira para esta a salvo estará em suas mãos.
Amém...
Elionay mesmo sendo Jesus Cristo e YHWH tem o trono e a Divindade separado aonde o messias chamado de Jesus Cristo está.
E o seu reino na terra e o seu reino nos céus estão divididos em Cristo e Elionay.Onde Elionay é toda a Divindade Deus Trino todos os três em um ser e ao mesmo tempo Arcanjo Rafael a sua forma como sendo Anjo e o Leão chamado de Leão da Tribo de Judá como sendo todos mais no forma de uma animal que é um Querubim também chamado de a Existência Extrema de Deus por ter sido todos na agua da vida de milhões e milhões de anos.E o seu poder e a suas populações o mundo estão divididos em três.O primeiro aqueles que são de Jesus Cristo chamados de inocentes aos olhos de Deus e segundo aqueles que são de Elionay que são salvos pela sua profecia e o terceiro aqueles que são de satanás e irão usar a marca da besta e serão enganados.
Amém...
àLivros
Todos os livros de Deus tem inspirações do próprio espirito de Deus para nos edificar e para nos orientar e para nos ensinar e para nos fortalecer e não cair em tribulação e nem em tentação e para fazer de nós filhos de Deus assim como Ele próprio é.E sua palavra chega com voz suave e meiga e sua justiça nos enche de graça e paz quando não dai-nos forças para resistir e enfim nos libertar até o fim seremos consolados de alguma forma.E que cada um de nós não fique triste por da sendo provado mas tente aprender com os seus erros e julgar com paciência e retidão não se corrompendo no processo pois sua vida inteira para esta a salvo estará em suas mãos.
Amém...
Deus
“Em memorias de Elias”
àAcabou
Pois acabou a clemencia de teu Deus e não há nenhum do céu a quem tu pode pedi ajuda e este de responder.
Acabou o espirito que eu enviei a até a ti.
Acabou o culto que para me é loucura e o louvor que para me é blasfêmia e acabou com o ministério que para me era feitiçaria e acabou com a modernidade que para me era bruxaria e acabou com este teu Deus que para me era satanás.Acabou com o teu país que para me era o inferno e acabou com a tua gente que para me era demônios.
E acabou com a tua mente que para me era louca e blasfemadora e acabou com os teus exércitos que para já foram vencidos e humilhados.
Amém...Amém...
àDeuses
A cada um será remido com o sal para o fogo e a cada um será derrotado com o fogo sem fim e a que cada primavera chorem por não ter a te e não te conhecer e em cada madrugada um descendente sobrevivera e em cada noite uma recompensa se não existi então existira.
E por ter a terra ela durara e em cada dia a alegria se abundara e em cada noite a verdade prevalecera e em cada segundo da manhã ela si recompensara.
Amém...Amém...
àLembre
Lembra destas palavras que ninguém mais vai ver e ninguém mas vai te ouvir e como no novo céu isso acontecera e com esta dadiva no olhar poder não mais enganar e enganar e tu não mandar e feliz é tu vivenciar.
Pois agora o pedaço do céu esta em teu ser e o coração Zeus ira vencer para que na lagrima ou no riso o poder venha ser só teu e nesta palavra vir o céu.
Para que na jornada desapareça a angustia e venha a vitória e neste fim os nossos sonhos.
Sem parar de estar eu vou caminhando para que Cristo venha reinar pois eu o amo e nessa promessa venha o fim e a eternidade para mim...
Amém...Amém...
Sempre
Este é o amor maior que tenho e este é minha canção que enquanto eu amar sempre amarei e enquanto eu falar eu sempre estarei pois que amor não será maior do que este eu Sou a Paz em tempo de Guerra e sou o General valoroso e ainda sim sou a paz. Pois quem faz guerra a faz para lutar e para dominar mas eu faço para trazer a paz e por isso que amor não será maior do que aquele que ama sem medo de amar tanto em guerra quando em paz esse este é o meu dom maior ser Salomão e Davi e está festa ninguém tira de mim por que ainda sim eu sou Senhor e minha alegria não terá fim...
Amém e Amém...
“Em memorias de Elias”
àAcabou
Pois acabou a clemencia de teu Deus e não há nenhum do céu a quem tu pode pedi ajuda e este de responder.
Acabou o espirito que eu enviei a até a ti.
Acabou o culto que para me é loucura e o louvor que para me é blasfêmia e acabou com o ministério que para me era feitiçaria e acabou com a modernidade que para me era bruxaria e acabou com este teu Deus que para me era satanás.Acabou com o teu país que para me era o inferno e acabou com a tua gente que para me era demônios.
E acabou com a tua mente que para me era louca e blasfemadora e acabou com os teus exércitos que para já foram vencidos e humilhados.
Amém...Amém...
àDeuses
A cada um será remido com o sal para o fogo e a cada um será derrotado com o fogo sem fim e a que cada primavera chorem por não ter a te e não te conhecer e em cada madrugada um descendente sobrevivera e em cada noite uma recompensa se não existi então existira.
E por ter a terra ela durara e em cada dia a alegria se abundara e em cada noite a verdade prevalecera e em cada segundo da manhã ela si recompensara.
Amém...Amém...
àLembre
Lembra destas palavras que ninguém mais vai ver e ninguém mas vai te ouvir e como no novo céu isso acontecera e com esta dadiva no olhar poder não mais enganar e enganar e tu não mandar e feliz é tu vivenciar.
Pois agora o pedaço do céu esta em teu ser e o coração Zeus ira vencer para que na lagrima ou no riso o poder venha ser só teu e nesta palavra vir o céu.
Para que na jornada desapareça a angustia e venha a vitória e neste fim os nossos sonhos.
Sem parar de estar eu vou caminhando para que Cristo venha reinar pois eu o amo e nessa promessa venha o fim e a eternidade para mim...
Amém...Amém...
Sempre
Este é o amor maior que tenho e este é minha canção que enquanto eu amar sempre amarei e enquanto eu falar eu sempre estarei pois que amor não será maior do que este eu Sou a Paz em tempo de Guerra e sou o General valoroso e ainda sim sou a paz. Pois quem faz guerra a faz para lutar e para dominar mas eu faço para trazer a paz e por isso que amor não será maior do que aquele que ama sem medo de amar tanto em guerra quando em paz esse este é o meu dom maior ser Salomão e Davi e está festa ninguém tira de mim por que ainda sim eu sou Senhor e minha alegria não terá fim...
Amém e Amém...
Corpo
(Em memorias as preparações do
messias)
Pênis
Pois o teu pênis ó Elionay não será
mas doze centímetros a treze quando fica mais excitado a quinze centímetros e
enfim fica completamente grosso no seu ápice.Mas sim a vinte dois centímetros a
vinte dois e meio e quando fica excitado a vinte quatro centímetros e enfim
fica completamente mais grosso no seu ápice.
Amém e Amém...
Altura
Altura
E o seu corpo ó Elionay será um metro
e oitenta no final e um metro setenta no inicio porque Deus é bom e a sua
misericórdia dura para sempre e o seu poder é total para que na sorte eu possa
ter a vitória eu possa triunfar.Na lagrima suja o riso e na tristeza a alegria
para o céu não seja derrotado pelo inferno e que a derrota não pare em nossos
corações...
Pois Deus é bom pastor e sua
fidelidade alcança os mais altos céus e na sua fidelidade esta a conquista.Tu
será alto tirara a sua pequenez e tu será grande como o rei Davi e tu será
exaltado como Salomão eu confiou na tua altura para voar então voe e vivera e
sua altura é essa mesma alta e nada mudara isso...
Amém e Amém...
Pênis
O Pênis do Criador Elionay aumentou
16 cm e depois aumentou 17 cm e em seguida aumentou 21 cm e depois aumentou 24
cm e depois aumentou 25 cm e depois aumentou 27 cm e depois aumentou 28 cm.
E seus testículos ficaram
completamente grandes e fartos de todos os bens e mulheres que ele tanto amou e
que tantos desejou ele e para todo o sempre e por toda a eternidade e este é o
fim para todo o sempre e pelos milhões de anos e por bilhões de anos e para
todo o sempre e pelos séculos dos séculos e por toda a eternidade diga Amém...
Amém e Amém e Amém e Amém...
Reinos
Reinos
“Em memorias do Leão”
Canção
A nossa vitória foi um triunfo do mel
e para a nossa conquista o Deus dos céus para que na grandeza de suas palavras
venhamos a ruiva como um leão e na conquista de sua casa a cantar de todo o
coração.Pois Deus vive e reina pois com minha canção o louvarei e com suas palavras
eu triunfarei para que na morte e na vida eu o possa o celebrar e na dativa da
vida ao anunciar.Pois sua justiça me fez renascer e sua presença me levantou da
cova e me fez rir em tempo de tristeza e me fez cantar no dia da
tribulação.Pois o seu nome esta em meu ser e com sua justiça eu o bendirei.E
cantarei o seu nome santo que é digno de louvor.
Amém...
Amou
Deus tu me amou deste o ventre da
minha mãe tu me buscou e me fez ser vivo como tu eis.Porque a tua misericórdia
me alcançou e tua palavra me libertou das cadeias da inexistência me salvou
agora eu sou livre.
Obrigado por ter fé em me e obrigado
por me amar sem fim.
Tu ó meu Deus é grande e em ti esta
as chaves da vida e da morte tu me amou...
Amém...
Coragem
Deus tu foi corajoso por ter me feito
a tua maneira e tu foi eterno por ter me erguido da sepultura e no teu reino
esta a vida e na tua justiça os céus por tua misericórdia me fez ser exaltado
hoje não há mais morte e nem sofrimento e nem tão pouco dor e nem angustia só
existe a vida e a nova esperança o renascer.E tuas mãos está o despertar para
um novo amanhecer e para uma nova experiência e em teu esconderijo está a
verdadeira paixão ao criar um mudo ou um surdo ou um cego e por ter me feito
perfeito sem estas doenças por isso eu ti exalto.
Amém...
Poder
Pelo teu poder os teus filhos de
chamarão e pela tua promessa a verdade será manifestada e pelo teu fogo haverá
justiça e pela tua paixão nós nos engradeceremos pois tu eis o Deus bom.E em
tuas palavras esta a vida em teu caminho esta a luz e em teu sinal a verdadeira
justiça.
Deus tu eis eterno e tua promessa si
cumpri em tempos de angustia e em teu nome esta a paz.Pai pois sim tu eis meu
pai e como sendo o Criador aquele que me tirou dos laços da perdição e me fez
amar com a sua mesma paixão.Com o teu poder seremos poderosos e com a tua
gloria seremos imbatíveis porque no mundo não a coisa sã e no inferno esta a
real grandeza daqueles a quem ti rejeita.Pois são da mesma natureza dos
demônios e seus feitos são semelhantes a alma demoníaca mas com um pouco de
jeito diz sou santo.Com o mesmo tributo todos serão julgados e com o mesmo
escape todos serão condenados pois não há coisa justa em seu ser antes são como
a praga que imaginaram e do mesmo modo pensando que ia ser cabeça acaba sendo vitima
e com uma vergonha fulminante.
Amém...
Aprendiz
As tuas palavras tu me contou por
isso não foram em vã.Porque hoje aquilo que eu desconhecia si tornou o que eu
aprendi.Mas para que os dois venham a poder serem completos é necessário que um
morra para que o outro possa executar com perfeição e dessa maneira o filho si
torna o pai e o pai si torna o filho e o mestre passa a ser o aprendiz e o
aprendiz passa a ser o mestre.E a tua paixão passou a ser aquilo que eu sou e
tudo o que eu não sabia tu me ensinou.Graças a isso hoje existe um reino uma
jornada e uma ocupação.Mas que para ambos venham a existir verdadeiramente é
necessário que um venha a aprender e a letra si torna vida a experiência passa
a ser um novo e o novo passa a ser o velho.E para todos aqueles que nos odiaram
dizendo eu rejeito e falando para o céu e o sol eu ti odeio.Por isso eles não
terão o nosso começo e nem o nosso fim.Até que venha o meu fim eu também
ensinarei o que eu aprendi e então me encontrarei junto do meu mestre e eu
viverei de novo em meu aprendiz.
Amém...
Deus
Deus tu eis poderoso e em teu favor
está a vida pelo teu nome conheceremos a tua verdade.Pois o choro pode durar
uma noite inteira mas alegria vem pela o amanhã.Porque pelo teu poder seremos
salvos e em tua justiça está a paz e tu eis o. meu único Deus e somente a ti
louvarei.Porque ainda que o mau tente me destruí eu ti louvarei e ainda que as
ondas da morte me cerque eu em ti confiarei.Porque sempre foi tu que me amou e
somente em ti está o meu coração.
Amém...
Elionay
O trono de Elionay está separado do
trono de Jesus Cristo.
Mesmo Elionay sendo Jesus Cristo o
seu espírito e a sua encarnação é separado ao ser humano glorificado que é
Jesus Cristo sendo Deus Filho.
E Elionay mesmo dento o seu Espirito
de Deus de Cristo este espirito está separado a de Jesus Cristo sendo somente
de Elionay e mais de ninguém.
Amém...
Até
E que nesta jornada venha o aprender
e que nesta verdade o novo ser.
Para que com canções possamos
unir.Para que com a dadiva venhamos a descobrir.Como viajantes possamos nos
encontrar e com a alegria ao chegar.E como o sol eterno venha o velho ser.E com
estas palavras o amanhecer.Até o dia possamos nos unir e verdadeiramente poder
sorrir e rir em tempos alegres ou tristes e ri juntos novamente unidos.
Amém...
Eterno
Como será a origem e como será o
final.
O final será quando estivermos mortos
e a origem quando tivermos um filho e no começo como o céu azul nos beijaremos
e em uma historia de amor estaremos e no novo sonho festejaremos.Pois si além
do véu possamos está que diga adeus e si no novo amanhã nós nos desejar diga
agora.Porque o eterno é um ponto de vista de amar e viver e de desejar ou
aprender e quando chega o fim dizermos foi eterno até o fim de uma vida e de
ecoar de um novo céu ou enfim em fé a um Deus.
Amém...
(Cantares em Memorias de Salomão)
“Em memorias de Davi”
Palavras
As minhas palavras que eu falo...
As minhas palavras que escrevo...
Contudo são minhas palavras...
Como hino que festejo...
Com sabor de carne e de vinho...
Por isso são Palavras...
Sol
Tu tens a chave da vida e tu tens a
coroa da salvação...
Para que em todos os mundos eu venha
a te amar...
E em cada reino ao falar...
Porque tu diz tu eis noiva formosa e
eis noiva bendita e como um bom vinho assim o seu amor é para mim... E de
entrego a minha vitória então vença...
E de dou a minha coroa então reine...
Para que na morte e na vida e no inferno ao céu eu venha a falar... O amor é
como um fogo que não se consome e como um mar que se dividi em dois pois é para
dois e como a agua que se torna em sangue pois de uma simples bebida ao deitar
se tira a justiça... Pois o amor reina nos corações prevalece na alma e ele
dura até que venha o fim... Porque como um sinal de fumaça e como sinal de
injustiça e como um sinal de preguiça assim ele não vive sem amar...
Mas como uma alegria sem fim ele diz
o amor nunca morre e o amor nunca falha e o amor é a melhor opção... Como um
beijo que nunca acabou e como um sexo que nunca terminou e como um lar que
nunca mudou assim ele é para aquele que ama pois isso ficara como ele para todo
o sempre... Eu digo o meu coração pertence ao teu... A noiva responde eu sou
tua... Minha suplica para o teu prazer... A minha suplica.... Os nossos
corações são um e minha pegadas são tuas e meu amor é teu... Tu eis o meu
rei... Não eu não sou... Ela diz então eu vou embora... O noivo responde sim eu
sou teu rei...
No teu reino veremos a gloria e na
tua palavra a paz...
No teu caminho o melhor reino e em
teus olhos a compaixão...
Pois tu nasceu para ser rei pois tu
nasceu para liderar...
Pois tu é o nosso melhor e nunca
falhara...
E o nosso amor te ama pois tu nunca
morrera pois estará para sempre em nossos corações...
Amém e Amém...
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