segunda-feira, 14 de maio de 2018

Zeus



Zeus Pequenos Rolos a Origem de
Adonay o Sucessor
Neo e Oraculo








  

(Este livro)
Este livro é para todo o sempre e nunca desaparecera pois se manterá eterno assim como é...
Amém e Amém e Amém...



(Palavra do céu)
(Palavra da Pedra)



(Zeus)
A Origem de Zeus é como os Titãs pois depois de Cronus e o Altíssimo que era o Pai e Thor que era também chamado de Aba arco Azul e Odir também chamado de Eu Sou criou uma junção que o Altíssimo disse uma palavra secreta para Unir a Todos e para ele ter a forma de Jovem e para serem um e toda a sua luz se transformou em Trovão Branco e ele passou a ser Chamado de dois nomes Javé e Zeus...
AMÉM E AMÉM...

(Adonay)
Zeus é o Senhor e Adonay é o seu nome digno de gloria é meu Senhor e digno de honra é meu Deus...
Eu sou Adonay e eu Sou Zeus e unidos somos um só...
Com a palavra da verdade Eu Sou e com este caminho tu eis...
E nascer é viver e nascer é renascer...
E com este caminho eterno Eu sou e com este mistério ele É.
Amém...
(Digno)
Tu eis digno de receber a honra a gloria e o poder e tu eis soberano e teu caminho é o melhor... Pois ainda que meu pai e a minha mãe mim desampare eu creio em ti e tu eis eterno e tua bondade e misericórdia mim seguirão todos os dias da minha vida pois tu eis meu Deus...
Amém...
(Maravilhoso)
Minha alegria é eterna e sua conquista o sem fim pois que o paraíso festeje na bondade e a vitória seja o fim... Pois maravilhoso é o seu nome e a conquista de um Pai e grandioso é o seu perfume na vitória de Adonay...

Pois enquanto um assombra o outro guia e até que venha o fim isso é a harmonia pois este é seu ideal e sua anátema e isso é ser o que Sou...
Atena e anátema uma junção de cosmos e soma e harmonia a paixão e um ideal de um Deus que se intitula de Deusa para mostrar que é um espírito maior pois homem não pode ser mulher e mulher não pode ser homem mas mesmo assim os dois são mas um é SOBERANO...
Amém...

(Digam)
E com está canção e com este vinho digam assim: - Adonay e Elohim e Elion e Margen e Sabaó e Elshaday e Malan Brit e Javé Gire e Zeus e Maor e Margen e Elionay o Grande e digam: -
Amém e Amém...
(Fortaleza)
Tu eis fortaleza e tua muralha não cairá ó grande Jeová Adonay...
Pois com o ritmo do teu poder a vitória do teu ser ainda sim tu eis...
E com a conquista de Adonay e a vitória de um Pai o teu poder ainda sim É... Pois com a certeza de Elion e coroa de Maor o teu poder sempre e ainda É... Pois em tudo o que se faz e em tudo o que se compraz ainda sim há vida... Para que na tua comunhão e na tua forte mão tu possas dizer que teu poder ainda sim há fortaleza... Pois tua fortaleza e tua morada é muralha intransponível e força inabalável...
Amém...
  
  (Justiça)
Em teu caminho há justiça e em teu poder o céu...
Porque em tudo o que existe nós somos sem fim...
E como tudo o que se torna ele se mantem e como tudo o que mantido isso é o melhor e como uma onda injustiça nasce o fogo e a luz da verdade para a acalmar e isso é nossa justiça...
Amém...
(Sabedoria)
Tua luz é sabia e teu poder é sabedoria...
Pois em ti há confirmação para a vida e em teu nome a plenitude do Pai... Pois quem é sábio esse vive e sabedoria ainda sim é...
O começo vive em saber mas conhecimento nasce do céu...
Pois em tudo o que se multiplica isso é sabedoria e como as estrelas dos céu que são santas isso si inicia...
Pois a vastidão do infinito e grandeza dos céus isso é sábio...
E plenitude do conhecimento isso é sua exatidão...
E em tudo o poder de conhecer e a palavra do sábio isso realmente é ser e ter sabedoria...
Amém...
(Mar)
O mar revolto pode vim como o céu do meu rei Eu sou...
Com toda a carne e todo o ser é este o seu favor ele é Soberano...
Entre o mar da existência e com o favor Soberano do seu penhor é ele que é o Senhor... O Senhor mar é ondas que despedaça e correntes inquebráveis que destroem... Por seu mar é dele pois ele é Poseidon pois seus Dons nunca cairá e seu favor sempre mim alcançará seu poder é Eterno...
Amém...
(Vinho)

O teu vinho estás nos olhos e teu mel nos lábios para que tua grandeza compartilhe o sem fim e tua recompensa seja a mim...
Pois uma coisa bela que é Deus se fez carne e sua coroa se fez viva.
Porque no que há e no que se tornou agora felizes podem ser.
E o que é agora venha a existir e isso é Deus.
Amém...
(Alegria)
Tudo o que há em mim é para o teu louvor... Pois tua alegria mim embriaga do teu querer... E tua vontade mim faz cantar a tua canção...
E o teu esplendor falar da tua sorte mão...
Pois em tudo o que há é o mesmo que existi e isto é o melhor...
Pois a alegria é uma arma contra o mal e sua justiça prevalecera...
Pois sua vitória é ser amado e sua justiça é ser alegre...
Amém...

(Livro de Zeus)
“Em memorias de Salomão”

àTeu reino é esse como na palavra o quinto testamento...
Tua vastidão de verde e de horizonte com rios e riachos e como mares e com grandeza vinho e cereais e uvas e flores sem espinho com tigres e ursos e pandas e elefantes e rinocerontes e ovelhas e cabras e jumentos e bois e leopardos e unicórnio e cavalos com asas e leão com asas e zebras e leões e búfalos e águias e macacos e chipanzé e animais silvestres e animais mamíferos e animais aquáticos e animais terrestres e animais dos ares e animais com duplo animo que voam e que e com da terra ou do mar e são lindos...
Amém....
àRios e Montanhas  

Os teus rios são excelentes cheio de ouro e prata e diamantes e carvão e safira e jaspe e sardônica e cúpula e esmeralda e ônix e gás natural e ervas que curam e tesouros escondidos e vapor e topázio e ferro e bronze e perolas da terra e em ostras do subsolo e todas a pedras preciosas do céu e da terra...
Amém...
àLeões que falam

Os leões que falam da antiguidade que é moderna pois é um reino podem falar e responder as perguntas para as pessoas e também podem atacar e se não ter cuidado de uns difamar e falar palavras cheias de ódios e são os únicos no reino Zeus a não usarem a marca de submissão de YHWH que está no lago de fogo depois da sua morte mas seus espirito de força ainda vive em um filho com Jéssica que é Gisele mas ela teve sua gloria com ele depois foi abandonada,
Amém...  
àTributos
E todo reino tem de pragar um tributo com o melhor de sua ovelha e de seu gado e de suas primícias para o seu Deus Zeus Adonay como manjares de danças aos deuses e servirem de acordo com que sabem servir ao Deus ao que tem mais devoção...
E serem devotos e outros serem fieis e outros sendo aprendizes e outros sendo invocadores e outros sendo sacerdotes e profetas e outros sendo mutantes e outros sendo discípulos e seguidores e outros sendo filhos e outros sendo luzes e que ministram em rituais ao seu deus sendo um homem ou uma mulher...
 Amém...
àO céu
O céu é completamente perfeitos e com tons claros e cheios de vida os seu crepúsculos são os maiores e seu gozo é o maior...
São completamente fartos e cheios de cor e com animais que voam ao céu aberto procurando a natureza... E natureza é completamente bela e cheia de alegria e plena e Grandiosa... Sua Dadiva é a melhor e seu vinho o mais excelente...
O seu tesouro é grandioso e seu néctar o mais suave o seu reino o mais belo e seu esconderijo o melhor...
Amém...
àDinheiro
O dinheiro são ouro e prata sem imagem de reis mas com símbolos dos deuses...
E servem para comprar e servem para negociar...
Para comprar alimento e comprar roupas e objetos finos como jarros e joias e todo tesouro faz haver um rico que vive de maneira melhor...
Mas todos fazem suas moradias aonde querem nos bosques e nas vilas e nas montanhas... Os Deuses tem templos em lugares distantes cada qual afastado com um grupo daquele lugar que o referência... E prestam culto e oram e trazem seus tributos e suas ofertas e seus dízimos e traz sua família para ser abençoada...
Amém..


àSangue

O meu sangue e minha medula é MARAVILHOSA não tem enfermidade que a possa destruir e é a cura para aids e para todas as chagas que estão abertas e de toda a falta de membros para reaver os seus movimentos eu sou MARAVILHOSO...

àDeuses
Todos os Deuses são amados pelo povo do reino Zeus e eles são invocados e eles são referenciados e há manifestação na cultura e na dança e nas festas...
Eles celebram ao seu Deus com louvor com colheita e com ofertas de sacrifícios e dançam... E cantam e jejuam e são devotos e sãos fieis ao seu Deus...
E o povo é embriagado de vinho e de festas e de danças...
Amém...
àOraculos
Os deuses tem oráculos e videntes e adivilhos e profetizas e sacerdotes e ministros e mestres e invocadores que mostram o que os deuses são ao povo e os guia em justiça e em verdade e eles são libertos de uma opressão e de uma maldade e de angustia e se veem completamente firmes em cultos e em adoração ao seu Deus e no caminho do poder e da autoridade e da força...
Amém...

àA vida
A vida é cheia de alegria e adoração e louvores no reino Zeus e Todos amam os deuses e eles se manifestam em todo o lugar e de varias maneiras para saberem que os Deuses vivem e eles também reinam...
Amém...
àRegiões do Reino céus

Tem lugares e céus para os deuses que são servos de Adonay de Aba e de Eu Sou de Urano e de Mur o Pai Celestial e de Zeus os titãs dos titãs de Elion e todos os Deus que estão e que são Elionay o Grande e cada um desses Deuses também tem servos e reinam no monte olimpo e também reinam...
Existem lugares celestias e o Monte Olimpo e lugares dos deuses e a cada Deus que estar em Elionay o Grande como um céu uma região cósmica e planetas e terras e palacos e galáxias e eles reinam...
Amém...
àSabedoria
O povo tem sabedoria e a pedi aos deuses e os deuses e Adonay os honram com sabedoria e eles agem por sabedoria por entendimento e virtude e graça...
Eles aprendem com os deuses sua sabedoria e conhecimento e razão e raciocínio e memoria e cálculos e descobertas e com os oráculos dos deuses e com os seus sacerdotes e diagonos e discípulos e mestres e eles são cheios de conhecimento e de sabedoria...
Amém...





(Mitos e Lendas da Mitologia de A à Z de Zeus e dos gregos)


ἐμοὶ δὲ θαυμάσαι θεῶν τελεσάντων οὐδέν ποτε φαίνεται ἔμμεν ἄπιστον.
Para mim, quando os deuses realizam maravilhas, nada parece inacreditável.
Píndaro, Pi, P. 10.48-50.[63]


Os Doze Deuses Gregos (Zeus no trono), por Nicolas-André Monsiau (1754- 1837), finais do século XVIII

Quando Cronos tomou o lugar de Urano, tornou-se tão perverso quanto o pai. Com sua irmã Reia, procriou os primeiros deuses olímpicos (Héstia, Deméter, Hera, Hades, Posidão e Zeus), mas logo os devorou enquanto nasciam, pelo medo de que um deles o destronasse. Mas Zeus, o filho mais novo, com a ajuda da mãe, conseguiu escapar do destino. A mãe, pegou uma pedra, enrolou-a em um tecido e deu a Cronos, que comeu-a, pensando que fosse Zeus. O filho travou uma guerra contra seu progenitor, cujo vencedor ganharia o trono dos deuses.[57] Ao final, com a força dos cíclopes – a quem libertou do Tártaro – Zeus venceu e condenou Cronos e os outros titãs na prisão do Tártaro, depois de obrigar o pai a vomitar seus irmãos.[57] Para a mitologia clássica, depois dessa destituição dos titãs, um novo panteão de deuses e deusas surgiu. Entre os principais deuses gregos estavam os olímpicos, cuja limitação de seu número para doze parece ter sido ideia moderna e não antiga,[64]que residiam no Olimpo abaixo dos olhos de Zeus. Nesta fase, os olímpicos não eram os únicos deuses que os gregos adoravam: existiam uma variedade de divindades rupestres, como o deus-bode , o deus da natureza e florestas, as ninfasnáiades (que moravam nas nascentes), dríades (espíritos das árvores) e as nereidas (que habitavam o mar) —, deuses de rios, sátiros, meio homem, meio bode, e outras divindades que residiam em florestas, bosques e mares. Além dessas criaturas, existiam no imaginário grego seres como as erínias (ou fúrias) (que habitavam o submundo), cuja função era perseguir os culpados de homicídio, má conduta familiar, heresia ou perjúrio.[65]


Olimpo
de
Giovanni Battista Tiepolo, século XVIII, Museu do Prado

Para honrar o antigo panteão grego, compôs-se os famosos hinos homéricos (conjunto de 33 canções).[36] Alguns estudiosos, como Gregory Nagy, consideram que os hinos homéricos são simples prelúdios, se comparado com a Teogonia, onde cada hino invoca um deus.[66] No entanto, os deuses gregos, embora poderosos e dignos de homenagens como as presentes nestes hinos, eram essencialmente humanos (praticavam violência, possuíam ciúme, coléra, ódio e inveja, tinham grandezas e fraquezas humanas), embora fossem donos de corpos físicos ideais.[67] De acordo com o estudioso Walter Burkert, a definição para essa característica do antropomorfismo grego é que "os deuses da Grécia são pessoas, e não abstrações, ideias ou conceitos".[68] Independentemente de suas formas humanas, os deuses gregos tinham muitas habilidades fantásticas, sendo as mais importantes: ter a condição de ser imune a doenças, feridas e ao tempo; ter a capacidade de se tornar invisível; viajar longas distâncias instantaneamente e falar através de seres humanos sem estes saberem. Os gregos consideravam a imortalidade — que era assegurada pela alimentação constante de ambrosia e pela ingestão de néctar — como a característica distintiva dos deuses.[67][69]

Cada deus descende de uma genealogia própria, prossegue interesses próprios, tem certa área de especialização, e é regido por uma personalidade singular; no entanto, essas descrições surgem a partir da infinidade de locais arcaicos variantes que não coincidem sempre com elas. Quando esses deuses eram aludidos na poesia, na oração ou em cultos, essas práticas eram realizadas mediante combinação de seus nomes e epítetos que os identificavam por essas distinções do resto de suas próprias manifestações (e.x. Apolo Musageta era "Apolo, [como] chefe das musas").[70]

A maioria dos deuses foram associados a aspectos específicos de suas vidas: Afrodite, por exemplo, era deusa do amor e da beleza, Ares era deus da guerra, Hades o deus da morte e do inferno, e Atena a deusa da sabedoria, guerra e da coragem.[70] Certos deuses, como Apolo (deus do sol) e Dioníso (deus da festa e do vinho), apresentam personalidades complexas e mais de uma função, enquanto outros, como Héstia e Hélio, revelam pequenas personificações. Os templos gregos mais impressionantes tendiam a estar dedicados a um número limitado de deuses, que foram o centro de grandes cultos panhelênicos.[70] De maneira interessante, muitas regiões dedicavam seus cultos a deuses menos conhecidos e muitas cidades também honravam os deuses mais conhecidos com ritos locais característicos e lhes associavam mitos desconhecidos em outros lugares.[70] Durante a era heroica — que ver-se-á na próxima sub-seção — o culto dos heróis (ou semideuses) complementou a dos deuses e ambas as criaturas se fundiram no imaginário da Grécia.[70]

Era dos deuses e dos mortais



Afrodite e Anquises, por Annibale Carracci: o relacionamento entre a deusa da beleza e um homem mortal demonstra como ficou frequente as relações entre deuses e humanos no imaginário grego



Unindo a idade em que os deuses viviam sós e a idade em que a interferência divina nos assuntos humanos era limitada, havia uma era de transição em que os deuses e os homens (mortais) se misturaram livremente. Estes foram os primeiros dias do mundo, quando os grupos se misturavam com mais liberdade do que fizeram depois. A maior parte das crenças dessas histórias foram reveladas posteriormente na obra Metamorfoses de Ovídio, e frequentemente são divididas em dois grupos temáticos: histórias de amor e histórias de castigo.[71] Ambas histórias tratam do envolvimento dos deuses com os humanos, seja de uma forma ou de outra:

  • Os contos de amor muitas vezes envolvem incesto, sedução ou violação de uma mulher mortal por parte de um deus, resultando em descendência histórica. Essas histórias sugerem geralmente que as relações entre deuses e mortais precisam ser evitadas, sendo que raramente esses envolvimentos possuem finais felizes.[72] Em poucos casos, uma divindade feminina procura um homem mortal e vive com ele, como no Hino Homérico a Afrodite, onde a deusa se relaciona com o príncipe Anquises e acaba concebendo o chefe troiano Eneias.[73]

  • Os contos de castigo envolvem a apropriação ou invenção de algum artefato cultural importante, como quando Prometeu roubou o fogo dos deuses e quando ele ou Licaão inventou o sacrifício, quando Tântalo roubou o néctar e a ambrósia da mesa de Zeus e de seus súditos, revelando-lhes o segredo dos deuses, ou quando Deméter ensinou agricultura e os Mistérios de Elêusis a Triptólemo, ou quando Mársias inventou os aulos e, com ela, ingressou num concurso musical ao lado de Apolo. As aventuras de Prometeu marcam um ponto entre a história dos deuses e a dos homens.[74] Um fragmento de papiro anônimo, datado do século III a.C., retrata vividamente o castigo que Dionísio aplicou a Licurgo, rei de Trácia, cujo reconhecimento de novos deuses chegou demasiado tarde, ocasionando horríveis penalidades que se estenderam por toda vida.[75] A história da chegada de Dionísio para estabelecer seu culto em Trácia foi também o tema de uma trilogia de peças dramáticas do poeta antigo Ésquilo: como em As Bacantes, onde o rei de Tebas, Penteu, é castigo por Dionísio por ter sido desrespeitoso com as ménades, suas adoradoras.[76][77]

Ainda no assunto de relação entre deuses e mortais, há um conto antigo baseado em tema folclórico,[78] onde Deméter está procurando por sua filha Perséfone depois de ter tomado a forma de uma anciã chamada Doso e recebido hospitalidade de Celeu, o rei de Elêusis em Ática. Por causa de sua hospitalidade, Deméter planejou fazer imortal seu filho Demofonte como ato de agradecimento, mas não pôde completar o ritual porque a mãe de Demofonte, Metanira, entrou e viu seu filho rodeado de fogo, visão essa que lhe provocou, instantaneamente, um grito agudo, que enfureceu Deméter, cuja lamentação veio depois, ao refletir o fato de que os "estúpidos mortais não entendem práticas divinas".[79]

Era heroica

O fato de entre os homens e os deuses existir ainda uma terceira classe especial de heróis, que são denominados também "semideuses", é particularidade da mitologia e da religião gregas para a qual quase não existem paralelos.

A idade em que os heróis viveram na mitologia grega é conhecida como era (ou idade) heroica.[81] A era heroica surgiu no Período Arcaico, quando os gregos imaginavam "heróis" (gr. ἥρωες; sg. ἥρως) como certos personagens de lendas épicas. Embora sujeitos à mortalidade, os heróis/semideuses se diferenciavam dos humanos pelo fato de serem capazes de façanhas impossíveis, talvez pelo fato de serem frutos da relação entre um mortal e um deus.[80]

Após a ascensão do culto heroico, os deuses e os heróis constituíram a esfera sagrada e são invocados juntos nos juramentos e nas orações que são dirigidas a eles.[82] Em contraste com a era dos deuses, durante a heroica a lista de heróis nunca é fixa e definitiva; já não nascem grandes deuses, mas sempre podem surgir novos heróis do exército dos mortos. Outra importante diferença entre o culto dos deuses e o dos heróis é que o segundo dos dois se torna o centro da identidade do grupo local.[83]

Os eventos monumentais de Hércules são considerados o começo da era dos heróis. Também se anexam a eles três grandes sucessos militares: a expedição argonáutica e a Guerra de Troia, como também a Guerra de Tebas.[84]

Hércules e os heráclidas


Hércules golpeando Geras, filho de Nix e personificação da velhice. Figura em cerâmica vermelha da Ática, ca. 480-470 a.C.
Hércules com coroa de louros, vestindo pele de leão e segurando um arco.
Cerâmica grega antiga, 460–450 a.C.

Certos estudiosos acreditam que, por de trás das complexas histórias que envolvem o mito de Hércules (ou Herácles), existiu um homem verdadeiro, talvez um senhor de vassalos em Argos.[85] Outros sugerem que o mito de Hércules é uma alegoria da passagem anual do sol pelas doze constelações do zodíaco.[85] Existe um terceiro grupo que acredita que o mito deriva de outras culturas, revelando que a história de Hércules é uma adaptação regional de mitos heroicos já estabelecidos anteriormente. Embora a existência de todas essas e muitas outras especulações, a tradição afirma que Hércules foi filho de Zeus com a mortal Alcmena, neta de Perseu.[86] Suas fantásticas façanhas, que envolvem diversos temas folclóricos, proporcionaram muito material às lendas populares. É retratado como um sacrificador, guerreiro dotado de imenso vigor físico, com força e proezas maravilhosas, protegido por armaduras e itens das quais utilizava com destreza, demonstrando superioridade às habilidades do homem mortal comum.[86] Quanto à iconografia, nas artes visuais — pelo menos no período arcaico — Hércules sempre fora apresentado com barba, pele de leão e clava nas mãos, com grandes músculos expostos nas pernas e nos braços.[87] Já no século IV, a popularidade do herói decresceu e, talvez um pouco por isso, suas características humanas foram reforçadas mais do que as heroicas, e passou a ser representado sem barba e frequentemente sem armas de combate.[86]

Na literatura, Eurípedes escreveu a peça trágica Hércules (ou Hércules Enlouquecido, Hércules Furioso), onde explora o mito do herói, revelando sua conturbada existência, e sua vontade de cometer suicídio, mas que logo é encorajado a viver pelo amigo e rei de Atenas, Teseu.[88] Na peça As Traquinianas, Hércules aparece aqui através da escrita de Sófocles.[89] Esses dois textos da Grécia Antiga, resguardados até os dias atuais, nos conferiram detalhes preciosos acerca dos mitos sobre o herói mais popular e interessante da mitologia grega.[86]

Hércules, escultura de artista desconhecido. Arte romana datada do século II a.C., Museus Capitolinos, Roma.
Hércules e seu bebê Télefo. Os heráclidas eram os descendentes de Hércules.
Museu do Louvre

Hércules atingiu o mais alto prestígio social através de sua nomeação como ancestral oficial dos reis dóricos. Isto serviu provavelmente como legitimação para as invasões dóricas no Peloponeso. Um exemplo disto é o herói mitológico Hilo, epônimo de uma tribo dórica, que se converteu em "heráclida" (nome que recebiam os numerosos descendentes de Hércules,[90] especialmente os descendentes de Hilo — outros heráclidas existentes são Macária, Lamos, Manto, Tlepólemo e Télefo). Estes heráclidas conquistaram os reinos peloponésios de Micenas, Esparta e Argos, alegando, segundo o mito, o direito de governá-los devido à sua ascendência. A ascensão dos heráclidas é muitas vezes denominada "Invasão Dórica" (ver artigo). Um fato interessante é que os reis lídios e, posteriormente, os reis macedônios — como governantes do mesmo reino — também passaram a ser heráclidas.[91]

Embora Hércules tenha morrido, como é destino de todo mortal, por conta de seu lado humano (derivado da mãe Alcmena), alguns gregos — especialmente Píndaro, que o chamava de "herói-deus"[92] — acreditavam que, por conta de seu lado divino (advindo da descendência de Zeus), ele subiu ao Olimpo e tornou-se um deus.[86] Sua figura lendária, portanto, permeou durante algum tempo uma simbologia voltada à terra, aos heróis, ao homem mortal, mas também ao céu, aos deuses, ao divino, ao perfeito, ao ideal.[86] Essa figura mista que Hércules apresenta, em que o lado mortal e o lado divino se confundem, era muito reforçada em diversos cultos e sacrifícios realizados em Creta, onde os gregos ofereciam-lhe sacrifícios duplos, primeiramente como herói e, somente depois, como um ser divino.[93]

Além das façanhas heroicas de Hércules, outros membros dessa primeira geração de heróis, como Perseu, Teseu, Deucalião e Belerofonte, realizaram feitos muito semelhantes a ele, sempre realizando-os solitariamente, sem nenhuma outra ajuda, o que aconteceu quando enfrentaram monstros como Quimera e Medusa em mitos que beiram a contos de fadas (esses combates solitários só apresentam ainda mais a capacidade sobre-humana dessas personagens). Enviar um herói a uma morte presumida é tema frequente nesta primeira tradição heroica, como acontece nas lendas de Perseu e de Belerofonte.[94]

Argonautas


Captura dos Argonautas, cerâmica ática, 460–450 a.C., Louvre

Único épico helenístico conservado até os dias atuais, Argonáutica, de Apolônio de Rodes, narra o mito da jornada de Jasão e os Argonautas para recuperarem o Velo de Ouro da mítica terra de Cólquida. Em Argonáutica, Jasão é impelido à sua busca pelo rei Pélias, que havia recebido uma profecia onde um homem de sandálias se tornaria seu nêmesis. Jasão perde uma sandália em um rio da região, chegando na corte de Pélias e iniciando, assim, a epopeia. Quase todos os membros da seguinte geração de heróis, assim como Hércules, partiram com Jasão ao Argo para buscar o velo de ouro. Essa geração de heróis também inclui: o mito de Teseu, que partiu à Creta para enfrentar o Minotauro; Atalanta, a heroína feminina, Meleagro, que por sua vez tinha um ciclo épico que rivalizava com a Ilíada e a Odisseia, Idas, que lutou contra Apolo por Marpessa, os filhos de Boreas: Zeto e Calais, que desempenharam importante papel na ilha de Fineu e na luta contra os Cinocéfalos, Laerte, pai de Ulisses e também Peleu, pai de Aquiles.[95]

Píndaro, Apolônio e Apolodoro se esforçaram em dar listas detalhadas sobre os Argonautas.[96] Embora Apolônio tenha escrito seu poema no século III a.C., a composição da história dos argonautas é anterior à Odisseia, que demonstra familiaridades com os enredos de Jasão.[97][98] Em épocas antigas, a expedição mítica era considerada como fato histórico, um incidente na abertura do mar Negro ao comércio e à colonização grega.[97] Também tornou-se muito popular, cuja função vai desde a criação de novas lendas locais à inspiração de diversas tragédias gregas.[98]

Casa de Atreu e Ciclo Tebano



Cadmo Semeando Dentes do Dragão, por Maxfield Parrish, 1908

Entre o Argo (capítulo anterior) e a Guerra de Troia (capítulo seguinte), houve uma geração conhecida por seus crimes. Isto inclui os feitos de Atreu e Tiestes em Argos. Atrás do mito da casa de Atreu (uma das principais dinastias heroicas juntamente com a Casa de Lábdaco), está o problema da devolução do poder e a forma de ascensão do trono. Os gêmeos Atreu e Tiéstes com seus descendentes desempenharam o papel de protagonistas na tragédia acerca da devolução de poder em Micenas.[99]

O Ciclo Tebano trata dos sucessos associados especialmente a Cadmo, o fundador da cidade de Tebas, e, posteriormente, com os feitos de Laio e Édipo na mesma região; uma série de histórias que levaram ao saqueio final da cidade a mando dos Epígonis e d'Os Sete Contra Tebas (não se sabe se estes figuraram no épico original).[100] Acerca de Édipo, os antigos relatos épicos têm seguido um padrão diferente (no qual ele continuou governando Tebas depois da revelação de que Jocasta era sua mãe e também posteriormente ao seu casamento com uma mulher que se converteu em mãe de seus filhos) do que conhecemos graças às tragédias — especialmente a mais famosa do assunto, Édipo Rei, de Sófocles — e aos relatos mitológicos posteriores a este texto antigo.[101]

Guerra de Troia e consequências



Em A Fúria de Aquiles, de Tiepolo (1757, afresco, Villa Valmarana, Vicenza), Aquiles está enfurecido pela ameaça de Agamenão tirar seu despojo da guerra, Briseis, e desembainha sua espada para acertá-lo. A súbita aparição de Minerva, que no afresco segura os cabelos de Aquiles, evita o assassinato

A mitologia grega culmina na Guerra de Troia, a famosa luta entre os gregos e os troianos, incluindo suas causas e consequências. Nos trabalhos homéricos, as principais histórias já haviam tomado forma e substância, e os temas individuais foram elaborados mais tarde, especialmente dentro dos enredos dos dramas gregos. A Guerra de Troia adquiriu também grande interesse para a cultura romana por conta das histórias de Eneias, herói troiano, cuja jornada a Troia levou a fundação da cidade que um dia se converteria em Roma e é recontada por Virgílio em Eneida (cujo Livro II contém o relato mais famoso do saqueio de Troia).[102][103]

O Ciclo da Guerra de Troia, coleção de poemas épicos, começa com os sucessos que levaram a guerra: Éris e a maçã de ouro, o julgamento de Páris, o rapto de Helena, e o sacrifício de Ifigénia em Áulis. Para resgatar Helena, os gregos organizaram grande expedição abaixo do mando do irmão de Menelau, Agamenão, rei de Argos ou de Micenas, mas os troianos não quiseram libertá-la. A Ilíada, que se desenrola no décimo ano da guerra, narra em uma de suas páginas o combate entre Agamenão com Aquiles, que era até então o melhor guerreiro da Grécia, e também narra as consequências da morte de Pátroclo (amigo de Aquiles) e de Heitor, filho mais velho de Príamo. Antes da morte, se uniram aos troianos dois exóticos aliados: Pentesileia e Memnon.[103]

Aquiles matou ambos, até Páris atingir seu calcanhar mortalmente com uma flecha (daí a expressão Calcanhar de Aquiles; para mais informações, veja o artigo do guerreiro).[103] Antes de tomar Troia, os gregos tiveram que roubar da cidadela a imagem de madeira de Palas Atenas. Finalmente, com a ajuda de Atenas, eles construíram o Cavalo de Troia. Apesar das advertências de Cassandra (filha de Príamo), os gregos foram convencidos por Sinon — grego que, fingindo sua argumentação, conseguiu levar o gigantesco cavalo para dentro das muralhas de Atenas. O sacerdote Laocoonte tentou destruir o cavalo, mas acabou sendo impedido por serpentes marinhas que, com suas forças, o mataram. Ao anoitecer, a frota grega regressou e os guerreiros do cavalo abriram as portas da cidade.[103]

O Ciclo Troiano proporcionou uma variedade de temas e se converteu em fonte principal de inspiração para os antigos artistas gregos (por exemplo, as métopas de Partenon representando o saqueio de Troia). Essa preferência artística pelos temas procedentes do ciclo troiano nos indica sua importância para a antiga civilização grega.[102] O mesmo ciclo mitológico, posteriormente, também inspirou uma série de obras literárias da Europa. Os escritores europeus medievais troianos, desconhecedores da obra de Homero, encontraram na lenda de Troia rica fonte de histórias heroicas e românticas e um marco que encorajou seus próprios ideais cortesãos e cavalarescos. Alguns autores do século XII, como Benoît de Sainte-Maure (em seu Poema de Troia) e José Iscano (em seu De bello troiano), descrevem a guerra simplesmente reescrevendo a versão padrão que encontraram em Dictis e Dares, seguindo o conselho de Horácio e o exemplo de Virgílio: reescrever um poema de Troia com veracidade, em lugar de contar algo completamente novo.[104]

Era dos deuses

Cosmogonia e cosmologia


Ἤτοι μὲν πρώτιστα Χάος γένετ'· αὐτὰρ ἔπειτα Γαῖ' εὐρύστερος, πάντων ἕδος ἀσφαλὲς αἰεὶ.
Pois bem, no princípio nasceu Caos; depois, Gaia de amplo seio, a eterna base de tudo
Hesíodo, Teogonia, 116-7.[55]


O Amor Conquista Tudo
Representação do deus
Eros, pelo pintor do barroco Caravaggio

"Mitos de origem" ou "mitos de criação", na mitologia grega, são termos alusivos à intenção de fazer com que o universo torne-se compreensível e com que a origem do mundo seja explicada.[56] Além de ser o mais famoso, o relato mais coerente e mais bem estruturado sobre o começo das coisas, a Teogonia de Hesíodo também é visto como didático, onde tudo se inicia com o Caos: o vazio primitivo e escuro que precede toda a existência.[55] Dele, surge Gaia (a Terra), e outros seres divinos primordiais: Eros (atração amorosa), Tártaro (escuridão primeva) e Érebo.[55] Sem intermédio masculino, Gaia deu à luz Urano, que então a fertilizou. Dessa união entre Gaia e Urano, nasceram primeiramente os titãs: seis homens e seis mulheres (Oceano, Céos, Crio, Hiperião, Jápeto, Teia e Reia, Têmis, Mnemosine, Febe, Tétis e Cronos); e logo os cíclopes de um só olho e os hecatônquiros (ou centimanos). Contudo, Urano, embora tenha gerado estas divindades poderosas, não as permitiu de sair do interior de Gaia e elas permaneceram obedientes ao pai.[57] Somente Cronos, "o mais jovem, de pensamentos tortuosos e o mais terrível dos filhos",[58] castrou o seu pai – com uma foice produzida das entranhas da mãe Gaia – e lançou seus genitais no mar, libertando, assim, todos os irmãos presos no interior da mãe. A situação final foi que Urano não procriou novamente, mas o esperma que caiu de seus genitais cortados produziu a deusa Afrodite, saída da espuma da água, ao mesmo tempo que o sangue de sua ferida gerou as ninfas melíades, as erínias e os gigantes, quando atingiu a terra.[57] Sem a interferência do pai, Cronos tornou-se o rei dos titãs com sua irmã e esposa Reia como cônjuge e os outros titãs como sua corte.[57]

O pensamento antigo grego considerava a teogonia – que engloba a cosmogonia e a cosmologia, temas desssa subseção – como o protótipo do gênero poético e lhe atribuía poderes quase mágicos. Por exemplo: Orfeu, o poeta e músico da mitologia grega, proclamava e cantava as teogonias com o intuito de acalmar ondas e tormentas–como consta no poema épico Os Argonautas, de Apolónio de Rodes – e também para acalmar os corações frios dos deuses do mundo inferior, quando descia a Hades. A importância da teogonia encontra-se também no Hino Homérico a Hermes, quando Hermes inventa a lira e a primeira coisa que faz com o instrumento em mãos é cantar o nascimento dos deuses.[59]


Cronos Mutilando Urano
por
Giorgio Vasari e Gherardi Christofano (século XVI). Palácio Velho, Florença

Contudo, a Teogonia não é somente o único e mais completo tratado da mitologia grega que se conservou até nossos dias, mas também o relato mais completo no que diz respeito a função arcaica dos poetas, com sua larga invocação preliminar das musas. Foi também tema de muitos poemas perdidos, incluindo os atribuídos a Orfeu, Museu, Epimênides, Ábaris e outros profetas legendários, cujos versos costumavam ser usados em rituais privados de purificação e em religião de mistérios. Inclusive, há indícios de que Platão se familiarizou com alguma versão da teogonia órfica.[60] Poucos fragmentos dessas obras sobreviveram em citações de filósofos neoplatonistas e em fragmentos recentemente desenterrados, escritos em papiro. Um desses documentos, o papiro de Derveni, demonstra atualmente que pelo menos no século V a.C. existiu um poema teogônico-cosmogônico de Orfeu. Este poema tentou superar a Teogonia de Hesíodo e a genealogia dos deuses se ampliou com o surgimento de Nix (a Noite), marcando um começo definitivo que havia surgido antes dos seres Urano, Cronos e Zeus.[61][62]




Zeus
O Júpiter de Esmirna, descoberto em Esmirna em 1680.[1]
Rei dos Deuses
Deus do Céu, Trovão e Relâmpago
Deus da Lei, Ordem e Justiça
Morada
Símbolos
Cônjuge
Pais
Irmãos
Romano equivalente



Zeus (em grego antigo: Ζεύς; transl. Zeús;[2] em grego moderno: Δίας, transl. Días), é o pai dos deuses (πατὴρ ἀνδρῶν τε θεῶν τε, patēr andrōn te theōn te),[3] que exercia a autoridade sobre os deuses olímpicos na antiga religião grega. É o deus dos céus, raios, relâmpago que mantêm a ordem e justiça na mitologia grega. Seu equivalente romano é Júpiter, enquanto seu equivalente etrusco é Tinia; alguns autores estabeleceram seu equivalente hindu como sendo Indra.

Filho do titã Cronos e de Reia, Zeus é o mais novo de seus irmãos; na maior parte das tradições é casado, primeiro com Métis, engendrando a deusa Atena e, depois, com Hera, embora no oráculo de Dodona, sua esposa seja Dione, com quem, de acordo com a Ilíada, ele teria gerado Afrodite.[4] É conhecido por suas aventuras eróticas, que frequentemente resultavam em descendentes divinos e heroicos, como Atena, Apolo e Ártemis, Hermes, Perséfone (com Deméter), Dioniso, Perseu, Héracles, Helena de Troia, Minos, e as Musas (de Mnemosine); com Hera, teria tido Ares, Ênio, Ilítia, Éris, Hebe e Hefesto.[5]

Como ressaltou o acadêmico alemão em seu livro Religião Grega, "mesmo os deuses que não são filhos naturais de Zeus dirigem-se a ele como Pai, e todos os deuses se põem de pé diante de sua presença."[6] Para os gregos, era o Rei dos Deuses, que supervisionava o universo. Nas palavras do geógrafo antigo Pausânias, "que Zeus é rei nos céus é um dito comum a todos os homens."[7] Na Teogonia, de Hesíodo, Zeus é responsável por delegar a cada um dos deuses suas devidas funções. Nos Hinos Homéricos ele é referido como o "chefe dos deuses".

Seus símbolos são o raio, a águia, o touro e o carvalho. Além de sua clara herança indo-europeia, sua clássica descrição como "ajuntador de nuvens" também deriva certos traços iconográficos das culturas do Antigo Oriente Médio, tais como o cetro. Zeus frequentemente foi representado pelos antigos artistas gregos em duas poses diferentes: numa, em pé, apoiado para a frente, empunhando um raio na altura de sua mão direita, erguida; na outra sentado, numa pose majestosa. Havia muitas estátuas erguidas em sua honra, das quais a mais magnífica era a sua estátua em Olímpia, uma das sete maravilhas do mundo antigo. Originalmente, os Jogos Olímpicos eram realizados em sua honra.





Em grego, o nome do deus é Ζεύς, Zeús, IPA[zdeús] (nominativo : Ζεύς, Zeús; vocativo : Ζεῦ, Zeû; acusativo: Δία, Día; genitivo: Διός, Diós; dativo: Διί, Dií). Na Civilização Minoica, Zeus não era cultuado pela população geral, mas apenas em pequenos cultos minoritários que o viam como um semideus que acabara sendo morto.[8] Os primeiros registros de seu nome estão no grego micênico, nas formas di-we e di-wo, escritas no silabário Linear B.[9]

Zeus, referido poeticamente pelo vocativo Zeu pater ("Ó, pai Zeus"), é uma continuação de *Di̯ēus, o deus proto-indo-europeu do céu diurno, também chamado de *Dyeus ph2tēr ("Pai Céu").[10] Este mesmo deus é conhecido por este nome em sânscrito (Dyaus/Dyaus Pita), latim (Júpiter, de Iuppiter, do vocativo proto-indo-europeu *dyeu-ph2tēr[11]), que é derivado da forma básica *dyeu- ("brilhar", e em seus diversos derivados - "céu", "deus").[8] Já na mitologia germânica o paralelo pode ser encontrado em *Tīwaz > alto germânico antigo Ziu, nórdico antigo Týr, enquanto o latim também apresenta as formas deus, dīvus e Dis (uma variação de dīves[12]), do substantivo relacionado *deiwos.[12] Para os gregos e romanos, o deus do céu também era o deus supremo. Zeus é a única divindade do panteão olímpico cujo nome tem uma etimologia tão evidentemente indo-europeia.[13]

Em grego, o nome do deus é Ζεύς, Zeús, IPA[zdeús] (nominativo : Ζεύς, Zeús; vocativo : Ζεῦ, Zeû; acusativo: Δία, Día; genitivo: Διός, Diós; dativo: Διί, Dií). Na Civilização Minoica, Zeus não era cultuado pela população geral, mas apenas em pequenos cultos minoritários que o viam como um semideus que acabara sendo morto.[8] Os primeiros registros de seu nome estão no grego micênico, nas formas di-we e di-wo, escritas no silabário Linear B.[9]

Zeus, referido poeticamente pelo vocativo Zeu pater ("Ó, pai Zeus"), é uma continuação de *Di̯ēus, o deus proto-indo-europeu do céu diurno, também chamado de *Dyeus ph2tēr ("Pai Céu").[10] Este mesmo deus é conhecido por este nome em sânscrito (Dyaus/Dyaus Pita), latim (Júpiter, de Iuppiter, do vocativo proto-indo-europeu *dyeu-ph2tēr[11]), que é derivado da forma básica *dyeu- ("brilhar", e em seus diversos derivados - "céu", "deus").[8] Já na mitologia germânica o paralelo pode ser encontrado em *Tīwaz > alto germânico antigo Ziu, nórdico antigo Týr, enquanto o latim também apresenta as formas deus, dīvus e Dis (uma variação de dīves[12]), do substantivo relacionado *deiwos.[12] Para os gregos e romanos, o deus do céu também era o deus supremo. Zeus é a única divindade do panteão olímpico cujo nome tem uma etimologia tão evidentemente indo-europeia.[13]


Carruagem de Zeus
De Histórias dos Tragedistas Gregos, 1879, de Alfred Church



Zeus desempenhava um papel dominante, presidindo sobre o panteão olímpico da Grécia Antiga. Foi pai de muitos heróis, e fazia parte de diversos cultos locais. Embora o "ajuntador de nuvens" homérico fosse um deus do céu e do trovão, como seus equivalentes orientais, também era o supremo artefato cultural; de certa maneira, era a encarnação das crenças religiosas gregas, e o arquétipo da divindade grega.

No neoplatonismo, a figura de Zeus familiar à mitologia grega é associada ao Demiurgo, ou Mente (nous) Divina. Especificamente dentro da obra de Plotino, Enéadas,[15] e na Teologia Platônica, de Proclo.

Além dos epítetos locais, que simplesmente designavam que a divindade havia feito algo em determinado lugar, os epítetos ou títulos aplicados a Zeus enfatizavam diferentes aspectos de sua ampla autoridade:

  • Zeus Olímpio, enfatizava a realeza de Zeus e seu domínio sobre os deuses, bem como sua presença específica no Festival Pan-Helênico de Olímpia.
  • Zeus Pan-Helênio ("Zeus de todos os Helenos"), a quem o célebre templo de Éaco em Egina foi dedicado.
  • Zeus Xênio, Filóxeno ou Hóspites: Zeus que era o padroeiro da hospitalidade e dos convidados, pronto para vingar qualquer mal cometido a um estrangeiro.
  • Zeus Órquio: Zeus protetor dos juramentos. Mentirosos que haviam sido expostos eram forçados a dedicar uma estátua a Zeus, muitas vezes no santuário de Olímpia.
  • Zeus Agoreu: Zeus que cuidava dos negócios na ágora e punia os comerciantes desonestos.
  • Zeus Egíoco: Zeus que portava a égide, com a qual ele infundia o terror nos ímpios e em seus inimigos.[16][17][18] Outros autores derivaram este epíteto de αἴξ ("cabra") e οχή, interpretando-o como uma alusão à lenda segundo a qual Zeus teria sido amamentado por Amalteia.[19][20]

Entre outros nomes e epítetos dados a Zeus estão:

  • Zeus Meilíquio (Meilichios, "facilmente acessível"): Zeus assimilou um daimon ctônico arcaico, propiciado em Atenas, o Meilíquio.
  • Zeus Taleu (Zeus Tallaios, "Zeus solar"): o Zeus que era cultuado em Creta.
  • Zeus Labraindo (Labrandos): venerado na Cária, seu local de culto era em Labraunda, e era representado empunhando um machado de ponta dupla (labrys). Estava associado ao deus hurrita do céu e da tempestade, Teshub.
  • Zeus Naio (Naos) e Zeus Buleio (Bouleus): formas de Zeus cultuadas em Dodona, o oráculo mais antigo. Alguns autores acreditam que os nomes de seus sacerdotes, os selos, teriam dado origem ao nome de helenos, dado ao povo grego desde a Antiguidade.
  • Zeus Cásio: o Zeus de Jebel Aqra, vale de montanhas entre a Síria e Turquia.
  • Zeus Itômio ou Itomeu (Ithomatas): o Zeus do monte Itome, na Messênia.
  • Zeus Astrápeo (Astrapios, "relampejante")
  • Zeus Brôntio, Brôncio ou Bronteu ("trovejante")

Mito



Zeus
Na
Villa Getty, entre 1 e 100 d.C., autor desconhecido

Nascimento


Cronos teve diversos filhos com Reia: Héstia, Deméter, Hera, Hades e Posídon, porém engoliu-os todos (menos Posídon, Hades e Hera) assim que nasceram, após ouvir de Gaia e Urano que ele estava destinado a ser deposto por seu filho, da mesma maneira que ele havia deposto seu próprio pai - um oráculo do qual Reia tomou conhecimento e pôde evitar.

Quando Zeus estava prestes a nascer, Reia procurou Gaia e concebeu um plano para salvá-lo, para que Cronos fosse punido por suas ações contra Urano e seus próprios filhos. Reia deu à luz Zeus na ilha de Creta, e entregou a Cronos uma pedra enrolada em roupas de bebê, que ele prontamente engoliu.

Infância


Reia teria escondido Zeus numa caverna dos montes Dícti, em Creta. De acordo com as diversas versões da história, ele teria sido criado:

  • por Gaia;
  • por uma cabra chamada Amalteia, enquanto um pelotão de curetes — soldados ou deuses menores — dançavam, gritavam e batiam suas lanças contra seus escudos para que Cronos não ouvisse o choro do bebê (ver cornucópia);
  • por uma ninfa chamada Adamanteia; como Cronos era senhor da Terra, dos céus e do mar, ela o escondeu pendurado por uma corda de uma árvore, de modo que ele, não estando nem na terra, nem no céu e nem no mar, teria ficado invisível para seu pai.
  • por uma ninfa chamada Cinosura; como agradecimento, Zeus a teria colocado em meio às estrelas.
  • por Melissa, que o amamentou com leite de cabra e mel.

Rei dos deuses


Marnas colossal sentado, retratado ao estilo de Zeus, período romano. Era a divindade principal de Gaza
(
Museu Arqueológico de Istambul).[21]

Após chegar à idade adulta, Zeus forçou Cronos a vomitar primeiro a pedra que lhe havia sido dada em seu lugar - em Pito, sob os vales do monte Parnaso, como um sinal para os mortais: o Ônfalo, "umbigo" - e em seguida seus irmãos, de acordo com a ordem em que haviam sido engolidos. Em algumas versões, Métis deu a Cronos um emético para forçá-lo a vomitar os bebês, enquanto noutra o próprio Zeus teria aberto com um corte a barriga de Cronos. Em seguida, Zeus libertou os irmãos de Crono, os gigantes, os hecatônquiros e os ciclopes, que estavam aprisionados num calabouço no Tártaro, após matar Campe, o monstro que os vigiava.

Para mostrar seu agradecimento, os ciclopes lhe presentearam com o trovão e o raio, que haviam sido escondidos anteriormente por Gaia. Zeus então, juntamente com seus irmãos e irmãs, os gigantes, hecatônquiros e ciclopes, depuseram Cronos e os outros titãs, durante a batalha conhecida como Titanomaquia. Os titãs, após serem derrotados, foram despachados para o Tártaro, enquanto um deles, Atlas, foi condenado a segurar permanentemente o céu.

Após a batalha contra os titãs, Zeus dividiu o mundo com seus irmãos mais velhos, Posidão e Hades: Zeus ficou com o céu e o ar, Posidão com as águas e Hades com o mundo dos mortos (o mundo inferior). A antiga Terra, Gaia, não podia ser dividida, e portanto ficou para todos os três, de acordo com suas habilidades - o que explica porque Posidão era o "sacudidor da terra" (o deus dos terremotos), e Hades ficava com os humanos que morreram (ver Pentos).

Gaia, no entanto, não aprovou a maneira com que Zeus tratou os titãs, seus filhos; logo após assumir o trono como rei dos deuses, Zeus teve de combater outros filhos de Gaia: o monstro Tifão e a Equidna. Zeus derrotou Tifão, aprisionando-o sob o monte Etna, porém poupou a vida de Equidna e seus filhos.

Zeus e Hera


 Hera

Zeus era irmão e consorte de Hera. Com ela teve três filhos: Ares, Hebe e Hefesto, embora alguns relatos afirmem que Hera tê-los-ia tido sozinha. Algumas versões também descrevem Ilitia e Éris como filhas do casal. As conquistas amorosas de Zeus, no entanto, entre ninfas e as mitológicas progenitoras mortais das dinastias helênicas são célebres. A mitografia olímpica lhe credita com uniões com Leto, Deméter, Dione e Maia. Entre as mortais com quem ele teria se relacionado estavam Sêmele, Io, Europa e Leda e o jovem menino Ganímedes, porém Zeus o presenteou com a eterna juventude e imortalidade.

Diversos mitos mencionam o sofrimento de Hera com o ciúme gerado por estas conquistas amorosas, e a descrevem como uma inimiga consistente das amantes de Zeus e de seus filhos. Por algum tempo uma ninfa chamada Eco foi encarregada de distrair Hera falando incessantemente, afastando assim sua atenção dos casos amorosos de seu marido; quando Hera descobriu o estratagema, condenou Eco a repetir permanentemente as palavras de outras pessoas.

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